segunda-feira, 31 de maio de 2010

Lei Geral da Micro e Pequena empresa é regulamentada em 1.713 municípios

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A meta do Sebrae era contribuir para alcançar 1,7 mil municípios até dezembro de 2010; a instituição promove parcerias com entidades municipalistas incentivando a regulamentação e prática da lei

Dilma Tavares

Bernardo Rebello

Paulo Okamotto, presidente do Sebrae

Brasília - A Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06) já está regulamentada em 1.713 cidades, o que representa 30,78% dos 5.565 municípios brasileiros. Os números são do dia 28 de maio e superam a expectativa do Sebrae que era alcançar 1.700 municípios até dezembro de 2010.

“Ao atingirmos essa marca histórica com a Lei Geral, possibilitamos que quase a metade do País tenha um ambiente favorável para os micro e pequenos negócios”, disse o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, lembrando ser necessário que as regulamentações sejam promovidas ainda pelos demais municípios.

Segundo Okamotto, além de regulamentar formalmente a legislação, é preciso colocar a lei em prática para que seus benefícios possam ser usufruídos pelos empreendedores de todo o país. Entre os exemplos, ele citou o capítulo que permite maior acesso das micro e pequenas empresas às compras governamentais, mecanismos de desburocratização e reduções tributárias.

O Sebrae promove uma série de medidas para ampliar a regulamentação e prática da Lei Geral. Uma das principais ações é feita junto a entidades municipalistas, como a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e a Confederação Nacional de Municípios. As ações incluem sensibilização e capacitação de gestores e agentes públicos para a regulamentação e pratica da lei, como o capítulo que trata de compras governamentais e cursos de formação de agentes de desenvolvimento.

Esses agentes estão nas prefeituras e atuarão nas políticas de desenvolvimento focadas nas micro e pequenas empresas. “Capacitar os agentes de desenvolvimento é oportunidade para termos políticas públicas eficientes e eficazes para as micro e pequenas empresas nos municípios”, disse Paulo Okamotto.

O gerente de políticas públicas do Sebrae, Bruno Quick, explica que os municípios são estratégicos no processo pois estão mais próximos das empresas e são os operadores da maioria das políticas públicas voltadas ao segmento. “Boa parte das exigências para legalização de empresa é dos municípios”.

Conforme Quick, os 1.713 municípios com a Lei Geral regulamentada detêm mais da metade das micro e pequenas empresas do país. Trata-se, avalia, de início de uma nova era para essas empresas. “Nesses locais já existe a previsão legal. Agora a tendência é que seja deflagrada uma série de programas voltados à desburocratização, desoneração, incentivo á formalização e dinamização da economia especialmente por meio do melhor uso do poder de compra, com ampliação do acesso dos micro e pequenos negócios às compras municipais”.

“Vamos manter nossa estratégia com o programa de ampliar a municipalização e a prática da lei, inclusive com um sistema de monitoramento das ações, que permitirão melhor acompanhamento das ações”, afirma o analista de políticas públicas do Sebrae,Israel Jorge.

Ranking

Nas primeiras posições do ranking das regulamentações nos estados com mais de 50% dos municípios com a Lei Geral regulamentada estão Espírito Santo, com 100%, Mato Grosso, com 94,33%, Santa Catarina, com 82,59%, Paraná, com 76,69%, Rio de janeiro, com 68,48% e Rondônia, com 51,92%.


Serviço:
Agência Sebrae de Notícias: (61) 2107-9110 e 2107-9106

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Central de Relacionamento Sebrae - 0800-570-0800

Fonte: Agência Sebrae

 

 

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Empresas precisam se preparar desde já para a Copa 2014, afirmam especialistas

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Assunto foi discutido nesta quinta-feira (27) em um encontro promovido pelo Ministério do Turismo e Sebrae em São Paulo

Regina Mamede, enviada da ASN a São Paulo

São Paulo - A Copa do Mundo, que será disputada no Brasil em 2014, representa uma chance importante para promover o desenvolvimento econômico mesmo depois da competição, mas os empresários precisam se preparar com antecedência se quiserem aproveitar as oportunidades geradas pelo evento. O assunto foi discutido nesta quinta-feira (27) em um encontro promovido pelo Ministério do Turismo e Sebrae com representantes de segmentos empresariais. A reunião foi realizada no Salão do Turismo, em São Paulo.

A idéia é promover troca constante de informação para maximizar as iniciativas, sem deixar, no entanto, de respeitar o espaço livre de atuação de cada um no atendimento dos interesses setoriais. A atuação conjunta com as entidades é valorizada por permitir a descentralização e multiplicação do raio de ações.

Se um grande evento representa uma oportunidade ímpar para o desenvolvimento econômico, os participantes lembraram, durante o encontro, armadilhas como a que aconteceu nos Jogos Olímpicos na Grécia, quando houve um aumento abusivo dos preços, o que afastou os visitantes e prejudicou a imagem do país. A Alemanha, sede da Copa em 2006, aproveitou melhor o evento e aumentou o número de turistas nos dois anos seguintes como reflexo direto do evento.

“Nosso propósito é estabelecer uma política pública e um programa pactuado de qualificação para o turismo. Construir um legado é o mais importante”, reforçou a diretora do departamento de qualificação, certificação e produção do Ministério do Turismo (MTur), Regina Cavalcante.

“A Copa do Mundo é apenas um evento mobilizador e acelerador do desenvolvimento econômico. A agenda estratégica é mapear para identificar as oportunidades para as micro e pequenas empresas. O esforço pela competitividade empresarial representa um ganho a longo prazo”, reforçou o gestor nacional da carteira de turismo do Sebrae Nacional, Dival Schimidt.

Participaram do encontro representantes da Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos Culturais (Abottc)e Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura (Abeta).

