sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Fantástico e Sebrae dão dicas para aprimorar negócios

Notícias

No programa da TV Globo, nos próximos cinco domingos, Max Gehringer e consultores da instituição acompanham realidade de três microempresas paulistas

Bianca Brasil

Brasília - O que é preciso fazer para melhorar sua empresa? Quem assistir ao programa Fantástico, da Rede Globo, a partir deste domingo (2), poderá acompanhar a realidade e a evolução de três microempresas (salão de beleza, serviço de limpeza e de alimentação) de São Paulo, com dicas para aprimorar a gestão do negócio.

Chamado “Você é o dono”, o novo quadro será conduzido pelo administrador de empresas Max Gehringer, que acompanhará o dia a dia das empresas junto com um consultor do Sebrae, orientando-as a partir de três aspectos: finanças, produção e marketing. O quadro “Você é o dono” será apreentado durante cinco domingos.

Foi criado um hotsite, que será divulgado assim que o quadro entrar no ar. Serão divulgadas informações e dicas sobre gestão empresarial por meio de vídeos, áudios e artigos, além dos conteúdos debatidos nos programas. O empresário também terá a oportunidade de fazer um autodiagnóstico de sua empresa pelo site, ao responder um questionário que estará à disposição gratuitamente, com o retorno online dos aspectos que devem ser melhorados.

“Pensamos em uma solução que pudesse atender nosso público de imediato. Além disso, para ter acesso, o cliente deverá se cadastrar e, com isso, poderemos lhe oferecer nossos produtos”, observa Alexandre Lopes, da área de Atendimento Individual do Sebrae.

A instituição mobilizou todo o Sistema para preparar antecipadamente analistas e consultores que farão o atendimento remoto (0800, web e chat). Há também a sugestão para que os estados aproveitem a oportunidade e realizem palestras, fóruns e atendimentos coletivos presenciais sobre os temas da semana. “A exposição em um canal como este vai nos gerar uma demanda extra. Por isso, estamos preparando nossos atendentes em todo o Brasil e até mesmo reforçando as equipes. Só em São Paulo, contaremos com o suporte de mais de 100 teleatendentes”, explica Romilda de Sousa, também da área de Atendimento Individual do Sebrae.

Serviço
Agência Sebrae de Notícias: (61) 3243-7852/ 2107- 9110/ 3243-7851/ 9977-9529
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
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Fonte: Agência Sebrae

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Ecommerce Day aponta oportunidades para mercado virtual

Notícia

Evento incentiva micro e pequenas empresas a participar de comércio eletrônico no Brasil

Regina Mamede

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Site

www.ecommerceday.org.br/online2011

 Rio de Janeiro - A capital sediou, nesta terça-feira (27), o Ecommerce Day Online 2011 – evento patrocinado pelo Sebrae que aborda oportunidades de negócios para micro e pequenas empresas no mercado virtual, perfil do consumidor e plataformas para pagamentos online. Além de empresários, o encontro atraiu mais de 800 participantes virtuais.

“É importante pensar em soluções para um mundo sem fronteira e o e-commerce rompe as barreiras geográficas”, destacou Gerson Rolim, diretor da Camara-e.net e coordenador de comércio eletrônico do Mercosul Digital.

A empresa americana comScore apontou dados atraentes para empresas interessadas em trabalhar com o mercado virtual. O Brasil está na sétima posição no ranking de países que mais acessam a internet. De um total de 1,4 bilhão de usuários no mundo, 44 milhões são brasileiros – sem contar os 30 milhões que utilizam lan house.

Ainda de acordo com o levantamento, o perfil típico do consumidor é jovem, cerca de 30 anos. Os homens (54%) compram mais do que as mulheres (46%). A maior parte dos consumidores virtuais está no sudeste, mas é forte a tendência de negócios regionais.

Pesquisa da empresa Informações de Comércio Eletrônico (e-bit) mostra que o crescimento acelerado e as infinitas possibilidades comerciais estão motivando a criação de negócios digitais. Só em 2010, o mercado brasileiro teve um faturamento de R$ 15 bilhões - um crescimento de 40% em comparação a 2009, que fechou em  R$ 10 bilhões.

Raquel Abrantes, representante da unidade de Acesso a Mercados e Serviços Financeiros do Sebrae no Rio de Janeiro, lembra que as oportunidades e desafios do comércio virtual são os mesmos do mundo real. “Os micro e pequenos negócios têm que estar atentos para a demanda, mantendo uma plataforma segura para o pagamento online, qualidade de produtos e compromisso com prazos de entrega. Planejamento e capacitação são fundamentais”. Raquel Abrantes destaca ainda que a instituição tem uma série de produtos voltados para esse tipo de empreendedor.

Serviço
Sebrae no Rio de Janeiro: (21) 2212-7971
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
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Fonte: Agência Sebrae

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Entidades contábeis lançam a cartilha "CRCSC na Escola"

Notícias

Comunicação CRCSC

"Um belo trabalho, que merece os parabéns". Foi assim que o secretário da Educação de Florianópolis, Rodolfo Pinto da Luz, ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, classificou a cartilha "CRCSC na Escola", lançada na quarta-feira passada, pelo Conselho Regional de Contabilidade (CRCSC), Federação dos Contabilistas (Fecontesc)  e Sindicato dos Contabilistas (Sindicont) de Joinville. Junto com o deputado estadual Darci de Matos e de várias lideranças contábeis do Estado, Pinto da Luz participou da solenidade de lançamento do material, realizada no auditório do CRCSC,  em Florianópolis.

