terça-feira, 30 de agosto de 2011

Empresários querem adiar implantação do SPED Fiscal

Notícias

 

Agência Sebrae

Implantação da Lei do Sistema Público de Escrituração Digital, o SPED Fiscal, será discutida em audiência pública nesta terça-feira (30) em Natal


Alberto Coutinho


Natal - Uma audiência pública vai discutir e sensibilizar o Governo do Estado para prorrogar a implantação da Lei do Sistema Público de Escrituração Digital, o SPED Fiscal. A lei estabelece o prazo até 30 de setembro próximo para as empresas entregarem as informações fiscais em forma de arquivo eletrônico com seus movimentos mensais, retroativos a janeiro deste ano. A partir daí, o SPED Fiscal mensal será entregue à Secretaria de Tributação sempre no dia 15 de cada mês subsequente. A audiência ocorre nesta terça-feira (30), a partir das 9h30, na Assembleia Legislativa.

 

Estarão presentes os empresários do segmento de Tecnologia da Informação (TI), contadores, representantes de instituições do setor do comércio e serviços e os deputados estaduais Hermano Moraes e Gustavo Fernandes, proponentes da audiência. O pleito dos empresários é prorrogar o fator gerador e o prazo de implantação do Decreto 6.022/07, para janeiro de 2012, de forma escalonada, de acordo com o faturamento das empresas.

 

Para as empresas optantes pelo Simples Nacional a proposta é que a legislação passe a vigorar a partir de janeiro de 2014, devido ao alto custo de implantação. "Será uma mudança radical na gestão fiscal das empresas. Somos totalmente favoráveis porque haverá um melhor controle. Contudo, precisamos de tempo para adequar os sistemas e treinar as pessoas que vão trabalhar com o software e os contadores das empresas", pondera o contador associado do Sescon-RN, Pedro Henrique.

 

A maior implicação para os que descumprirem a legislação é o pagamento de multa no valor de R$ 5 mil por cada mês fiscal e um percentual aplicado sobre as entradas e saídas. "Além de a empresa ficar com a situação fiscal criticada", acrescenta o contador. Pedro Henrique destacou que grande parte dos estados já conquistou o adiamento para 2014, como Alagoas, Maranhão, Piauí, Sergipe, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Roraima.

 

Mais pleitos

Outro pleito dos empresários é relativo à legislação do Programa Aplicativo Fiscal - Emissor de Cupom Fiscal (PAF-ECF), do Conselho da Fazenda Nacional (Confaz), cuja implantação também está prevista para janeiro do próximo ano. Segundo o empresário de TI, Wendel Marinho, pelo menos quatro mil pessoas, das atuais empresas do Rio Grande do Norte exigidas, precisam ser treinadas nos conhecimentos do SPED Fiscal.

 

Para ele, que é integrante da Assespro-RN, não será possível atender a este prazo, porque desde outubro do ano passado as empresas estão trabalhando na implantação do SPED Fiscal. "A nossa proposta é que o PAC-ECF fique para janeiro de 2013", apela Wendel, lembrando que os técnicos da Secretaria de Tributação estão sensibilizados quanto à questão.

 

Segundo o empresário, o que de mais grave poderá ocorrer se este prazo não for prorrogado é que, pelo menos, 30 empresas de TI que trabalham com software comercial estarão fadadas ao fechamento. "As empresas de TI do Rio Grande do Norte atendem a 70% das empresas comerciais do estado", calcula Wendel.

 

Quanto ao lojista, não será possível realizar vendas sem o PAF-ECF homologado e cadastrado na Secretaria de Tributação do Estado. "Não houve tempo para se adequar os sistemas, porque a implantação requer também o treinamento de pessoal e dos próprios contadores que fazem os controles destas informações", explica. Os empresários e contadores contam com o apoio do Sebrae-RN, da Fecomércio, CDL/Natal, ASSESPRO-RN, ANEINFO e Sindicato das Empresas de TI do Rio Grande do Norte.

 

Serviço
Sebrae no Rio Grande do Norte
(84) 3616.7910

 

Fonte: Agência Sebrae

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Encontro em Manaus apresenta oportunidades da Copa

Notícias

 

Evento acontece no próximo dia 9 de setembro e vai discutir perspectivas comerciais para os pequenos negócios

 

Márcio Vieira

Manaus - O Sebrae realiza no dia 9 de setembro, no Manaus Plaza, na capital do Amazonas, o Encontro Sebrae de Negócios: oportunidades para 2014. Trata-se de evento voltado a donos de micro e pequenas empresas interessados em saber como se preparar para a Copa de 2014 e conhecer as principais oportunidades de negócios que deverão surgir em Manaus por ocasião do mundial.

 

A programação do encontro inclui palestras, mesa redonda sobre oportunidades e apresentações da Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP Copa) do Governo do Estado e dos projetos do Sebrae relacionados ao evento. Um dos destaques será a apresentação do Mapa de Oportunidades feito pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas. O estudo é um mapeamento que identifica os setores prioritários de construção civil, tecnologia da informação, turismo e produção associada ao turismo.