Serviço:

Agência Sebrae de Notícias (61) 2212 9110

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Fonte: Agência Sebrae

 

 

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Pequenas empresas de comércio e serviços crescerão mais nos próximos cinco anos

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O avanço segue tendência de crescimento econômico do país, conforme estudo apresentado a conselheiros do Sistema Sebrae nesta quarta-feira (26)

Dilma Tavares

Brasília - Estudo sobre as perspectivas para as micro e pequenas empresas nos próximos cinco anos mostra um cenário de crescimento para o Brasil e para o segmento, principalmente nos setores de comércio e serviços. O estudo, feito pela Tendências Consultoria Integrada, foi apresentado nesta quarta-feira (26), no Encontro Nacional dos Conselheiros do Sistema Sebrae 2010, em Brasília. Entre os objetivos do encontro está a definição de uma agenda de prioridades para as micro e pequenas empresas.

O trabalho, apresentado pela consultora Denise Pasqual, estima que nos próximos cinco anos a economia brasileira terá um crescimento médio de 4,5% ao ano, impulsionado principalmente pelo consumo doméstico e pelo investimento. Na área de investimento despontam mineração, siderurgia, petróleo e construção civil, associados a fatores como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. Já no consumo doméstico se destacam setores como serviços, comércio e indústria automotiva e eletro-eletrônica.

Isso também se reflete nas micro e pequenas empresas, com possibilidades de crescimento maior para aquelas que atuam no setor de consumo doméstico, especialmente comércio e serviços. Também há possibilidades de crescimento para as que atuam na cadeia de fornecedores das atividades que receberão maiores investimentos.

As que crescerão menos são as que atuam nos setores de calçados, têxtil e petroquímica. Isso por enfrentarem alta concorrência de produtos importados, com preços mais competitivos em virtude da valorização do real.

Ainda conforme a consultora Denise, as regiões que mais crescerão nos próximos cinco anos são a Norte, pela alta incidência de projetos de mineração e de energia; a Sudeste, por fatores como produção de petróleo, bens de capital e indústria automotiva; e a Centro-Oeste, por onde se expande a fronteira agrícola do país.

“Temos ótimas oportunidades de negócio para os próximos anos”, garante Denise Pasqual. O cenário, explica, possibilita avaliar “como ajudar os negócios com maiores chances de crescimento a aproveitar as oportunidades e, também, como contribuir para que aqueles com menos possibilidades de crescimento se mantenham no jogo”.


Serviço:
Agência Sebrae de Notícias: (61) 2107-9110

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Fonte: Agência Sebrae

 

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Servidores alagoanos participam de capacitação para comprar das MPE

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Curso promovido pelo Sebrae Alagoas e governo do estado, através da Agência de Modernização da Gestão de Processos (Amgesp), faz parte das ações do Programa Estadual de Compras Governamentais

Do Sebrae/AL

Maceió - Compradores públicos estaduais e municipais de Alagoas participam, nos dias 27 e 28 de maio, em Maceió, do curso Como Comprar da Pequena Empresa, que vai capacitá-los na aplicação da Lei Complementar 123/06 – Lei Geral da Micro e Pequena Empresa –  especificamente no que diz respeito às compras governamentais.

O curso, realizado pelo Sebrae Alagoas e governo do estado, através da Agência de Modernização da Gestão de Processos (Amgesp), faz parte das ações do Programa Estadual de Compras Governamentais, que tem como objetivo ampliar a participação das micro e pequenas empresas nesse mercado.

Segundo os benefícios previstos na Lei Geral, as micro e pequenas empresas têm tratamento diferenciado e exclusividade nas licitações públicas de até R$ 80 mil, entre outras vantagens.

A idéia é capacitar cerca de 200 compradores em 2010, entre servidores do estado e também dos municípios que já regulamentaram a Lei Geral.

“Queremos, a partir do curso, aumentar a participação das pequenas empresas nas compras governamentais. Esse acesso facilitado para a categoria estimula o desenvolvimento dos pequenos negócios, trazendo cada vez mais benefícios para os empreendedores”, avalia Izabel Vasconcelos, gerente de Políticas Públicas do Sebrae Alagoas.

Entre os temas abordados durante o curso estão a elaboração de processos licitatórios, bases e instrumentos legais da licitação pública e os benefícios exclusivos das micro e pequenas empresas, entre outros. Além do conteúdo programático, haverá uma simulação de pregão eletrônico através do site Comprasnet.

O curso já está em sua quarta turma, e será realizado na sede do Sebrae Alagoas em Maceió.

Serviço:

Sebrae em Alagoas – (82) 4009-1600

Central de Relacionamento Sebrae - 0800-570-0800

Fonte: Agência Sebrae

Sebrae e CNI reforçam parceria para ampliar competitividade de pequenas empresas

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Programa de apoio à competitividade vai apoiar mais de cem projetos e beneficiar duas mil indústrias de pequeno porte até 2013

Tatiana Alarcon

Bernardo Rebello

Armando Monteiro e Paulo Okamotto assinam convênio na sede da CNI

Brasília - O Sebrae e a CNI (Confederação Nacional da Indústria) reforçaram parceria para aumentar a competitividade dos pequenos negócios. Nesta terça-feira (25), o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, e o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, renovaram o convênio do Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi). O convênio terá recursos de R$ 30 milhões para apoiar mais de 100 projetos e beneficiar cerca de 2 mil empresas do setor até 2013.

Na avaliação do presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, a iniciativa reforça a importância do setor industrial para o desenvolvimento do país. “Precisamos ter no Brasil maior incentivo à inovação, recursos para financiar projetos, mais pessoas mobilizadas e profissionais que qualifiquem, além de disponibilizar às empresas acesso a mercados para que elas possam se desenvolver cada vez mais”, disse.

Armando Monteiro Neto, presidente da CNI, destacou que o convênio reafirma o valor da parceria entre as instituições e da missão de garantir a competitividade dos pequenos negócios industriais. “São grandes as responsabilidades de cada um no processo de assegurar o protagonismo industrial na agenda do país, contribuindo para a construção de bases econômicas mais dinâmicas, inovadoras e competitivas”, afirmou.

No convênio, estão previstas ações que visam estimular a articulação no território, o desenvolvimento de lideranças locais, eventos de sensibilização, estratégias para estruturação e consolidação da governança local, interação e comunicação entre governo e empresas industriais, além de melhoria do processo produtivo, acesso ao crédito e a mercados.