A cartilha, que visa mostrar às crianças a importância de se poupar e administrar bem a mesada, foi apresentada pela presidente do Sindicont de Joinville, Gilda Nessler. Na sequência a psicopedagoga Cláudia Medeiros Soares explicou que a metodologia de ensino trabalha em cima de três conceitos: o gastar, o poupar e o doar. Conforme ela, um projeto piloto será realizado no Centro de Educação Infantil (CEI) Sementinha, envolvendo pais, professores e alunos, com a participação das entidades contábeis e dos acadêmicos do curso de Ciências Contábeis da Sociesc. 

Com muitas ilustrações e numa linguagem bastante acessível,  o material  revela o quanto a contabilidade está presente no nosso dia-a-dia e como é importante para garantir um orçamento familiar equilibrado. "Além de estimular as crianças ao consumo responsável, ressaltamos a importância da emissão da nota fiscal como forma de inibir a sonegação fiscal", destacou Gilda Nessler. 

Já o presidente da Fecontesc, Rodolfo Grosskopf, destacou que a entidade se orgulha em contribuir para a formação de uma geração de cidadãos capazes de administrar melhor as suas vidas financeiras e - caso um dia venham a se tornar empresários - os seus próprios negócios. "Como profissionais da contabilidade verificamos - diariamente - como a falta de controle do patrimônio é responsável pela desagregação familiar e também pela falência de várias empresas", observou. 

O deputado estadual Darci de Matos lembrou que um projeto de sua autoria, em tramitação na Assembleia Legislativa, propõe a inclusão da Educação Financeira como matéria transversal no currículo da rede pública de ensino. O parlamentar também elogiou a iniciativa do CRCSC, Fecontesc e Sindicont Joinville, considerando-a "magnífica, emblemática e significativa". 

Encerrando a solenidade, o presidente do CRCSC, Sergio Faraco, enfatizou a importância do investimento em educação. "Qualquer melhoria ou transformação social passa pela educação", disse. 

A cartilha tem o apoio da Domínio Sistemas e Sicredi. 

Em Joinville, o lançamento da cartilha acontece no Dia da Criança, 12 de outubro, no CEI Sementinha (Rua Ricardo Karmann, 175 - Bairro Iririú - telefone (47) 3427.1617

Fonte
Márcia Quartiero - (48) 8405-7104 / 3348-7195
Assessoria de Comunicação CRCSC

CFC

Microempresa descobre o Cartão BNDES

Notícias

Valor Econômico

Por Vera Saavedra Durão | Do Rio 

O avanço para 33% na participação das micros, pequenas e médias empresas nos desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) este ano é em grande parte mérito do Cartão BNDES, produto de maior sucesso do banco nos últimos dois anos. De janeiro a julho de 2010 essa modalidade respondia por 2,8% do total de desembolsos da instituição. No mesmo período deste ano, o peso dobrou e chegou a 5,3% dos R$ 69 bilhões liberados até julho. 

Ricardo Albano Dias Rodrigues, chefe do Departamento de Operações de Internet, que opera o dinheiro de plástico do banco, prevê fechar o ano com um desembolso de R$ 7,5 bilhões nos empréstimos via cartão, um recorde. Se confirmado, o valor vai representar um aumento de 80% em relação aos R$ 4,3 bilhões liberados em 2010. "Até meados de setembro já desembolsamos R$ 5,2 bilhões", adiantou. 

Criado no fim dos anos 90 por Milton Dias, funcionário do BNDES, para facilitar a vida dos pequenos empresários, o instrumento de crédito destinado às micros, pequenas e médias empresas para aquisição de produtos para desenvolver suas atividades, entrou em operação em 2003, na gestão Carlos Lessa. E se popularizou na crise financeira, em 2009. Nos últimos dois anos, a procura não para de crescer. 

O cartão é uma linha de crédito pré-aprovada, com limite de até R$ 1 milhão por banco emissor (Banco do Brasil, Caixa Economica Federal, Banrisul, Bradesco e Itaú), com prestações fixas, prazo de pagamento de três a 48 meses e taxa de juro baseada nas Letras do Tesouro Nacional (LTNs), divulgada mensalmente no Portal de Operações do Cartão BNDES. A taxa de setembro é de 0,98% (12,45% para um ano). Apesar de superar a Selic, os usuários não reclamam. 

Essa taxa de juro é cheia e remunera o BNDES e o agente financeiro. O agente ou banco emissor é quem repassa os recursos do BNDES para o usuário do cartão, na modalidade operação indireta. O proprietário do cartão pode solicitar crédito até o limite máximo de R$ 1 milhão para cada banco emissor. Na prática, o valor médio do limite de crédito concedido tem sido de R$ 47 mil e R$ 15 mil o do tíquete médio de compras. 

A figura da garantia não existe nos empréstimos com cartão, o que o torna um fator extremamente atraente para os micros e pequenos empresários. "O risco é 100% do agente. O BNDES e o fornecedor têm risco zero. O fornecedor do cartão recebe à vista, mesmo que o cliente não pague. Até agora não temos caso de inadimplência", disse Rodrigues. 

Até setembro, o banco emitiu 455 mil cartões, equivalente a um crédito concedido de R$ 20,8 bilhões. A tendência é de o número de usuários continuar crescendo. Existem 34 mil fornecedores à disposição dos usuários nos setores de comércio, serviço e indústria, que ofertam 170 mil produtos. Os itens mais procurados pelos usuários - pessoas jurídicas de capital nacional - são computadores, softwares, máquinas e equipamentos, veículos utilitários e motocicletas para serviços de entrega, móveis comerciais e material de construção. 