 

Para o encontro são esperados cerca de 400 empresários e gestores públicos, técnicos do Sistema Sebrae de outros estados. A participação é gratuita, mediante inscrições que devem ser feitas por este site ou pelo telefone 0800 570 0800.

 

O evento é uma realização do Sebrae em todas as capitais brasileiras que vão sediar jogos da Copa. Manaus é a penúltima cidade receber o encontro, que tem apoio do Governo do Amazonas e da Prefeitura de Manaus. “Será um dia inteiro de discussões e debates. O mais importante é que vamos divulgar uma série de informações técnicas e econômicas úteis aos pequenos negócios ou a quem deseja investir em nossa cidade”, avalia o superintendente do Sebrae no Amazonas, Nelson Rocha.

 

Serviço

Sebrae no Amazonas - (92) 2121.4991 - www.am.agenciasebrae.com.br

Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800

 

Fonte: Agência Sebrae

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Minas Gerais prioriza compras de pequenos negócios

Notícias

 

Conforme o secretário adjunto de planejamento do estado, Paulo Sérgio Alves, esse é o último item do capitulo V da Lei Geral que falta ser regulamentado

 

Dilma Tavares

Brasília - Até novembro, o governo de Minas Gerais editará decreto regulamentando o item do Capítulo 5 da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06), que garante preferência para os pequenos negócios, nas compras de até R$ 80 mil.

 

A informação é do secretário adjunto de planejamento do governo de Minas Gerais, Paulo Sérgio Alves, no Encontro de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas (Fomenta/Minas), que está sendo realizado no Expo Minas, em Juiz de Fora (MG). "Hoje, já há exclusividade no estado para compras de micro e pequenos negócios, em aquisições de até R$ 8 mil", declarou.

 

Ainda de acordo com Paulo Sérgio, a exclusividade para compras de até R$ 80 mil, para os micro e pequenos engócios, é o último item do capítulo da Lei Geral, que falta ser regulamentados pelo governo. Os itens já em vigor, como preferência em caso de empate, com outras de maior porte nos pregões eletrônico, somados a incentivos do governo, já têm resultados positivos.

 

“Em 2010, dos R$ 4,5 bilhões comprados pelo governo, 10%, foram comprados das micro e pequenas empresas”, exemplificou. Conforme o secretário adjunto, atualmente há oito mil micro e pequenas empresas cadastradas no portal de compras do governo. De acordo com ele, isso representa um incremento de 10% em relação há dois anos. “A tendência é de crescimento, porque isso é que gera desenvolvimento sustentável local e regional”, completou.

 

Negócios

Mais de 130 micro e pequenas empresas e 44 grandes empresas públicas e privadas participam de rodadas de negócios no evento. Os encontros ocorreram nesta terça-feira (23). Já as rodadas de oportunidades específicas com órgãos públicos e grandes empresas estatais serão realizadas nesta quarta-feira (24). Para donos de micro e pequenas empresas, os dois mercados são importantes.

 

“Acho que vai dar negócio”, disse, animado, Giovani Ferreira, dono de uma microempresa de representação comercial de Ipatinga, município a mais de 500 km de Juiz de fora, após encontro com a representante da grande empresa produtora de pães de queijo, a Forno de Minas.

 

A empresa, conforme sua representante no evento, Lorraine Perez, está em expansão e, agora, interessada em produtos de manutenção, como óleos e cabeamentos. “Posso fornecer alguns desses produtos”, resume Giovani.

 

Dono de uma pequena empresa de mídia e impressão digital do município mineiro de Muriaé, Rodrigo Andrade apresentou seus produtos e serviços para uma empresa de conservação de rodovias, a Rio Bonito. “Os representantes disseram ter interesse em adesivos para envelopamento de veículos e me indicaram empresa parceira que pode se interessar por nossos produtos”, disse.

 

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Fonte: Agência Sebrae

Entidades defendem a adequação da substituição tributária ao Simples

Notícias

 

Jornal do Comércio - RS

Documento entregue ao governo sugere redução gradativa do ICMS

 

Um encontro rápido ontem marcou a apresentação de sugestões sobre a matriz tributária por parte dos setores produtivos ao governador Tarso Genro. O documento, resultado de um pedido feito pelo próprio governador há cerca de um mês, propõe a adequação da substituição tributária às empresas integrantes do Simples. Contrariamente ao exigido por Tarso, não prevê um equilíbrio nas arrecadações, com um cálculo de renúncia do Estado de R$ 181 milhões por ano.

 

O mecanismo de compensação não deve ser entrave para a concretização da proposta na avaliação das entidades. A contrapartida para o Estado, avaliam, é a maior formalização das micro e pequenas empresas (MPEs). "A perda é pequena, considerando que o orçamento estadual é de R$ 20 bilhões", considerou o primeiro vice-presidente da Fecomércio, Luiz Carlos Bohn. De acordo com a proposta, haveria uma redução gradativa do ICMS até 70%, o que deve reduzir de 17% para 5% a tributação às empresas.

 

As entidades se mostraram satisfeitas com a reação do governador, que deve encaminhar o documento à Assessoria Superior e à Secretaria da Fazenda. "Entendemos que estamos dando uma oportunidade ao governo de restituir esse benefício que eles já tinham antes da generalização da substituição tributária", acredita Bohn, baseado nas adequações ao Simples já realizadas pelo governador no início do ano.