Benefícios

A parceria entre Sebrae e CNI teve início em 2000. Em 2006, foi aprovado novo convênio, que aumentou o apoio das instituições a projetos em Arranjos Produtivos Locais (APL) e núcleos setoriais, com base na metodologia do Sebrae voltada para resultados.

Desde então, o convênio já atendeu 249 projetos e beneficiou mais de 4,3 mil empresas em todo País. Entre os benefícios para os empreendimentos, estão qualificação empresarial, associativismo, maior interação com instituições públicas e privadas e aumento da competitividade.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias – (61) 2107-9110 e 2107-9106

www.agenciasebrae.com.br

Central de Relacionamento Sebrae – 0800-570-0800
Confederação Nacional da Indústria - (61) 3317-9696, 3317-9895

Fonte: Agência Sebrae

 

 

Boas práticas para micros

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Gestão - Pequenas empresas podem ser premiadas pela forma como conduzem o negócio

Augusto Freitas

As micro e pequenos empresários pernambucanos têm mais uma chance para mostrarem as táticas de gestão em seus negócios da maneira que os avaliadores mais gostam: com resultados. Até 2 de agosto, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) realiza as inscrições para a 11ª edição do Prêmio de Competitividade para Micro e Pequena Empresa (MPE Brasil), um dos mais prestigiados no mundo dos negócios, que reconhece boas práticas de gestão e estimula a competitividade. O prêmio é direcionado às MPE's que possuem receita bruta anual de até R$ 2,4 milhões, incluindo a soma dos orçamentos de filiais e matriz, segundo o Estatuto Nacional das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte.

Simplificando, a atividade precisa ter ao menos um ano fiscal completo, domicílio fiscal em Pernambuco da respectiva inscrição e comprovar a regularidade fiscal estatuária, no caso de seleção para as visitas do Sebrae. Em Pernambuco, cerca de 2,2 mil empresas devemse inscrever e uma média de 80 se classificam para as finais, em novembro. No Brasil, a concorrência é em torno de 80 mil MPE's. Os resultados serão conhecidos em março de 2011.

André Amorim, 29, sócio da Sermantec, que presta serviços de montagem eletromecânica industrial, com tubulações, calderaria, soldagem e estruturas metálicas, sabe o significado do prêmio. Gerenciando 42 funcionários, com o sócio Flávio Neves, a empresa recebeu um diagnóstico gerencial em 2009 pelo Sebrae-PE. Foram horas de treinamentos, capacitações e noções técnicas de gestão através de ferramentas como o Programa Sebrae de Gestão e Qualidade.

"As orientações mostraram que os resultados poderiam ser mais amplos na qualidade e no atendimento. As melhorias são contínuas. Cumpri todas as metas gerenciais do Sebrae-PE e ser premiado não foi surpresa", admite. Na edição 2009 do prêmio, ele foi um dos vencedores na categoria serviços. Ele conta que quase um ano após a premiação a empresa cresceu 60% em qualidade e gestão. O objetivo agoraé a certificação integrada de segurança do trabalho.

Na 11ª edição, os participantes terão acesso ao diagnóstico sobre as empresas ao responder o questionário de inscrição na internet. Até 2009, os resultados eram divulgados após as visitas técnicas do Sebrae-PE. As perguntas se referem a pontos fortes e melhorias para gestões mais eficientes. Há premiações para agronegócio, comércio, indústria, serviços de educação, saúde, tecnologia da informação (desenvolvimento, implantação e gerenciamento de softwares) e turismo (bares, restaurantes, hotéis, pousadas, agências de viagens, transportes turísticos).

Ana Nasi, gestora do prêmio em Pernambuco, disse que a participação no prêmio é mais uma forma de fortalecer o setor das MPE's. "Os relatórios de consultoria são gratuitos e os participantes podem mostrar suas qualidades para gerir seus negócios e fazer com que suas empresas cresçam diante de um mercado cada vez mais competitivo", ressaltou. As inscrições podem ser feitas através do portal www.premiompe.sebrae.com.br ou com a entrega do material impresso preenchido em uma unidade do Sebrae no estado. O MPE Brasil é uma parceria entre o Sebrae, Movimento Brasil Competitivo (MBC), Fundação Nacional de Qualidade (FNQ) e Gerdau. Outras informações podem ser conferidas pelo telefone 0800 570-0800.

Fonte: Diário de Pernambuco - PE

Agência Sebrae

 

 

terça-feira, 25 de maio de 2010

Ministério da Pequena Empresa

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Ponto positivo das falas recentes do presidente Lula (mesmo em período eleitoral) é o fato de colocar a pequena empresa em debate

Bruno Bezerra

Nos últimos dias, o presidente Lula tem defendido a criação do Ministério da Pequena Empresa. Primeiro foi na 17ª Semana de Capacitação do Sistema Sebrae, depois na 13ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Alegando não ser possível que um só ministério [do Desenvolvimento] possa tratar, ao mesmo tempo, dos temas relativos às grandes empresas e daqueles de interesse específico da micro e pequena empresa.

Uma ideia interessante de ser debatida, assim sendo, como empreendedor de um desses espaços e entusiasta da pequena empresa, com duas perguntas, vou tentar fomentar o debate em torno da criação [ou não] do Ministério da Pequena Empresa.

O ponto positivo das falas recentes do presidente Lula (mesmo em período eleitoral) é o fato de colocar a pequena empresa em debate. Costumo pensar a pequena empresa como um poderoso espaço empreendedor e um firme alicerce para as ambições micro e macroeconômicas dos governos em todas as esferas.

Os números do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego não me deixam mentir: dos 266,4 mil novos empregos com carteira assinada criados em março deste ano, 59% foram criados pelas micro e pequenas empresas.

Destes, 44,3% devem-se às microempresas com até quatro empregados e 17% às pequenas que possuem de 20 a 99 trabalhadores.

Contudo, uma primeira pergunta básica: será que o que a pequena empresa precisa é mesmo de um ministério só seu?

É bem verdade que um ministério próprio poderia ajudar nos pleitos da pequena empresa, mas de fato não seria a solução dos muitos problemas, pois se assim fosse, as estruturas de saúde e educação com seus ministérios próprios [e com bons orçamentos] não teriam o mar de problemas que de tão velho e viciado não sabe a idade que tem.

