segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Empresas ignoram mudanças na contabilização de leasing

Notícias

 

As discussões nos órgãos internacionais de contabilidade sobre as mudanças na forma de registrar as operações de LEASING nos balanços passam distante da conhecimento de boa parcela das companhias.

 

Mais da metade (54%) de um universo de 2,8 mil empresas no mundo não está a PAR das alterações que estão por vir e que devem revirar a fotografia das suas finanças. É o que aponta um levantamento da firma de Auditoria Grant Thornton.

 

No Brasil, a parcela de desconhecimento sobre as novas regras em estudo sobe para 64% entre 200 companhias pesquisadas. "Isso é preocupante porque, grosso modo, oito entre 10 empresas nacionais tem algum tipo de contrato de leasing", diz sócio da Nelson Barreto, sócio da Grant Thornton Brasil.

 

Com a adoção do padrão contábil IFRS, o LEASING financeiro - em que há uma Opção de compra ou transferência do bem ao final do contrato - passou a gerar registro obrigatório no ativo e noPassivo das demonstrações financeiras.

 

Mas o chamado LEASING operacional - sem necessariamente transferência da propriedade - ficou de fora dessa regra e aparece nos balanços apenas como despesa de Arrendamento mercantil.


O fim dessa divisão em classes de LEASING deve ser aprovado pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (Iasb, pelas iniciais em inglês). Assim como o financeiro, oArrendamento operacional ganhará registro no Balanço patrimonial.

 

O impacto nos índices de endividamento das companhias será imediato. "Se há o direito de uso, há um ativo, e se há o compromisso de pagar, há um passivo. Esse é o princípio básico", avalia Guillermo Braunbeck, professor dos cursos de MBA da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeira (Fipecafi).

 

Segundo estimativa da Securities and Exchange Commission (SEC), que regula o Mercado de capitais nos Estados Unidos, a medida traria cerca de US$ 1,25 trilhão de dólares para dentro dos balanços das empresas listadas na bolsa americana.

 

O padrão que está sendo avaliado segue a máxima de priorizar "a essência sobre a forma", conceito básico do IFRS. Mas as alterações são complexas e, não por acaso, foram alvo de muitas críticas durante audiência pública internacional sobre o tema.

 

Segundo a pesquisa da Grant Thornton, 36,8% das companhias que afirmaram ter conhecimento das discussões sobre o LEASING não aprovam as mudanças sugeridas, 21,4% não souberam responder e 41,8% concordaram com as alterações.

 

A grande discussão se dá em torno das exceções que serão toleradas. Segundo Braunbeck, há uma expectativa de que os contratos com menos de 12 meses de vigência que não sejam renováveis escapem da contabilização. O critério temporal, no entanto, não deve ser único, tampouco indiscutível. "Não se pode criar uma outra linha divisória baseada apenas na forma. Isso traria uma contradição para dentro da nova contabilidade", explica Braunbeck.

 

O maior impacto das mudanças, segundo 33,2% das companhias, é o aumento nos custos e na complexidade dos relatórios, enquanto apenas 15,4% apontam a melhoria da transparência das informações para os investidores. Para outros 12,4%, o novo padrão altera, principalmente, a maneira de estruturar o financiamento de transações futuras.

 

Fonte: Valor Econômico

Governo do Amapá implementa Lei Geral

Notícias

 

Estado estima em R$ 50 milhões vendas das micro e pequenas empresas ao setor público

Marcelo Araújo, enviado especial

Macapá – O governador do Amapá, Camilo Capiberibe, assinou na tarde desta quinta-feira (27) o Decreto número 6.204, que regulamenta a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa no estado. O governo estima em R$ 50 milhões o potencial de vendas das micro e pequenas empresas (MPE) para o estado. 

 

O Amapá foi a primeira unidade da federação a promulgar a Lei Geral, em 2007. Apesar disso, ainda não havia posto em prática os dispositivos da legislação. A partir de agora, as MPE passam a contar com benefícios como a exclusividade nos processos licitatórios com valor de até R$ 80 mil. 

 

Na opinião do governador, a implementação da Lei Geral facilita o acesso dos pequenos negócios para venderem ao poder público. “Estamos criando um ambiente favorável às micro e pequenas empresas, aquelas que mais geram empregos”, destacou Camilo Capiberibe.