O titular da Secretaria da Fazenda, Odir Tonollier, preferiu não comentar sobre os impactos do projeto para as contas do Estado. Segundo o secretário, a apresentação não tem caráter definitivo. "Temos um cenário construtivo e, como nós, as entidades não querem comprometer a situação do Estado, e sim proporcionar uma dinamização na economia", sentenciou. O secretário disse não saber prever o prazo para a análise do documento, mas que ela será feita em processo de diálogo e com a mesma atenção dada às discussões sobre o Simples Gaúcho, mantidas desde o início do governo Tarso.

 

A sugestão foi encaminhada por lideranças da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), da Federação do Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul (Fecomércio), da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

 

Durante reunião com o segmento em julho, o secretário executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES-RS), Marcelo Danéris, solicitou a elaboração do documento e adiantou aos dirigentes que o governo não tem qualquer projeto de aumento de impostos e que tem limites para renúncia da receita. Conforme ele, o aprofundamento do debate seria dado caso houvesse consenso da possibilidade de um equilíbrio tributário.

 

Fonte: Agência Sebrae

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Encontro debate oportunidades para MPE na Copa 2014

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Evento em Juiz de Fora deve reunir 800 pessoas entre representantes de governos, especialistas e empresários

Dilma Tavares

Brasília - Quais as oportunidades de negócios geradas pelos grandes investimentos em eventos esportivos que poderão ser acessadas pelos micro e pequenos negócios? É o que empresários do segmento vão saber no Encontro de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas (Fomenta), que será realizado nesta terça-feira (23) e quarta-feira (24), em Juiz de Fora (MG).

Promovido pelo Sebrae no Expo Minas de Juiz de Fora, o evento tem por objetivo ampliar a participação das micro e pequenas empresas nas compras governamentais. A expectativa é reunir 800 pessoas entre representantes de governo, empresas estatais, empresários e especialistas, incluindo representantes de órgãos oficiais envolvidos com a Copa do Mundo Fifa de 2014.

Além de palestras informativas e debates sobre temas de interesse dos micro e pequenos negócios, haverá encontros de oportunidades onde os empresários poderão tirar suas dúvidas diretamente com integrantes de órgãos e empresas públicas sobre como acessar a esses mercados. Conforme a organização do evento, haverá 21 empresas estatais realizando esse tipo de atendimento aos empresários, a exemplos da Petrobras e as companhias de abastecimento de água e gás de Minas Gerais.

O Fomenta em Minas Gerais também conta com rodadas de negócios entre grandes empresas privadas e micro e pequenos negócios, possibilitando que as empresas menores possam acessar a cadeia de fornecedores das maiores corporações. Essas rodadas começam às 14 horas do dia 23. A partir das 16 horas, também haverá reunião do Fórum das Micro e Pequenas Empresas de Juiz de Fora. A abertura oficial do evento ocorrerá a partir das 18h30, quando haverá um painel tratando sobre “Oportunidade de Negócios Esportivos e Políticas Públicas”.

No dia 24 serão realizados os encontros de oportunidades onde empresários poderão conversar diretamente com representantes de órgãos de governo e de empresas públicas. Nesse dia também haverá oficinas de capacitação de micro e pequenas empresas em diferentes modalidades de licitação. Também serão realizados painéis temáticos voltados à capacitação dos pequenos negócios que tratarão desde o programa de aquisição alimentar ao mapeamento de cenários de oportunidades propiciadas pelos eventos esportivos que acontecerão no Brasil.

“Esperamos ampliar a informação e maior aproximação entre o setor público e o privado e ampliar as oportunidades de acesso dos pequenos negócios às compras públicas”, diz a gerente de políticas públicas do Sebrae em Minas Gerais, Nair Andrade.

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Fonte: Agência Sebrae

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Empresas devem buscar planejamento tributário

Notícias

 

Os limites do Simples Nacional devem ser ampliados ainda neste ano. O reajuste pode chegar até 50%, subindo de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões no caso das pequenas empresas, e de R$ 240 mil para R$ 360 mil para as microempresas. Com essa mudança, a expectativa é de que 500 mil empresas possam integrar o programa.

 

O acordo foi assinado pela presidente Dilma Rousseff com a Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas no Congresso Nacional. Contudo, esse aumento deve reforçar ainda mais a necessidade das empresas realizarem o planejamento tributário.

 

"Muitas mudanças ainda podem ocorrer até o início do próximo ano, mas, se isso ocorrer será grande o número de pequenas e médias empresas que terão que fazer um planejamento para ver se encaixa nesta modalidade tributária que pode ser muito interessante para o empresário, mas é necessário ficar atento pois o rendimento não é a única questão que será avaliada na hora do enquadramento", conta o diretor executivo da Confirp Contabilidade, Richard Domingos.

 

Melhor opção

 

Os tipos de tributação são três: simples, presumido ou real. A Opção pelo tipo de tributação que a empresa utilizará em 2012 pode ser feita até o início do próximo ano, mas, as análises devem ser realizadas com antecedência para que se tenha certeza da opção, diminuindo as chances de erros. "Quanto antes as empresas procurarem saber o melhor regime tributário que podem se enquadrar, mas tempo terão para resolver impeditivos, um exemplo são débitos com a Receita ou INSS, a empresa sabendo destes poderão pagá-los a tempo e se enquadrar no Simples", alerta Richard Domingos.