Mais do que os expressivos números na geração de empregos, o poder da pequena empresa no Brasil pode [e deve] ser medido/sentido, sobretudo, na superação das reais adversidades da prática empreendedora. E não são poucas, nem fáceis. Vejamos algumas das principais: burocracia e morosidade na abertura e fechamento das empresas, a eterna falta de crédito barato e sem burocracia, uma legislação trabalhista caduca e improdutiva, o estorvo de novas obrigações trabalhistas, guerras fiscais entre estados, falta de ferramentas de planejamento mais específicas, escassez de mão-de-obra qualificada e a sempre perversa estrutura da carga tributária.

Pensando um pouco na relação ministério-solução, e focando nos entraves tributários e trabalhistas da pequena empresa, minha amiga Ana Maria Coelho – uma estudiosa do empreendedorismo de Mogi das Cruzes – resumiu bem a situação no twitter: oferecer um tratamento diferenciado aos que são realmente diferentes é um meio de oferecer igualdade de direitos. E aí vem a segunda pergunta: é necessário criar um ministério para fazer acontecer o que verdadeiramente importa para pequena empresa?

De tudo, já ficam algumas lições: criar um ministério parece ser relativamente fácil, mesmo não sendo nada barato para o contribuinte [leia-se também empreendedor] no perigoso círculo vicioso do peso e custo da máquina pública. O difícil parece ser criar as condições ideais para que a pequena empresa – um dos principais motores da economia brasileira – possa contribuir ainda mais com o real desenvolvimento do Brasil.

Fonte: Blog Inaldo Sampaio

Agência Sebrae

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Ferramenta contábil impulsiona serviços de digitalização

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Com adesão de apenas 25% das companhias à legislação, provedores aguardam por um forte aumento da Demanda pela nota fiscal eletrônica (NF-e) nos próximos meses. As estimativas são do especialista Roberto Dias Duarte. Ele aponta como os principais motivos para o descumprimento dessa obrigação o desconhecimento da nova legislação e o descaso frente às possíveis punições do Fisco. Para Duarte, a NF-e está em processo de aprimoramento contínuo para combater a sonegação, e também pode ter reflexos positivos para as empresas que a adotarem. Confira abaixo a entrevista com o administrador e autor do livro Big Brother Fiscal, Roberto Dias Duarte. 

JC Contabilidade - De que forma a adoção da nota fiscal eletrônica influencia para que a digitalização dos processos contábeis ocorra?


Roberto Dias Duarte – Até pouco tempo atrás, a prática contábil na minha empresa era a seguinte: pegava os documentos e enviava-os para o contador via motoboy. O nosso relacionamento era focado na atividade fiscal. E eu precisava das demonstrações sobre caixa e fluxo de caixa projetado para entender como ia meu negócio. Escrevi um livro, começou a entrar dinheiro na empresa, e percebi que precisava mais interação com meu contador. Comecei então a emitir nota fiscal eletrônica para ele. Assim, foi possível ter a demonstração de resultados e fluxo de caixa projetado a qualquer momento. Ele reduziu o tempo com digitação e o custo com a papelada. Gerar o Sped Digital e Fiscal passou a ser uma consequência da organização empresarial. Reduzi meu custo pela metade. Através do sistema de gestão hospedado em um datacenter e pelas redes sociais, estabeleci uma nova comunicação com meu contador. Empresas muito pequenas como a minha, que possui apenas um funcionário, não têm condições de ter estrutura tecnológica e administrativa. É assim que serão as empresas do futuro, terceirizando a área contábil e administrativa.

Contabilidade - Por que grande parte das empresas demora a aderir à NF-e?


Duarte – A falta de conhecimento e de informação é a causa principal da falta de adesão. Fiz uma pesquisa em que levantei duas questões: “Quantas horas de curso você já fez sobre o tema?”, e “O custo irá aumentar ou diminuir com o uso da nota fiscal eletrônica?” Do total de entrevistados que não participavam de nenhum treinamento, 85% achavam que iria aumentar os custos da empresa. Aqueles que participaram de mais de 200 horas de treinamento sabiam que ia baixar o custo. Isso demonstra que o ser humano tem medo do que desconhece. Aquilo que não se conhece vira ameaça, enquanto o que se conhece vira oportunidade. A partir do dia 1 de abril de 2010, 240 mil empresas deveriam usar nota fiscal. No entanto, apenas 80 mil estão emitindo. Há muitas empresas que sequer sabem que estão na obrigatoriedade.

Contabilidade - Quem está obrigado?


Duarte – Até o final deste ano, a expectativa é que um milhão de empresas estejam na obrigatoriedade. Isso significa que 100% dos setores industriais, comércio e dos atacadistas emitirão notas em 1 de abril, 1 de julho e 1 de outubro. Em 1 de dezembro, a obrigatoriedade atingirá quem faz operações interestaduais e quem vende para órgãos públicos. Do total de 5 milhões de empresas que se tem no Brasil, 1 milhão vai emitir. Quem não entrar no esquema não vai prejudicar apenas a si próprio, mas aos seus clientes também.

Contabilidade - Quais os benefícios trazidos pela NF-e?


Duarte – O valor do papel é o benefício mais tangível. O custo direto da nota de papel é de
R$ 1,00 a R$ 3,00, enquanto a nota eletrônica chega a R$ 0,30. No meu caso, a redução de custos administrativos foi enorme. Uma série de atividades executadas em papel foi extinta no mundo eletrônico. Desde que faça planejamento, a maioria das empresas acaba substituindo a impressão da nota em papel pela eletrônica. Perde-se, muitas vezes, a oportunidade de terem impactos maiores. Mas recomendo fortemente que se qualifiquem, participem de grupos de estudos, envolvendo todas as partes da equipe, todos os setores. Os mais humildes e menos elevados na hierarquia empresarial ajudam a perceber os problemas associados à nota fiscal eletrônica.

Contabilidade - Existe alguma penalidade para quem não cumpre a legislação?