 

Informação

O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Amapá, Alfeu Dantas Junior, disse que o Sebrae e as entidades empresariais vão se empenhar em capacitar os proprietários das MPE para participarem das licitações. “Essa regulamentação é de extrema importância para geração de emprego, renda e estímulo à formalização”, afirmou. 

 

O superintendente do Sebrae no Amapá, João Carlos Alvarenga, também ressaltou a importância da implementação da Lei Geral no estado. “O decreto estabelece regras, respeita a lei e pode ser reeditado todos os anos acompanhando valores reajustados”, observou. 

 

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Fonte: Agência Sebrae

Sebrae promove Encontro de Redes e Centrais de Negócios

Notícias

 

Empresários e fornecedores com interesse em formar parcerias participam do evento

Mariana Flores

Brasília - Com o objetivo de formar parcerias para elevar a competitividade no mercado, o Sebrae promove, entre os dias 9 e 10 de novembro, o II Encontro Nacional de Redes e Centrais de Negócios. O evento vai reunir empresários, fornecedores, representantes de Centrais de Negócios e colaboradores do Sebrae em Natal (RN). A expectativa é que cerca de 500 pessoas participem.

 

Devem comparecer ao encontro empresários de um mesmo segmento que tenham interesse em formar parcerias dentro de uma central. Durante os dois dias serão promovidas palestras e apresentações de experiências de sucesso, além de uma discussão sobre os aspectos legais e tributários das centrais, com a participação de representantes do Congresso Nacional e do governo federal.

 

“Esse evento é uma oportunidade para a troca de experiências e balanço da realidade nacional. As Centrais de Negócios proporcionam uma redução de custos de compras e serviços, além de abertura de novos mercados com incremento de vendas”, afirma o gerente de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae Nacional, Paulo Alvim.

 

Uma Central de Negócios é a união de micro e pequenas empresas de um mesmo segmento para comprar, vender ou promover campanhas de marketing em conjunto e, assim, aumentar seu poder de competitividade. Mesmo atuando de forma independente, as empresas podem se unir para comprar matéria-prima e, com isso, obter descontos junto aos fornecedores. Também podem se unir para conquistar mercado consumidor ou até mesmo para fazer campanhas publicitárias em comum.

 

A metodologia foi desenvolvida pelo Sebrae há dez anos. O Brasil possui atualmente cerca de 700 centrais. Cada uma tem, em média, 20 empresas em sua rede. Os setores que mais se organizam em centrais são os segmentos de supermercados, materiais de construção e de farmácias.

Hoje, para criar uma central, os empresários se unem de forma informal, em associações ou cooperativas. Mas está previstaa regulamentação de uma figura jurídica específica para a formação das centrais. “O governo federal precisa regulamentar um dispositivo da Lei Geral (Lei Geral da Micro e Pequena Empresa) que permita a criação do modelo de sociedades de propósito específico”, afirma o analista do Sebrae, Eraldo Ricardo dos Santos.

 

O II Encontro Nacional de Redes e Centrais de Negócios será realizado no Praia Mar Hotel e tem entrada gratuita. A primeira edição do evento ocorreu em Salvador, em novembro de 2010. Mais informações podem ser obtidas no endereço: http://centraldenegocios.rn.sebrae.com.br.


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Fonte: Agência Sebrae

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Empresas ignoram mudanças na contabilização de leasing

Notícias

 

As discussões nos órgãos internacionais de contabilidade sobre as mudanças na forma de registrar as operações de LEASING nos balanços passam distante da conhecimento de boa parcela das companhias.

 

Mais da metade (54%) de um universo de 2,8 mil empresas no mundo não está a PAR das alterações que estão por vir e que devem revirar a fotografia das suas finanças. É o que aponta um levantamento da firma de Auditoria Grant Thornton.

 

No Brasil, a parcela de desconhecimento sobre as novas regras em estudo sobe para 64% entre 200 companhias pesquisadas. "Isso é preocupante porque, grosso modo, oito entre 10 empresas nacionais tem algum tipo de contrato de leasing", diz sócio da Nelson Barreto, sócio da Grant Thornton Brasil.

 

Com a adoção do padrão contábil IFRS, o LEASING financeiro - em que há uma Opção de compra ou transferência do bem ao final do contrato - passou a gerar registro obrigatório no ativo e no Passivo das demonstrações financeiras.

 

Mas o chamado LEASING operacional - sem necessariamente transferência da propriedade - ficou de fora dessa regra e aparece nos balanços apenas como despesa de Arrendamento mercantil.

