quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Pequena empresa deve adotar padrão internacional de contabilidade

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Nelson Rocco, iG São Paulo

A adoção das normas internacionais de contabilidade, conhecidas pela sigla IFRS, não é mais privilégio das empresas de grande porte ou das companhias abertas. Em meados de dezembro, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) aprovou uma resolução convertendo as normas do International Financial Reporting Standards para que sejam usadas pelas pequenas empresas.

Ricardo Rodil, conselheiro do Instituto Brasileiro dos Auditores Independentes (Ibracon), lembra que o manual completo do IFRS tem 2,5 mil páginas e o das empresas menores ficou em 239 páginas. "Trata-se de uma simplificação grande, mas os critérios de reconhecimento de ativos, de passivos, de lucros e perdas continuam os mesmos", afirma.

A Norma Brasileira de Contabilidade (NBC) T 19.41, editada dia 17 de dezembro, não obriga as empresas de pequeno porte a adotarem as normas internacionais. "Não há um contexto legal, como uma lei, que obrigue as empresas a adotarem", afirma Rodil. Mas ele ressalva que há um consenso que tende para a implementação das normas.

Hoje, a contabilidade das empresas menores é feita com base na parte contábil da Lei das SA, a 6.404, de 1976. Não há uma obrigatoriedade para isso, mas tornou-se consensual. As regras internacionais são obrigatórias a partir deste ano para as companhias abertas e para as consideradas de grande porte, com ativos de R$ 240 milhões ou mais, ou receita bruta anual total de R$ 300 milhões, segundo a lei 11.638, de 2007.  

De modo geral, devem adotar as novas regras as pequenas empresas que recorram a empréstimos bancários, aquelas envolvidas em processos de fusões ou aquisições com alguma companhia estrangeira, as que fizerem operações de leasing e as que buscam recursos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Nesses casos, as exigências serão de terceiros, já que, para conceder crédito ou fechar um contrato de leasing, as instituições financeiras devem exigir balanços em uma linguagem comum. O mesmo pode-se dizer quanto às operações com companhias internacionais.

A convergência para um sistema contábil único na Europa começou a ser discutida em 2002. Entrou em vigor em 2005. Mas as empresas só são obrigadas a adotar o IFRS nos balanços consolidados, que juntam as informações de um grupo empresarial em um único retrato. No Brasil, a adaptação das normas do IFRS começou a ser tratada em 2005. A discussão ocorreu em paralelo à Europa, mas os prazos foram dilatados. As leis 11.638, editada no fim de 2007, e 11.941, de 2009, estabeleceram diversas modificações de forma a que a contabilidade se tornasse mais próxima da internacional.

Diversos pontos dos balanços das pequenas empresas devem ser apresentados diferentes do que são atualmente. "Basicamente, a norma para as pequenas tem todos os capítulos que para as grandes. Só foram simplificadas, com a eliminação de algumas opções", conta Edison Arisa, coordenador-técnico do Comitê de Procedimentos Contábeis (que cuida da elaboração das regras) e sócio da firma de auditoria PricewaterhouseCoopers.

Uma das diferenças, segundo Arisa, é a contabilização da combinação de negócios. Quando uma empresa compra outra ou faz uma fusão, há a apuração de um ágio. "Para as grandes, o ágio não é amortizado num primeiro momento. Todos os anos ele deve ser verificado para se avaliar se perdeu consistência e ser reconhecido no balanço. Para as pequenas, ele deve ser amortizado obrigatoriamente", afirma.

Sobre as principais mudanças, Ricardo Rodil diz que o balanço patrimonial tende a ser chamado de demonstração da situação patrimonial. A demonstração de origem a aplicação dos recursos (Doar) deve ser substituída pela demonstração do fluxo de caixa. A receita deve conciliar o que é próprio da empresa. Assim, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), por exemplo, tem que ser descontado. Outro aspecto que altera a receita são os juros cobrados nas vendas em parcelas. Uma varejista que venda em até dez prestações deve retirar os  juros embutidos na operação (o custo do dinheiro) da receita. O valor referente a esses juros deve ser lançado como receita financeira.