O banco está entusiasmado com a aceitação que vem tendo o cartão entre micros e pequenas empresas e estuda ampliar a gama de serviços que podem ser financiados pelo dinheiro de plástico. Hoje, os setores de comércio e serviços abrangem 70% dos negócios. As transações com a indústria representam entre 20% a 25%. "Estamos estudando financiar serviço de qualificação de mão de obra para construção civil, bem como para outros setores. Atualmente só é financiado pelo cartão o serviço de qualificação de trabalhadores para o setor de turismo por causa dos eventos da Copa do Mundo de futebol de 2014 e da Olimpíada de 2016." 

Há também planos para aumentar a cobertura do cartão para 100% do território nacional. As operações feitas entre 2010 e 2011 beneficiaram empresas de 4.495 municípios brasileiros, ou 81% do total dos 5.500. As compras em sua maioria são regionais, feitas nos locais onde vivem os pequenos empresários. A meta é chegar a 100% dos municípios até 2012.  

Capital de giro mais 'barato' atrai pequenas empresas 

Por Carlos Giffoni | De São Paulo 

A possibilidade de financiar capital de giro a uma taxa de juros bem mais baixa do que a média encontrada no mercado é o principal fator que tem levado micro e pequenos empresários a buscar o Cartão BNDES. Eles já representam 98% do total de usuários dessa linha de crédito e pagaram, em setembro deste ano, uma taxa anualizada de 12,41%. A taxa média anual para capital de giro no sistema financeiro é de 30%, segundo dados do Banco Central. 

Além do crédito farto, que pode chegar a até R$ 1 milhão por banco que fornece o cartão, e da falta de burocracia para conseguir o financiamento, um atrativo que brilha aos olhos dos pequenos empresários é o prazo aplicável para pagamento: 48 meses. Mesmo com essa vantagem, empresários consultados pelo Valor preferem liberar o limite de seus cartões e pagar parcelas maiores. Assim, em momentos de emergência, o crédito fácil, e barato, está disponível. 

"O cartão articula a administração das finanças da empresa", diz Abilio Duarte, sócio da rede de mercados EconoMax. Ele usa o seu limite de R$ 1 milhão para comprar equipamentos de armazenamento, carrinhos, material elétrico e sistemas de ar condicionado. "Com o cartão, consigo fazer investimentos mesmo sem poder quitá-los no curto prazo. Deixo de gastar grandes quantias com bens duráveis e disponibilizo recursos para outros investimentos."

Carlos Mills é sócio de uma gravadora de CD's e DVD's. A Mills Records dobrou o faturamento desde 2008, quando adquiriu o cartão. "O setor musical está passando por uma crise e as vendas demoram a ser feitas, assim como os pagamentos. O cartão me liberou capital de giro", diz. 

O empresário, porém, lamenta algumas limitações do cartão. "Não posso usá-lo para a produção musical, o que engloba gravação, mixagem e masterização. E boa parte do material com que trabalho é importada, mas o cartão só permite a compra de itens nacionais", diz ele. 

Os R$ 30 mil de crédito que Mills tem disponíveis são usados exclusivamente na replicação das mídias. A gravadora envia um CD ou DVD finalizado para uma fábrica que faz milhares de cópias daquele produto - e o serviço é pago com o cartão. "Potencialmente o meu lucro agora é bem maior, mas nem sempre as vendas correspondem. Ter mais CDs para vender não quer dizer que eles serão vendidos." 

"A grande vantagem é que nem precisei de avalista", diz Antonio Polidoro, produtor de café. "Pude reformar o barracão de armazenamento, comprar torradores e outros equipamentos novos. R$ 200 mil fazem diferença para um pequeno empresário, principalmente se você puder parcelar o pagamento." O próximo passo do agricultor é comprar um veículo para transporte do café, uma vez que suas vendas estão aumentando. "O meu negócio cresceu 100%." 

A segurança garantida quando a compra é realizada com o Cartão BNDES é um atrativo para os fornecedores. A fabricante de bombas e filtros para piscinas Dancor entrou na lista de empresas que aceitam o cartão como forma de pagamento a pedido dos próprios clientes: "Vários nos procuraram quando ficaram sabendo sobre a possibilidade de pagamento com esse cartão", diz Sandra Dias, analista financeira da empresa. 

No caso da Dancor, a carteira de clientes não aumentou desde que eles entraram para o cadastro do BNDES, mas também não diminuiu: "Muitos clientes migraram para o cartão e hoje, menos de dois anos depois, as vendas através dele representam 10% do nosso faturamento", afirma Dias. Como benefício, ela aponta o controle da inadimplência: "A segurança total no recebimento é o diferencial dessa forma de pagamento". A Dancor também atua do outro lado do jogo: "Usamos o cartão para comprar motores, que são a chave do nosso produto", diz Dias. 

O Grupo LC, que atua no setor de transportes e faz serviços de armazenamento, aumentou o seu crédito até chegar ao limite máximo, de R$ 1 milhão, para uma de suas empresas, a Translute Transportes Rodoviários, e R$ 800 mil para a LC Logística. "Começamos com limites menores e fomos aumentando gradualmente, já que mais fornecedores passaram a aceitar o cartão", explica Suzeli Sampaio, supervisora financeira do grupo, que gerencia os cartões há três anos. 

O limite alto permitiu que a Translute comprasse quatro carretas no primeiro semestre de 2011 por R$ 90 mil cada. "Se eu tivesse feito um financiamento normal, até mesmo via BNDES, gastaria até R$ 30 mil a mais", calcula a supervisora financeira, o que representaria mais de 8% de diferença em relação ao preço final pago pelos veículos. "Compro de tudo com o cartão: caminhões, móveis, sistemas. A tendência é usar os 100% de limite que a empresa tem, já que a abrangência do cartão é muito boa e as taxas de juros são baixas", diz Suzeli. Para liberar rapidamente o limite, ela opta por parcelas maiores, o que permite uma margem de trabalho com o crédito disponível. 

