terça-feira, 31 de agosto de 2010

Click Marketing melhora gestão de pequenos negócios

Notícias

Novo produto para as MPE é apresentado na II Semana de Capacitação do Sistema Sebrae, em Brasilia

Vanessa Brito

Gilmar Felix

Carlos Alberto dos Santos durante a Semana de Capacitação

Brasília - Os pequenos empreendimentos poderão se planejar melhor com o Click Marketing, a nova ferramenta de negócios apresentada pelo Sebrae, na tarde de segunda-feira (30), em Brasília. A divulgação do produto,  ocorreu dentro da II Semana de Capacitação do Sistema Sebrae 2010, que prossegue até sexta-feira (3), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Cerca de 600 técnicos, coordenadores, gerentes, diretores e convidados da instituição participam do evento.

“O Click Marketing permite ao empresário estudar o perfil da empresa, seus pontos fortes e fracos, definindo o caminho para gerar mais e melhores resultados”, disse Carlos Alberto dos Santos, diretor técnico do Sebrae. “Esse é um produto para que as micro e pequenas empresas aperfeiçoem sua gestão no dia a dia”, enfatizou.

“Essa ferramenta permite às MPE localizar mercado, clientes e negócios”, afirmou Wang Shing, gerente da Unidade de Acessos a Mercados (UAM) do Sebrae na apresentação do Click Marketing. Ela destacou a forma simples e didática de interação com o novo produto on line e gratuito do Sebrae. “O empresário poderá construir mais de um plano e salvá-lo em PDF ou Word na própria máquina para que ele possa ser acessado a qualquer momento e em qualquer lugar, via Internet”, acrescentou.

A ferramenta ficará sediada no site: www.clickmarketing.sebrae.com.br. O acesso e uso do programa é gratuito e haverá tutores on line para esclarecer dúvidas dos empresários.

Empreendedorismo de oportunidade

Carlos Alberto dos Santos aproveitou o lançamento do Click Marketing para fazer uma rápida análise das tendências da economia brasileira em relação às MPE e do papel do Sebrae. De acordo com Santos, o ambiente favorável que o País está vivendo, tanto em termos econômicos como sociais, deve trazer conseqüências muito positivas para o grande segmento composto pelos pequenos negócios.

“O vento está a favor dos negócios e o desafio atual para o Sebrae é lidar com esse ambiente extremamente propício e de muita concorrência no mercado”, acrescentou. A agenda do Sebrae deve continuar priorizando a melhoria da gestão das MPE. “E melhoria de gestão das empresas é praticamente 80% do que o Sebrae já faz”, enfatizou.

Santos afirmou que o empreendedorismo por necessidade deve diminuir no País, nos próximos anos. “Deve diminuir a criação de pequenas empresas no País, porque o empreendedorismo por necessidade está acabando”, disse ele. “Agora é chegado o tempo de se empreender para aproveitar as boas oportunidades que o mercado aquecido em todos os setores está oferecendo aos empreendedores e empresários de pequeno porte.”

“Temos de agregar valor ao atendimento do Sebrae. A nossa agenda fundamental deve ser qualidade do atendimento. Temos de não só fazer mais, mas fazer melhor pelas MPE”, ressaltou o diretor.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias: (61) 8118 9821 e (61) 9977 9529
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800

Fonte: Agência Sebrae

 

 

Sebrae estréia site sobre micro e pequenas empresas e divulga resultados

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O site permitirá filtrar as pesquisas em âmbito nacional ou por estados, além de conferir atualizações quinzenais aos índices e arquivos, que podem ser exportados em formato Excel ou PDF

Redação

O Sebrae estréia amanhã (31) o MPE Data (www.mpedata.com.br), uma base de dados online de informações sobre os pequenos negócios no País.

A ferramenta visa facilitar a pesquisa dos indicadores mais demandados, como taxa de sobrevivência das empresas, número de exportadoras, participantes do Simples e empreendimentos informais, dentre outros.

O site permitirá filtrar as pesquisas em âmbito nacional ou por estados, além de conferir atualizações quinzenais aos índices e arquivos, que podem ser exportados em formato Excel ou PDF.

Além do MPE Data, também será lançada a terceira edição impressa do Anuário do Trabalho na Micro e Pequena Empresa, produzido em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), com números estatísticos de 2008 e 2009.

O lançamento acontecerá a partir das 11:00 hs na Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), em Brasília.

Fonte: Executivos Financeiros – SP

Agência Sebrae

 

Sebrae lança ferramenta para construir plano de marketing

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Com o site Click Marketing, micro e pequenas empresas poderão desenvolver estratégias e acompanhar resultados

Agência Sebrae de Notícias

Desenvolver, executar e monitorar resultados de um plano de marketing deixará de ser prerrogativa das grandes e médias empresas. Uma ferramenta gratuita e desenvolvida especialmente para as micro e pequenas empresas (MPE) pelo Sebrae chega ao mercado. A nova aliada dos pequenos negócios se chama Click Marketing, e foi lançada nesta segunda-feira (30) em Brasília, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Para o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, a nova ferramenta dará apoio em um dos pontos essenciais de um negócio. "Planos de marketing são estratégicos para as empresas e constituem verdadeiros atalhos para o atingimento de metas e resultados”, afirma. “Um melhor planejamento aumenta as chances de sucesso nos negócios”, enfatiza.

“Essa ferramenta on-line foi desenvolvida para as MPE porque elas raramente podem contratar um profissional de marketing para elaborar e aplicar planos de marketing. Vai fortalecer a capacidade de fazer o planejamento de marketing, uma das maiores causas de insucesso nos negócios”, afirma Wang Shing, gerente da Unidade de Acessos a Mercados do Sebrae. “O Click Marketing visa atingir pequenos negócios já inseridos na ambiência eletrônica. Ele é todo autoexplicativo”, ressalta a gerente.

Em apenas 45 minutos, o empresário entrará no site do Click Marketing, preencherá roteiro com informações sobre seu empreendimento e, ao final, terá um plano de marketing pronto para ser implantado. Ele poderá ser acessado a qualquer momento e lugar via internet. O empreendedor terá seus dados e plano guardados em ambiente seguro.

