quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ministério e ambiente favorável às MPE são desafios para 2011

Notícias
Definir atribuições da futura pasta, aperfeiçoar a legislação e formalizar 5oo mil trabalhadores por conta própria são prioridades apontadas pelo Sebrae

Tecris de Souza
Brasília - Para 2011, há a expectativa de criação do Ministério da Micro e Pequena Empresa – ou organismo similar, como uma secretaria com status de ministério – conforme anunciado durante a campanha eleitoral pela então candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, e, anteriormente, pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse será um dos desafios colocados para o próximo ano, junto com o aperfeiçoamento da legislação pertinente às empresas de pequeno porte no País, bem como a formalização de 500 mil pequenos negócios que estão na informalidade.
Segundo o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, mais importante que o nome dessa nova estrutura governamental com foco nos empreendimentos de pequeno porte, será definir seus objetivos e atribuições. “É importante ter um organismo dedicado ao fomento das micro e pequenas empresas brasileiras e do empreendedorismo, capaz de articular políticas públicas direcionadas para esse segmento”, diz Okamotto. Para ele, o debate deve ser aberto e o Sebrae deverá ser consultado, oportunamente.
Os pequenos negócios, pondera o presidente do Sebrae, talvez possam ser organizados de outra maneira, por exemplo, com arranjos produtivos, com políticas públicas para mais adensamento industrial e empresas inovadoras e competitivas, além de mais facilidade de acesso a crédito e a recursos para inovação. “Que o ministério possa cuidar com mais força política e velocidade das demandas das empresas de pequeno porte, num trabalho articulado com outros ministérios e instituições do setor público bem como da sociedade organizada”, assinala Okamotto.
O aperfeiçoamento da legislação de interesse das micro e pequenas empresas é outro desafio colocado para 2011, uma vez que o Congresso Nacional não aprovou neste ano, o projeto de lei complementar que previa diversas modificações para melhoria do ambiente legal desse segmento. “Há necessidade de aprovação de mecanismos para alteração e baixa de atividades do Empreendedor Individual, de forma gratuita e automática, via internet, do parcelamento de débitos tributários para empresas do Simples Nacional e do aumento do teto do Simples Nacional de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões”, elencou Okamotto.

Segundo ele, é importante ter um interlocutor no governo federal dedicado à defesa dos interesses das micro e pequenas empresas para estabelecer uma visão desse segmento conjugada com a necessidade de crescimento da economia brasileira. Assim, ao tornar viável um ambiente mais favorável aos pequenos negócios, que respondem por 99% das empresas instaladas no País e por apenas 20% do Produto Interno Bruto (PIB), espera-se que anualmente um maior número delas possa mudar de patamar até se ter uma quantidade crescente de empresas de classe internacional. “O ideal seria termos 600 empresas chegando à classe global a cada ano”, propõe Okamotto.
Promover a cidadania empresarial por meio da inclusão de 500 mil trabalhadores informais no sistema previdenciário e da obtenção do CNPJ é uma meta prioritária que vai mobilizar o Sebrae nacionalmente em 2011. Conforme Okamotto, houve um esforço muito intenso neste ano, quando a instituição apoiou decisivamente a meta de 1 milhão de empreendedores individuais, que saltou de 64 mil para mais de 802 mil.

As estimativas, porém, indicam cerca de 10,3 milhões de trabalhadores na informalidade. Isso torna a formalização de trabalhadores por conta própria um desafio constante e justifica também a necessidade de criação de um organismo específico para cuidar permanentemente dessa questão no âmbito do governo federal.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias: (61) 9929-5251 / 9977-9529
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
www.agenciasebrae.com.br
www.portaldoempreendedor.gov.br
Fonte: Agência Sebrae

Pesquisas mostram que fechamento de empresas não pode ser atribuído a uma única causa

Notícias
Estudos realizados pelo Sebrae em São Paulo apontam entre os principais motivos ausência de comportamento empreendedor e de planejamento

Do Sebrae/SP
São Paulo - Segundo dados da Junta Comercial do Estado de São Paulo, de 1990 a 2008 foram abertas no estado 2.603.233 empresas. Em média, 137.012 empresas foram iniciadas a cada ano. Nesses 18 anos, por outro lado, foram fechadas 1.650.953 empresas com até cinco anos de mercado, o que representa uma média anual de fechamento de 86.892 empresas de um a cinco anos de funcionamento.
Cada novo estudo produzido pelo Sebrae em São Paulo reforça que não é possível atribuir a um único fator a causa da mortalidade das empresas. Em geral, o encerramento das empresas é causado por um conjunto de problemas ou falhas. Seis foram os principais fatores identificados: ausência de comportamento empreendedor, ausência de um planejamento prévio adequado, deficiências no processo de gestão empresarial, insuficiência de políticas publicas de apoio aos pequenos negócios, dificuldades decorrentes da conjuntura econômica e impacto de problemas pessoais sobre o negócio.
Planejamento

Ao longo dos anos, foi constatada uma melhora relativa nos fatores que influenciam nas chances de sobrevivências das empresas. Os proprietários de empresas constituídas em 2007 levaram, em média, nove meses planejando suas atividades, ante sete meses em 2000. Da mesma forma, também houve uma melhora na gestão básica das empresas: em 2000, 72% dos empresários monitoravam constantemente a evolução das receitas e despesas (fluxo de caixa), índice que subiu para 77% em 2007. Em 2007, 95% dos empresários tinham o hábito de aperfeiçoar produtos e serviços às necessidades dos clientes; em 2000, eram 79%.
O ambiente para a realização de negócios também evoluiu favoravelmente no período. Além do controle da inflação e do crescimento da economia verificados no período, o indicador de obtenção de empréstimos para abrir uma empresa subiu de 6%, em 2000, para 14% em 2007.
Dificuldades

A pesquisa mais recente apresenta, também, a opinião dos empresários sobre as principais dificuldades enfrentadas no primeiro ano de atividade da empresa: falta de clientes (citada por 29% dos empresários) e falta de capital (21%). A burocracia e os impostos foram citados por 7% dos entrevistados e 5% apontaram a concorrência como a maior dificuldade.
Sentimentos