Apesar de todos os benefícios apontados, ela tem encontrado um problema quando usa o cartão. "Principalmente no setor de veículos, os fornecedores estão repassando uma taxa sobre o preço final do produto para o usuário do cartão. No caso da Translute, sabemos que não é fácil conseguir um caminhão no curto prazo, então ficamos rendidos ao fornecedor que tem o veículo disponível". "Para eles [fornecedores], o pagamento com o cartão é um negócio mais seguro, o risco de calote é zero. Falta esse entendimento", diz Suzeli. 

O BNDES ameaça excluir do seu cadastro empresas que têm esse tipo de comportamento, mas, como no caso do Grupo LC, às vezes é mais confortável se submeter a esse tipo de situação do que perder o fornecedor. "Ainda assim, as carretas saíram mais baratas. Não conseguiríamos preço compatível no mercado", afirma a supervisora.  

 

Fonte: Valor Econômico

 CFC

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

IFRS é linguagem universal

Notícias

 

Do mesmo modo como acontece nas mais diferentes áreas, na Contabilidade a globalização também estabelece uma série de adequações, tendo em vista a busca de padrões e práticas. - Hoje numerosos países têm projetos oficiais de convergência das normas contábeis locais para as normas internacionais de contabilidade conhecidas como International Financial Reporting Standards (IFRS), inclusive o Brasil.

 

Bacharel em Ciências Contábeis com mais de 30 anos de atuação no setor, o sócio de Auditoria da BDO RCS e professor de Contabilidade Internacional da Fundação Santo André, Jairo da Rocha Soares (foto), é um entusiasta do assunto. "A contabilidade internacional é um tema fascinante, objeto de discussões permanentes na Fundação", diz Soares que também leciona nas faculdades Costa Braga e FMU e pós-graduação na Universidade Metodista.

 

O executivo ressalta que da mesma forma como os negócios desenvolveram dimensões internacionais ao longo da história, a contabilidade também se desenvolveu. Como exemplo, citou o crescimento do comércio internacional na Itália no fim da Idade Média (e o desejo do governo de encontrar uma maneira de cobrar impostos pelas transações comerciais) que levou à criação da escrituração contábil de partida dobrada, surgida em Veneza em 1942.

 

Nos idos de 1870, diante do crescente desenvolvimento das atividades comerciais, o império britânico constatou a necessidade de administrar e controlar as empresas nas colônias, por meio da revisão e verificação dos registros. Assim surgiu a profissão contábil pública organizada na Escócia e na Inglaterra. Desde então, há uma interação mútua entre auditores e consultores a fim de obter procedimentos e técnicas contábeis que permitam a revisão e o relato de demonstrações financeiras.

 

Desconhecida até o início dos anos 90, a Internet hoje é indispensável para a obtenção de informações financeiras internacionais. Além disso, o desenvolvimento das áreas de telecomunicação e informática possibilita que as informações sejam registradas, transmitidas e revisadas com velocidade e precisão inimagináveis anos atrás.

 

A contabilidade não atende somente aos interesses de gerentes e proprietários. Governos, grupos de consumidores e de mão de obra, ambientalistas e outros ativistas sociais e credores têm interesse nas atividades comerciais e precisam também ter acesso a dados financeiros precisos. "O crescimento explosivo de transações internacionais e o rápido aumento de companhias que buscam Capital em mercados estrangeiros fizeram dos problemas contábeis internacionais um fato comum na vida das pessoas", destaca Soares.

 

China, abertura positiva

A China, por exemplo, é um importante personagem quando o assunto é contabilidade global. O professor Jairo da Rocha Soares lembra que no início de 2006 o Ministério das Finanças propôs um novo sistema de normas contábeis para empresas. Foram emitidos 39 pronunciamentos, conhecidos como Accounting Standard for Business Enterprises. "Enquanto o sistema antigo tinha como peça central a receita, os novos padrões introduzem o conceito da mensuração pelo valor justo, o que significa um relatório financeiro baseado mais no Balanço patrimonial, assemelhado aos IFRS e absorvendo experiências dos países desenvolvidos. No entanto, isto não deve ser entendido apenas como uma reprodução dos IFRS, já que as características econômicas do país, em estágio de transformação, foram levadas em consideração", analisa.

 

Atingir a convergência das normas contábeis é mais do que um passo à frente para tornar a cadeia das informações contábeis mais eficiente e garantir que, futuramente, haja uma melhora geral da contabilidade e da Auditoria na China. Tal convergência, efetivada em 1º de janeiro de 2007, contribuiu para promover uma reforma nas relações de negócios. As medidas ajudaram a garantir uma abertura positiva para a China, desenvolveram o Mercado de capitais e criaram um modelo de competitividade internacional das empresas locais.

 

Países se diferenciam em conceitos culturais, economia, sistema legal, regulamentação, e competência dos profissionais da contabilidade. Por isso, a convergência não pode ser atingida sem que tais características e condições sejam consideradas. Além disso, convergência leva tempo. Para tanto, faz-se necessário um aprendizado que desenvolva a diversidade universal. Convergência significa interação, um constante aprendizado mútuo entre países e organizações contábeis, o que exige um alto nível de normas para os profissionais de finanças corporativas das empresas.

 

Compreensíveis e confiáveis

O sócio da BDO RCS explica, ainda, que as novas normas que convergem para os IFRS, com a adoção de uma linguagem de negócios em geral aceita ao redor do mundo, auxiliam os usuários das informações financeiras a não ficarem "presos" a aspectos e buracos consequentes das discrepâncias dos antigos sistemas ou padrões. Tal procedimento facilita a comparação de dados contábeis entre países, torna as informações mais confiáveis e compreensíveis, e possibilita relações sem fronteiras às empresas chinesas.