Tutores on-line

No caso de dúvidas, o empresário contará com tutores on-line, que responderão via e-mails com orientações e mais esclarecimentos. A Central de Relacionamento Sebrae, que funciona por meio da linha 0800 570 0800, também estará à disposição.

No site da ferramenta, há um vídeo de apresentação que aborda as vantagens e benefícios a serem alcançados por meio de um plano de marketing. O site é composto pelos tópicos de uma estrutura tradicional de plano de marketing: motivação; análise interna; análise de ambiente; identificação de oportunidade; objetivos estratégicos; perfil dos clientes; diferencial; mix de Marketing; Plano de Ação e Monitoramento. Em todos eles há dicas, exemplos e links com informações complementares. A ferramenta pode ser acessada neste site.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Agência Sebrae

Sescon realiza curso de IFRS nesta terça em Nova Andradina

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Treinamento será dividido em etapas, durante o dia, abordando vários pontos das IFRS e suas novas determinações

Redação - Conjuntura On Line

O Sescon/MS (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramentos, Perícias Informações e Pesquisas do estado de Mato Grosso do Sul) em parceria com o CRC/MS (Conselho Regional de Contabilidade de Mato Grosso do Sul) realiza curso "As IFRS e a Contabilidade de Pequenas e Médias Empresas - Novas determinações" no dia 31 em Nova Andradina.

O treinamento será dividido em etapas, durante o dia, abordando vários pontos das IFRS e suas novas determinações.

O evento tem ainda o apoio do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

Confira a programação completa no site www.sesconms.org.br

Informações sobre inscrições pelo telefone: (67) 3029-6094 ou pelo MSN eventos-sesconms@hotmail.com.

Fonte: Agência Sebrae

 

 

Sebrae inaugura novo portal sobre micro e pequenas empresas

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Site com estatísticas atualizadas do setor entra no ar oficialmente nesta terça-feira

Bruna Bessi

Jrubens/ASN
Jrubens/ASN

Informações de diversas localidades podem ser encontradas no site

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) lança, nesta terça-feira, o site MPE Data (www.mpedata.com.br). Nele, é possível encontrar os indicadores mais procurados referentes ao universo das micro e pequenas empresas, como o número de empreendimentos com essas características e a quantidade de empregados dessas companhias. O usuário também terá acesso a informações como taxa de sobrevivência das empresas e o número de empreendimentos informais.

Criada para uso interno do Sebrae, a nova ferramenta foi desenvolvida durante um ano. Internamente, ela já registra, em média, de 200 a 500 acessos diários. “Como o uso interno dos dados é grande, imaginamos que agora, com a disponibilização total do sistema, o acesso irá aumentar muito”, diz Leonardo Mattar, analista da unidade de gestão estratégica do Sebrae.

Com dados obtidos por meio de dez fontes, entre públicas e privadas, o site não exige cadastro ou senha para que o usuário tenha acesso às informações. "Queremos fornecer um serviço completo a jornalistas, empresários, acadêmicos, organizadores de eventos e à população em geral que tiver interesse", afirma Carlos Alberto dos Santos, diretor técnico do Sebrae Nacional. "Será mais fácil atender às demandas, melhorando a comunicação entre o Sebrae, usuários e parceiros".

No site, os indicadores estão relacionados por Estado e cidade. A atualização é realizada, em média, a cada 15 dias (dependendo da frequência com que saem os dados). Para facilitar o trabalho dos usuários, há possibilidade de as informações serem exportadas em planilhas de Excel ou arquivos PDF para impressão.

Estão disponíveis os dados mais solicitados à entidade, como o número de micro e pequenas empresas e o de empreendedores individuais formalizados, a quantidade de empregados dessas empresas e os que possuem carteira assinada, além de quantas exportam e optam pelo Simples. “Antes desse sistema as informações eram encontradas no próprio site do Sebrae, mas era uma tarefa complicada e de difícil acesso”, afirma Mattar. “Com o novo recurso, os dados são transmitidos de modo mais simples e eficiente”.

Fonte: IG Último Segundo – SP

Agência Sebrae

 

Uma pequena empresa deve contratar um contador?

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Contar com esse profissional não é obrigatório, mas se optar por contratá-lo existe a opção de terceirizar a função ou ter um funcionário fazendo tais tarefas

Por David Kallás*


"É obrigatória a contratação de contador para uma pequena ou média empresa?"
Sérgio Ricardo Santos



Caro Sérgio,



Obrigatório não é. Existe a possibilidade de você contratar uma empresa que faça os serviços de assessoria contábil, sem a necessidade de ter um profissional na sua empresa. Entretanto, a pergunta correta seria se é aconselhável contratar uma pessoa.



Nesse caso, a resposta depende fundamentalmente do que você espera do contador. Se sua visão é a de um profissional que apenas o ajudará a recolher os impostos e tributos devidos, sugiro que pense em lançar mão de um escritório de contabilidade. Será mais barato e você não se preocupará com temas operacionais relacionados a gerenciar uma pessoa a mais em sua empresa.



Por outro lado, se o que você espera de um contador é mais do que isso, talvez já possa começar a pensar em ter uma pessoa dentro da sua empresa. Nesse caso, a função do contador deverá ir além do simples cumprimento das leis e recolhimento de impostos. Essa pessoa também deverá ser responsável pela inteligência financeira da sua empresa. Deverá ser uma pessoa com uma visão mais ampla e estratégica das questões contábeis, tributárias e financeiras, em suma, seu braço direito para esses temas. Entre seus papéis, eu destacaria:

- planejamento tributário
- análise do desempenho da empresa
- gestão de riscos (trabalhistas, tributários e financeiros)
- cumprimento das leis e recolhimento dos impostos devidos

A conta que você deverá fazer é se os benefícios trazidos por uma pessoa como essa superam os custos adicionais. Nesse sentido, quanto mais complexa for a sua operação e quanto mais numerosa forem as possibilidades de arranjos legais, mais provável será a existência de potenciais benefícios de se ter essa inteligência dentro de casa.

Finalmente, quanto ao perfil desejado por uma pessoa como essa, você deverá estar atento. Deve ser uma pessoa dinâmica, inquieta e que sempre busque se atualizar e ficar atento não só à legislação, mas também aos negócios e contexto da empresa. E, mais importante do que tudo, deve ser uma pessoa que goze de sua total confiança. Infelizmente, os profissionais com esse perfil no mercado são uma minoria, mas isso não significa que você não consiga achar um.