O sentimento predominante de quem encerrou as atividades foi o de frustração e perda para 29%; tristeza e mágoa foram sentidos por 19% dos entrevistados. Entre as respostas espontâneas à pergunta, 18% declaram que não sentiram nada. Outros 9% disseram ainda que sentiram alívio ou tranquilidade ao encerrarem as atividades. Arrependimento foi a sensação de 2% e 24% apontaram outros sentimentos.
A estimativa do custo social do fechamento das empresas paulistas impressiona: 348 mil ocupações desaparecem por ano com o fechamento de 86 mil empresas. A soma da perda da poupança pessoal dos empreendedores com o capital investido no sonho do negócio próprio representa R$ 1,4 bilhão por ano. Com o fechamento dessas empresas perde-se um faturamento de R$ 18,2 bilhões, que, somado à perda do capital investido pelos empreendedores, atinge a cifra dos R$ 19,6 bilhões anuais (dados para 2008). Uma perda que equivale a 811,7 mil carros populares ou 27, 5 milhões de refrigeradores, ou, ainda, 67 milhões de cestas básicas.
Financiamento

A principal fonte de financiamento (83%) utilizada pelos empreendedores para montar a empresa, entre 2003 e 2007, foi a soma de recursos pessoais ou familiares. Como cada empreendedor pode utilizar mais de uma fonte de recursos, empréstimos em bancos (12%), negociação de prazos com fornecedores (12%), cartão de crédito ou cheque pré-datado (7%), empréstimo com amigos (6%) e outras fontes (4%) também foram relatadas.

Para o consultor do Sebrae em São Paulo Pedro João Gonçalves, alguns fatores relacionados à sobrevivência das empresas em seus primeiros anos no mercado estão ligados ao ambiente onde a empresa atua. Ele cita como exemplos a conjuntura econômica e a legislação. No entanto, pondera, outros fatores estão ligados à própria ação do empreendedor. “No âmbito do empreendedor, ele deve se preparar para atuar num mercado altamente competitivo, planejando como irá atuar, antes de abrir o empreendimento. Deve identificar o público-alvo, quem serão seus concorrentes e fornecedores. Após a abertura da empresa, o empresário não pode descuidar da gestão básica, como o controle do fluxo de receitas e despesas e o acompanhamento das mudanças dos hábitos dos consumidores. Itens básicos como finanças e marketing devem sempre ser observados para o sucesso da atividade empresarial”, recomenda o consultor.

Serviço:
Unidade de Marketing e Comunicação do Sebrae/SP
Atendimento à Imprensa: (11) 3177 4903/ 4846/ 4831/4905/4662
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
Fonte: Agência Sebrae

IASB DISPONIBILIZA AS IFRS PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS TRADUZIDAS

Notícias

A tradução das normas internacionais feita pelo Ibracon dentro do processo de
convergência,é gratuita e encontra-se disponível no endereço eletrônico do IASB.
Dentro do processo de convergência das Normais Internacionais de Contabilidade, o trabalho
de tradução feito pelo Instituto dos Auditores Independentes do Brasil – Ibracon vem
beneficiando cada vez mais os profissionais brasileiros que necessitam do material para o
exercício de suas atividades.
A versão eletrônica das normas internacionais de contabilidade para pequenas e médias
empresas em português está disponível gratuitamente no portal do Iasb. Refere-se a única
tradução oficial em língua Portuguesa autorizada pelo IASB.
José Luiz Ribeiro de Carvalho, diretor de Administração e Finanças da Diretoria Nacional do
Ibracon e coordenador do projeto IFRS para PMEs ressalta a importância do trabalho do
Ibracon para disseminação destas normas. “As pequenas e médias empresas representam a
grande maioria das organizações empresariais brasileiras e são responsáveis por uma
movimentação financeira muito relevante para o país. Zelar pela aplicação adequada das
normas para com elas é uma preocupação constante do Ibracon”. A tradução compreende os
três volumes da obra originalmente publicada em Língua Inglesa pelo IASB sob o titulo “IFRS
para Pequenas e Médias Empresas”.
O primeiro volume se r efere à norma básica, o segundo as Bases para Conclusões e o
terceiro Demonstrações Financeiras Ilustrativas.
Neste sentido o Instituto recomenda o acesso aos profissionais que elaboram demonstrações
contábeis para pequenas e médias empresas, assim como aos associados, estudantes e
demais profissionais que, de alguma forma, se relacionam à aplicação destas normas.
Para acessar as normas copie e cole no seu navegador o endereço abaixo. Depois, basta
apenas fazer o registro no site:
Feliz 2011!
Ibracon - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil









segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Rio Grande do Norte tem 70% dos municípios com Lei Geral sancionada

Notícias
Dos 167 municípios potiguares, 114 cidades já têm a lei que beneficia profissionais autônomos e as micro e pequenas empresas, em vigor

Cleonildo Mello
Natal - Um ambiente com as condições favoráveis para o desenvolvimento dos pequenos negócios já é uma realidade na maioria dos municípios do Rio Grande do Norte. Aproximadamente 70% deles estão com a Lei Geral sancionada e em fase de implantação. São 114 dos 167 municípios do potiguares em que a lei está em vigor.
Nessas localidades, as micro e pequenas empresas (MPE) e profissionais autônomos podem gozar do amparo do tratamento diferenciado e simplificado, estabelecido pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Entre os benefícios gerados a partir da implantação da lei, estão a redução da burocracia para a criação de novos negócios, a desoneração tributária através do Simples Nacional, a priorização das micro e pequenas empresas nas compras governamentais, o acesso à inovação e à tecnologia, a facilitação do acesso ao crédito e aos serviços financeiros, entre outros.
A mais recente regulamentação da Lei Geral no Rio Grande do Norte foi no município de Triunfo Potiguar, localizado na região do Vale do Assú, distante 254 quilômetros de Natal, e que tem cerca de 3,3 mil habitantes distribuídos numa área de 268 km quadrados. Com um PIB de R$ 13,8 milhões, segundo informações do IBGE referentes ao ano de 2008, a economia do município está inserida numa região propícia sobretudo ao agronegócio. Daí, a importância da regumentação da Lei Geral na cidade, como instrumento estimulador da criação de novos pequenos negócios e fortalecimento dos já instalados.
Outro município que teve a legislação aprovada foi Barcelona, uma pequena cidade do Agreste potiguar, distante 86 quilômetros de Natal, e que tem cerca de 4 mil habitantes. A economia barcelonense está baseada praticamente na atividade agrícola e no setor de serviços,  que juntos respondem por quase 99% das fontes de renda locais.
“A sanção dessa legislação na esfera municipal é de fundamental importância para a efetivação dos incentivos aos pequenos negócios, pois é no município onde a Lei Geral ganha corpo e favorece, de fato, as bases produtivas, que, normalmente, são compostas na sua quase totalidade por micro e pequenas empresas e pequenos produtores rurais”, destaca o gerente de Políticas Públicas do Sebrae Rio Grande do Norte, Helmani Rocha. Segundo ele, a cobertura de grande parte do território potiguar com a Lei Geral aprovada é resultado de um trabalho intenso e de esclarecimento junto aos prefeitos e vereadores.
“O nosso foco para o próximo ano será estimular a aprovação da Lei nos municípios que estão com as minutas elaboradas ou em tramitação nas câmaras municipais. A maioria dessas cidades é de pequeno porte”, diz Helmani Rocha, que ressalta os benefícios levados pela legislação ao município. Um deles é o aumento na arrecadação de tributos, sobretudo o Imposto Sobre Serviços (ISS), que, no caso de empresas optantes do Simples Nacional, chega automaticamente nas contas das prefeituras.
Baixa informalidade
A regulamentação também influencia diretamente na redução do índice de informalidade, já que torna-se vantajoso para empresas ser devidamente registradas. Helmani Rocha também enfatiza a importância de todas as prefeituras manterem o cadastro empresarial local atualizado. Isso favorece um maior controle sobre o número de empresas existentes na cidade, projeções de receitas e, principalmente, elaboração de políticas públicas que contemplem o maior número de empresários.
Serviço:
Sebrae no Rio Grande do Norte – (84) 3616-7910
Central de Relacionamento Sebrae – 0800 570 0800
Fonte: Agência Sebrae