 

O novo padrão permite evidenciar os impactos de fatores micro e macro nas entidades. Dessa forma, revela impactos potenciais das renovações financeiras do mercado, o que acarreta maior eficiência de preços e alocação de recursos no mercado de capitais. É possível ainda traçar uma análise mais abrangente e completa das posições financeiras, aprimorando os controles internos. Este modelo é mais robusto em termos de reconhecimento e mensuração contábil, e tem uma apresentação mais didática.

 

"Convergência significa constante aprendizado mútuo entre países e organizações contábeis, o que exige alto nível de normas para profissionais de finanças"

Fonte: DCI

CFC

 

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Adaptação plena ao padrão IFRS ainda vai demorar

Notícias

Valor Econômico

Por Fernando Torres | De São Paulo


Ainda vai levar no mínimo de dois a três anos para que as empresas comecem a trabalhar com as normas contábeis internacionais IFRS no piloto automático. "Mesmo as empresas de capital aberto ainda têm dificuldade grande para incorporar os conceitos no dia a dia", afirma o professor Edmir Lopes de Carvalho, sócio da consultoria Virtus e vice-presidente responsável pela área de contabilidade da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). 

 

Na visão dele, não é que as empresas não queiram dedicar mais atenção aos conceitos trazidos pelo IFRS. "Mas a rotina da empresa não permite. É como se o contador tivesse que trocar o pneu do carro com ele andando." 

 

Edison Fernandes, especialista em contabilidade e sócio do Fernandes, Figueiredo Advogados, encontrou alguns pontos chamados por ele de "críticos" em um levantamento com balanços publicados por 64 companhias de grande porte neste ano. 

 

Nas notas explicativas sobre práticas contábeis, ele encontrou o seguinte texto para explicar como é feita a provisão para devedores duvidosos: "A baixa dos créditos vencidos é efetuada conforme determina o art. 9º, § 1º, inciso II da Lei nº 9.430/96." "Essa é a regra fiscal. Não foi feita uma análise do risco de inadimplência", diz Fernandes. 

 

Em outro caso, a explicação sobre transações com partes relacionadas era esta: "As transações entre a controladora e as empresas controladas são realizadas em condições e preços estabelecidos entre as partes". 

 

"Não é isso, tem que ser igual ao preço de mercado", diz o advogado, destacando que a maior parte dos balanços dá aulas de contabilidade nas notas explicativas, com resumo dos pronunciamentos, em vez de detalhar o impacto da regra na empresa. 

 

Em relação às diferenças de práticas contábeis entre as companhias, Fernandes considera que isso não é um problema. "Uma empresa pode fazer o ajuste a valor presente com uma taxa diferente da concorrente. O importante é que as taxas sejam divulgadas para permitir a comparação", diz ele como exemplo. 

 

Edmir Carvalho, da Anefac, fez um levantamento sobre o impacto do IFRS no patrimônio líquido das companhias abertas brasileiras. Em uma amostra de 115 empresas, o patrimônio aumentou 7,2%, passando de R$ 290 bilhões para R$ 310 bilhões. 

 

Com folga, a norma que teve o maior impacto positivo foi a do ativo imobilizado, que são os prédios, máquinas e equipamentos das empresas. O IFRS permitiu que as empresas atribuíssem um novo valor para esses ativos, caso e custo registrado no balanço estivesse defasado. O impacto positivo dessa regra, antes de impostos, foi de R$ 23,7 bilhões.

 

Fonte: Valor Econômico

CFC

Convergência adiada

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Valor Econômico

Por Fernando Torres | De São Paulo

 

Um dos principais argumentos usados para justificar o processo de convergência do padrão contábil brasileiro para o modelo internacional IFRS sempre foi a facilidade para comparar os balanços de empresas nacionais com os de estrangeiras. 

 

Como os investidores internacionais estariam habituados ao padrão, usado em mais de cem países e considerado confiável e de boa qualidade, isso reduziria o custo de capital das companhias. 

 

Por ora, entretanto, o que se vê é que mesmo entre empresas brasileiras não há uma uniformidade nas práticas contábeis. 

 

Isso ocorre porque o IFRS é baseado em princípios, e não em regras detalhadas, e também porque ele permite escolhas por parte das empresas. 

Ao exercer seu poder de julgamento sobre qual a melhor forma de reconhecer determinado evento, algumas companhias acabam chegando a conclusões diferentes, o que pode dificultar a comparação simples dos números dos balanços. 

 

O sócio de auditoria da Ernst & Young Terco Paul Sutcliffe cita, por exemplo, o tratamento que se dá a empréstimos no âmbito do Programa de Sustentação do Investimento do BNDES, com juros próximos de 5% ao ano. Algumas empresas, como Vivo e TIM, consideram isso uma subvenção do governo e, por isso, contabilizam a diferença entre a taxa paga ao banco e a praticada no mercado, bem mais alta, como uma receita na demonstração de resultado. Mas a maior parte das empresas não faz assim. 

 

Há divergência também na forma de se registrar o pagamento de outorga em contratos de concessão. Algumas empresas colocam o valor devido dentro de uma conta do passivo, como OHL e Ecorodovias, enquanto outras informam o montante apenas em nota explicativa, caso da CCR. 

 

Conforme já noticiado pelo Valor, entre as administradoras de shopping centers também há práticas distintas para se contabilizar o valor dos empreendimentos imobiliários. Enquanto BR Malls e Sonae Sierra avaliam seus imóveis a preço de mercado, Multiplan, Iguatemi, Aliansce e General o fazem pelo custo. O IFRS permite escolha nesse caso. 

 

De forma geral, especialistas citam diferenças também em relação a taxas de depreciação de prédios, máquinas e equipamentos usadas pelas empresas e em relação ao método utilizado pelas companhias para apuração do valor justo de ativo biológico, como florestas, plantações e rebanho bovino. 