 

O fim dessa divisão em classes de LEASING deve ser aprovado pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (Iasb, pelas iniciais em inglês). Assim como o financeiro, o Arrendamento operacional ganhará registro no Balanço patrimonial.

 

O impacto nos índices de endividamento das companhias será imediato. "Se há o direito de uso, há um ativo, e se há o compromisso de pagar, há um passivo. Esse é o princípio básico", avalia Guillermo Braunbeck, professor dos cursos de MBA da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeira (Fipecafi).

 

Segundo estimativa da Securities and Exchange Commission (SEC), que regula o Mercado de capitais nos Estados Unidos, a medida traria cerca de US$ 1,25 trilhão de dólares para dentro dos balanços das empresas listadas na bolsa americana.

 

O padrão que está sendo avaliado segue a máxima de priorizar "a essência sobre a forma", conceito básico do IFRS. Mas as alterações são complexas e, não por acaso, foram alvo de muitas críticas durante audiência pública internacional sobre o tema.

 

Segundo a pesquisa da Grant Thornton, 36,8% das companhias que afirmaram ter conhecimento das discussões sobre o LEASING não aprovam as mudanças sugeridas, 21,4% não souberam responder e 41,8% concordaram com as alterações.

 

A grande discussão se dá em torno das exceções que serão toleradas. Segundo Braunbeck, há uma expectativa de que os contratos com menos de 12 meses de vigência que não sejam renováveis escapem da contabilização. O critério temporal, no entanto, não deve ser único, tampouco indiscutível. "Não se pode criar uma outra linha divisória baseada apenas na forma. Isso traria uma contradição para dentro da nova contabilidade", explica Braunbeck.

 

O maior impacto das mudanças, segundo 33,2% das companhias, é o aumento nos custos e na complexidade dos relatórios, enquanto apenas 15,4% apontam a melhoria da transparência das informações para os investidores. Para outros 12,4%, o novo padrão altera, principalmente, a maneira de estruturar o financiamento de transações futuras.

Fonte: Valor Econômico

Classe Contábil

 

Contabilidade na rede

Notícias

 

O processo de migração das empresas brasileiras para o novo Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) envolve uma grande transformação cultural no ambiente corporativo. Saem de cena toneladas de papel em forma de notas fiscais e livros de registros contábeis. E entra um universo digital, com lançamentos feitos por meio magnético e processamentos e transmissão de informações via sistemas eletrônicos e internet.

 

O Sped teve início com o projeto das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e), concebido em 2005 e em vigor desde setembro de 2006. As NF-e são utilizadas principalmente nas operações que envolvem transações comerciais entre empresas e têm como objetivo o controle do ICMS e do IPI. Foi o primeiro passo na busca por maior integração dos fiscos, com padronização e compartilhamento de dados contábeis e fiscais.

 

A partir de 2007, o programa foi incluído no Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), com dois novos projetos: a Escrituração Digital Contábil (Sped Contábil) e a Fiscal (Sped Fiscal). O objetivo: racionalizar e uniformizar todo o trabalho das empresas nessas áreas, preparando-as para uma transmissão única aos diferentes órgãos fiscalizadores. Dentro de um processo de desburocratização tanto das empresas como do Fisco, o Sped busca conferir maior transparência a essas operações e, sobretudo, facilitar a fiscalização, reduzindo as fraudes.

O resultado até o momento, segundo dados da Receita Federal, são mais de 680 mil estabelecimentos em todo o país emitindo a NF-e. Em cinco anos, foram mais de 3,3 bilhões de notas emitidas e validadas pelas Secretarias da Fazenda dos Estados e pela Receita Federal. No caso do Sped-Contábil - que a partir de 2010 tornou obrigatória a entrega digital de dados de pessoas jurídicas sujeitas à tributação do Imposto de renda com base no lucro real - o saldo também é significativo: em 2011, mais de 150 mil empresas enviaram dados para a Receita Federal no novo formato, o que representou um total de 237.572 livros digitais.

 

Já o projeto do Sped-Fiscal, que possibilita à Receita e às secretarias de fazendas dos Estados e Distrito Federal terem acesso a todos os documentos fiscais emitidos e recebidos pelos estabelecimentos, assim como os dados da apuração do ICMS e IPI, e que devem ser enviados mensalmente via internet, fechou setembro com a participação de mais de 180 mil empresas, que enviaram 880 mil arquivos digitais.