Bradesco cria novas linhas de crédito para micro e pequenas empresas

Notícias
Giro Simples Bradesco e CDC Flex Bradesco atendem também ao Empreendedor Individual

Regina Xeyla
Brasília - As micro e pequenas empresas estão mais bem preparadas na hora de tomar crédito. Essa é a percepção do diretor do Departamento de Empréstimos e Financiamento do Bradesco, Octávio Lazari Junior. A mudança de comportamento do segmento tem exigido dos bancos a criação de linhas mais específicas e mudanças no atendimento. O Bradesco lançou no início desta semana duas linhas especiais com foco em empresas que faturam até R$ 2,4 milhões por ano: Giro Simples Bradesco e CDC Flex Bradesco.

O Giro Simples Bradesco é indicado para “equilibrar o fluxo de caixa das empresas, já o CDC Flex Bradesco pode ser utilizado para reposição de estoques e aquisição de equipamentos novos ou usados”, explica Octávio. Segundo ele, o principal diferencial das novas modalidades é a taxa de 2,70% ao mês, entre as menores do mercado, e a ampliação do público-alvo, que engloba todas as micro e pequenas empresas e o Empreendedor Individual. “Frente às mudanças no comportamento das micro e pequenas empresas, vimos a necessidade de criar linhas com acesso simples e desburocratizado.”
Na linha Giro Simples Bradesco o empreendedor pode contratar até R$ 60 mil, com prazo até de 36 meses e carência que chega até 90 dias para o pagamento da primeira parcela. Já na linha CDC Flex Bradesco também tem limite de até R$ 60 mil, com prazo de até 48 meses. Neste caso a carência pode chegar a 59 dias para o pagamento da primeira prestação. Foram disponibilizados inicialmente pelo banco R$ 100 milhões para cada modalidade e, se houver necessidade, será feito novo aporte para atender à demanda. As linhas já podem ser contratadas em qualquer agência do Bradesco.
Mudança silenciosa
Octávio acredita que está ocorrendo uma “mudança silenciosa no comportamento das micro e pequenas empresas”. Segundo ele, nos últimos anos houve aumento tanto quantitativo, com empresas acessando mais crédito, quanto qualitativo. “O empresário tem solicitado crédito de forma mais coerente com o perfil do seu empreendimento. O empresário também deixou de sacrificar o capital de giro para comprar equipamentos e passou a utilizar linhas do BNDES apropriadas para este fim. Nos últimos 12 meses, 94% dos desembolsos do BNDES, via Bradesco, foram para pequenas empresas”, exemplificou.
Octávio conta que, desde 2003, o banco tem trabalhado com foco nas micro e pequenas empresas. “Para atender às mudanças no comportamento do segmento, já capacitamos, com apoio do Sebrae, nove mil gerentes. São profissionais que precisam saber quem são essas empresas, para quem elas fornecem, de quem elas compram. Ao entender bem o negócio, o gerente pode identificar melhor a linha de crédito mais apropriada para atender o empresário”, disse.
Parceria

O técnico da área de Acesso a Serviços Financeiros do Sebrae André Dantas afirma que as novas linhas “vêm complementar a estratégia de atendimento das micro e pequenas empresas pelo banco”. Estratégia que tem se intensificado a partir de convênio firmado, há sete anos, entre o Sebrae e o Bradesco. De acordo com André, o Bradesco é o único banco privado que participa do Fórum Permanente da Micro e Pequena Empresa, sendo este um dos resultados da parceria.
Ele destacou ainda algumas ações já realizadas entre as duas instituições, como o Bradesco Vantagens, que distribuiu 1.200 kits educacionais, desenvolvidos pelo Sebrae, para a rede de empresas que atuam como correspondentes bancários do banco, além do trabalho de capacitação da rede de gerentes Bradesco. “Há uma integração entre as unidades estaduais do Sebrae e as agências bancárias. O Bradesco também disponibiliza para o Sebrae as análises setoriais. O conteúdo, que pode ser acessado apenas pelos correntistas, é compartilhado com a área financeira do Sebrae, que divulga entre seus coordenadores das carteiras setoriais. "Isso é intercâmbio de informações", ressaltou André.
Serviço:
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Fonte: Agência Sebrae

Pequenos negócios crescem junto com o País

Notícias
Ambiente favorável impulsiona círculo virtuoso; juros altos e substituição tributária ainda são obstáculos a superar

Tecris de Souza
Brasília - O País cresceu e distribuiu renda, favorecendo o surgimento de novas oportunidades e a melhoria do ambiente para os pequenos negócios. Os indicadores macroeconômicos também apresentaram uma situação positiva neste ano. Mas é preciso rever os juros, que ainda continuam elevados e, principalmente, a substituição tributária, que se agravou e comprometeu a competitividade de muitas empresas de pequeno porte em alguns estados.

A avaliação é do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, ao fazer um balanço de 2010 e constatar que foi um ano positivo para as micro e pequenas empresas. “Quando o País cresce, há mais possibilidades de negócios e de emprego, as empresas faturam mais e mais negócios se formalizam.Há mais inovação, mais acesso à informação, mais empresas com mais valor agregado em todo o País." 