 

Outro ponto a ser ressaltado pelas empresas é que cada caso deve ser analisado individualmente, evidenciando que não existe um modelo exato para a realização de um planejamento tributário.

Fonte: Diário do Nordeste

Teste de Impairment: sua empresa está obrigada. Você sabia?

 

Notícias

 

Por Lidianny Santiago

 

O Teste de Impairment, ou recuperabilidade dos ativos, é uma obrigação acessória de 100% das empresas, sejam elas grandes, médias, pequenas e micro, optantes pelo Lucro Real, Presumido ou Simples.   Segundo as Leis 11.638 de 2007, 11.941 de 2009, Código de Direito Empresarial, Pronunciamento do Comitê de Pronunciamentos Contábeis n. 01, Resolução CFC  1.152 de 2009 e 1.292/1.315 de 2010, as empresas deverão elaborar e deixar à disposição dos órgãos de fiscalização um laudo específico, atestando se os Investimentos feitos pela empresa serão recuperados ou não. “Com essa nova lei, o governo está interessado em saber se quando as empresas colocam em seus balanços que o somatório dos Ativos vale R$ 1.000.000, por exemplo, REALMENTE esses valores são equivalentes à realidade”, explica auditor-geral do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, José Carlos Oliveira.

 

Para esclarecer melhor o Teste de Impairment às empresas Cearenses, José Carlos Oliveira estará em Fortaleza a convite da Fortes Treinamentos e da Fortes Assessoria, no dia 24 de agosto, no Hotel Othon Palace em um café-da-manhã para convidados. O auditor faz questão de enfatizar que a obrigatoriedade não se trata de auditoria. “Independe de haver ou não auditoria, o teste é obrigatório”, esclarece.

 

Fonte: Portal da Classe Contábil

 

Empresa aposta nas redes sociais para crescer

Notícias

Site de compras coletivas criado por três amigas de faculdade quer fidelizar cliente com forte pós-venda

  • Beth Matias

Site

 São Paulo - O nome é convidativo, Maria Pechincha. Há um mês no ar, o site de compras coletivas aposta nas redes sociais (Facebook, Twitter) para crescer. De acordo com a diretora administrativa, Larissa Barbera, o site chegou num único dia a ter 650 acessos. Já são 12 clientes com apenas um mês de operação.

“Diferente de alguns sites de compras, apostamos em clientes fidelizados pelo ótimo atendimento e um forte pós-venda”, diz a empresária. No atendimento, on-line o cliente pode manifestar suas demandas, críticas e sugestões.

Os descontos são, no mínimo, de 50% para o cliente final. As empresas interessadas em vender os produtos são visitadas pessoalmente pela diretora ou uma de suas sócias.

A Maria Pechincha nasceu quando três colegas de faculdades se reencontraram depois de cinco anos. Cada uma seguiu um caminho e Larissa trabalhou em sites de compras. “Percebi que ainda havia um nicho e que o mercado precisava de algo diferente”.

O site em breve terá uma área de notícias, que serão linkadas com os produtos comercializados. Outro diferencial é que o produto fica uma semana no site. “A ideia é que o produto do dia fica na homepage, mas o cliente tem a opção das ofertas durante uma semana”, afirma Larissa Barbera.

A Maria Pechincha conta também com o sistema PagSeguro o que garante a segurança da compra efetuada pela internet. “Com esse sistema, o usuário pode comprar à vista, por boleto ou cartão de crédito, ou ainda parcelar sua compra”, explica.

Segundo a diretora, o site está aberto para empresas de todos os portes e segmentos. “Lógico que estamos trabalhando agora com pequenas empresas, pois iniciamos nosso negócio, mas queremos desenvolver projetos em todos os segmentos”. Por enquanto, o Maria Pechincha está concentrado na cidade de São Paulo, mas a empresária pretende em breve expandir para outras praças. O endereço da Maria Pechincha é www.mariapechincha.com.br

Serviço
Maria Pechincha – contato@mariapechincha.com.br
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Fonte: Agência Sebrae

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Vendas de micro e pequenas para o governo crescem 44,5%

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Balanço aponta que, de janeiro a junho de 2011, as micro e pequenas empresas venderam mais de R$ 5,2 bilhões em bens e serviços para a União

  • Dilma Tavares

Bernardo Rebello/ASN
Lei Geral da Micro e Pequena Empresa foi fundamental para o resultado positivo

Lei Geral da Micro e Pequena Empresa foi fundamental para o resultado positivo

 Brasília - No primeiro semestre de 2011, os micro e pequenos negócios venderam mais de R$ 5,2 bilhões em bens e serviços para o governo federal, superando em R$ 1,6 bilhão os R$ 3,6 bilhões comprados no mesmo período em 2010, um aumento de 44,5%. Levantamento do governo, feito de janeiro a junho de 2011, abrange as compras da administração direta, autarquias e fundações. Ele também mostra aumento da participação deste setor nas compras por meio da modalidade de pregão eletrônico. Em 2005, foram comprados do segmento R$ 25,7 milhões. Em 2011, já são R$ 3,6 bilhões.