Todos esses números são avaliados como um bom começo, mesmo considerando a demora do país para ingressar na era digital. "Outros países como Chile e o México já estavam na era digital. O Brasil, porém, tem uma estrutura tributária e fiscal muito mais complexa, com uma diversidade maior de tributos, de obrigações acessórias e de autoridades fiscais. Para ingressar na escrituração digital, foi preciso elaborar seu próprio modelo, sem poder importar soluções", afirma a professora Marta Pelúcio, especialista em gestão tributária da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).

 

"A saída das informações do papel para o meio magnético, dentro de um layout, de um padrão criado pelo governo, facilita a integração da base de dados e diminui as chances de erros, o que é bom para todos", afirma a professora.

 

Para Renato Martini, presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), o processo de "desmaterialização" das notas fiscais e da escrituração contábil e fiscal tem tido êxito e aceitação pelos contribuintes. "O país possui a plataforma tecnológica e a legislação necessárias para realizar essa conversão, que trará mais efetividade à tributação."

 

O ITI é um dos elos da cadeia digital: enquanto Autarquia federal vinculada à Casa Civil da Presidência da República, mantém a infraestrutura das Chaves Públicas Brasileiras (ICP-Brasil), a base da certificação digital no país.

 

Dentro do processo de migração para o Sped, o instituto colaborou na formatação do layout da NF-e e é responsável por regular e credenciar as autoridades certificadoras - como a Serasa Experian e a Certisign - que fornecem os certificados digitais aos estabelecimentos emissores de NF-e. "Os certificados são a assinatura digital das empresas e, dentro dos padrões estabelecidos pelo ITI e pela legislação, conferem a validade jurídica necessária aos documentos digitais", explica Martini. Sem esse primeiro passo não seria possível migrar para o mundo digital.

 

O custo médio de um certificado digital é de R$ 400, mas os valores variam de acordo com o prazo de validade e a mídia utilizada para o certificado (pode ser cartão, tolken ou o próprio computador). Hoje, segundo Igor Rocha, presidente de identidade digital da Serasa Experian, o certificado é visto já como um insumo para as empresas, pois a migração para o Sped é vista como um avanço. "São várias as etapas no processo de adaptação às NF-e. Apesar de já estar bem desenvolvido, ainda há pontos a serem solucionados, como o acompanhamento da validação e o armazenamento dos arquivos", diz.

 

Para a Certisign, o mercado de certificação digital deve continuar a crescer 20% ao ano. "A Certisign já emitiu mais de 400 mil certificados que podem ser utilizados nos sistemas das NF-e. Mas ainda há muito a crescer", afirma o vice-presidente de planejamento estratégico da empresa, Paulo Kulivosky.


Migração traz inúmeros benefícios para a esfera privada

 

O processo de migração para o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) já é visto por boa parte dos agentes envolvidos não como uma imposição, mas uma necessidade a ser seguida. As mudanças têm como efeito benefícios internos para as empresas, que passam a cobrar de seus parceiros comerciais a adoção das mesmas práticas.

 

Para Carlos Sussumu Oda, chefe da Divisão de Escrituração Digital da Coordenação-Geral de Fiscalização da Receita Federal, o Sped, para o Fisco, representa a possibilidade de integração entre as autoridades fiscais, com o fortalecimento do controle e da fiscalização por meio de intercâmbio de informações; rapidez no acesso às informações, com o aumento da produtividade dos auditores a partir da eliminação dos passos para coleta dos arquivos. "Isso tudo torna mais célere a identificação e o combate a ilícitos tributários, gerando um aumento no grau de percepção do Risco pelo contribuinte faltoso e o consequente incremento na arrecadação", afirma.

 

Avaliando para além do âmbito do Fisco, Sussumu Oda afirma que a escrituração digital traz ganhos para todos ao eliminar o uso do papel, oferecer uma melhoria da qualidade da informação, possibilitar o cruzamento entre os dados contábeis e fiscais, e disponibilizar cópias autênticas e válidas da escrituração para usos distintos e concomitantes. "É a simplificação e a racionalização no cumprimento das obrigações acessórias pelas empresas. O Sped permite a uniformização das informações que o contribuinte muitas vezes tem que prestar às diversas autoridades fiscais, de diferentes Estados, evitando que tenha que utilizar procedimentos distintos", afirma.