* David Kallás é professor de Gestão Estratégica do Insper



Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios


Sua empresa está preparada para o SPED?

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É necessário que haja uma revisão profunda nos processos e nos sistemas de gestão aplicados na organização, para atender as obrigações e evitar riscos

Por Roseli Garcia*

 

O Decreto Federal nº 6022, de janeiro de 2007, criou o SPED, Sistema Público de Escrituração Digital. O nome parece complicado, o conceito nem tanto. O objetivo da criação do SPED foi aperfeiçoar o sistema tributário brasileiro e evitar a sonegação fiscal.

 

Em resumo, a instituição do SPED faz com que todas as informações contidas nos livros contábeis e fiscais tradicionais sejam transformadas em arquivos digitais. Esses arquivos precisam obedecer a um formato padronizado e predefinido e servem para informatizar a relação entre empresas e a Receita Federal ou a Secretaria da Fazenda, uma vez que eles são transmitidos para esses órgãos em tempo real por meios eletrônicos, como, por exemplo, a internet. Acaba o papel e as empresas precisarão rever e realizar mudanças significativas em seus processos.

 

As obrigações do SPED foram agrupadas em três grandes projetos: a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), o SPED Fiscal (Escrituração Fiscal Digital) e o SPED Contábil (Escrituração Contábil Digital). A implantação do SPED vem ocorrendo, gradativamente, conforme o ramo de atividade da empresa ou da localidade onde ela está instalada. Até o final de 2010, todas as empresas sujeitas à tributação do Imposto de Renda com base no lucro real e também as optantes do Simples Nacional terão que aderir ao novo sistema.

 

A pergunta que o empresário deve fazer é se a sua empresa está preparada para os impactos dessa implantação, pois é necessário que haja uma revisão profunda nos processos e nos sistemas de gestão aplicados na organização, para atender as obrigações e evitar riscos.

 

Para que isso ocorra, as empresas deverão implantar os chamados ERP – Planejamento de Recursos Empresariais. Trata-se de um sistema de gestão que permite a organização dos dados dos vários departamentos das empresas, e tem como função facilitar o cumprimento dos requisitos de formatos padronizados de arquivos e das obrigações predefinidas.

 

Além disso, para que ocorra a geração dos arquivos da NF-e, do SPED Contábil e do SPED Fiscal, é necessária a utilização de aplicativos específicos. Existem vários softwares no mercado para esse fim.

 

O fato é que as pequenas e médias empresas têm grande dificuldade em informatizar seus processos e tratá-los de forma integrada. Geralmente, usam tabelas e planilhas eletrônicas, armazenadas em locais diferentes e dissociadas umas das outras. Esse fato, aliado ao comportamento de deixar a ação para a última hora, pode complicar a vida das PMEs.

 

Por isso, o empresário deve começar, desde já, a pesquisar uma solução que lhe apresente a melhor relação custo-benefício, e avaliar o quanto antes a implantação de um sistema de gestão integrado. Essa ação pode ocorrer por meio da contratação de uma equipe especializada que possa lhe prestar esse trabalho no formato chamado Saas, um software, como serviço que pode reduzir significativamente os investimentos de implantação e viabilizar, mesmo para as microempresas, o trabalho, utilizando uma plataforma completa para lhe apoiar na gestão de seus processos.

 

A empresa sairá ganhando, de qualquer forma. Além de se preparar para cumprir a lei sem atropelos e riscos, organizará suas informações de forma integrada, o que irá lhe fornecer subsídios para a tomada de decisões estratégicas mais assertivas e, de quebra, maior gestão nos processos de negócios.

 

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) promove várias palestras e seminários sobre o tema, a fim de esclarecer as dúvidas dos empresários. Além disso, a instituição se prepara para lançar, em breve, o sistema de apoio para a emissão da NF-e. Fique de olho!

 

*Roseli Garcia é Superintendente de Produtos e Serviços da Associação Comercial de São Paulo (ACSP)

 

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

 

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Faltam apenas duas cidades de MT para implantação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas

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Da Redação

Os141 municípios do Estado de Mato Grosso, 139 já adotaram a Lei Geral Das Microe Pequenas Empresas (MPE´s). Faltam apenas Várzea Grande e Alto Araguaia, sendoque esta última, tem previsão para implementar na próxima semana. No rankingnacional, Mato Grosso figura como segundo colocado na implantação da Lei Geral,ficando atrás apenas do Espirito Santo, que já instituiu em 100% de seusmunicípios. Os dados são da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia(Sicme) que atua em parceria com o Sebrae/MT na fomentação desta iniciativa.

No Brasil, cerca de 90% das empresas são classificadas como MPE´s. É o setorque mais emprega e gera renda no país. E com a implantação Lei Geral nosmunicípios, gera inúmeros benefícios para a cidade, patrão, empresa efuncionário além de incentivar a saída do empreendedor da informalidade.

É enquadrado como micro e pequena empresa os empreendimentos que faturam até R$2,4 milhões anuais.

Algumas das vantagens que a Lei oferece são: pagamento único de impostosfederais, estaduais e municipais; preferência em contas publicas e licitações;redução de custos nas exportações; facilidade para adquirir crédito e outros.

A Lei é aprovada no município pela câmara de vereadores e sancionada pelaprefeitura. É importante que cada município se adéqüe e se informe sobre a LeiGeral, que foi criada pelo Governo Federal, através da Lei Complementar denúmero 123 aprovada em 14/12/2006.

Informações: www.mt.sebrae.com.br ou www.leigeralmt.com.br

Contato:Sebrae/MT 3648-1293.

Fonte: Agência Sebrae

 

Lojas de bairro se unem para conquistar clientes

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Empresas supermercadistas associadas a centrais de compras faturaram ainda mais no ano passado, agregando agilidade e competência na oferta de produtos

Adriana Lampert

À frente da Comercial de Alimentos Serra, no município gaúcho de Três Coroas, a gerente Ana Paula Keller viu as vendas do estabelecimento crescerem em 30% em um único dia. A estratégia utilizada para obter esta façanha foi simples: ela associou o supermercado à Unimax, segunda colocada entre as cinco maiores centrais de compras do Estado apontadas pelo ranking das Centrais de Negócios 2009, divulgado recentemente pela Associação Gaúcha de Supermercados (Agas).