 

Ao ser questionado sobre o tema, o diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) Alexsandro Broedel disse que considera os casos de divergência de prática como "pontuais". Ele afirmou ainda que não tinha a expectativa de que os balanços ficassem uniformes em todos os aspectos, mas sim de que o nível de transparência fosse o mesmo. 

 

"A maioria das práticas deve convergir com o passar dos anos, mas algumas diferenças devem persistir", avalia o representante do órgão regulador do mercado, para quem isso exigirá uma atenção cada vez maior para as notas explicativas dos balanços. 

 

Na opinião de Reginaldo Ferreira Alexandre, presidente da regional São Paulo da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec -SP), se a situação é diferente, o julgamento realmente pode mudar de uma empresa para a outra. "As situações podem variar. E se é assim, é importante que haja distinção." 

 

Nos casos em que um mesmo evento econômico é registrado de forma divergente, Alexandre destaca que o importante é a divulgação. "Aí os analistas podem ver qual prática eles preferem, o que levará a um processo de equilíbrio", diz. 

 

A divergência de julgamentos dentro do IFRS não ocorre só no Brasil. A forma de cálculo do valor justo dos títulos da dívida grega acaba de gerar polêmica na União Europeia. 

 

Os bancos alemães e britânicos, como o Royal Bank of Scotland, usaram os preços de mercado para registrar o valor dos papéis, com perda de 50% contra o resultado do período. Na França, bancos como o BNP Paribas julgaram que a liquidez dos papéis caiu tanto que o valor de negociação não seria uma boa referência para o valor justo. Usando modelos internos, eles registraram baixa de 21%. 

 

Os auditores emitiram parecer sem ressalva nos dois casos, sendo que a Deloitte checa os números do RBS e é uma das três que avalia o balanço do BNP Paribas. 

 

A divergência levou Hans Hoogervorst, presidente do Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (Iasb, na sigla em inglês), que é o órgão que emite as regras do IFRS, a escrever uma carta aos reguladores europeus para manifestar sua discordância quanto ao julgamento de que os mercados não estariam líquidos. 

 

Segundo Amaro Gomes, único brasileiro no conselho do Iasb, o IFRS pede que as empresas divulguem a melhor informação possível dentro do seu julgamento. Apesar de reconhecer que pode haver tratamentos distintos em determinados momentos, ele avalia que a "disciplina de mercado" levará a práticas semelhantes. "Não é a norma que vai resolver, mas a reação do mercado, de analistas, reguladores, auditores e administradores", afirma.

 

Fonte: Valor Econômico

CFC

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A nova realidade contábil brasileira

Notícias

 

Valor Econômico

Por Antonio Carlos Guzman e Guilherme Novello

As regras contábeis atualmente vigentes foram introduzidas pela Lei nº 11.638 no fim de 2007 com objetivos muito claros de aproximar a realidade contábil brasileira aos padrões adotados internacionalmente, o que tornaria mais transparente a leitura e interpretação das informações financeiras de companhias com sede no país por analistas estrangeiros.

Como era de se esperar, a nova contabilidade brasileira tem desencadeado, ao longo desses anos, muita polêmica e diversas discussões em fóruns de profissionais das áreas do direito e das ciências contábeis que resultaram em uma série de pronunciamentos de órgãos técnicos especializados, referendados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Como é de conhecimento, várias dessas mudanças contábeis trouxeram impactos significativos no resultado das companhias brasileiras que afetariam, invariavelmente, a apuração dos impostos e contribuições por elas devidos. É por essa razão que o legislador tratou de estabelecer um mecanismo que pudesse anular esses efeitos tributários mediante a criação do Regime Tributário de Transição (RTT).

Dentre as diversas alterações trazidas pelas novas regras, o critério de depreciação dos ativos, em especial, tem suscitado certas dúvidas e incertezas por parte dos contribuintes. De um modo geral, na ausência de parâmetros mais precisos, as companhias adotavam como prática usual, para fins contábeis, as regras e coeficientes de depreciação de ativos estabelecidos pela Receita Federal que, em tese, possuíam aplicação apenas no âmbito tributário. Partindo-se para a perspectiva fiscal da depreciação, o artigo 305 do Regulamento do Imposto de Renda dispõe sobre sua possibilidade quando tais bens estiverem sujeitos a desgastes ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência, desde que estejam intrinsecamente relacionados com a produção ou comercialização dos bens e serviços.

Por sua vez, os artigos 309 e 310 do Regulamento do Imposto de Renda determinam que a quota de depreciação admitida como custo ou despesa operacional corresponderá à aplicação da taxa anual de depreciação sobre o custo de aquisição dos bens depreciáveis; e a taxa anual de depreciação será fixada em função do prazo durante o qual se possa esperar a utilização econômica do bem pelo contribuinte, na produção de seus rendimentos, cabendo à Receita Federal publicar periodicamente o prazo de vida útil admissível, em condições normais ou médias, para cada espécie de bem.

Em suma, muito embora os coeficientes de depreciação publicados pela Receita Federal tivessem aplicação restrita ao âmbito tributário, muitas companhias acabavam se valendo desse mesmo critério para fins de escrituração contábil. Com as novas regras contábeis, isso mudou, uma vez que a Lei nº 11.638, posteriormente alterada pela Lei nº 11.941, de 2009, modificou a redação do parágrafo 3º do artigo 183 da Lei das Sociedades por Ações, determinando expressamente a revisão e ajuste dos critérios utilizados para determinação da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação. Dessa forma, a observância do critério de depreciação pautado na expectativa de vida útil econômica do bem passou a ser obrigatória para fins de elaboração das demonstrações financeiras.