 

Para chegar a esses efeitos positivos, porém, Miriam Negreiro, diretora de consultoria da ABC71, desenvolvedora de soluções, lembra que as mudanças para o Sped expuseram a necessidade de melhoria nos sistemas de muitos contribuintes. "Faltava uma integração efetiva entre as áreas das empresas. A partir das NF-e isso já teve que ser modificado, o que significou a implantação de sistemas mais complexos, mas que permitem maior eficiência."

 

A cada nova etapa do Sped novas 'falhas' vão sendo descobertas. Um dos exemplos mais recentes, segundo a executiva, foi a exigência que começou a ser feita a partir de janeiro de 2011 para que algumas empresas, que já estavam no Sped Fiscal, também enviassem no mesmo padrão o e-CIAP - Controle de ICMS do Ativo Permanente. "Foi com a exigência que tornou evidente que a maioria das empresas não controlava sistematicamente o seu ativo permanente, seu imobilizado (bens patrimoniais, como maquinário)", afirma.

 

Para que todo o sistema funcione, as empresas precisam que os seus parceiros também estejam adequados. "A fiscalização seria das secretarias da Fazenda dos Estados e da Receita Federal, no caso das NF-e, por exemplo. No entanto, se a empresa que está comprando não receber o documento dentro do novo padrão, ela também é responsabilizada", explica Miriam Negreiro.

 

Além disso, há o interesse do próprio mercado para que todos acompanhem as mudanças. "Quem cumpre todas as obrigações tem mais custos que aqueles que burlam a tributação e a legislação. O Sped também visa inibir esse tipo de disfunção no mercado e os agentes estão atentos a isso", afirma Negreiro.

 

Sem esquecer que, ao receber uma NF-e do fornecedor por meio de um arquivo digital no padrão e que pode ser carregado em seu próprio sistema, a empresa otimiza seu processo.

 

"Não se trata apenas de uma transmissão de informações, mas da possibilidade de conquistar ganhos operacionais, desde que a informação seja integrada", analisa a diretora da ABC71.

 

Segundo João Maurício Gumiero, sócio da área de outsourcing da Deloitte, o processo de migração está sendo menos traumático principalmente para as empresas que já tinham seus sistemas eletrônicos, com programas internos de integração e, sobretudo, seus cadastros - de produtos, clientes e fornecedores - em ordem. "Esse perfil resultou em um menor custo de adaptação", afirma. Quanto ao Sped Contábil e o Fiscal, a adequação aos layouts dos livros eletrônicos exigiu mais Investimentos de todos. (A.H.)

Fonte: Valor Econômico

Classe Contábil

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Fomenta Bahia orienta empresários a vender para o governo

Notícias

 

A programação do evento inclui Rodadas de Negócios e cadastro de fornecedores

Fábio Vasconcelos

Salvador - Proprietária do Beiju da Nalva, Marinalva Batista, 44 anos, vende cerca de 500 pacotes - com 12 beijus em cada um - por semana para a prefeitura de Valença, no sul da Bahia. Há seis meses, desde que os produtos entraram no cardápio da merenda das escolas municipais da região, a Empreendedora Individual contabilizou um aumento de 50% no faturamento. “Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida e meu objetivo agora é aprender ainda mais sobre o assunto”.

 

Com o intuito de colocar em prática os planos, Marinalva fez parte do grupo de 250 pessoas, entre autoridades, empresários, empreendedores individuais e representantes de classe que compareceram à abertura do II Fomenta Bahia. A solenidade aconteceu nesta quarta-feira (26), em Salvador.

 

O objetivo principal do evento, que continua nesta quinta-feira (27), é capacitar os empreendedores sobre os benefícios das compras públicas sob a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que amplia o acesso dos micro e pequenos negócios a esses mercados. Estão previstas palestras, rodadas de negócios e cadastro de fornecedores.

 

Presente na abertura o superintendente do Sebrae na Bahia, Edival Passos, destacou que o poder de compra dos governos federal, estadual e municipal é muito grande, o que pode contribuir para o desenvolvimento das micro e pequenas empresas (MPE). “As prefeituras municipais devem ser as maiores compradoras das pequenas empresas locais, pois isso gera renda e melhora a vida da própria população”, disse. O superintendente ressaltou ainda que um dos desafios do Sebrae para 2012 é regulamentar a Lei Geral nas cidades onde a legislação já foi aprovada.