Nas operações de leasing para compra de máquinas, por exemplo, as pequenas empresas devem fazer o lançamento como uma compra parcelada, reconhecendo o bem como um ativo e as prestações como dívida. "O valor das prestações não é mais lançado como despesa de aluguel. A parcela referente aos juros deve ir para a despesa financeira", afirma Rodil.

Fonte: IG São Paulo

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Pequena empresa é a bola da vez no crédito

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José Guerra

SÃO PAULO - O crédito para micro, pequena e média empresa, em crescimento desde o fim de 2009, deverá continuar em expansão ao longo de 2010, puxado pelas instituições públicas e destinados principalmente para os setores ligados ao comércio e supérfluos.

Para o professor de Ambiente Econômico Global do Insper, Otto Nogami, 2010 será "o ano da euforia". "Isso se nada de anormal acontecer. A retomada da atividade econômica neste ano irá gerar uma demanda maior dessas empresas de menor porte por crédito", diz. Segundo ele, com o fim da crise, deverá haver um aquecimento do nível de consumo popular, "o que irá refletir diretamente nessas empresas ligadas ao comércio", afirma.

Nogami ainda aposta no fator psicológico ao apontar o crescimento dos setores considerados supérfluos. Segundo ele, para sair "emocionalmente" da crise, os consumidores não irão buscar as "grandes compras", como imóveis ou automóveis, "mas sim objetos de menor custo", afirma.

Dados mais atuais do Banco Central apontam um crescimento maior nas faixas créditos de menor valor em outubro, ante setembro de 2009, em prejuízo da faixa de maior valor. Enquanto financiamentos até R$ 100 mil cresceram 2,5% no período e os entre R$ 100 mil e R$ 10 milhões, 2,1%, a saldos de, respectivamente R$ 123,868 bilhões e R$ 282,036 bilhões, empréstimos acima de R$ 10 milhões subiram 0,7% em outubro, ante o mês anterior, a saldo de R$ 353,518 bilhões.

A professora do Programa de Capacitação da Empresa em Desenvolvimento (ProCED) da Fundação Instituto de Administração (FIA), Dariane Castanheira, explica que grande parte desses recursos vieram das instituições públicas. "O crédito às pequenas e médias cresceu porque o governo aumentou o volume de recursos disponíveis", afirma. Por esse motivo, diz, a tendência para 2010 é que o crédito para essas companhias de menor porte aumente. "O governo, por meio de suas instituições financeiras, deve aumentar as linhas disponíveis", aposta a acadêmica.

No entanto, apesar de haver disponibilidade, muitas empresas ainda não tem acesso a esses recursos. "Essas linhas acabam saindo em pequena escala. A maioria das PMEs não está preparada para mostrar números de balanço e demonstrar que tem capacidade para honrar o compromisso. Por mais que esteja disponível, não estão aptas", diz.

Por isso, segundo ela, muitas têm acesso a um crédito mais caro, via instituições privadas, sem acesso a repasses do BNDES.

O Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi) comprova o apoio dos bancos estatais. Segundo o presidente da entidade, Joseph Couri, o suporte dado por essas instituições ao longo de 2009 foi crescente. "Os bancos federais reduziram juros, que chegaram a 4,5% ao ano, e alongaram prazos para até 10 anos em aquisição de máquinas, por exemplo", atesta. "Mas os privados também estão com uma busca crescente desse mercado de micro e pequena indústria", afirma.

Um dos fatores para os bancos privados voltarem suas atenções a esse segmento, é a saída das grandes empresas do mercado de crédito. "Passado o período de crise, as grandes empresas voltaram a acessar o mercado de capitais como fonte de recursos. Além disso, uma companhia estruturada e bem posicionada, pode ir ao mercado externo e conseguir financiamentos com juros de 2,5% ao ano, que fica extremamente vantajoso com a valorização do real frente ao dólar", confirma.