Segundo ele, as micro e pequenas empresas estão coladas no conjunto da economia, que cresceu em torno de 7% neste ano. Esse desempenho favorece um círculo virtuoso de mais emprego, mais renda, mais negócios e, assim, sucessivamente. Nos últimos anos, o País gerou 15 milhões de empregos e, com isso, mais cidadãos tiveram acesso ao consumo, intensificando as vendas do comércio e a prestação de serviços.

Conforme Okamotto, esse desempenho também impacta positivamente a informalidade.“Mais automóveis adquiridos significa mais serviço para os lavadores de carro, por exemplo”, explica ao destacar que ainda falta informação e conhecimento para que se possa entender melhor a economia informal no País.

A melhoria do ambiente para as micro e pequenas empresas também permitiu que esse segmento fosse o grande empregador de mão-de-obra, respondendo por 52,3% do emprego formal no Brasil. “Essa condição tornou o País capaz de combater a crise financeira”, destacou ao assinalar que sua expectativa é de continuidade do atual ritmo de crescimento econômico do País.

Serviço:
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Fonte: Agência Sebrae

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Governos de São Paulo e Santa Catarina parcelam ICMS das vendas de Natal

Notícias
Medida foi comemorada por entidades representativas do comércio, que terá caixa reforçado no início de 2011

Beth Matias
São Paulo - Boas notícias neste final de ano para as micro e pequenas empresas do setor varejistas no Estado de São Paulo. O Imposto Sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) das vendas de Natal (dezembro) poderá ser parcelado em duas vezes. O primeiro pagamento (50%) deverá ser feito até 20 de janeiro e o segundo, até 22 de fevereiro. Em anos anteriores, o Estado já havia feito o pagamento parcelado, mas o decreto este ano não tinha sido assinado até a semana passada.
Segundo o secretário da Fazenda do Estado, Mauro Ricardo, o objetivo é melhorar o fluxo de caixa das empresas comerciais. A medida deverá beneficiar 70 mil empresas, que representam 96% da arrecadação de ICMS. Para o presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping, Nabil Sayoun, 75% das empresas beneficiadas em shopping centers são micro ou pequenos negócios.
A secretaria estima que os varejistas de São Paulo deverão deixar para o segundo mês de 2011 o recolhimento de pelo menos R$ 200 milhões. O recolhimento do ICMS em duas vezes é facultativo. Caso decida recolher em duas vezes, o contribuinte deverá fazer por meio da Guia de Arrecadação Estadual (Gare), que está disponível no site da Secretaria da Fazenda estadual.
Pelo menos 35 setores serão beneficiados pela medida, entre eles bebidas, padarias, supermercados, lojas de departamento, roupas, calçados, perfumes, açougues, eletrônicos, móveis, material de construção, papelarias, artigos esportivos, medicamentos, bijuterias e autopeças.
A medida foi comemorada pelo presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti:  “os comerciantes precisam de fôlego para honrar todos os encargos do início do ano. Essa medida é muito bem-vinda”.

Santa Catarina
Além de São Paulo, o governo do Estado de Santa Ctarina autorizou o parcelamento de ICMS para o comércio. O pagamento do ICMS apurado pelos lojistas do estado, em dezembro, poderá ser parcelado em duas vezes, sendo 70%, em janeiro de 2011, e 30%, em fevereiro.
O governador Leonel Pavan disse que a movimentação econômica com a capitalização dos lojistas, nesta época do Natal e fim de ano , acaba se refletindo nos demais setores de atividades e com isso ganha toda a sociedade, sem prejudicar a arrecadação do estado.
Serviço:
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Fonte: Agência Sebrae

Mudanças tributárias no Simples Nacional devem ser discutidas em fevereiro

Notícias
Projeto de Lei que reajusta o limite de faturamento das micro e pequenas empresas será colocado em votação no início de 2011
Mariana Flores
Brasília - As mudanças no regime especial de tributação das micro e pequenas empresas ficaram para 2011. A pedido do governo, o Projeto de Lei Complementar 591/10, que entre outros pontos, eleva o limite do Simples Nacional de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões, foi retirado da pauta de votação da Câmara dos Deputados e só deve voltar a ser discutido pelo Congresso no próximo ano. A previsão é de que entre em pauta ainda em fevereiro, no início da sessão legislativa.
“O governo optou por discutir e votar o projeto, desde os estudos, os debates e as negociações com atores chave, no ano de 2011, entendendo que, por não criar novo tributo ou aumentar a carga tributária, pode vigorar ainda em 2011”, afirma o gerente de Políticas Públicas do Sebrae, Bruno Quick.
Para prorrogar o prazo, os parlamentares da base aliada alegaram que ainda é necessário discutir alguns pontos com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Com a não votação neste ano, serão desenquadradas as empresas que ultrapassaram o limite de faturamento de R$ 2,4 milhões em 2010, devendo sair do Simples Nacional já em 2011. “Infelizmente, todos os avanços passam pela resistência inicial do Confaz, que, em nome dos governos estaduais, trata a Lei Geral como se fosse só tributária e se opõe, alegando riscos à arrecadação, mesmo tendo a experiência anterior da vigência do Simples em 2007, quando não houve perdas”, lamenta Quick.
Com a aprovação do projeto no ano que vem, cerca de 5 mil empresas bem sucedidas dentro do Simples Nacional não precisarão conter o crescimento para se manterem dento do regime tributário. A ampliação, destaca o gerente do Sebrae, dará um tempo maior para as empresas se prepararem para ingressar no regime tributário feito pelo Lucro Presumido ou pelo Lucro Real.
Além do aumento do limite de faturamento, o projeto de lei altera procedimentos relativos a microempresas e empresas de pequeno porte tais como: abertura, registro, funcionamento, exclusão de ofício, recuperação judicial especial, valores da receita bruta, recolhimento de tributos e contribuições, negativação de empresas e sócios, além de prever equiparação do produtor rural pessoa física à empresa de pequeno porte em relação aos benefícios não tributários da lei, e de criar a figura do trabalhador rural avulso.
Outro ponto preocupante em relação à não aprovação neste ano se refere ao parcelamento dos débitos, pois 35 mil empresas já foram notificadas e serão excluídas, caso não regularizem os débitos e optem novamente até 31 de janeiro próximo. Outras 525 mil micro e pequenas companhias já têm débitos lançados, mas ainda não foram notificadas. Segundo a redação do projeto de lei, o volume dos valores de tributos do regime simplificado não recolhidos poderá ser dividido em parcelas, sob regulamentação do Conselho Gestor do Simples Nacional. O projeto ainda eleva para R$ 48 mil o limite de faturamento anual para um autônomo ser enquadrado como Empreendedor Individual. Hoje, esse patamar é de R$ 36 mil.
Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3243-7851, 3243-7852, 8118-9821 ou 9977-9529
Central de Relacionamento Sebrae - 0800 570 0800
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Fonte: Agência Sebrae