 

O secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Jorge Souza, reiterou as palavras de Edival Passos. “A força de compra do governo federal, por exemplo, representa 10% do Produto Interno Bruto (PIB)”, destacou. E completou. “Devido a esse poder, quem vai direcionar o mercado é o estado e isso tem que ser revertido para as MPE, que são as maiores geradoras de emprego no país”.

 

De acordo com a Lei Geral, as micro e pequenas empresas têm exclusividade de participação nas licitações de até R$ 80 mil. Caso ultrapasse esse limite, há a garantia da reserva de 25% da contratação de bens que sejam divisíveis e da subcontratação de até 30% do valor contratado com médias ou grandes empresas.

 

Fomenta

A Secretaria de Administração do Estado da Bahia vai cadastrar nesta quinta-feira (27), durante o Fomenta, empresários que queiram participar de licitações. Só no ano passado, segundo dados da Secretaria, foram comprados mais de R$ 12 milhões de micro e pequenas empresas. O II Fomenta é uma realização do Sebrae em parceria com o Governo da Bahia, por meio das Secretarias de Administração e de Comércio, Indústria e Mineração.

 

Serviço
Sebrae na Bahia - (71) 3320.4558
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Central de Relacionamento Sebrae - 0800 570 0800

 

Fonte: Agência Sebrae

Divulgação na internet exige planejamento estratégico

Notícias

 

Analista orienta empresários sobre negócios no mundo virtual em chat promovido pelo Sebrae

Regina Xeyla

Brasília - Realizar um planejamento estratégico antes de expor a marca da empresa na internet. Essa foi a principal orientação dada pelo especialista em direção estratégica, André Telles, nesta quinta-feira (27), durante o Papo de Negócio. Trata- de um produto inédito e interativo de bate-papo, via internet, desenvolvido pelo Sebrae. O tema escolhido para o lançamento foi a importância da internet como ferramenta de competitividade para a pequena empresa.

 

Mais de 400 pessoas participaram do chat e realizaram mais de 100 perguntas. Na avaliação do analista de Capacitação Empresarial do Sebrae, Ancelmo Góis, o número de participantes e a qualidade do debate demonstraram que “a iniciativa alcançou plenamente seu objetivo, que é democratizar o acesso a informação”.

 

O Papo de Negócio continua logo mais, às 16h, com o tema Uma Ideia na Cabeça e um Mouse na Mão, e a participação das especialistas Flavia Marcon, do portal da internet Mercado Livre, e Luiz Borba Santos, do Google. As palestras são gratuitas e abertas ao público. Para participar, basta acessar oportal do Sebrae.

 

No último horário, às 20h, é a vez da palestra A História de Quem Faz Acontecer, que será ministrada por empresários vencedores do prêmio MPE Brasil. Eles vão contar como a internet mudou a história de suas vidas e de suas empresas. Ao final de cada momento, os participantes poderão interagir com os especialistas por meio do chat.

 

De acordo com André Telles, hoje é possível desenvolver e potencializar um negócio utilizando e-mail, site e redes sociais. “O brasileiro gosta de conversar e as mídias sociais têm esse propósito. É possível utilizar esses mecanismos para conversar com os clientes e promover o negócio, independente do porte”, afirmou. Segundo Telles, o Brasil conta com 80,3 milhões de internautas. Desses, 90% estão conectados a alguma mídia social. Um terço das compras do varejo é pela internet.

 

Telles ressalta também que as ferramentas precisam ser bem utilizadas. “Ao fazer uma página virtual, o empresário não pode falar apenas de si mesmo, da sua marca. É preciso oferecer conteúdo relevante para o cliente”. Ele explicou que a internet é a mídia mais mensurável do mercado. “É possível verificar de onde vem o tráfego do site, ou seja, descobrir como o cliente chegou até você”.

 

Redes Sociais

Ainda durante o chat, o especialista ressaltou que “é necessário fazer um planejamento para haver coerência na linguagem e conhecimento do público-alvo. Só depois pode-se verificar qual é a mídia mais adequada”. Ao falar das redes sociais, Telles destacou que ferramentas como Facebook (850 milhões de acessos), Orkut (2º maior buscador do mundo na internet) e Twitter (30 milhões de seguidores) são mecanismos de grande visibilidade, mas que “antes de usá-las, o empresário precisa fazer uma análise do perfil do cliente que quer atingir”.