Para Couri, as medidas que o BC vem tomando para alongar prazos de captação dos bancos, como a letra financeira, devem ser benéficas ao setor. "Com essas medidas, que irão permitir às instituições privadas viabilizar um funding de longo prazo, e ter as mesmas condições dos bancos públicos, as condições de crédito no mercado interno serão melhores", afirma o dirigente. A letra financeira ainda aguarda regulamentação do Conselho Monetário Nacional. O dirigente espera ainda uma oferta maior de crédito, não apenas em 2010, como ao longo dos próximos anos. "Para este ano, para alcançar a previsão de um Produto Interno Bruto (PIB) na casa dos 5% ou 6%, será necessário um aumento dos patamares atuais de crédito, uma vez que o crescimento será puxado pelo mercado interno", diz.

Em uma visão de longo prazo, Couri pensa que a tendência é de um aumento constante nos empréstimos para empresas de menor porte. "Indiscutivelmente, o Brasil entrou no hall dos países que irão crescer muito nos próximos anos, e eu estou no grupo que acredita que seremos a quinta ou sexta economia mundial em 10 ou 15 anos". Para alcançar esse patamar, o dirigente vê necessidade de uma alavancagem maior do crédito, que atualmente responde por cerca de 45% do PIB.

Fonte: DCI

Pequenas e médias empresas poderão aderir a incentivos na área cultural

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Empresas de pequeno e médio portes poderão ser estimuladas a fazer doações ou patrocinar projetos culturais beneficiados pela Lei Rouanet (Lei nº 8.313/91). Projeto de lei (PLS 136/07) do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) propõe ampliar e escalonar os percentuais de dedução dos valores de doações e patrocínios na área cultural do Imposto de Renda devido pelas empresas. A matéria já foi aprovada pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) e está pronta para ser votada, em decisão terminativa, pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).



Na tentativa de atrair esses segmentos para o rol de incentivadores, a proposta começa estabelecendo benefícios para pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real que tenham obtido faturamento inferior a R$ 36 milhões no ano anterior à opção. Assim, o PLS 136/07 abre a possibilidade para essas empresas descontarem 100% das doações e patrocínios do IR a pagar.



Outras duas faixas de dedução com tratamento idêntico para doações e patrocínios são propostas: 80% para empresas com receita bruta maior que R$ 36 milhões e menor que R$ 240 milhões e 60% para empresas com receita bruta maior que R$ 240 milhões e menor que R$ 480 milhões. Já as empresas com faturamento superior a R$ 480 milhões no ano anterior continuarão descontando 40% das doações e 30% dos patrocínios feitos.

Um novo limite para o valor de doações e patrocínios empresariais também é proposto. Se a empresa tiver obtido faturamento inferior a R$ 500 milhões no ano anterior, esse incentivo terá como teto 10% do Imposto de Renda devido. Caso a receita bruta auferida no ano anterior ultrapassar R$ 500 milhões, essa quantia permanecerá restrita a 4% do IR a pagar.



Segundo observou Valadares na justificação do projeto, esse escalonamento da dedução vai favorecer o ingresso de pequenas e médias empresas no regime de incentivo cultural pois, quanto menor a receita bruta, maior o percentual a ser deduzido do IR devido.

O relator na CAE, senador Adelmir Santana (DEM-DF), estimou no parecer favorável ao projeto um significativo aumento no volume de doações e patrocínios. E creditou esse impulso não só à possibilidade de a empresa descontar o incentivo do Imposto de Renda a pagar, mas também de lançá-los como despesa, diminuindo, assim, a taxação do tributo.