Duarte – Quando vende-se sem a nota eletrônica é como se estivesse comercializando sem nenhuma nota, pois para os setores que estão na obrigatoriedade, não é mais válida a nota de papel. As penalidades são multas aplicadas sobre o valor da mercadoria. E tem um prazo de cinco anos para ser identificado como crime, que é o tempo para análise das notas fiscais. Isso acaba gerando um Passivo fiscal.

Contabilidade - Quais os ramos que mais aderiram até agora?


Duarte – O setor automotivo está bem adiantado neste ponto, inclusive aprimorando toda a cadeira produtiva. Está, inclusive, conseguindo fazer a redução de níveis de estoque. Com cadeia produtiva integrada, ocorre a redução de erros. Antes mesmo de enviar a mercadoria, manda-se a nota eletrônica, posso enviar a nota antes, e a loja manda me dizer se está tudo ok por meio eletrônico. Isso facilita os negócios, e ocorre uma integração baseada em confiança. A nota eletrônica é um arquivo eletrônico com informações fiscais, contábeis e gerenciais. Todo produto vendido você anexa em um arquivo eletrônico e transmite ao cliente. Estando tudo certo (com alíquota, base de cálculo), vai reduzir custo de digitação. Se o fornecedor for ruim, o cliente terá tanto trabalho que ele vai selecionar mais da próxima vez. Isso gera maior qualidade na informação.

Fonte: Jornal do Comércio - RS

Classe Contábil

Programa habitacional impulsiona mercado de energia solar

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Minha Casa, Minha Vida prevê a construção de 40 mil moradias com essa tecnologia até o fim de 2010

Vanessa Brito

Divulgação

Casas populares com tecnologia solar

Brasília
- O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida está provocando uma pequena revolução no mercado de energia solar no Brasil. O motivo é a recomendação do governo federal para que as moradias sejam construídas com sistemas de aquecimento de água por meio da luz do sol.

Leia também: Brasil é o 10º no ranking mundial de uso de energia solar; Tecnologia solar deve ganhar novo impulso com Copa e Olimpíada; Mercado de energia solar despontou com o apagão de 2001.

Até o momento, mais de 13 mil propostas, relativas ao financiamento de imóveis residenciais com aquecimento solar nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, foram recebidas, de acordo com a assessoria de imprensa da Caixa Econômica Federal, instituição financiadora do programa, que conta com investimentos na ordem de R$ 35 bilhões. Na primeira fase, que vai até o final de 2010, está prevista a construção de 40 mil unidades com aquecimento solar nessas três regiões.

A boa nova agradou ao mercado e aos defensores do equilíbrio ambiental, além do público-alvo do programa. O setor projeta um crescimento na produção acima de 20%, nos próximos anos, segundo estimativa da Abrava/Dasol (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento/Departamento Nacional de Aquecimento Solar. O crescimento médio, nos últimos anos, ficou entre 15 a 20%.

“É de extrema importância para a sociedade a decisão do governo, a exemplo do que já ocorre em vários países, de incluir os sistemas de aquecimento de água por meio de coletores solares nas casas construídas pelo programa”, declara Marcelo Mesquita, gerente da Abrava/Dasol.

Segundo os especialistas, as famílias poderão economizar e fazer poupança com o valores das contas mensais de eletricidade. “O sol está para todo mundo e todas as classes sociais”, argumenta Cláudio Wu, diretor da Maxtechsolar, pequena indústria de equipamentos de aquecimento solar de Guarulhos (SP). Segundo o empresário chinês (de Taiwan), um metro quadrado (m²) de luz solar pode gerar em torno de 3 kilowatts/hora/dia, equivalente a 80 kilowatts/mês. No Brasil, são necessários apenas 2 m² de placa (coletores solares) para captar a energia necessária para aquecer a água consumida por uma família com quatro pessoas.

Quanto maior a incidência solar, menos coletores, explica o empresário. “Em Brasília, por exemplo, seria necessária uma placa de 1,5 m², e no Nordeste, 1,2m², para o consumo de água quente de uma família com quatro pessoas”, afirma. Em média, o sistema em uma casa com quatro pessoas custa entre R$ 1 mil e R$ 1,2 mil. Cálculos do empresário revelam que o custo do equipamento pode ser pago com a poupança propiciada pela economia de um ano de conta de luz elétrica.

“Ao economizar cerca de R$ 100 por mês em luz, durante 12 meses, o equipamento estará pago”, argumenta. “Os equipamentos são feitos para durar 20 anos”, acrescenta Wu. Ou seja, o aquecimento solar vai praticamente zerar a conta de luz durante 19 anos, de acordo com o raciocínio do empresário chinês, que tem cidadania brasileira.

Serviço:
Abrava/Dasol : (11) 3361.7266
Maxtechsolar : (11) 3031.8336
www.minhacasaminhavida.gov.br
www.dasolabrava.org.br

Fonte: Agência Sebrae

 

Empresas são beneficiadas com parceria

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Sebrae/RS pretende implementar uma ferramenta de gestão em pelo menos 75% das empresas atendidas

Da Redação

Um projeto desenvolvido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão e Relações Comunitárias da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), irá beneficiar até o final do ano cerca de 8 mil empresas do litoral e dos vales do Taquari e do Rio Pardo. É o projeto nacional Negócio a Negócio, que no Rio Grande do Sul conta com o apoio de universidades.

O objetivo do trabalho é ampliar o atendimento a microempresas e aos empreendedores individuais que tenham até quatro funcionários, visando à melhoria da gestão por meio do atendimento continuado. Com isso, o Sebrae/RS pretende implementar uma ferramenta de gestão em pelo menos 75% das empresas atendidas, atingindo 90% de satisfação dos clientes beneficiados pelo projeto.

Durante o mês de abril mais de 100 estudantes foram capacitados na metodologia do projeto Negócio a Negócio, sendo 60 selecionados para atuar como bolsistas nas regiões de abrangência da Unisc.

O trabalho de consultoria realizado pelos estudantes é totalmente gratuito. Cada empresa recebe até três atendimentos, totalizando em mais de 24 mil visitas somente nas regiões do litoral, com 2.712 empresas, e dos vales do Taquari e do Rio Pardo, com 5.670 empresas atendidas pelo projeto.