Programa abre janelas para o empreendedorismo rural

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Programa Empreendedor Rural (PER) orienta e capacita profissionais, estudantes e produtores ligados ao campo sobre gestão do negócio rural

Fernando Dantas
Estudante do 1º período de Agronomia da Universidade Federal de Goiás (UFG), Juliana Gomes Tiago Borges, 19 anos, tem uma vontade crescente de aprender. Apesar de estar no início do curso de graduação, Juliana não quis esperar o avançar dos estudos para se dedicar ainda mais à profissão que exercerá. Desde agosto, mesma época do início da graduação, a estudante integra o Programa Empreendedor Rural (PER), tocado em parceria entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-GO) e o Sebrae em Goiás.
Realizado desde 2005 em diversos municípios em Goiás, o Programa Empreendedor Rural já orientou e capacitou mais de 2 mil pessoas. O objetivo principal é ensinar produtores rurais, estudantes e profissionais ligados ao setor do agronegócio a administrar uma empresa rural. Promovido em módulos, o programa orienta os participantes a diagnosticar problemas, planejar, estudar o mercado e elaborar projetos.Segundo o instrutor do programa, Hélio Antônio Silva Rodrigues, por meio das atividades realizadas os participantes podem vivenciar na prática situações do seu cotidiano e construir novos conhecimentos. “É a oportunidade de abrir janelas para trilhar o caminho do empreendedorismo”, ressalta.
Que o diga a estudante Juliana. Ela, que está finalizando o curso, informa que está em vantagem por ter adquirido conhecimento que os próprios colegas de curso ainda não possuem. “Participei das diversas ações do programa e ainda tive a oportunidade de desenvolver um projeto de acordo com as orientações repassadas. Acredito que estou no caminho certo”, reforça.
Visita técnica
Na primeira semana de dezembro, 20 alunos do Programa Empreendedor Rural, que integram o projeto em Goiânia, Ipameri e Hidrolândia, visitaram o Centro de Apoio Técnico ao Produtor de Leite Piracanjuba, criado pelos Latícinios Bela Vista. O Centro funciona como uma fazenda-escola, onde produtores e profissionais rurais podem conhecer, sem custos, procedimentos e novidades tecnológicas que garantem a melhoria da qualidade do leite.
Localizado em uma propriedade rural de aproximadamente 45 hectares, em Bela Vista de Goiás, o Centro é dividido em três áreas: Unidade de Recria e Venda de Reprodutores, Unidade de Treinamento e Unidade Demonstrativa de Produção de Leite. As atividades desenvolvidas nas áreas operacionais são funcionais e demonstram ao produtor que a atividade leiteira é economicamente viável, sustentável e ambientalmente correta.

Para o advogado e produtor rural Gilmar Gratão, 53 anos, a visita técnica foi a oportunidade de acompanhar novas tecnologias que são aplicadas no dia a dia e que, introduzidas nas propriedades, podem fazer a diferença para o produtor rural. “Estou em Goiás há seis meses, após morar por vários anos no Pará. O trabalho no campo é diferente nos dois Estados. Então, participar desse programa foi importante para conhecer melhor a realidade local”, destaca.
Gilmar informa que começou a colocar em prática o que aprendeu desde o primeiro dia de curso do PER. “Promovi a mudança de ração que é oferecida aos animais da minha propriedade, além de outras alterações na fazenda. Com isso, já tive resultados. Antes, a produção de leite era de 70 litros. Agora, esse número saltou para 100 litros diários”, comemora.
Serviço:
Programa Empreendedor Rural: (62) 3250-2376
Centro de Apoio Técnico ao Produtor de Leite Piracanjuba
Rodovia GO-020, km 48, Zona Rural – Bela Vista de Goiás (GO)
Contato: (62) 9994-1411 ou 9917-5551
Agência Sebrae de Notícias (ASN/GO): (62) 3250-2268
Oficina de Comunicação: (62) 3225-4899
Fonte: Agência Sebrae



Sílvio Simões

Juliana Gomes, estudante de Agronomia, integra o Programa Empreendedor Rural há seis meses
Bela Vista de Goiás -

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Empresário em Serrinha (BA) dobra faturamento após financiamento do FNE

Notícias
Designer gráfico aumenta receita depois de comprar equipamento financiado pelo Banco do Nordeste

Carlos Baumgarten
- Marcos Simões Junior atua há cerca de 10 anos no ramo de design gráfico. Ele possui um estabelecimento em Serrinha, a 173 km de Salvador, onde presta diversos serviços de impressão. Há três anos, com o aumento da demanda, Marcos formalizou a empresa e alugou um espaço maior. Ao mesmo tempo, precisou de novos equipamentos. Foi aí que ele procurou o Banco do Nordeste, que oferece o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), uma linha de crédito que tem como público-alvo micro e pequenas empresas.
O empresário recebeu a visita, na tarde desta quinta-feira, 16, de representantes do Banco do Nordeste, do Sebrae, da Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste) e do Ministério da Integração Regional. Para Marcos, o financiamento veio em boa hora. “Como tive um aumento na demanda, precisei adquirir uma impressora mais moderna”, relatou. A compra do equipamento, que custou R$ 70 mil, foi financiada através do FNE. Marcos garante que, em cerca de oito meses, o seu faturamento dobrou por conta da aquisição. “É sem burocracia e a análise é bem profunda, sendo que são oferecidas as melhoras formas de pagarmos o financiamento”, disse.
Outro estabelecimento visitado foi a clínica Olho e Criança, também localizada em Serrinha. A médica Amarilis Rios, uma das proprietárias, explicou que o financiamento foi necessário para a compra de um equipamento mais moderno utilizado na cirurgia de catarata. “É um investimento benéfico para a população de Serrinha e também, em termos de negócio, positivo para nós, já que o movimento na clínica deve aumentar com a possibilidade de realizar um procedimento cirúrgico com um equipamento moderno e seguro”, disse Amarilis, ressaltando a facilidade de se adquirir o financiamento. “Em cerca de 15 dias, o Banco do Nordeste liberou o processo”, complementou.
Os representantes das instituições também visitaram a fábrica Palmeira. De propriedade de um cearense que morou muitos anos no Piauí, o estabelecimento funciona em Serrinha. José Edvaldo de Sousa, o proprietário da fábrica, disse que buscou o FNE para capital de giro. Seu empreendimento fabrica estofados, pufes, sapateiras, entre outros produtos. Um dos grandes diferenciais do negócio é a venda porta a porta. “Temos uma pequena loja, onde comercializamos os produtos e também atendemos encomendas. Mas o ganho maior é com os nossos representantes, que oferecem nossos produtos de porta em porta”, explicou.