"Dessa forma, as pequenas empresas, situadas nas primeiras faixas de faturamento, poderão recuperar 134% ou 114% do valor da doação ou patrocínio. Ou seja, terão para si uma vantagem além da despesa incorrida com a contribuição à cultura", assinalou Adelmir Santana.



A renúncia de receita relativa ao Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), englobando projetos beneficiados pelo sistema de deduções do IR na Lei Rouanet, chegou a R$ 853,63 milhões em 2008.

Fonte: Agência Senado

Em nome dos negócios

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Pernambucanos participam do maior evento da internet brasileira, em SP, de olho em novas oportunidades

Thiago Marinho

Bernardo Dantas/Esp. para o Aqui PE/D.A Press
Bernardo Dantas/Esp. para o Aqui PE/D.A Press

Ana Catarina, do Sebrae, pretende entender como utilizar melhor nas empresas as ferramentas disponíveis na web

Os empresários pernambucanos demoraram um pouco mais para entender o quanto a internet pode ajudar a melhorar a comunicação e a impulsionar os negócios no mundo real, mas não parecem querer perder tempo em aplicar isso no dia a dia de suas companhias. Pelo menos é com este intuito que um grupo de consultores e de internautas do estado viaja na próxima semana para acompanhar de perto a Terceira Campus Party Brasil, maior evento do país sobre a rede mundial de computadores, que acontece de 25 a 31 de janeiro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

No pequeno grupo de participantes pernambucanos (a organização do evento ainda não revela quantas pessoas já estão inscritas, mas afirma que não foi criada nenhuma caravana oficial), estão, por exemplo, os nomes de três consultoras do Sebrae, parte do novo comitê sobre redes sociais da instituição, criado no fim do ano passado para incluir, movimentar e, quem sabe, compreender melhor as nuances das diversas ferramentas online, como blog, YouTube, Flickr e Twitter, entre outras. "A intenção é de primeiro entender qual é o comportamento das pessoas nestas redes para depois ajudar (prestar consultoria) para as companhias locais", explica Ana Catarina Valentim, que trabalha com educação e orientação empresarial na instituição e que faz parte do projeto de relacionamento com o cliente. "Queremos ver o que está acontecendo no mundo. Nem conheço direito o evento, mas vamos com intuito de observar o que estas pessoas estão fazendo e como podemos ajudar a aplicar e a popularizar estas novas mídias entre as micro e pequenas empresas do estado", completa ela, que estará atualizando o endereço http://sebraepernambuco.wordpress.com.

Pela primeira vez na Campus Party Brasil, acontece também a Campuseiros Apresentam, uma mostra paralela feita pelos próprios participantes que poderão divulgar seus trabalhos para investidores, especialistas e olheiros. Ao todo, 40 projetos serão submetidos para análise por uma banca de juízes que avaliará, em 15 minutos, se as ideias são realmente inovadoras e possuem diferencial competitivo. Destes, 10 selecionados passarão a fazer parte da seção banco de projeto na página oficial do evento. "Queremos oferecer atividades dos mais variados assuntos sobre o mundo digital e promover um grande diálogo entre todos os segmentos da web brasileira. Para isso, estamos consultando as pessoas que mais tem interesse e conhecem do assunto: o público da internet", afirmou Marcelo Branco, diretor-geral do evento, durante a entrevista coletiva na semana passada.

Internautas

O estudante Ricardo Dantas, 23 anos, é outro pernambucano inscrito no evento e interessado em possíveis oportunidades profissionais. Como ele cursa ciências da computação na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e possui bastante interesse pelo mercado de software livre, decidiu encarar este passo como um investimento. "Desde a primeira edição tinha interesse de ir, mas nunca tinha tempo e/ou dinheiro disponível. Agora, contudo, deu certo.Tentei organizar uma caravana, mas não consegui. Porém, não desisti porque este é o acontecimento ideal para mim, pois tem várias áreas que gosto e tenho interesse", revela ele, que durante a próxima semana estará atualizando a sua página pessoal no Twitter, no www.twitter.com/@licensed, e pretende até fazer streaming ao vivo do que estará vendo por lá.