Este critério foi posteriormente ratificado por meio do Pronunciamento Contábil nº 27, ratificado pela Deliberação CVM nº 583, de 2009. Devido à neutralidade fiscal pregada pelo RTT, muito se discutiu se as novas regras implicaram em mudança da regra contábil atinente ao registro da depreciação, de forma que eventuais ajustes dela decorrentes seriam neutros do ponto de vista tributário.

Após a publicação de soluções de consulta no sentido da neutralidade fiscal de tais ajustes, no dia 9 de agosto a Receita Federal publicou, de modo a definir tal questão, o Parecer Normativo nº 1 reconhecendo que as diferenças no cálculo da depreciação de bens do ativo imobilizado decorrentes das novas regras contábeis não terão efeitos para fins de apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL da pessoa jurídica sujeita ao RTT, devendo ser considerados, para fins tributários, os métodos e critérios contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007. De forma exemplificativa, uma companhia que possuía imóveis registrados em seu ativo não circulante e que, para fins contábeis, adote quota de depreciação correspondente a 30 anos de prazo de vida útil econômica, poderá, com respaldo da definição da própria Receita Federal, excluir para fins fiscais, quota adicional de depreciação, haja vista que o prazo de depreciação de imóveis definido pelo referido órgão é de 25 anos.

Dessa forma, é possível concluir que a alteração na forma de contabilização da depreciação dos bens registrados no ativo imobilizado da companhia, em decorrência do novo regime contábil, trata-se de uma mudança de critério contábil e, por essa razão, seus efeitos contábeis podem ser enquadrados como ajustes tributários decorrentes dos novos métodos e critérios contábeis, portanto, abrangidos pelo RTT e neutros para fins fiscais.

Antonio Carlos Guzman e Guilherme Novello são, respectivamente, sócio e advogado do Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados

Fonte: Valor Econômico

CFC

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Copa 2014 deve impactar mais de 300 mil MPE paulistas

Notícias

 

Levantamento da FGV encomendado pelo Sebrae aponta 456 oportunidades de negócios que surgirão no estado com o mundial

Do Sebrae em São Paulo com Redação

Leandro Moraes / LUZ
Abertura do evento em São Paulo

Abertura do evento em São Paulo

 São Paulo - Em 2014, São Paulo será muito mais do que a capital do turismo de negócios no Brasil. A cidade deve receber, segundo o Ministério do Turismo, cerca de 258 mil turistas estrangeiros e aproximadamente 1,2 milhão de visitantes de todo o país. Estima-se que cerca de 300 mil micro e pequenas empresas paulistas, de todos os setores, têm chances de crescimento econômico com a chegada do mundial de futebol.

 

O Mapa de Oportunidades de Negócios para Micro e Pequenas Empresas nas Cidades-Sede foi apresentado nesta segunda-feira (12), no Estádio do Pacaembu, na Praça Charles Miller, na capital paulista. O evento acontece das 9h30 às 18h. O Mapa é uma ação do Programa Sebrae 2014. Cerca de 6,8 mil empresários já participaram dos seminários em todo o Brasil.

 

Trata-se de um levantamento inédito encomendado pelo Sebrae à Fundação Getúlio Vargas (FGV). O estudo aponta 456 oportunidades de negócios para micro e pequenas empresas (MPE) que deverão surgir em decorrência da Copa do Mundo de 2014 (antes, durante e após os jogos do mundial) no estado de São Paulo. O setor de comércio concentra 51% delas, seguido pelo de serviços (30%) e indústria (19%).

 

“A Copa do Mundo é uma chance de aumentar a competitividade das micro e pequenas empresas brasileiras. Assim, ao identificarmos as oportunidades que serão geradas e os requisitos necessários, estaremos preparando as empresas para se desenvolverem antes, durante e, principalmente, após o evento. Este será o grande legado que a Copa do Mundo deixará para os pequenos negócios brasileiros”, destaca o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto.

 

Investimentos
Até 2013, por meio do Programa Sebrae 2014, serão investidos R$ 80 milhões em iniciativas para possibilitar que os pequenos negócios aproveitem as oportunidades da competição. Os recursos estão sendo aplicados em programas de consultoria, inovação e acesso a mercados, como o Sebrae Mais, Sebraetec e Centrais de Negócios. Em todo o país, o estudo revela 930 oportunidades de negócios para micro e pequenas empresas nas 12 cidades-sede.

 

O estudo mapeou nove setores de atuação: construção civil, tecnologia da informação, madeira e móveis, têxtil e vestuário, turismo, produção associação ao turismo, comércio varejista, agronegócios e serviços.

 

O destaque no estado fica por conta da tecnologia da informação, na qual foram identificadas 80 oportunidades de negócios. Em seguida, vem o agronegócio, com 75. Turismo e produção associada ao turismo levantaram juntos 139. Entre as oportunidades listadas em tecnologia da informação estão: serviço de suporte a distância (online) a equipamentos e sistemas de comunicação de dados; projeto e implantação de sistemas de proteção de redes (firewalls, contingências e outros); dispositivos para apresentação (Projetor, LED,TV, DVD) e soluções de gestão hoteleira.

 

Cultivo
Já no setor de agronegócios, as MPE devem ficar atentas, entre outros aspectos, ao cultivo de produtos para bares, restaurantes e hotéis, entre eles, frutas tropicais, flores e plantas ornamentais, plantas para condimentos (pimenta do reino, alecrim, cominho); serviços de rastreabilidade (cadeia produtiva dos bovinos); fabricação de cachaça, vinho, gelo, sorvete e armazenamento de produtos.