FNE Itinerante
Serrinha foi escolhida pelo Ministério da Integração Regional para ser o primeiro município da Bahia a conhecer o processo de atendimento do FNE Itinerante. Em todos os nove Estados do Nordeste estão sendo realizados encontros para disseminar para empresários de empreendimentos de micro e pequeno porte a oportunidade trazida pelo fundo. A Bahia fecha o ciclo de encontros em 2010.
De acordo com Maria da Conceição Duarte, coordenadora-geral dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Ministério da Integração Regional, a ideia é descentralizar a aplicação do FNE. “Verificamos que a aplicação dos fundos se concentra em área de alta renda, que já possuem mecanismos de crescimento. Nosso objetivo é levar orientações a municípios menores e oferecer o serviço em localidades que não possuem agências do Banco do Nordeste e não têm aplicação do FNE, como é o caso de Serrinha’, disse.
O agente de desenvolvimento do Banco do Nordeste, José Carlos Luz, explicou que o FNE, apesar de atender também grandes empresas, tem como público-alvo primordial os micro e pequenos empreendimentos. Ele atua na agência de Conceição do Coité, que atende a 17 municípios na região do semiárido, incluindo Serrinha. “O valor do financiamento vai depender da análise da empresa e da sua capacidade de financiamento. A carência e as taxas de juros também dependem dessa avaliação. Mas o pagamento em dia, garante ao empresário um subsidio de 25% do valor da taxa de juros”, destacou José.
Dora Parente, coordenadora da Unidade de Acesso a Crédito do Sebrae na Bahia, apontou a importância do FNE Itinerante no processo de descentralização da aplicação do fundo, contribuindo para o desenvolvimento das micro e pequenas empresas de municípios menores. “O Sebrae entra como parceiro, no sentido de apoiar esses empresários, através de orientações e capacitações nas áreas de gestão e financeira.”

Além do Banco do Nordeste, Ministério da Integração Regional e Sebrae, é parceira do FNE Itinerante a Sudene.

Serviço:
Assessoria de Comunicação do Sebrae na Bahia: (71) 3320.4367
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
Fonte: Agência Sebrae


Salvador

Serviço Radar Comercial auxilia pequenas empresas que querem exportar

Notícias
Banco de dados foi atualizado com informações do triênio 2007-2009 e cobre atualmente 110 países, que representam mais de 95% do comércio mundial

Regina Xeyla
Brasília - Auxílio na seleção de mercados e produtos que apresentam maior potencialidade para o incremento das exportações brasileiras. Esse é o objetivo do Radar Comercial, instrumento de consulta e análise de dados relativos ao comércio exterior desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). O banco de dados foi recentemente atualizado com informações referentes ao triênio 2007-2009, e cobre um total de 110 países, que representam mais de 95% do comércio mundial.
O Sistema Radar Comercial tem contribuído para a democratização das informações relativas ao comércio externo, propiciando que mesmo as pequenas e médias empresas localizadas nas regiões mais distantes do Brasil tenham acesso – gratuito – a dados e análises que facilitam a sua inserção no mercado internacional. Em 2005, o sistema foi premiado com o 1º lugar no “Concurso Inovação na Gestão Pública Federal”, promovido pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP).
O serviço está disponível gratuitamente no seguinte endereço: http://radarcomercial.desenvolvimento.gov.br/radar. Para ter acesso ao sistema, basta que o usuário preencha uma ficha simples de cadastro, obtendo-se assim o login e a senha requeridos para estabelecer a conexão. Por meio de um sistema de busca e cruzamento de dados estatísticos, o sistema permite que o empresário ou produtor identifique oportunidades comerciais. As informações poderão ter como foco o Brasil ou determinado estado brasileiro de um lado, e de outro, um determinado país ou o mercado mundial de forma mais ampla.
Comparação de mercados
As buscas poderão ser conjugadas (dentro de um conjunto de opções disponíveis) de modo a permitir a comparação de mercados e de variáveis relativas aos produtos. De acordo com Mara Schuster, da Assessoria de Comunicação Social do Mdic, desde o dia 26 de novembro, quando foi divulgada a atualização dos dados do triênio 2007-2009, a média de acessos saltou de três mil para cinco mil visitas por mês.

O sistema tem 5.052 produtos cadastrados, sendo que o número de produtos por país é variável, dependendo da pauta exportadora. “Se um país pequeno comercializa com o mundo 300 produtos, todos estão contemplados no Radar, para esse país. Se o país comercializa com o mundo cinco mil produtos, então o Radar vai analisar os produtos desse país”, explica Mara.
Ao dar entrada com uma palavra chave que identifique determinado produto, o usuário do sistema poderá acessar diversas informações sobre aquele produto, tais como: preço médio, potencial importador, dinamismo, performance da exportação brasileira, valores exportados e importados, principais países concorrentes, medidas tarifárias e medidas não tarifárias aplicadas ao produto, entre outras.
Serviço:
Assessoria de Imprensa do Mdic: (61) 2027 – 7190 / (61) 2027 – 7198 e  (61) 2027-7000
Agência Sebrae de Notícias (61) 3243-7851, 3243-7852, 8118-9821 ou 9977-9529
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
www.agenciasebrae.com.br
Fonte: Agência Sebrae

Incubadora voltada para afrodescendentes é modelo de sucesso

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Iniciativa carioca já contabiliza mais de mil empreendimentos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro

Regina Mamede
Rio de Janeiro - Comércio e serviços são os focos da Incubadora Afro-Brasileira. Criada em 2004, ela atende mais de 20 cidades na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e contabiliza mais de mil empreendimentos. O sucesso da metodologia também já despertou atenção em outros países, como Cabo Verde e Colômbia, com os quais já foram assinados termos de cooperação.
“Começou a me incomodar o fato de ser o único negro na corretora de seguros onde trabalhava. O embrião da ideia foi este sentimento”, conta o diretor executivo, Giovanni Harvey.
A incubadora, que tem parcerias com entidades como o Sebrae e o Senai/Cetiq – Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil, oferece orientação gratuita sobre temas como gestão, formação de preços, serviços de consultoria e apoio, como participação em feiras e eventos. Um dos diferenciais são as aulas de autoestima, que foram determinantes para Norma de Oliveira Carvalho.
“A discriminação acontece desde cedo. Eu me lembro que não podia me misturar com as crianças em melhor situação do que eu. Mulher pobre e negra é sempre vista como empregada doméstica, como se não houvesse outra opção possível”, relata.
O talento manual para atividades como bordado e pintura redesenhou a vida de Norma. Com os filhos crescidos, ele decidiu profissionalizar a atividade e, depois de passar por um processo seletivo, foi aceita na Incubadora, onde criou a Ubá Ubá. Artesanato, decoração de quartos infantis e customização são os serviços que ela desenvolve por encomenda, depois de ter o talento lapidado no Senai/Cetiq. O negócio foi reforçado com conceitos práticos e um dos ensinamentos valiosos foi a formação de preço.
“Deixava de computar no preço final o gasto com o vidro de tinta e a passagem. Eu aprendi a fazer a minha própria matemática. O resultado é que, quando comecei há três anos, recebia cerca de R$ 250 por mês, hoje faturo mais de mil reais”, comemora Norma.
Combate à desiguldade
A incubadora, alerta Giovanni Harvey, não vive da indústria da discriminação, mas reconhece a vulnerabilidade da população negra e, por isso, fez a opção de trabalhar para estimular atividades em que o talento e a competência possam ser reconhecidos, independente da origem de cada um.
“A incubadora não pratica racismo às avessas. Não atendemos a um público exclusivo, mas preferencial. Também não caímos na ilusão de substituir o emprego, mas entendemos que o empreendedorismo, além de representar novos negócios, também significa aprender a tomar iniciativas”, afirma o diretor executivo.
Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3243-7851, 3243-7852, 8118-9821 e 9977-9529
Central de Relacionamento Sebrae - 0800 570 0800
www.agenciasebrae.com.br
Sebrae no Rio de Janeiro: (21) 2212-7971
Incubadora Afro Brasileira: (21) 2223-2848 www.ia.org.br

Fonte: Agência Sebrae

Agendamento para entrada no Simples Nacional prossegue até o dia 30 de dezembro

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Quem não tiver pendência entra automaticamente em janeiro de 2011, quando ocorrem as entradas anuais, e quem tiver, ganha tempo para resolver

Dilma Tavares
Brasília - Até o dia 30 de dezembro, micro e pequenas empresas de todo o País podem agendar a entrada no Simples Nacional, o sistema simplificado e diferenciado de tributação dos pequenos negócios. A entrada efetiva no sistema se dará em janeiro de 2011, mês em que anualmente ocorrem as opções pelo sistema.
Quem não tiver pendência entra automaticamente e quem ainda tiver poderá tentar resolver até janeiro, mas esse é o prazo final. Quem se atrasar, só poderá entrar em janeiro de 2012. A exceção é apenas para empresas novas, que podem entrar logo após serem formalmente constituídas. Estas não podem fazer agendamento de opção pelo sistema.
O Simples Nacional unifica a tributação do IRPJ, IPI, PIS, COFINS, CSLL e INSS patronal mais o ICMS estadual e o ISS municipal. Tudo pago num único boleto e numa única data. Ele também reduz a tributação - dependendo da empresa e do caso, a redução pode chegar a 70%. Atualmente mais de 4,3 milhões de empresas estão no Sistema. Podem aderir ao Simples Nacional empresas com receita bruta anual de até R$ 2,4 milhões e que estejam entre as atividades econômicas permitidas para o sistema.
O agendamento não é obrigatório. Ele foi instituído pelo Comitê Gestor do Simples Nacional, em 2009, para dar mais tempo às empresas para a solução de pendências. “É importante que a empresa que tenha interesse aproveite e faça o agendamento para ganhar tempo na solução de pendências, caso as tenha”, alerta o gerente de Políticas Públicas do Sebrae, Bruno Quick. “Mesmo quem não tem pendência ganha tempo porque, com o agendamento confirmado, ele entra automaticamente no sistema em janeiro”, reforça o secretário-executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, Silas Santiago.
A empresa poderá agendar sua opção por meio do site do Simples Nacional no portal da Receita Federal do Brasil (www.receita.fazenda.gov.br). O interessado deve clicar no serviço 'Agendamento da Solicitação da Opção pelo Simples Nacional’ e no item ‘Contribuintes’.
Tira-dúvidas

Veja, abaixo, mais informações a respeito do agendamento com as perguntas mais freqüentes e respectivas respostas elaboradas pelo Comitê Gestor do Simples Nacional.
Em que consiste o agendamento da opção pelo Simples Nacional?
O agendamento é a possibilidade de o contribuinte manifestar seu interesse na opção pelo Simples Nacional para o ano subseqüente, antecipando as verificações de pendências impeditivas ao ingresso no regime.
O agendamento da opção é obrigatório para o Ingresso no Simples Nacional?
Não. O agendamento é um serviço que objetiva facilitar o processo de ingresso no Regime.
O agendamento está disponível para enquadramento no sistema de recolhimento de valores fixos mensais dos tributos abrangidos pelo Simples Nacional (Simei)?
Não. O agendamento só é válido para a opção pelo Simples Nacional.
Quais as vantagens do agendamento?
O contribuinte poderá dispor de mais tempo para regularizar as pendências porventura identificadas.
No caso de não haver pendências, a solicitação de opção para o ano-calendário subseqüente já estará agendada.

Quem pode fazer o agendamento?
Empresas não-optantes pelo Simples Nacional que atendam aos requisitos para ingresso no regime.

As empresas em início de atividades podem fazer o agendamento?
Não.