“Foi o melhor primeiro semestre para as micro e pequenas empresas desde quando iniciamos as estatísticas, em 2002”, afirma o secretário de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, Delfino Natal de Souza. Conforme o balanço do governo, em 2002 a participação dos pequenos negócios nas compras federais foi de pouco mais de R$ 658,1 milhões. Delfino não tem dúvidas de que os resultados atuais resultam especialmente da aplicação dos benefícios garantidos pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06), em vigor desde dezembro de 2006.

“Já são mais de 3,2 mil municípios no Brasil que têm a lei regulamentada, o que representa grandes oportunidades de negócios para o segmento das micro e pequenas empresas e também para os empreendedores individuais”, destaca o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto.

O capítulo V da lei cria mecanismos que possibilitam uma maior participação dos micro e pequenos negócios nas compras governamentais. Entre eles, exclusividade nas compras de até R$ 80 mil. No primeiro semestre de 2011, as micro e pequenas empresas foram responsáveis por 60% das compras até esse valor, o que equivale a mais de R$ 1 bilhão. Em 2006, foram R$ 515,7 milhões, conforme levantamento do governo.

A lei também estabelece preferência em caso de empate com outra de maior porte – nesse caso, quando o valor da menor é até 5% acima do da maior,  é chamado de empate ficto e a pequena tem direito a dar novo lance. O balanço relativo ao primeiro semestre do período de 2008 a 2011 mostra que, quando usufruíram do empate ficto, os pequenos negócios foram responsáveis por 99% das compras relativas a esse mecanismo em 2008, por 98% em 2009, por 99,6% em 2010, e, em 2011, chegou a 99%.

A expectativa do secretário Delfino é de que os resultados do primeiro semestre de 2011 sejam semelhantes no segundo semestre do ano. “Normalmente esse período é mais intenso na aplicação do orçamento”, explicou o secretário. Ele exemplifica a importância do aumento da participação das micro e pequenas empresas nas compras do governo com balanço do pregão eletrônico. No primeiro semestre de 201, essa modalidade gerou uma economia para os cofres públicos de R$ 2,1 bilhões. Destes, R$ 1,1 bilhão deve-se à contribuição dos micro e pequenos negócios.

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Fonte: Agência Sebrae

Google apresenta projeto na Feira do Empreendedor de MT

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Realizada em parceria com o Sebrae, a ferramenta Conecte seu Negócio permite ao empresário criar site com baixo custo

  • Lana Motta

Flávio André
Rodrigo Furtado, gerente de marketing do Google no Brasil

Rodrigo Furtado, gerente de marketing do Google no Brasil

 Cuiabá - Produzir, vender, atender e divulgar o negócio são atividades cotidianas na vida do empreendedor. Com tantas atribuições, é comum faltar tempo e dinheiro para cada uma das fases do processo e, via de regra, a mais afetada é a divulgação. O Google criou a ferramenta “Conecte seu Negócio” para que o empresário construa seu primeiro site. Rodrigo Furtado, gerente de Marketing da empresa no Brasil, falou na Feira do Empreendedor na quinta-feira (18) da ferramenta, que no país conta com parceria do Sebrae.

O “Conecte seu Negócio” já foi lançado em 15 países. A participação na Feira do Empreendedor em Mato Grosso é o primeiro de um circuito de seis eventos que o Google vai participar ainda este ano no Brasil. Por meio da ferramenta, o empreendedor pode ter o registro do domínio, a produção do site e a hospedagem por um ano ao valor de R$ 29,95. Para celebrar a parceria, mil sites gratuitos estão sendo oferecidos exclusivamente aos participantes da Feira do Empreendedor de Mato Grosso.

Lançada há apenas um mês no Brasil, a ferramenta digital ainda não disponibiliza estatísticas, mas os resultados estão além das expectativas, segundo Furtado. Mais informações sobre o produto podem ser obtidas neste site. "O sistema é tão simples que o empresário pode criar o site de sua casa, no seu próprio computador”, explica.

Com expectativa de receber 20 mil visitantes, a Feira do Empreendedor 2011 é realizada pelo Sebrae em Mato Grosso no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, até o próximo domingo (21).

Serviço

Unidade de Marketing e Comunicação Sebrae
(65) 3648-1261 e 1262
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youtube.com/umcsebrae
twitter.com/sebraemt

Lana Motta / MTB 597 – MT (65) 3648 1260 (manhã)
lana@pantanalpress.com.br
Rita Comini / MTB 267 – MT (65) 3648-1261 (tarde)
rita.comini@mt.sebrae.com.br

Assista a um vídeo que explica como funciona o “Conecte seu Negócio”

Fonte: Agência Sebrae

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Luiza Trajano deve assumir Secretaria de Pequenas para diminuir tributos

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A comandante da nova Secretaria da Micro e Pequena Empresa, a empresária Luiza Trajano, dona do Magazine Luiza, encontrará desafios importantes pela frente. Mas talvez o mais importante deles seja o de propor mecanismos que simplifiquem a imensa Carga Tributária que afeta pequenas e médias empresas, aliada à necessidade de combater a informalidade existente no setor. - Pesquisa divulgada em junho pela empresa de Auditoria BDO RCS, com 150 companhias do País, mostrou que quase 70% das pequenas e médias empresas usam mais de 20% do Faturamento para o pagamento de tributos. A nova secretaria - que tem status de ministério - já era um promessa de campanha da presidente Dilma. Na última sexta-feira, 12, a presidente pediu regime de urgência para a provação do projeto no Congresso que cria a nova Pasta. Luiza Trajano ocupará o 39º ministério do governo e será a 11ª mulher em cargo de comando.