Em 35 anos, é a primeira vez que o Sebrae vai até as empresas. “Com o slogan Agora o Sebrae vai até você, a instituição pretende fazer consultoria onde o empreendedor estiver”, destacou a coordenadora da região Unisc Litoral, Marilucia Franceschetti. “E a Unisc, com o objetivo de fomentar o empreendedorismo e estreitar as relações com a comunidade, adotou esse projeto”, completou.

Para a professora do Departamento de Ciências Administrativas da Unisc, Lisiane Palma, que coordena as ações nos vales do Taquari e do Rio Pardo, a Unisc aderiu a esse projeto com o objetivo de aproximar ainda mais a comunidade e o meio empresarial.

Microempresas interessadas em participar do projeto podem contatar o Sebrae pelo telefone 0800 570 0800. Alunos da Unisc com interesse em participar podem entrar em contato pelos telefones (51) 3717 7340, em Santa Cruz do Sul, ou (51) 3621 1434, ramal 29, em Capão da Canoa.

Fonte: Gazeta do Sul – Santa Cruz do Sul –RS

Agência Sebrae

Pesos pesados no IFRS

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Valor Econômico

Fonte: Valor Econômico

CFC


Por Fernando Torres, de São Paulo

Desaparece um prejuízo de R$ 5,8 milhões. Surge um lucro de R$ 1,26 bilhão. Esse foi o efeito no resultado do primeiro trimestre de 2009 da Fibria, maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo, com a adoção do novo padrão de contabilidade.

O exemplo da empresa ilustra bem como o novo sistema contábil brasileiro, que tem como base o padrão internacional IFRS, pode alterar os números dos balanços. O patrimônio líquido da Fibria ao final de dezembro saltou de R$ 9,9 bilhões para R$ 15,1 bilhões com a utilização das novas práticas.

"Foi uma mudança impressionante", resume Paul Sutcliffe, sócio de auditoria da Ernst & Young, que participou do processo de transição para o IFRS na Europa.

Conforme a regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as companhias abertas só serão obrigadas a divulgar o balanço fechado de 2010 pelo novo padrão contábil. Mas algumas anteciparam as mudanças.

Um estudo feito pela E&Y com as cem maiores empresas do país, em conjunto com um levantamento realizado pelo Valor, mostra que, ao lado da Fibria, pelo menos outras 20 companhias abertas já adotaram antecipadamente o novo receituário da contabilidade.

O grupo é formado, em sua maioria, por grandes empresas. Formam a lista Petrobras, Vale, Gerdau, Metalúrgica Gerdau, AmBev, Souza Cruz, JBS, TAM, Gol, Telesp, Vivo, Net, Natura, Lojas Renner, Copasa, Cielo, Totvs, BR Malls, Grendene e Indústrias Romi.

O valor de mercado somado dessas empresas é de R$ 777,8 bilhões, o que representa quase 40% do total da Bovespa, cerca de R$ 2 trilhões.

Na Petrobras, o lucro líquido do primeiro trimestre do ano passado subiu de R$ 6,2 bilhões para R$ 6,7 bilhões. O patrimônio líquido de dezembro de 2009, por sua vez, subiu R$ 4,7 bilhões, para R$ 164,2 bilhões.

A Vale teve o mesmo ajuste no patrimônio, que também aumentou R$ 4,7 bilhões, só que para R$ 103,3 bilhões. Já em termos de resultado, quase não houve diferença. O lucro do primeiro trimestre de 2009 caiu de R$ 3,15 bilhões para R$ 3,04 bilhões.

Conforme esperado, nem todas tiveram um impacto tão grande no lucro e no patrimônio líquido. No caso da Cielo, por exemplo, Sutcliffe menciona que não houve nenhuma mudança com a adoção das novas normas.

De acordo com o especialista da Ernst & Young, a regra que gerou mais mudanças entre as companhias foi o pronunciamento CPC 15, que trata do que os contabilistas chamam de "combinação de negócios", o que inclui fusões, aquisições, cisões e incorporações de empresas.

Foi o CPC 15 que gerou a principal diferença no resultado da Fibria. Pelo novo critério, a empresa reconheceu a valor de mercado a participação de 12,5% que possuía no capital da Aracruz antes da incorporação. Esse ajuste representou um ganho contábil de quase R$ 1,4 bilhão no lucro da empresa no primeiro trimestre de 2009.

Esse efeito também se repetiu no patrimônio da Fibria, que foi turbinado pelo registro de um ganho de R$ 1,8 bilhão decorrente da troca de ativos feita com a International Paper. Ao avaliar os ativos recebidos a valor justo, a empresa percebeu essa diferença e reconheceu isso como uma compra vantajosa (deságio).

Segundo a Fibria, o aumento do lucro e patrimônio líquido decorrente da mudança contábil não tem a ver com a decisão da companhia de pagar antecipadamente a dívida restante de US$ 511 milhões relacionada às perdas com derivativos. O que permitirá o pagamento da dívida remanescente, segundo a empresa, é a emissão recente de US$ 750 milhões em bônus.

Na análise das empresas que saíram na frente no processo de mudança contábil, a expectativa de Sutcliffe é que haja maior padronização na divulgação dos efeitos dos ajustes pelas demais companhias, que devem adotar as novas ao longo dos próximos trimestres.

O Valor notou que existe uma variação importante no nível de detalhamento do impacto das mudanças apresentado em notas explicativas. A norma do IFRS diz apenas que a companhia deve apresentar a conciliação dos dados publicados no período anterior e como eles ficam com as novas regras. Mas não há uma descrição de como isso deve ser feito, o que abre espaço para maneiras mais ou menos claras de apresentar as diferenças

Até a própria adoção das normas não tem sido divulgada com muito destaque. Na maioria dos casos, somente olhando as notas explicativas dos balanços é possível saber que a empresa de fato usou as novas regras.