Como fazer o agendamento da opção pelo Simples Nacional?
Acessando o serviço ‘Agendamento da Solicitação da Opção pelo Simples Nacional’ disponível no item ‘Contribuintes’ no Portal do Simples Nacional na internet.
Quando fazer o agendamento?
O serviço estará disponível no Portal do Simples Nacional entre o primeiro dia útil de novembro e o penúltimo dia útil de dezembro.
Quais os efeitos do agendamento da opção?
O agendamento confirmado gerará o registro da opção pelo Simples Nacional no primeiro dia do ano-calendário subseqüente.
Quando o termo de deferimento será disponibilizado?
O Termo de Deferimento relativo à opção decorrente do agendamento confirmado estará disponível no Portal do Simples Nacional no primeiro dia útil do mês de janeiro do ano-calendário subseqüente.
O que fazer após ter o agendamento confirmado?
Não há necessidade de se realizar qualquer procedimento adicional, exceto quando a empresa incorrer em alguma condição impeditiva ao ingresso no Regime, quando então deverá cancelar o agendamento.
O que fazer quando o agendamento não for aceito (rejeitado)?
Regularizar as pendências porventura identificadas e proceder a um novo agendamento. Caso as pendências não sejam regularizadas até o fim do prazo do agendamento, a empresa ainda poderá solicitar a opção no mês de janeiro e regularizá-las até o término deste mês.
Como cancelar o agendamento?
Por meio do serviço ‘Cancelamento do Agendamento da Opção pelo Simples Nacional’ disponível no Portal durante o período do agendamento. Após o período do agendamento, caso a empresa deseje cancelar a opção agendada, deve-se proceder à exclusão do Regime por meio do serviço ‘Exclusão do Simples Nacional’ disponível no Portal.
Como verificar se o agendamento foi efetuado?
Para verificar a existência de agendamento, deve ser acessado o serviço ‘Agendamento da Opção pelo Simples Nacional’ disponível no Portal. Serão exibidos a data, a hora e o número do agendamento confirmado.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3243-7851, 3243-7852, 8118-9821 ou 9977-9529
Central de Relacionamento Sebrae - 0800 570 0800
www.agenciasebrae.com.br
Fonte: Agência Sebrae

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Prévia de adoção do IFRS sugere aumento do lucro

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Por Fernando Torres, de São Paulo


Entre as cem maiores companhias abertas brasileiras não financeiras, 29 adotaram as novas regras contábeis antecipadamente. Os números são de estudo feito pela Ernst & Young Terco. Na amostra existente até agora, o lucro líquido aumentou em 57% dos casos, enquanto houve estabilidade em 14% e queda em 28%. Quando se olha o patrimônio líquido, o resultado foi mais equilibrado. A nova regra gerou incremento de PL para 46% das empresas e redução em 43%. Entre as empresas que tiveram aumento no lucro, em 44% dos casos a alta foi maior do que 10%. Nos casos de baixa, o impacto foi menor, com 37% dos casos com efeito negativo maior do que 10%.

Apesar de os resultados até agora mostrarem efeitos mais positivos que negativos, Paul Sutcliffe, sócio da área de auditoria da EY, diz que não é possível dizer que esse é o cenário mais provável para as demais empresas. "O IFRS é mais baseado em valor justo. Não se pode dizer que o valor tem tendência de aumentar ou de diminuir, mas de ser mais volátil que o custo histórico", explica o especialista.

Questionado sobre o que leva as empresas a se antecipar à exigência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que obriga a publicação do balanço de acordo com as novas normas somente a partir das demonstrações financeiras do exercício fechado de 2010, Sutcliffe diz que elas o fazem porque já estão bem organizadas, com segurança sobre os números e critérios usados, ou ainda, diante da relevância do ajuste, para acabar com as dúvidas do mercado sobre o impacto nos resultados e no patrimônio.

Esse é o exemplo, segundo ele, das empresas de papel e celulose. As três maiores do setor, Fibria, Suzanoe Klabin, já publicaram os números conforme as novas regras. Todas tiveram elevação significativa no patrimônio líquido, que subiu 83%, 79% e 98%, respectivamente. O registro a valor justo das florestas e também do imobilizado explica boa parte da diferença.
Já no resultado, o impacto não foi uniforme. Enquanto na Fibria houve uma expressiva melhora, a mudança foi praticamente neutra para a Suzano e reduziu em 24% o lucro da Klabin no período de janeiro a setembro de 2009.

A Fibria teve a maior diferença, com a última linha do balanço do primeiro trimestre de 2009 saindo de um prejuízo de R$ 5,8 milhões para lucro líquido de R$ 1,26 bilhão. O reconhecimento pelo valor justo da participação de 12,5% que a empresa possuía na Aracruz antes da incorporação justifica o ajuste.

Na outra ponta da tabela, a empresa com maior impacto negativo em termos de resultado no estudo da Ernst & Young Terco foi a OGX, empresa de petróleo de Eike Batista. O prejuízo dos nove primeiros meses de 2009 subiu de R$ 33 milhões pela regra anterior para uma perda de R$ 119 milhões com o IFRS.

A explicação está no pagamento baseado em ações, que é bastante relevante na empresa - ainda pré-operacional - e passou a ser registrado no resultado.

Ao comentar o ritmo de adoção das novas regras, o sócio da EY destaca que, na amostra de cem empresas observadas, cerca de 20 não tinham como se antecipar por conta de discussões que ainda ocorriam entre auditores e empresas sobre a melhor interpretação das normas.

Esse é o caso das incorporadoras imobiliárias e também de empresas que atuam com concessões públicas, como as de energia elétrica e operadoras de rodovias e ferrovias.
As discussões terminaram na semana passada, e o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) deve publicar, em breve, após aprovação da CVM, duas orientações sobre os temas.
Até agora, segundo Danilo Simões , sócio de auditoria da KPMG, essas empresas vinham trabalhando com cenários alternativos e discutindo com os auditores quais as melhores práticas. "Talvez essas empresas tenham sido prejudicadas pela complexidade do tema no caso prático da indústria em que operam", diz.

As demais 50 empresas, de acordo com o sócio da EY, poderiam ter usado a nova regra, mas preferiram aguardar. "Não é grande surpresa. Antecipar é um luxo. Todo mundo está correndo, ninguém previu o trabalho que esse projeto ia dar", afirmou Sutcliffe, acrescentando que a maior parte delas já está com quase tudo pronto.

Mas ele diz que existem ainda dois outros grupos de empresas. O primeiro é formado principalmente por empresas de segunda linha, que estão na fase final para terminar o trabalho. O segundo grupo reúne as empresas retardatárias, menores, que ainda nem começaram a avaliação das novas normas contábeis. "O administradora da empresa pensa, 'não tenho ativos biológicos, nem fundo de pensão, não pago opções de ações' e cruza os dedos para não ter problemas", diz ele.

Além do efeito no resultado e no patrimônio líquido, Ramon Jubels, sócio de auditoria da KPMG, destaca que o IFRS muda a maneira de a empresa apresentar seus resultados ao investidor. "A exigência de se divulgar os resultados por segmentos, por exemplo, é uma mudança enorme", afirma. Segundo ele, não houve resistência das empresas ao novo padrão contábil, apenas discussões técnicas sobre algumas normas.

Fonte: CFC