 

Em março, Dilma apresentou o projeto da nova pasta, mas não havia definido um nome. Em julho, Luiza aceitou o convite, mas pediu dois meses para acertar seu desligamento da empresa, onde, deverá permanecer como acionista. Na opinião do coordenador de estudos e pesquisas do Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração (Provar) e professor da FEA-USP, Nuno Fouto, a indicação da empresária Luiza Trajano obedeceu critérios estritamente técnicos e deve ser bem recebida pelo mercado. "A Luiza é uma pessoa que tem um histórico muito positivo de honestidade e de competência. Trata-se de um alguém que soube construir uma imagem de empresária bem sucedida e que sempre soube conduzir bem seus negócios. Além disso, ela tem excelente trânsito com o empresariado. Espero que seja bem assessorada e consiga fazer uma triagem técnica das principais demandas do setor".

 

A nova secretaria terá como missão coordenar fóruns regionais nas unidades da federação, em parceria com as entidades representativas das microempresas e empresas de pequeno porte , estando vinculada ao Ministério do Desenvolvimento econômico e Social. Em 2011, a previsão de gastos será de R$ 6,5 milhões em 2011. A partir do ano que vem, o valor subirá para R$ 7,9 milhões. Além de absorver parte da estrutura do Ministério do Desenvolvimento econômico Social o projeto de lei prevê a criação de 70 cargos, com salários que vão de R$ 1,9 mil mensais a cerca de R$ 7,5 mil mensais.

Fonte: DCI

Classe Contábil

Novo programa propõe ambiente favorável às MPE do Rio

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Sebrae e governo estadual lançam o Compra Mais, que irá estimular participação dos pequenos negócios nas vendas ao poder público

 

·                                 Regina Mamede

Fábio Chieppe
Lançamento do programa Compra Mais, no Palácio Laranjeiras

Lançamento do programa Compra Mais, no Palácio Laranjeiras

 

Rio de Janeiro - Construir um ambiente favorável para estimular o desenvolvimento das micro e pequenas empresas (MPE) passa pelas compras públicas. Considerado um ponto-chave para o desenvolvimento local, este mecanismo precisa ser mais explorado. As facilidades para MPE, capacitação para gestores públicos e empresários e rodadas de negócios fazem parte do programa Compra Mais, parceria do governo do estado e do Sebrae no Rio de Janeiro, que foi lançado na terça-feira (16), no Palácio Laranjeiras, na Zona Sul da cidade.

 

Segundo o secretário de Planejamento e Gestão do Rio, Sérgio Ruy Barbosa, o estado regulamentou a lei e modernizou suas ferramentas, como o pregão eletrônico, o que permitiu mais transparência e aproximação com os pequenos negócios. O governo fluminense movimenta R$ 8 bilhões por ano em compras. De janeiro a maio de 2011, cerca de 500 micro e pequenas empresas foram contratadas como fornecedoras de bens e serviços por diversos órgãos oficiais. Ainda assim, ele destacou que há muito espaço para crescer. “Os negócios de pequeno porte respondem por cerca de 30% das nossas compras, mas o volume financeiro é de cerca de 5%, o que representa pouco valor agregado. Este é um dos aspectos que queremos mudar com este programa”, ressaltou.

 

“O poder público é um bom comprador. No Brasil, a estimativa é de que as compras governamentais sejam de R$ 400 bilhões e a meta da instituição é conquistar pelo menos a metade desta fatia para os pequenos negócios. Há um equívoco quando se pensa que apenas grandes empresas podem oferecer melhores condições de preço, prazo e qualidade e isto precisa mudar”, defendeu o superintendente do Sebrae no Rio de Janeiro, Cezar Vasquez.

 

Rodada nacional

A partir de setembro, o programa começa a ser implantado em cada um das oito regiões do estado. As ações estão previstas tanto para gestores como para empresários. Além dos seminários de sensibilização sobre a importãncia da Lei Geral, o programa inclui capacitação de gestores sobre os diversos sistemas de compra disponíveis. Os empresários serão preparados para atender às exigências do poder público e vão participar de simulações de pregões on line para conhecerem o processo na prática. Rodadas de negócio regionais e uma grande rodada nacional serão organizadas para facilitar os negócios.

 

“As micro e pequenas empresas são maioria nos países mais ricos e desenvolvidos. O Brasil já avançou muito neste processo e o Rio de Janeiro, com este programa, está dando um excelente exemplo de desenvolvimento que pode ser replicado em outros lugares do país”, elogiou o gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Bruno Quick.