Ana Paula identificou sua adesão à Unimax na fachada, gôndolas, açougue e padaria do mercado, vestindo a camiseta da marca. Ela acredita que o sucesso imediato está atrelado à ideia de corporação que a rede transmite ao público. “A loja existe há mais de 20 anos, e passava uma imagem de preços altos. Depois da adesão à marca Unimax, em maio, conquistamos novos clientes, e temos crescido 30% ao mês em comparação ao período anterior à reinauguração, com novo layout - isso sem alterar muito nossos preços”, ressalta.

O resultado não ocorreu por acaso: a rede Unimax chegou à marca de 125 associados em menos de cinco anos de atuação, e agrega serviços vistos com bons olhos pelos consumidores, entre eles o cartão Vexper. “O cartão foi o ponto-chave para fechar a negociação com a Unimax, porque não tem anuidade e oferece taxas de juros menores. Estamos muito satisfeitos, pois em três meses já houve incremento significativo de vendas e redução de custos”, diz a gerente.

A Unimax é uma das 26 centrais de negócios gaúchas, representantes de 810 pequenos e médios supermercadistas, que trabalham em conjunto para conquistar espaço e ganhar competitividade perante as grandes redes internacionais. O objetivo é criar escala a partir da união dos associados para conseguir melhores negociações na compra de produtos básicos e de alto giro diretamente da indústria.

Entre os serviços agregados, fazer parte de um destes grupos garante aos lojistas marketing profissional, com direito a encartes semanais, a exemplo de grandes redes. E, segundo os lojistas, os resultados são significativos. Além disso, as centrais de compras, em geral, promovem campanhas atrativas para os consumidores, apostam na qualificação dos produtos, oferecem treinamentos e discutem novidades e prazos a serem aplicados de forma padronizada.

De acordo com o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, esse formato de loja, baseado no conceito de associativismo, fortalece os pequenos comerciantes, garantindo poder de compra junto a fornecedores, principalmente no ramo industrial. “Entre outras vantagens, os lojistas conseguem negociar melhores preços, que são repassados de imediato aos consumidores”, aponta Longo, explicando que as centrais alcançam descontos na compra de mercadorias através de pedidos em escalas maiores e da otimização da logística de distribuição, que fica por conta de uma equipe organizada por cada central de negócios. “Mensalmente, são formados comitês em que as centrais se reúnem para discutir logística e ocupações, entre outros fatores.”

O presidente da Agas garante que o potencial de crescimento atrelado a essa forma de fazer negócios é maior que nos casos em que o lojista trabalha sozinho. E os números confirmam a capacidade de expansão que a união de empresários permite: no ano passado, as centrais de compras gaúchas cresceram 5,07% em relação a 2008, e obtiveram em torno de R$ 14,9 bilhões na soma dos valores das faturas emitidas, representando participação de 16,79% do faturamento do setor, de acordo com o levantamento da Agas, que ouviu 20 centrais em todo o Rio Grande do Sul.

As cinco maiores redes de compras do Estado apontadas pelo ranking são Unisuper, Unimax, Super, Grandesul e Supercoop. O coordenador do Comitê Agas das Centrais de Negócios, Cláudio Schwerz, explica o crescimento do setor pela proximidade com os consumidores. “As lojas estão localizadas em bairros dos principais municípios gaúchos, ao lado dos clientes, e estão agregando produtos nas gôndolas, aumentando o mix de oferta”, afirma.

Tendência é de consolidação da atividade

A partir de 2010, a expectativa não é aumentar o número de centrais. Segundo estimativa da Associação Gaúcha de Supermercados, o momento será de consolidação do setor. “O que nos chamou a atenção foi que as empresas com uma loja em que o dono está presente tiveram crescimento nominal superior ao das outras empresas, justamente porque o proprietário está lá, acompanhando os problemas. Isso torna as decisões mais ágeis”, explica o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo.

Segundo o dirigente, a forma de trabalho através de centrais de negócios tem amadurecido constantemente. O grande problema ainda é a logística. “O desafio é fazer que este ganho pelo volume não seja anulado pelo custo da distribuição”, explica, lembrando que, por falta de investimento nas estradas, a demora das entregas é recorrente, e os produtos costumam chegar fora do prazo acordado. “Isso obriga as empresas a ter um estoque de segurança maior que o necessário, pela não garantia da entrega na data marcada.”

Hoje uma central de compras tem em média 30 a 40 empresas de supermercados associadas e consegue atingir faturamento de uma companhia de grande porte. Este fator torna-se atraente aos fornecedores, que podem contar com a certeza que atendendo a demanda de apenas uma central, seus produtos irão abastecer as gôndolas de dezenas de pequenas empresas, sem que para isso, eles precisem bater às portas destes estabelecimentos.

“Pelo volume comprado, os preços saem mais acessíveis. Se um mercadinho compra sozinho duas latas de leite condensado paga mais caro, se comprar com outras 40, consegue preço mais barato, e pode vender mais, porque pode fazer um preço mais atrativo para o consumidor”, explana Longo.

Proximidade com o consumidor faz a diferença

Ana Paula Aprato / JC
Ana Paula Aprato / JC

Cecatto destaca marca própria

Não muito atrás da líder no mercado, a Rede Unimax tem presença forte em cidades da Região Metropolitana, como Alvorada, Canoas, Guaíba e Viamão, que juntas superam 40 associados. O restante dos sócios está em Porto Alegre e Interior do Estado. De acordo com o presidente, Moacir Cecatto, para chegar ao patamar em que se encontra, a Unimax aposta na proximidade com o consumidor como forma de fixar a marca e conquistar a fidelidade do público.

Entre as principais estratégias está a diversidade dos itens de marca própria, com qualidade a preços bem menores das marcas líderes de mercado. Os itens Unimax custam, em média, 30% a menos e ocupam cada vez mais espaço nas gôndolas, segundo Cecatto.

Em 2010 a Unimax cresceu em torno de 15%. O segredo do sucesso, diz o presidente, é a transparência das negociações. “Informamos todas nossas ações aos associados. Outro fator que tem ajudado na expansão da rede é o cartão próprio, através da Vexper, e o convênio com cartões do Sesi. Foram grandes ganhos para as lojas”, opina.