 

No turismo e produção associada ao turismo, o estudo levantou oportunidades em: albergues, sorveterias, cama e café; confecção de brindes, sistema de credenciamento, serviços de aluguel de automóveis, ônibus, vans; cursos relacionados à segurança alimentar; locação de geradores; limpeza e manutenção; produção de vídeo e programas; organização de festas e tradução de textos.

 

"O Sebrae em São Paulo está pronto para ajudar os empresários a superar as dificuldades. Readequamos nosso calendário de consultorias e cursos para atender a partir de agora (setembro/2011) os interessados em melhorar a gestão de sua empresa e a inovação de seus produtos e processos", afirma o superintendente do Sebrae em São Paulo, Bruno Caetano. "Também vamos estar junto das lideranças governamentais e públicas para propor soluções que ajudem a desburocratizar os procedimentos relatados pelos empresários”, completa.

 

Desde junho, o Sebrae vem fazendo uma série de eventos com empresários nas 12 cidades-sede para divulgar os números locais do estudo. Os encontros foram realizados no Rio de Janeiro, Brasília, Cuiabá, Natal, Recife, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Salvador e Manaus. Na sexta-feira, Porto Alegre recebe a programação.

 

Serviço
Agência Sebrae de Notícias: (61) 3243-7852/ 2107- 9110/ 3243-7851/ 9977-9529
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
www.agenciasebrae.com.br
www.twitter.com/sebrae
www.facebook.com/sebrae
Sebrae em São Paulo - (11) 3177-4831

 

Fonte: Agência Sebrae

Empresário pode aprender a usar a internet para vender

Notícias

Cursos oferecidos na Feira do Empreendedor de Salvador, que tem inscrições gratuitas pelo site até 30/09, capacitam para vendas online

·                     Lidiane Borges

Ilustração

 Salvador - Além dos expositores que vão oferecer softwares com preços acessíveis para Empreendedores Individuais (EI) e micro e pequenas empresas, a Feira do Empreendedor que acontece de 4 a 8 de outubro, em Salvador, no centro de Convenções, vai oferecer 20 eventos de capacitação de Soluções Digitais e E-Commerce. Os eventos acontecerão nas salas Mercado I, Espaço do Conhecimento, Inclusão Digital, EI, Cine Empresarial e Empreendedorismo.

 

Entre as palestras estão: “Pequenos Negócios: Como utilizar de forma lucrativa as ferramentas digitais”, “O empreendedor no Século XXI”, “Internet para pequenos negócios” e “Fazendo Negócios através do Facebook e Twitter”. Já as oficinas abordarão temas como “Divulgando meu negócio na Internet”, “Como montar uma Loja Virtual” e “Como montar um website”.

 

De acordo com a coordenadora da Feira do Empreendedor, Adriana Moura, as oficinas e os seminários são muito importantes para promover a inclusão digital dos empresários de micro e pequenos negócios e os EI. “As capacitações vão ajudar os empresários a entenderem qual a melhor solução e o melhor caminho para colocar suas empresas na internet”, ressalta.

 

As oficinas tem investimentos de R$ 10,00 e as palestras, R$ 20,00, sendo que alguns eventos são gratuitos. A programação completa pode ser conferida no site e as inscrições nos eventos pagos podem ser feitas até o dia 30 de setembro, com o pagamento em cartão de crédito, boleto ou transferência bancária. Para participar dos eventos gratuitos, o visitante deverá reservar a sua vaga no dia e local da capacitação, no Centro de Convenções, em Salvador.

 

Comércio eletrônico

A Feira do Empreendedor vai abrigar dois eventos sobre comércio eletrônico. O primeiro, Ciclo MPE.net, acontece no dia 6 de outubro, das 8h às 18h, e vai promover o Ciclo de Seminários de Comércio Eletrônico para Micro e Pequena Empresa (MPE), abordando temas como soluções de pagamento online, logística, segurança, infraestrutura tecnológica e exportação. Na programação estão palestras como “Montando e Operando uma Loja Virtual de Sucesso”, “Gestão de e-Commerce” e “Bolsa de Negócios do Sebrae e Click Marketing”. A a inscrição para os seminários é gratuita. Basta se cadastrar no site www.ciclo-mpe.net.

 

Outro curso é o E-Commerce Meeting, no dia 7 de outubro, das 8h30 às 12h. Neste, os participantes terão as palestras “Montando e operando uma Loja Virtual de sucesso”, “Soluções de logística para o Comércio Eletrônico”, “Publicidade e Webmarketing” e “Meios de Pagamento seguros na internet”. Para participar é necessário fazer a inscrição no endereço www.ecommercemeeting.com.br e levar 1 kg de alimento não perecível, que deve ser entregue no local do curso.

 

É importante lembrar que para participar dos seminários é necessário estar inscrito também na Feira do Empreendedor. As inscrições são gratuitas até o dia 30 de setembro pelo site www.feiradoempreendedor.ba.sebrae.com.br. Depois desta data só será possível se inscrever nos dias do evento, no local, com o pagamento de uma taxa de R$ 5,00, valor que será doado à Associação Pracatum Ação Social.

 

A Feira do Empreendedor é realizada pelo Sebrae na Bahia, e conta com os patrocínios da TIM, Fieb, Sistema Faeb/Senar, Desenbahia, Setur/Bahiatursa, Correios, Caixa Econômica, Bradesco, Banco do Nordeste, Petrobrás e Banco do Brasil.
Outras informações podem ser acompanhadas no site www.feiradoempreendedor.ba.sebrae.com.br, e nas redes sociais Sebrae Bahia no Facebook, @sebraebahia no Twitter e no www.youtube.com/SebraeBahia.

 

Serviço
Sebrae na Bahia - (71) 3320.4558 - www.ba.agenciasebrae.com.br
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800

 

Fonte: Agência Sebrae