A adoção antecipada do IFRS no resultado trimestral é voluntária. De qualquer forma, mesmo aquelas que só deixarem a divulgação para o último momento terão que reapresentar os balanços trimestrais para comparação, inclusive com os dados referentes a 2009.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Programa Negócio a Negócio chega ao Amazonas

Notícias

O Sebrae no Amazonas se prepara para prestar orientaçãoes diretamente nas dependências das micro e pequenas empresas do estado

Fabíola Abess

Manaus - O Sebrae no Amazonas se prepara para prestar orientações diretamente nas dependências das micro e pequenas empresas do estado. O método inverte a lógica de atendimento, uma vez que o Sebrae vai até o cliente, e não o contrário. O programa Negócio a Negócio é uma nova abordagem de atendimento que visa atingir cerca de 16 mil empresas formais no estado.

“Muitos empresários alegam não ter tempo para fazer um curso ou buscar o apoio do Sebrae, por isso estamos nos preparando para ir até as empresas e fornecer dicas in loco, focadas em melhores resultados para as empresas”, informa o superintendente do Sebrae Amazonas, Nelson Rocha.

O Programa está na fase de capacitação de 100 agentes de orientação empresarial que vão a campo a partir do final do mês de junho. Os agentes discutem e conhecem o setor de micro e pequenas empresas, as dificuldades mais comuns e perspectivas do segmento.

A intenção é preparar o agente para que, nas visitas às empresas, identifique problemas e proponha dicas e orientações. São micro empresas aquelas que faturam até R$ 240 mil por ano e pequenas as que têm faturamento a partir de R$ 240 mil até R$ 2,4 milhões.

O projeto também estará à disposição dos empreendimentos formalizados na categoria Empreendedor Individual, que são aqueles cujo faturamento anual é de até R$ 36 mil.

O projeto também estará à disposição dos empreendimentos formalizados na categoria Empreendedor Individual, que são aqueles cujo faturamento anual é de até R$ 36 mil.

“Estamos investindo para preparar os agentes, pois queremos que eles saiam a campo com um arsenal de informações úteis e fundamentais para que os empreendimentos se tornem mais competitivos, lucrativos e sustentáveis”, avalia a gestora do Programa, Vanusa Chagas.

Serviço:

Sebrae no Amazonas - (92) 2121-4991

Fonte: Agência Sebrae

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Ferramenta contábil impulsiona serviços de digitalização

Notícias

Com adesão de apenas 25% das companhias à legislação, provedores aguardam por um forte aumento da Demanda pela nota fiscal eletrônica (NF-e) nos próximos meses. As estimativas são do especialista Roberto Dias Duarte. Ele aponta como os principais motivos para o descumprimento dessa obrigação o desconhecimento da nova legislação e o descaso frente às possíveis punições do Fisco. Para Duarte, a NF-e está em processo de aprimoramento contínuo para combater a sonegação, e também pode ter reflexos positivos para as empresas que a adotarem. Confira abaixo a entrevista com o administrador e autor do livro Big Brother Fiscal, Roberto Dias Duarte. 

JC Contabilidade - De que forma a adoção da nota fiscal eletrônica influencia para que a digitalização dos processos contábeis ocorra?

Roberto Dias Duarte – Até pouco tempo atrás, a prática contábil na minha empresa era a seguinte: pegava os documentos e enviava-os para o contador via motoboy. O nosso relacionamento era focado na atividade fiscal. E eu precisava das demonstrações sobre caixa e fluxo de caixa projetado para entender como ia meu negócio. Escrevi um livro, começou a entrar dinheiro na empresa, e percebi que precisava mais interação com meu contador. Comecei então a emitir nota fiscal eletrônica para ele. Assim, foi possível ter a demonstração de resultados e fluxo de caixa projetado a qualquer momento. Ele reduziu o tempo com digitação e o custo com a papelada. Gerar o Sped Digital e Fiscal passou a ser uma consequência da organização empresarial. Reduzi meu custo pela metade. Através do sistema de gestão hospedado em um datacenter e pelas redes sociais, estabeleci uma nova comunicação com meu contador. Empresas muito pequenas como a minha, que possui apenas um funcionário, não têm condições de ter estrutura tecnológica e administrativa. É assim que serão as empresas do futuro, terceirizando a área contábil e administrativa.

Contabilidade - Por que grande parte das empresas demora a aderir à NF-e?

Duarte – A falta de conhecimento e de informação é a causa principal da falta de adesão. Fiz uma pesquisa em que levantei duas questões: “Quantas horas de curso você já fez sobre o tema?”, e “O custo irá aumentar ou diminuir com o uso da nota fiscal eletrônica?” Do total de entrevistados que não participavam de nenhum treinamento, 85% achavam que iria aumentar os custos da empresa. Aqueles que participaram de mais de 200 horas de treinamento sabiam que ia baixar o custo. Isso demonstra que o ser humano tem medo do que desconhece. Aquilo que não se conhece vira ameaça, enquanto o que se conhece vira oportunidade. A partir do dia 1 de abril de 2010, 240 mil empresas deveriam usar nota fiscal. No entanto, apenas 80 mil estão emitindo. Há muitas empresas que sequer sabem que estão na obrigatoriedade.

Contabilidade - Quem está obrigado?

Duarte – Até o final deste ano, a expectativa é que um milhão de empresas estejam na obrigatoriedade. Isso significa que 100% dos setores industriais, comércio e dos atacadistas emitirão notas em 1 de abril, 1 de julho e 1 de outubro. Em 1 de dezembro, a obrigatoriedade atingirá quem faz operações interestaduais e quem vende para órgãos públicos. Do total de 5 milhões de empresas que se tem no Brasil, 1 milhão vai emitir. Quem não entrar no esquema não vai prejudicar apenas a si próprio, mas aos seus clientes também.

Contabilidade - Quais os benefícios trazidos pela NF-e?

Duarte – O valor do papel é o benefício mais tangível. O custo direto da nota de papel é de
R$ 1,00 a R$ 3,00, enquanto a nota eletrônica chega a R$ 0,30. No meu caso, a redução de custos administrativos foi enorme. Uma série de atividades executadas em papel foi extinta no mundo eletrônico. Desde que faça planejamento, a maioria das empresas acaba substituindo a impressão da nota em papel pela eletrônica. Perde-se, muitas vezes, a oportunidade de terem impactos maiores. Mas recomendo fortemente que se qualifiquem, participem de grupos de estudos, envolvendo todas as partes da equipe, todos os setores. Os mais humildes e menos elevados na hierarquia empresarial ajudam a perceber os problemas associados à nota fiscal eletrônica.