A centralização de parte das compras da Unimax tem conseguido uma margem mais elevada de descontos. Essa diferença resulta da redução de gastos do fornecedor com a logística de distribuição, da inadimplência e da estrutura de vendas. Apesar de estar situada dentro da Ceasa, local onde os comerciantes se abastecem de hortifrutigranjeiros, a Unimax também compra e centraliza alguns produtos, como batata, cebola e tomate.

Centralização ajuda a reduzir custos

Ana Paula Aprato/JC
Ana Paula Aprato/JC

Para Formenton, mudanças foram decisivas

Primeira no ranking Agas das Centrais de Negócios 2009, a rede Unisuper diminuiu o número de associados neste ano. Apesar da saída de diversas lojas, e consequente queda no faturamento, manteve a liderança no Estado e está investindo em reformulações para melhorar o nível de negociações. “A saída de algumas empresas com problemas financeiros ocorreu porque estavam sem credibilidade no mercado, então nos desvinculamos para não prejudicar o restante do grupo”, diz o presidente da Unisuper, Sandro Formenton.

A nova diretoria apostou em centralizar as compras de mercearia seca e hortifrutigranjeiro, criou cartão de crédito próprio, e negociou taxas menores com empresas que administram cartões de crédito. “Anteriormente, cada lojista fazia suas compras na Ceasa. Hoje o associado só manda o caminhão para buscar os produtos”, diz.

Nas mudanças da atual gestão, ele acredita que a principal foi a queda das taxas cobradas pelos cartões de créditos, alcançando uma redução de 40%, e facilitando as negociações, com volumes maiores. “Também estamos fazendo um trabalho para melhorar o mix de produtos de todas as lojas da marca”, destaca Formenton.
Ainda há quem prefira andar sozinho

Trabalhar na base da lealdade com o cliente e no bom relacionamento com o fornecedor é a fórmula utilizada por Isabel Gabiatti e o marido, Cláudio Lodi, proprietários de um minimercado situado no bairro Santana, em Porto Alegre. Os dois abandonaram as profissões de vendedora e garçom, há nove anos, para apostarem no próprio negócio, e assumiram o risco de concorrer com os gigantes internacionais que cada vez mais tomam conta do comércio de alimentos da Capital.

“A honestidade com quem abastece e a confiança da clientela são a base do nosso trabalho”, resume Isabel. “Minimizar o desperdício, evitando quebra ou vencimento de produtos também é fundamental”, pondera Lodi. Ele acredita que investir na qualidade das mercadorias e manter os produtos sempre novos é a forma de “bater de frente” na concorrência com os maiores, levando em consideração que os consumidores ficam mais à vontade para “comprar ao lado de casa”, se puderem optar.

“É mais difícil, mas eu prefiro andar com minhas próprias pernas”, diz Joelcir Soares Leite, proprietário de outro minimercado, no mesmo bairro. Com experiência de dez anos no ramo, Soares lista a necessidade de conhecer empresas sérias, comprar produtos de qualidade e optar por preços não elevados para garantir a competitividade. O comerciante diz que já foi procurado para fazer parte de uma central de compras, mas decidiu continuar sozinho.

Fonte: Jornal do Comercio – RS

Agência Sebrae

 

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

MPE Data ampliará acesso ao mundo dos pequenos negócios

Notícias

Nova ferramenta virtual do Sebrae será lançada na terça-feira (31), paralelamente à terceira edição do Anuário do Trabalho na Micro e Pequena Empresa, com números de 2008 e 2009

Dilma Tavares

Ilustração
Brasília - O Sebrae lançará, às 11 horas da próxima terça-feira (31), no auditório da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), em Brasília, o MPE Data, um site com informações sobre o mundo dos micro e pequenos negócios, e a terceira edição impressa do Anuário do Trabalho na Micro e Pequena Empresa, com números de 2008 e 2009. O anuário foi produzido pelo Sebrae em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Participam do lançamento o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, e os diretores Técnico e de Administração e Finanças da instituição, respectivamente Carlos Alberto dos Santos e José Cláudio dos Santos. Também estará presente o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz.

O MPE Data é uma ferramenta virtual do Sebrae que consolida e reúne num único local os principais dados, estatísticas e estudos oficiais sobre os micro e pequenos negócios. Ele inclui informações que estão no banco de dados do Sebrae e outras que estavam fragmentadas e dispersas em diversões órgãos.

O objetivo é tornar fácil e ágil o acesso a essas informações pelos empreendedores e por todos os que utilizam esses dados, como formuladores de políticas públicas, gestores públicos e pesquisadores. “Isso possibilita ampliar conhecimentos e oportunidades para os micro e pequenos negócios”, explica o gerente de Gestão Estratégica do Sebrae, Francisco Cesarino.

A ferramenta permite o acesso a cerca de 2,5 mil informações diretas de aproximadamente 10 diferentes fontes de informações. Também é possível acessar bases de dados mais detalhados como estudos e estatísticas a respeito desses negócios.

O MPE Data informará desde o número de micro e pequenas empresas no País, aonde estão e em que setores mais atuam, até quantos são e qual é o perfil dos seus empregados, quantas exportam, qual a taxa de sobrevivência, quantas estão no Simples Nacional e quantas participam das compras governamentais, além do número de empreendedores individuais.

O site reúne informações de órgãos como o MDIC, Receita Federal do Brasil, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ministérios do Planejamento e do Trabalho e Emprego, Dieese e a Fundação Seade. Há também informações do próprio ambiente do Sebrae, como os números relativos à regulamentação, nos municípios, da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06).

Alguns dos principais números do Anuário do Trabalho na Micro e Pequena Empresa também estarão disponíveis no MPE Data a partir de 31 de agosto, com dados de 2008 e 2009 abrangendo desde o número de negócios formais até o perfil de empregadores e empregados nesses estabelecimentos e respectivos rendimentos.