 

Para o Facebook, Telles recomenda que não se faça apenas um perfil, e sim, uma página com conteúdo mais aprofundado. O especialista também enfatizou a importância de usar as multimídias e de criar o site com por palavras–chaves para os mecanismos de busca. “Isso possibilita que  o usuário digite uma palavra no serviço de busca do google, por exemplo, e o site da empresa apareça logo nas primeiras páginas”. De acordo com Telles, 90% dos usuários não passam da terceira página de busca.

 

O especialista está à disposição de empresários que participaram do chat e ainda têm dúvidas. Perguntas podem ser encaminhadas para os endereços eletrêonicos: andre@mentesdigitais.com.br e @andretelles (no twitter).

 

Serviço
Papo de Negócio
27 de outubro
16
h – Uma idéia na cabeça e um mouse na mão, com Luiza Santos e Flávia Marcon
20h – A história de quem faz acontecer, com vencedores do MPE Brasil

Agência Sebrae de Notícias: (61) 3243-7852/ 2107- 9104/ 3243-7851/ 9977-9529
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Fonte: Agência Sebrae

As IFRS no Brasil

 

Notícias

 

As normas internacionais de contabilidade vêm trazer às empresas brasileiras mais modernidade, confiabilidade, correção e alinhamento com aquilo que é considerado adequado em todo o mundo

Eduardo Pocetti

Após quase quatro anos da promulgação da lei 11.638/2007 – que estabeleceu as IFRS (International Financial Reporting Standards, ou normas internacionais de contabilidade) como novo padrão contábil para as instituições financeiras, empresas de capital aberto ou de grande porte brasileiras -, o ano de 2011 marcou a adoção efetiva e compulsória dessa sistemática de análise das contas empresariais.

 

As demonstrações financeiras anuais de 2010 e trimestrais de 2011 das chamadas sociedades anônimas e de empresas que tiveram faturamento bruto de mais de R$ 300 milhões no ano ou que dispõem de ativos totais acima dos R$ 240 milhões (mesmo que não obrigadas a publicar seus números) estão expressas de acordo com o padrões internacionais adaptados pelos pronunciamentos técnicos publicados pelo CPC (Comitê de Pronunciamentos Contábeis), entidade criada no país para adequar as IAS (International Acounting Standards, normas do padrão IFRS) à realidade brasileira.

 

Assim, foi coroado o esforço e trabalho conjunto de anos das classes contábil e de auditores e de entidades, órgãos e instituições como Apimec Nacional, BM&FBovespa, Conselho Federal de Contabilidade, Fipecafi, Ibracon, BCB e CVM para modernizar e adequar os padrões contábeis nacionais às melhores práticas adotadas internacionalmente.

 

Além de colocar as demonstrações financeiras das empresas brasileiras na mesma “linguagem” adotada por mais de cem países de todo o mundo, o padrão IFRS oferece mais confiabilidade aos sistemas de divulgação de dados empresariais. Com o novo padrão, abrem-se também novas oportunidades de acesso a crédito às companhias nacionais, a partir da facilitação de relacionamento com as instituições financeiras estrangeiras que, em geral, exigem demonstrações adequadas às normas internacionais de contabilidade para conceder recursos.

 

Vale destacar que o padrão em IFRS está se tornando uma referência não só para as empresas que já são obrigadas a adotar o sistema. O mercado tem passado a exigir sistematicamente que as demonstrações financeiras de todas as empresas do país – incluindo aquelas que compõem o chamado Mercado Empreendedor, formado por pequenas, médias e até grandes corporações ainda não reconhecidas como tal pelo mercado - passem a ter as IFRS como referência. Esse tipo de exigência é apresentado especialmente pelas instituições financeiras na hora de avaliar a capacidade de contratação de crédito das corporações.

 

Para nós e para nossos colegas contadores e auditores, prossegue o desafio da constante atualização profissional a partir das exigências que o mercado vier a impor ao longo dos próximos anos em relação à adoção generalizada de demonstrações financeiras seguindo as IFRS.

 

As normas internacionais de contabilidade vêm trazer às empresas brasileiras mais modernidade, confiabilidade, correção e alinhamento com aquilo que é considerado adequado em todo o mundo quando falamos de demonstrações financeiras. E, em razão do trabalho árduo e produtivo de profissionais dedicados ao longo dos últimos anos, a adoção das IFRS no Brasil é um sucesso que reforça o destaque que nosso país tem adquirido no cenário global.