Fonte: Diário de Pernambuco

 

Projeto incentiva formalização

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Iniciativa também visa melhorar a gestão de negócio dos empreendedores e microempresas formais com até quatro empregados

Jamille Coelho

Com investimento de R$ 2,7 milhões, o Sebrae Pernambuco dá início ao projeto Negócio a Negócio, que tem como objetivo retirar do mercado informal 55 mil empreendedores individuais e atender de forma continuada a 70 mil empreendedores e microempresas até dezembro deste ano. Para serem contemplados, os interessados deverão preencher formulário que será disponibilizado a partir do próximo dia 8 no Portal do Empreendedor (www.sebrae.com.br/uf/pernambuco) ou nos postos de atendimento que serão disponibilizados nos municípios.

Somente depois da devolutiva do formulário, que deverá apontar as principais necessidades do empreendimento, é que os agentes de orientação empresarial visitam cada um dos estabelecimentos. Também serão visitadas as empresas listadas e disponibilizadas pela Junta Comercial de Pernambuco (Jucepe) ao Sebrae. “Depois que toda a coleta de informações for feita, via formulário, as empresas que apresentarem problemas em comum recebem orientação coletiva. Já as que tiverem dificuldades e necessidades isoladas terão orientação específica”, explicou o diretor Administrativo Financeiro do Sebrae, Gilson Monteiro.

Segundo o coordenador do Negócio a Negócio, Leonardo de Abreu, o projeto consiste em três visitas técnicas que serão feitas por 180 agentes de orientação no sentido de conscientizar os informais de que, por meio de sua inserção no mercado formal, eles terão vantagens com a Lei Geral como, por exemplo, direito à concessão de créditos federais e estaduais e, ainda, direito de participar de licitações. A iniciativa também visa melhorar a gestão de negócio dos empreendedores e microempresas formais com até quatro empregados.

Fonte: Folha de Pernambuco

 

 

Curso orienta sobre tomada de decisões estratégicas

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Participantes de Santo Antônio de Jesus, na Bahia, elogiam programação e relatam melhoras na gestão do negócio

Carlos Baumgarten

Santo Antônio de Jesus - Unir teoria e prática para auxiliar as micro e pequenas empresas na tomada de decisões. Este é o objetivo do curso Estratégias Empresariais, que atendeu 11 empresários de Santo Antônio de Jesus (BA) com uma carga horária de 36 horas, além de oito horas dedicadas a consultorias individuais. O encerramento aconteceu no último dia 14, no prédio da Unifacs. Os participantes fazem um balanço positivo do curso, que faz parte do Programa Sebrae Empresas Avançadas, destinado a negócios com mais de dois anos no mercado e que buscam a expansão.

O empresário Renan Nery, da Multicar Veículos, aprovou a experiência. Segundo ele, no decorrer das aulas, houve a possibilidade de identificar os pontos fracos e fortes de seu negócio, além de conhecer os potenciais concorrentes. “Foi bastante enriquecedor. Defini aonde quero chegar e como traçar a melhor estratégia para o crescimento da empresa”, assegura.

A empresa de Renan, a Multicar Veículos, atua há 15 anos no ramo de revenda de carros novos e usados. Mesmo com mais de uma década de experiência, o empresário destaca a importância do curso para aprimorar a gestão de seu empreendimento. “Não tínhamos essa visão de dentro da própria empresa. E conhecer as nossas fraquezas é fundamental para aperfeiçoar os processos”, conclui.

Maria da Conceição, conhecida como Mary da Shalon, também participou do curso. Empresária do ramo de confecção e proprietária da Shalon Fardamentos, que atua no setor desde 1995, ela aponta que a experiência possibilitou uma análise mais profunda de seu empreendimento. “O material é bastante específico e amplia a nossa visão estratégica. Dessa forma, podemos desenvolver um planejamento mais completo”, afirma.