Ferramenta acessível

A partir do seu lançamento o MPE Data poderá ser acessado no endereço www.mpedata.com.br . É uma ferramenta fácil de usar. A imagem central é o mapa do Brasil. “Para obter detalhes sobre determinado estado é só clicar sobre sua imagem para abrir um resumo dos indicadores daquela Unidade Federativa”, exemplifica o analista de gestão estratégica do Sebrae, Leonardo Mattar.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - (61) 8118-9821
www.agenciasebrae.com.br

Fonte: Agência Sebrae

 

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Diminui a mortalidade de empresas em São Paulo, mostra Sebrae

Notícias

Estados e Municípios

Da Redação

SÃO PAULO - A sexta atualização do monitoramento do índice de sobrevivência e mortalidade das empresas paulistas, produzido pelo Sebrae-SP, aponta que a taxa de mortalidade das empresas em seu primeiro ano de existência caiu de 35% para 27% em relação ao levantamento anterior, feito em 2005.

A taxa de mortalidade das empresas com três anos de existência, que era de 56% em estudo de 1998, caiu para 46%. Já para as empresas com cinco anos de atividade, a taxa de mortalidade é de 58%.

Apesar da redução, as taxas de mortalidade de empresas ainda são altas. Na comparação dos estudos realizados ao longo dos anos, uma mudança na característica dos empresários com registro na Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) merece ser destacada: a melhora no perfil do gestor. Segundo o levantamento, 83% dos que abriram empresa em 2007 possuem o ensino médio completo ou mais, ante 70% em 2000. Outro dado importante é que 78% abriram a empresa vislumbrando uma oportunidade de negócio, sobre 60% em 2000.

A pesquisa também identificou que a média de idade dos empreendedores ao iniciarem um negócio era de 37 anos. O maior percentual - 49% - estava entre os 25 e 39 anos, seguidos por 24% entre os 40 e 49 anos. Com 13% estavam os dois grupos da ponta da tabela: até 24 anos e 50 anos ou mais.

Outro dado que chama a atenção é em relação às empresas que são clientes do Sebrae em São Paulo. Destas, apenas 18% fecharam no primeiro ano de existência, ante o número geral de 27%. Para as com cinco anos de existência, os empreendimentos que contaram com o auxílio do Sebrae apresentaram um nível maior de competitividade, com a sobrevivência de 63% dos empreendimentos contra 42% do mercado.

Para o diretor superintendente do Sebrae em São Paulo, Ricardo Tortorella, à melhora da competitividade soma-se uma série de dispositivos favoráveis à abertura dos pequenos negócios, que começa a desburocratizar as relações entre o empreendedor e o estado. É o caso da regulamentação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.

"Precisamos continuar ampliando os esforços de capacitação em gestão empresarial. O que conseguimos até agora foi um avanço, mas ainda está aquém das necessidades. Os pequenos negócios desempenham um papel fundamental na geração de emprego e renda. Nosso desafio será atender bem esses novos clientes e, ao mesmo tempo, despertar a consciência da sociedade de que temos de mudar a cultura, a formação, a educação, as políticas públicas, a carga tributária, o acesso à tecnologia, ao crédito e à justiça. A Lei Geral das MPE é um grande passo nessa caminhada", ressalta Tortorella.

Fonte: DCI - SP

Agência Sebrae

Petrobras atrai pequeno fornecedor de SC

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Petrobras levou cinco das suas unidades de compras para conversar com empresários interessados em fazer o credenciamento e conhecer os pré-requisitos para fechar contratos com a estatal

Júlia Pitthan, de Itajaí

A criação da Unidade de Operações e Exploração e Produção do Sul (UO-SUL) da Petrobras, em Itajaí, lançou uma nova perspectiva de negócios para a cadeia local de empresas credenciadas à estatal.

Durante um evento na semana passada, a Petrobras levou cinco das suas unidades de compras para conversar com empresários interessados em fazer o credenciamento e conhecer os pré-requisitos para fechar contratos com a estatal. No evento, a Petrobras também assinou um convênio com o Sebrae/SC para inserir micro e pequenas empresas na cadeia produtiva catarinense de petróleo, gás natural e energia.

A Petrobras não detalha que tipo de equipamento ou serviço vai precisar na nova unidade, inaugurada em julho. A unidade vai gerenciar os testes de longa duração que começaram em abril nos campos de Tiro e Sídon. Na previsão inicial, a Petrobras esperava produzir 10 mil barris de petróleo por dia, mas os testes já têm alcançando médias de 17 barris diários.

A Radionaval Eletrônica, que atua no segmento de equipamentos eletrônicos marítimos, é certificada para fornecer à estatal há cerca de um ano. Apesar disso, não conseguiu disputar nenhum edital. "A gente acompanha, mas acha os critérios muito genéricos", diz Adriana da Luz, gerente da empresa.

O contato com a Petrobras no evento, em Itajaí, gerou a expectativa de entender melhor o processo de contratação da estatal. "Nosso objetivo é prestar serviços na área de manutenção dos equipamentos", explica. Adriana diz que é preciso muito investimento em treinamento para conseguir uma equipe com capacidade para prestar o serviço de manutenção no setor. "O que mantém a empresa neste mercado não é o equipamento, mas o pós-venda", afirma. Hoje, ela desloca a equipe para atender clientes do Nordeste ao Sul do país.

Mesmo quem já conquistou algum contrato de fornecimento com a Petrobras tem perspectiva de ampliar os negócios. Há seis anos, a Arxo fornece tanques para combustíveis para a BR, distribuidora de combustíveis. De acordo com Cidemar Dalla Zen, gerente comercial da Arxo, o crescimento da empresa está ligado à parceria de fornecimento com a companhia de petróleo. Dalla Zen conta que o processo de credenciamento da estatal é complexo, mas atender as exigências da Petrobras capacita sua empresa a atuar com destaque no mercado.

Em outros momentos, cerca de 50% do faturamento da Arxo estava atrelado a contratos com a Petrobras. Hoje, o percentual fica em torno de 15%. O gerente comercial diz que há uma grande expectativa com o começo das operações da UO-SUL. "Estamos habilitados e com grande capacidade instalada para atender a demanda", diz.

Além da matriz, em Balneário Piçarras, a Arxo possui uma fábrica em Recife de tanques subterrâneos dupla parede. Até 2012, a intenção é dobrar o tamanho da capacidade de produção, passando de 14 mil m2 de área construída para 28 mil m2. Além de tanques para combustíveis, a Arxo faz projetos personalizados de tanques para armazenagem de fluidos para indústrias.