 

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Copa deve gerar 930 oportunidades para pequenas empresas

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Mapeamento feito pelo Sebrae em parceria com a FGV identifica negócios com potencial de sucesso em nove setores da economia

  • Dilma Tavares

José Paulo Lacerda
Construção civil será um dos setores mais beneficiados pelo evento

Construção civil será um dos setores mais beneficiados pelo evento

 Brasília - A Copa do Mundo FIFA 2014 deve gerar 930 oportunidades de negócios para micro e pequenas empresas nas 12 cidades-sede. É o que mostra estudo desenvolvido pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O levantamento engloba nove setores da economia: agronegócio, madeira e móveis, vestuário, serviços, comércio varejista, construção civil, turismo, produção associada ao turismo (artesanato, cultura, entre outras atividades) e tecnologia da informação.

“É preciso preparar as empresas, micro empresas e também os empreendedores individuais, para que eles possam realizar negócios e, principalmente, desenvolver seus empreendimentos, seus processos de gestão e ser mais inovadores”, afirma o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto.

O mapeamento é uma das ações previstas no Programa Sebrae 2014, que receberá, até 2013, investimentos de R$ 80 milhões. Os recursos estão sendo aplicados em programas de consultoria, inovação e acesso a mercados, como o Sebrae Mais, Sebraetec, Agentes Locais de Inovação (ALI) e Centrais de Negócios. “O legado da Copa é um dos grandes objetivos desse programa. Queremos fazer com que os pequenos negócios sejam mais competitivos e ampliem sua participação na economia”, ressalta Barretto.

A primeira parte do mapeamento, que identificou as oportunidades na construção civil, turismo, produção associada ao turismo (artesanato, cultura, entre outras atividades) e tecnologia da informação, foi divulgada em março, no Rio de Janeiro.

Em junho, o Sebrae iniciou uma série de eventos com empresários nas 12 cidades-sede para divulgar os números locais do estudo. Os encontros já foram realizados no Rio de Janeiro, Brasília, Cuiabá, Natal, Recife, Belo Horizonte, Curitiba e Fortaleza. Nas próximas semanas, será a vez de Salvador, Porto Alegre, Manaus e São Paulo. Além de apresentar os resultados, as reuniões marcam também o primeiro momento de aproximação entre empresas demandantes e ofertantes.

As 930 oportunidades de negócios foram identificadas por recomendações de especialistas e validadas por grupos de empresários e representantes locais em cada uma das cidades-sede. Esses segmentos incluem as compras governamentais (com as garantias previstas na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa) e os negócios diretamente com o mercado – que representam a maior parte das oportunidades.

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 Fonte: Agência Sebrae

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Mortalidade de empresas cai após nova lei

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Mortalidade de empresas cai após nova lei

 

 

 

Em 2009, ano da crise internacional, o número de recuperações bateu recorde no país: 492 pedidos deferidos
Laura Ignácio

 

Após 60 anos no mercado da construção pesada, a Empresa Industrial Técnica (EIT), uma das maiores companhias do setor no nordeste, entrou com pedido de recuperação judicial. O Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE) aceitou a solicitação e a empresa apresentou seu plano de recuperação. Com uma dívida declarada de R$ 265 milhões, ela espera que os cerca de 2,8 mil credores aprovem sua proposta nos próximos dias.

 

A EIT é uma das 84 companhias da região que já tiveram seus pedidos de recuperação judicial deferidos desde a entrada em vigor da Lei nº 11.101, de 2005 - a Lei de Falências - que, segundo especialistas, está cumprindo seu papel de impedir a dissolução de empresas. Levantamento realizado pela Serasa Experian, a pedido do Valor, mostra que o número de falências vem caindo, enquanto o de recuperações cresce - apesar do volume de quebras ainda ser maior. Em 2006, primeiro ano cheio de vigência da lei, foram decretadas 1.977 falências em todo o país. Em 2010, 732. O número de recuperações deferidas, na mesma base de comparação, passou de 155 para 361.

 

Em 2009, ano da crise internacional, o número de recuperações bateu recorde no país: 492 pedidos deferidos. Para o economista da Serasa Carlos Henrique de Almeida, isso mostra que a legislação está cumprindo seu objetivo de garantir a continuidade dos negócios e preservar empregos. "Mas com a perspectiva de uma nova crise, ainda que o cenário atual seja composto de consumidores mais endividados do que em 2009, espera-se que esse pico não se repita", afirma.

 

O sudeste concentra o maior número de pedidos, não só por ter um grande número de empresas, mas por contar com uma estrutura judicial adequada. Mas cada vez mais empresas do nordeste, como a EIT, vêm usando o instrumento para a reestruturação dos seus negócios. Em 2010, de acordo com a Serasa, 194 recuperações foram deferidas no sudeste. No nordeste, 17. Em 2006, foram 93 pedidos no sudeste e 11 no nordeste.

 

De acordo com a Serasa, pelo menos 11 empresas do sudeste já encerraram os processos de recuperação judicial e continuaram a tocar seus negócios. Segundo especialistas, no nordeste, ainda não há registro de recuperação concluída. Um dos motivos seria a falta de varas especializadas na região. Só há duas, em Fortaleza.