Contabilidade - Existe alguma penalidade para quem não cumpre a legislação?

Duarte – Quando vende-se sem a nota eletrônica é como se estivesse comercializando sem nenhuma nota, pois para os setores que estão na obrigatoriedade, não é mais válida a nota de papel. As penalidades são multas aplicadas sobre o valor da mercadoria. E tem um prazo de cinco anos para ser identificado como crime, que é o tempo para análise das notas fiscais. Isso acaba gerando um Passivo fiscal.

Contabilidade - Quais os ramos que mais aderiram até agora?

Duarte – O setor automotivo está bem adiantado neste ponto, inclusive aprimorando toda a cadeira produtiva. Está, inclusive, conseguindo fazer a redução de níveis de estoque. Com cadeia produtiva integrada, ocorre a redução de erros. Antes mesmo de enviar a mercadoria, manda-se a nota eletrônica, posso enviar a nota antes, e a loja manda me dizer se está tudo ok por meio eletrônico. Isso facilita os negócios, e ocorre uma integração baseada em confiança. A nota eletrônica é um arquivo eletrônico com informações fiscais, contábeis e gerenciais. Todo produto vendido você anexa em um arquivo eletrônico e transmite ao cliente. Estando tudo certo (com alíquota, base de cálculo), vai reduzir custo de digitação. Se o fornecedor for ruim, o cliente terá tanto trabalho que ele vai selecionar mais da próxima vez. Isso gera maior qualidade na informação.

Fonte: Jornal do Comércio - RS

Classe Contábil

Bares e restaurantes de Brasília planejam serviços e recebem reservas para os dias da Copa

Notícias

A menos de um mês do início da Copa do Mundo 2010, na África do Sul, donos de bares e restaurantes do Distrito Federal começam a planejar o atendimento à clientela nos dias dos jogos do Brasil

Vanessa Brito

Márcia Gouthier/Arquivo ASN

Rua comercial da Asa Sul de Brasília

Falta menos de um mês para o Brasil praticamente parar, como acontece a cada quatro anos. Estamos no pequeno período que separa a rotina do país do início da Copa do Mundo 2010, na África Sul. Durante os jogos, o futebol se torna prioridade nacional, envolvendo a todos os brasileiros indiscriminadamente. Donos de bares e restaurantes do Distrito Federal, precavidos, fazem planejando sobre como vão funcionar. Alguns já estão recebendo reservas de clientes que pretendem torcer pela seleção brasileira em seus estabelecimentos.

Os horários dos jogos da seleção brasileira na primeira fase da Copa são bastante favoráveis aos negócios do setor: no dia 15 de junho, terça-feira, Brasil joga a primeira partida contra a Coréia do Norte, às 15h30; em 20 de junho, domingo, enfrenta a Costa do Marfim, também às 15h30; no dia 25 de junho, sexta-feira, joga com Portugal, às 11h.

O Bar Sociedade Futeboleira do Brasil (SFBR), da Asa Sul de Brasília, vai oferecer open bar, ou seja, água, refrigerantes, cerveja e caipiroska à vontade para a clientela ao preço de R$ 70 para homens, e R$ 50 para mulheres. O estabelecimento tem apenas um ano e meio de atividades, mas já se tornou uma referência para torcedores de vários times devido ao fato de contar com estrutura de dois telões e cinco televisões de plasma, que transmitem até três jogos simultaneamente, principalmente nos finais de semana.

“Quem comprar ingresso antecipado, ganha uma camiseta Heineken”, convida Bruno Cavalcante, gerente do SFBR. A Copa 2010 deverá aumentar o movimento do bar entre 15% e 20%,estima. “Vamos ser hexacampeões”, aposta Bruno, convicto, apesar de não concordar com a seleção anunciada pelo técnico Dunga.

No Restaurante Talher Brasil, localizado na Asa Norte, os torcedores poderão assistir os jogos saboreando pratos da culinária nacional. O bufê será caprichado, enfeitado com verduras, frutas e legumes nas cores do Brasil.
Basta fazer reserva, mediante o pagamento de taxa de consumação mínima de R$ 20 por pessoa, para assistir a seleção brasileira no Talher Brasil. “Prevemos que vai ficar lotado. Já temos muitas reservas, especialmente para o dia 25, quando o Brasil joga com Portugal”, revela Moisés de Souza, gerente do restaurante.

A equipe de 57 funcionários vai trabalhar trajando camisetas verde e amarelo nos dias dos jogos do Brasil, segundo Moisés. “O movimento deverá aumentar 30%, nesses dias”, prevê.

Em preparação

Mas nem todos os restaurantes e bares planejam como vão trabalhar durante a Copa. O Paulicéia Bar e Restaurante, com 32 anos de tradição e localizado na Asa Sul, não pretende mudar sua rotina. “Somos uma casa aberta e, devido aos horários diurnos dos jogos, não pretendemos fazer nada especial”, diz Raul Teixeira Campos, proprietário do estabelecimento.

“A Copa anima as pessoas e aumenta o movimento, pois todos ficam mais dispostas a sair de casa”, observa o empresário. Na edição passada do campeonato mundial de futebol, realizado na Alemanha, o Paulicéia registrou aumento de 20% nas vendas.

Na Copa anterior à da Alemanha, ocorrida no Japão e Coréia, os horários dos jogos não foram bons para o setor de bar e restaurante, diz ele. “Os jogos eram de madrugada e teve bar que fez café da manhã, mas houve muitos casos de clientes que dormiram e não conseguiam acompanhar os jogos”, comenta.

Mais seis bares e restaurantes do Distrito Federal foram procurados pela ASN. Os proprietários e gerentes ainda estão planejando o que vão fazer para diferenciar o atendimento nos dias da Copa. A maioria deles solicitou mais uns dias para falar sobre a estratégia que vão adotar para atrair torcedores e aumentar suas vendas.

Serviço:

Agência Sebrae de Notícias – (61) 2107-9110

www.agenciasebrae.com.br

Central de Relacionamento Sebrae - 0800-570-0800

Fonte: Agência Sebrae