A Gamper Náutica, de São Francisco do Sul, fabrica embarcações de hypalom neoprene, um material inflável e semi-flexível. O projeto da empresa começou em 2007 e, no ano passado, a fabricação das embarcações teve início. As unidades variam de 2 a 14 metros. O modelo de 4,5 metros custa a partir de R$ 16 mil. Nilson Gamper, diretor administrativo, diz que a escolha pelo tipo de material considerou a possibilidade de atender clientes de lazer e de trabalho.

A unidade da Gamper, em São Francisco do Sul, tem capacidade para fabricar até seis embarcações de 4,5 metros por mês. Até o fim do ano, a empresa deve produzir cerca de 250 unidades. Ela já é credenciada da Petrobras e está em perspectiva de fechar contrato de reforma de uma embarcação que já pertence à estatal. Com o início das operações da UO-SUL, Gamper espera ampliar a linha e começar a fabricar barreiras de contenção de petróleo. Segundo o executivo, a empresa já detém a tecnologia do equipamento que também é inflável. "Queremos apresentar o material para a Petrobras para produzir sob demanda."

Fonte: Valor Econômico – SP

Agência Sebrae

MPEs vão se unir para exportar maior volume

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Pequenas e médias empresas brasileiras ainda estão longe de participar com destaque no volume de exportações do País. Essa realidade já caminha para uma mudança

Gustavo de Negreiros

Thiago Gaspar
Thiago Gaspar

Victor Samuel: governo corre contra o tempo para criar e homologar empresa que vai administrar a ZPE

O projeto Exporta + Marítimo é a aposta da CCE para aproximar com maior intensidade os pequenos e médios empresários dos mercados internacionais. Quando aplicado, ele deve tornar menos burocrático e menos dispendioso o envio de mercadorias a outros países.

Fatura mista

De acordo com o superintendente do Centro Internacional de Negócios (CIN), ligado à Fiec/CE (Federação das Indústrias do Estado), Eduardo Bezerra, no projeto, os empresários poderão fazer uso de uma fatura mista, ou seja, aglomerar vários pequenos exportadores e preencher um contêiner.

"O produto vai por via marítima a um custo bem menor. Quando chega ao seu destino ele é desmembrado. Esse é um processo revolucionário que está surgindo aqui no Brasil", afirma Bezerra.

Novas práticas

Já para o secretário executivo da CCE e gerente de Operações de Câmbio do Banco do Nordeste, Ernesto Pereira Leite Filho, o alcance será grande e deve fomentar novas práticas de comércio e até mesmo contribuir para que o empreendedor se prepare melhor para as disputas no mercado interno.

"Da mesma forma como existe desembaraço aduaneiro para mercadoria no aéreo, vai ocorrer no marítimo. Só que existem produtos que têm peso grande, por exemplo, US$ 50 mil de pedra não dá para ser transportado no avião. Tem que embarcar em um navio", avalia o secretário da CCE.

Beneficiados

Os principais beneficiados devem ser as micros e pequenas empresas, que poderão entrar no comércio exterior. No entanto, esse processo de exportação ou importação simplificado não será exclusividade dessa parcela da economia, mas de toda transação que envolva até US$ 50 mil, seja de grandes ou pequenas empresas.

"Você está qualificando a empresa para colocar o produto no mercado de externo, de forma que ela fica mais forte para se movimentar também mercado interno". É ainda a chance de se colocar diante da concorrência internacional batendo na porta dela, analisa o secretário.

Comissão completa 10 anos

Criada em agosto de 2000, a Comissão de Comércio Exterior (CCE) vem integrando entidades envolvidas com o comércio exterior no Estado, como o Banco do Nordeste, Associação dos Municípios e Prefeitos do Estado do Ceará (Aprece), Banco do Brasil, Correios, Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará, Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Governo do Estado e Instituto Agropolos.

Durante a solenidade que marcou os dez anos da entidade, dezenas de empresários se reuniram e representantes dos órgãos envolvidos para duas palestras importantes sobre Zonas de Processamento de Exportação (ZPE), com o diretor da Associação Brasileira das ZPEs, Victor Samuel Cavalcante Ponte, e cooperação internacional para negócios, com a gerente de Relações Internacionais da Comunidade Urbana Dunkerque, Pauline Dubois. Para Leite Filho, a atuação da Comissão nestes dez anos pode ser visualizada em exemplos como o Exporta + Marítimo. "Esse projeto é um exemplo do efeito da atuação da CCE. Temos a missão de integrar as entidades que trabalham com comércio exterior no Estado e o Exporta Mais Marítimo precisa que as entidades estejam trabalhando de uma forma coordenada, de uma forma conjunta", aponta. De acordo com Eduardo Bezerra, falar sobre a importância do médio e pequeno empresário no comércio exterior brasileiro tem sido um belo discurso com pouca ação prática. "A comissão de comércio exterior faz exatamente o oposto. É um excelente trabalho silencioso, mas com um grande resultado prático. Ela pega o pequeno e médio empresário pela mão e o vai conduzindo a realizar a sua primeira exportação. Quando ele adquire prática ele se torna autônomo", explica o superintendente.

Fonte: Diário do Nordeste – CE

Agência Sebrae

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pequenas empresas buscam contabilidade global

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A boa fase econômica do Brasil nos últimos anos, apresentando um resultado sólido – a nossa perspectiva de crescimento do PIB neste ano já é de 8% -, trouxe consigo a necessidade de demonstrações financeiras mais adequadas ao novo momento.

A adoção do IFRS (International Financial Report Standard) nos balanços de grandes empresas no Brasil, por exemplo, revolucionou a contabilidade brasileira — e mexerá agora com as micro e pequenas empresas. A partir de 2011 elas também terão que se adaptar a esta “nova maneira de se fazer contabilidade”.

De acordo com estudo realizado pelo Sebrae em 2006, 62% das empresas exportadoras são micro e pequenas, o que equivale a 2,3% do valor total das exportações brasileiras. Isso poderá sofrer um acréscimo porque muitas pequenas empresas estarão apresentando seus balanços de modo que possa ser lido em qualquer parte do planeta, favorecendo seus negócios. E isso se dará devido à adoção do IFRS. Isso significa que a contabilidade se tornou parte essencial para realização de práticas comerciais pelas empresas brasileiras.