 

 

 

Fonte:

 

Revista Incorporativa

 

 

 

Instituto de Contabilidade do Brasil, 26/10/2011  11:36:27  

 

Brasil consolida empreendedorismo

Notícias

 

Agência de Notícias Sebrae

Porto Alegre - Nos últimos cinco anos, mais de 500 mil novos negócios foram registrados no Brasil, sem contar a formalização de empreendedores individuais (EI), que somam mais de 1,2 milhão de registros em dois anos de existência. Os números demonstram que o empreendedorismo está consolidado no país. No entanto, ?precisamos de mais um salto de qualidade e isso passa pelo fortalecimento dos territórios?, opinou o gerente de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae, Ênio Pinto. A palestra dele abriu a sessão plenária ?A nova competitividade dos territórios?, nesta quarta-feira (26), durante o XXI Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, que está sendo realizado em Porto Alegre (RS).

A economista da unidade de Análise Estrutural e Competitividade da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Annalisa Primi, defende a necessidade de um diagnóstico para se definir a vocação dos territórios e uma visão integrada entre seus diferentes atores, como governos, acadêmicos, empresários e sociedade civil. ?Para construir um modelo bem sucedido, não se pode subestimar a heterogeneidade, a grande variedade de potenciais inovadores e diversidade de estratégias?, assinalou Primi.

Para o diretor do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Antonio Carlos Filgueira Galvão, o Brasil tem apresentado taxas mais moderadas de crescimento, mas o processo tem sido qualitativo, com transferência de renda. Este é um diferencial importante quando se compara o desempenho nacional de países como China e Índia. ?Superar as desigualdades ainda é o ponto central do nosso desenvolvimento, porque não se trata apenas de transferir recursos para os mais pobres. A inclusão é que pereniza o território, cujo espaço não se limita a um recorte físico?, ponderou.

O seminário, que segue até esta sexta-feira (28), na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), está sendo realizado por iniciativa da Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), em parceria com o Sebrae.

Fonte: Agência SEBRAE

CFC

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

As MPEs e a assimetria de informações contábeis

Artigos

 

No mundo dos negócios, a assimetria de informações, também conhecida como assimetria informacional, compreende ao “descompasso” entre as informações econômico-financeiras disponíveis sobre determinada empresa e a sua situação real e verdadeira.

 

No caso brasileiro, diversos são os motivos que favorecem ao surgimento de um ambiente nebuloso com um alto nível de assimetria informacional. O problema é mais visível no segmento das MPEs e decorre principalmente de fatores como a falta de fidedignidade da escrituração contábil-financeira, a existência de uma alta Carga Tributária e a predominância de um gerenciamento amador na maioria das micro e pequenas empresas.

 

No que tange a escrituração contábil, verifica-se que as micro e pequenas empresas se voltam apenas para o atendimento das exigências da legislação tributária e insistem em não dar a devida importância ao registro contábil e financeiro de suas transações.

 

Quanto à elevada carga tributária, observa-se que a sua complexidade, em conjunto com o alto custo financeiro que “corrói” o Faturamento das MPEs, estimulam a divulgação de informações econômico-financeiras defasadas ou a publicação de números que não correspondem à realidade das empresas do segmento.

 

Por último, o gerenciamento amador predominante na maior parte das MPEs não dá importância à utilização de informações fidedignas na tomada de decisões e considera que o custo para a contratação e manutenção de melhores Serviços de consultoria contábil e financeira é elevado e desnecessário.

 

É urgente destacar a necessidade de reverter o cenário acima descrito. A existência de um elevado nível de assimetria nas informações contábil-econômico-financeiras das empresas gera um ambiente de insegurança empresarial, favorece a prática de juros maiores e menores prazos pelos bancos e, além disso, contribui para maiores taxas de mortalidade das MPEs.

 

Para concluir, ressalta-se a importância do papel do contabilista no sentido de direcionar sua atuação também para a conscientização dos dirigentes de micro e pequenas empresas sobre a grande relevância da manutenção e utilização de informações fidedignas geradas por bons profissionais contadores.

   

Autor: Odelmo Diogo

Contador graduado pela UECE e Economista formado pela UFC. Atua no setor financeiro desde 2004 e atualmente exerce a função de Gerente de Relacionamento Empresarial.

 

Fonte: Classe Contábil