Já João Ferreira Neto, sócio da empresa Café Palmeiras, que atua há 20 anos no ramo de torrefação de café, destaca que o curso contribuiu para traçar estratégias consistentes para o seu negócio. “As micro e pequenas empresas enfrentam ainda muitas dificuldades estruturais e algumas decisões acabam sendo tomadas no ‘escuro’. O curso ajudou a visualizar melhor o nosso planejamento, transformando dados em informação”, afirma.

Fonte: Agência Sebrae

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sped pode trazer ganho de eficiência em gestão, diz PWC

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Embora a formalização das notas fiscais eletrônicas (NF-e) seja um dos maiores desafios para as empresas na hora de implementar os pilares do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), ela pode contribuir para a revisão de processos e ganho de eficiência operacional. A opinião é do gerente sênior da PricewaterhouseCoopers, Bruno Porto.

Cadastro de clientes e de fornecedores desatualizados, duplicidade de dados e falta de regras eficazes na hora de efetuar os registros no sistema são alguns dos obstáculos enfrentados. “O problema do cadastramento é resultado de uma gestão interna de processos que precisa ser melhorada. A NF-e Demanda informações que são essenciais nas organizações e que deveriam estar em conformidade independentemente do sistema”, disse.

Para resolver essas questões, Porto recomenda que seja feita uma reestruturação e limpeza na base de dados. “É preciso atualizar as informações constantemente e garantir que a inserção no sistema tenha regras claras e procedimentos mais eficientes. Investimentos em Tecnologia também são essenciais para concretizar isso. Quanto mais automatizada estiver, menor a chance de erro”, explicou.

“Como o Sped foi criado para gerar dados real time, a qualidade da informação precisa ser priorizada pelo CFO. Para isso, deve desenvolver melhor a área fiscal e de TI da corporação com treinamento e qualificação profissional”, destacou.

Fonte: Financial Web 

Quando o contador ajuda a aumentar lucros

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Da Redação

Dora Ramos

CONTADORA

O ano de 2010 iniciou com grandes expectativas e otimismo no setor econômico, principalmente para as micro e pequenas empresas brasileiras. Uma recente pesquisa do Serasa apontou que 87% dos executivos do setor comercial projetam elevar a receita neste período.


A pesquisa ainda comprova que 85% dos mais otimistas são os pequenos negócios.

Os administradores acreditam na recuperação da economia e no aumento das vendas e da lucratividade para este ano. As grandes companhias brasileiras voltarão a contratar profissionais em grande escala e, em conseqüência, a renda dos consumidores voltará a crescer, afetando diretamente a margem de lucro no cenário macroeconômico do Brasil.

Não deixe de aproveitar este panorama positivo. Para isso, é imprescindível que as corporações tenham como principal aliado um contador eficaz e de confiança. É ele que indicará a direção para o aumento de lucro.

O profissional contábil é responsável pela movimentação financeira da empresa. Ele prevê as necessidades de captação de recursos e os períodos em que haverá sobras para aplicar excedentes nas opções mais lucrativas. É ele também que orienta o executivo nas tomadas de decisões mais importantes para a empresa, além de ser o principal auxiliar nos procedimentos fiscais e tributários.


Sendo assim, é essencial que o seu setor de contabilidade esteja atento às novas tendências do mercado e, acima de tudo, esteja por dentro das boas oportunidades que possam surgir. Ainda está em tempo de conferir se o seu contador atende às expectativas do seu negócio. Tenha como base quatro pontos que podem definir sua satisfação com o profissional contábil: Cronograma de trabalho Por conta da natureza de seus trabalhos, é importante que seu contador tenha total controle sobre as datas corretas para efetuar cada tipo de procedimento.