Por outro lado, as empresas também mudaram a visão do papel do contador. E o reconhecimento das suas atividades na companhia têm sido imenso. As micro e pequenas empresas brasileiras – que representam, segundo Sebrae, 98% das companhias do Brasil, gerando cerca de 20% do PIB (Produto Interno Bruto) do País – não tinham em sua cultura o fato de que uma contabilidade fizesse parte de seu negócio; ou a tinham apenas como uma necessidade para se prestar contas ao fisco, geração das guias de impostos, folha de pagamento, dentre outras tarefas.

No entanto, agora elas estão atentas à importância da contabilidade como uma nova visão gerencial, como fonte de continuidade de seu negócio ou de atrair Investimentos para o crescimento de sua empresa.

Quem ganha com tudo isso são o sistema empresarial, o mercado e os investidores, que cada vez mais têm em suas mãos as demonstrações financeiras uniformes e transparentes.

Fonte: Financial Web

Classe Contábil

Reflexão para pequenas e médias empresas

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Jornal do Comércio - RS

A recente adoção da Norma Brasileira de Contabilidade para pequenas e médias empresas - NBC T 19.41 -, aprovada pela Resolução nº 1.255 do Conselho Federal de Contabilidade, tem causado algumas inquietações no segmento empresarial e, de certo modo, também na área contábil. Uma delas diz respeito à adoção compulsória para todas as empresas, cuja descrição está contida na norma, em vigor para o exercício iniciado em 1 de janeiro de 2010. Para tratar assuntos como esse, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), o Bndes promoveram, neste mês, um evento de treinamento e capacitação, onde os participantes tiveram a oportunidade de conhecer melhor a norma. O contador Paulo Walter Schnorr, vice-presidente de Fiscalização do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul, que participou do Grupo de Trabalho que elaborou a Norma em 2009, reflete sobre algumas questões de suma importância para a categoria.


JC Contabilidade - Quais as motivações para debater o assunto?

Paulo Walter Schnorr - São alguns aspectos que a Norma Internacional para pequenas e médias empresas (PMEs) nos coloca como desafios. Cabe destacar alguns itens, como as Notas Explicativas. As PMEs precisarão apresentar de forma realmente explicativa as políticas e práticas contábeis, a informação sobre os julgamentos que a administração adotou para a aferição dos seus ativos e passivos, a informação sobre as principais fontes de incertezas nas estimativas efetuadas. Na adoção inicial desta norma, com a real convergência aos padrões internacionais, com a plena e total aderência ao que dispõe toda a norma (e não apenas alguns itens), pela primeira vez, há a consciência de que a contabilidade doravante seguirá um padrão diferente do que os conceitos tributários, passando-se a ter a exata noção da diferença de que o que o fisco pede é uma coisa e que o que a norma exige é outra.

JC Contabilidade - O senhor considera que essa medida é positiva?

Schnorr - Existem muitos estudos e manifestações a favor e contra, uma vez que o tema mexe com conceitos arraigados e estruturas anteriormente concebidas, que levam os mais resistentes a combatê-la e a depreciá-la e, até mesmo, a desafiá-la. Isto nos obriga a sair de nossa zona de conforto e passar a aprender novamente aquilo que, na cátedra, nos foi ensinado como verdade inconteste. Lembro, por isso, as palavras do mestre Keynes que diz: "o difícil não é acolher uma ideia nova, o difícil é esquecer as antigas". São exemplos desta situação os conceitos objetivos do patrimonialismo e do neopatrimonialismo, que se apegam ao registro pelo custo histórico como elemento imutável das demonstrações e como fundamento para toda a contabilidade, em contraponto com o conceito de valor justo ou de recuperabilidade, determinando que se revise a cada exercício os valores lançados na contabilidade. Além disso, a primazia da essência sobre a forma, que nos impõe que o registro contábil, independe da forma do instrumento que deu origem a uma transação, mas, sim, que seja registrado de fato o que na essência ocorre, apesar de seu aspecto formal, é outra verdadeira revolução no fazer contábil.

JC Contabilidade - E como ficam as questões contábeis e fiscais nessa história?

Schnorr - Elas nos impõem, por exemplo, que o ganho de capital é a diferença entre o preço de venda e o custo contábil corrigido, deduzido das depreciações que o fisco permite. Este "grilhão" nos obrigou, por anos, a adoção das taxas de depreciação que a lei fiscal exige, e não a taxa apurada pela efetiva estimativa de vida útil do bem, que pode nos levar a taxas muito diferentes das adotadas para fins fiscais. Como então resolver o assunto? Segregando da contabilidade a questão fiscal, deixando para os livros auxiliares a apuração dos assuntos fiscais e para a contabilidade o registro do que ocorre. Também assumimos que todos os bens, mesmo após o término de sua vida útil, têm um valor econômico, pelo qual ele pode ser transformado em recursos para o seu detentor, nem que seja como sucata. A este valor atribuímos o nome de valor residual, que não pode ser suscetível à depreciação. Assim sendo, temos de entender que o que se deseja traduzir em informação contábil são todos estes elementos.

JC Contabilidade - E o que a norma determina para a questão dos estoques?

Schnorr - De outro lado há que se considerar também a questão dos estoques que estamos acostumados a registrar pelo custo (seja Custo Médio Ponderado, seja pelo método PEPS - Primeiro que Entra, Primeiro que Sai -, ou pelo UEPS, ou ainda outros métodos mistos). O que a norma nos impõe, já nos balanços de 31.12.2010, é que o estoque é o menor valor entre o custo e o preço de venda estimado, diminuído dos custos para completar a produção e despesas de venda. No detalhamento, poderemos ver que não se pode adotar o UEPS em hipótese alguma. O que salta aos olhos é que a norma deseja preservar o valor verdadeiro, ou seja, quer que o estoque obsoleto, sem mercado, fora de moda, sem perspectiva de venda, seja avaliado por valor maior do que o que pode alcançar ao ser vendido. Isto, por si só, já dá uma ideia de que se quer evitar a supervalorização de valores ativos e a consequente informação errada aos interessados nas informações contábeis. Quer-se evitar lucros fantasiosos, distribuição indevida de lucros, apuração incorreta de ganhos irreais e assim por diante.

Fonte: CFC