 

Segundo o advogado Luiz Fernando Valente de Paiva, do Pinheiro Neto, que participou da elaboração da Lei de Falências, o fato de não haver vara especializada interfere no andamento da recuperação. "Isso porque o juiz de vara cível cuida desde assuntos de despejo ou briga de família até processos de falência", diz. Para ele, se o magistrado não tem um conhecimento específico sobre o tema, que geralmente envolve operações complexas, demora mais tempo para decidir a questão e nem sempre decide da melhor forma.

 

Na capital paulista, há duas varas especializadas em recuperação e falências. Além disso, o Estado de São Paulo é o único com uma câmara especializada com desembargadores que julgam os recursos contra decisões das varas do Estado e uniformizam o entendimento do Judiciário. "A jurisprudência paulista está sendo usada em outras regiões", diz Paiva.

 

A recuperação da EIT tramita no único Estado da região nordeste com varas especializadas em recuperação e falência, o Ceará. O pedido de recuperação foi deferido pelo juiz Domingos José da Costa. Como os maiores credores da empresa são instituições financeiras, o magistrado concedeu ainda liminar que libera os recebíveis futuros da EIT da chamada trava bancária. Diante da crise enfrentada, a empresa precisou de capital de giro para prosseguir com suas obras e firmou contratos de empréstimo com bancos, dando seu faturamento futuro como garantia. "É inadimissível no processo de recuperação judicial que a empresa perca o acesso a seus recebíveis, sem os quais não conseguirá fazer frente aos seus compromissos correntes", diz o magistrado.

O advogado da EIT, o paulista Roberto C. Keppler, do escritório Keppler e Advogados Associados, explica que um dos principais objetivos do plano de recuperação da empresa é a reestruturação desses contratos. Com a trava bancária, os valores que a EIT tinha para receber de clientes eram automaticamente transferidos para a liquidação desses compromissos com os bancos. "Isso fez com que ela começasse a atrasar o pagamento de funcionários, fornecedores e encargos", diz o advogado que atua também na recuperação da Jandaia, no nordeste. "Com essa reestruturação, a EIT tem plenas condições de se restabelecer."

 

 

 

Fonte:

 

Valor Econômico

ICBrasil

 

Copa não permite amadorismo, diz executivo da FGV

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Alerta é do coordenador de turismo da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Pascarella, ao detalhar mapeamento de oportunidades geradas pela competição em Fortaleza

Dilma Tavares

Fortaleza - A Copa do Mundo é um ambiente altamente competitivo e só as empresas mais preparadas para atender aos requisitos e às tendências desse mercado estão aptas a disputar as oportunidades geradas pela competição. Foi o que disse nesta sexta-feira (12) o coordenador de turismo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Pascarella, ao detalhar o Mapa de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas Cidades-sede, encomendado pelo Sebrae à fundação.

Segundo Pascarella, trata-se de um mercado exigente, e os empresários precisam ter em mente como a Copa pode ajudá-los e o que fazer para acessar as oportunidades que o evento oferece. Segundo ele, estar atento e preparado para atender a essas exigências é o desafio a ser enfrentado pelas micro e pequenas empresas.

“As empresas precisam se aproximar dos clientes e identificar tendências do mercado. Já os setores de turismo e produção associada ao turismo precisam entender o perfil do turista que virá ao Brasil assistir à competição mundial de futebol, o que ele faz, do que gosta, para onde vai”, lembra.

Ele disse ainda que é preciso ter em mente que, além dos estrangeiros, o comércio vai atender também ao público brasileiro,m que demanda outro tipo de atenção. Para o setor de madeira e móveis e agronegócios, ele relaciona entre as necessidades a atenção para os processos sustentáveis. Já no têxtil e vestuário, ele lembrou as parcerias que podem ser feitas com patrocinadores da Copa.

Empresários

Dono de um guia colaborativo na internet, o empresário Luciano Farias afirmou que o  levantamento e as informações repassadas são fundamentais. Luciano exemplifica as vantagens de se preparar para acessar as chances geradas pela competição. “Quando o turista chega, a sua primeira fonte de informação é a internet. Se estou preparado para essa demanda, meu negócio ajuda o turista e também se beneficia com o aumento de tráfego de internautas”, diz.

“Esse seminário faz enxergar o importante momento que temos com a Copa e aprender a receber os turistas, pois são eles que nos pagam”, disse Mamed Rebouças, dono de um hotel e restaurante de praia. Ele conta que de olho na Copa, inaugurou o restaurante em 2010, quando o Brasil venceu a disputa para sediar o evento. “Agora tem que capacitar todo mundo”, diz explicando que gera 80 empregos fora os indiretos.

O presidente da Associação dos Empreendedores da Beira Mar (ABBMAR), Pedro Carlos da Fonseca, também destaca a importância da conscientização sobre o significado do evento. “A Copa não é só uma ação do governo, é de toda a sociedade, que precisa aproveitar suas oportunidades. O Sebrae está fazendo o link dessa compreensão, mostrando as oportunidades, o que tem que ser feito para aproveitá-las e os caminhos a percorrer para ter bons resultados”, resume.

Serviço
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Fonte: Agência Sebrae