Um simples erro na hora de protocolar determinado documento pode não só lhe trazer prejuízos, mas também gerar danos como a suspensão da emissão de certidões de bens e outros problemas legais; Capacidade de adequação No Brasil, as mudanças nas regras e procedimentos fiscais e contábeis são constantes.

Muitas vezes, há pouco tempo para a compreensão e aplicação dessas leis. Por isso, é imprescindível que seu contador esteja atento às mudanças e tenha uma boa capacidade de adequação a novos cenários; Tr a n s p a r ê n c i a / S i n c e r i d a d e Cuidar de dinheiro já não é uma tarefa simples, agora confiar em alguém para cuidar dele para você é ainda mais difícil. Às vezes, não lhe vem à mente algumas perguntas: Como será que estão as contas da empresa e como elas estão representadas na contabilidade? Quando falo com meu contador, consigo entender com clareza o que ele diz? Meu contador está disposto a me ouvir e estar ao meu lado para ajudar a cuidar do meu dinheiro? Se perguntas assim forem recorrentes, é sinal de que você e seu contador precisam conversar.


Alinhar os pontos, traçar metas e elaborar planos com transparência e sinceridade, são atitudes essenciais.

Fique calmo se seu contador estiver atento ao seu negócio e disser coisas que às vezes você não quer ouvir. No final, a decisão é sempre sua.


Quantidade de informações Muitos processos de tomada de decisão no dia a dia de um gestor dependem da quantidade dos recursos financeiros da organização naquele momento.

Por isso, é necessário que se tenha em mãos análises constantemente preparadas sobre a saúde financeira da empresa. Isso auxiliará os gestores na hora de implantar um projeto ou escolher quais contas devem ser priorizadas num momento de crise.

Com a possibilidade do aumento de lucro neste ano, o contador passa a ser peça chave para o sucesso da receita do seu empreendimento.

Esta é a hora em que o contador deverá trazer as melhores alternativas para que você aproveite, da melhor forma, esse momento de otimismo e boas projeções

É essencial que o seu setor de contabilidade esteja atento às novas tendências

Fonte: Jornal do Brasil

Empreendedor Individual: prazo para entregar declaração de rendimento termina dia 29

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Quem não entregar não pode imprimir o carnê com os valores fixos mensais de 2010

Dilma Tavares

Brasília - Os empreendedores individuais têm até o dia 29 de janeiro para entregar a declaração de rendimentos referente ao ano de 2009. A Declaração Anual do Simples Nacional para o Microempreendedor Individual (DASN-MEI)  é feita por meio da internet, no portal da Receita Federal do Brasil (www.receita.fazenda.gov.br), via site do Simples Nacional.

Empreendedor Individual é a figura jurídica que possibilita a formalização de empreendedores por conta própria com receita bruta anual de até R$ 36 mil, como costureiras e pipoqueiros. Eles pagam uma taxa fixa mensal e têm a garantia de benefícios como Previdência Social.

O registro é feito no Portal do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov.br). Desde que o Empreendedor Individual entrou em vigor, em 1º de julho de 2009, até o dia 17 de janeiro, o portal registrava mais de 132 mil empreendedores formalizados.

“É importante que os empreendedores fiquem atentos e não percam o prazo de declaração de rendimentos para não prejudicar o esforço da conquista desse benefício”, alerta o gerente de Políticas Públicas do Sebrae, Bruno Quick. Ele lembra que os empreendedores podem procurar orientações sobre o assunto no Sebrae e nos escritórios de serviços contábeis.

Por lei, os escritórios de serviços contábeis integrantes do Simples Nacional, e que recolhem tributos via tabela três (a mais vantajosa desse sistema), fazem gratuitamente a inscrição e a primeira declaração anual do Empreendedor Individual.

O secretário-executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, Silas Santiago, lembra outro fator: enquanto não fizer a declaração o Empreendedor Individual não pode emitir o carnê com os valores fixos mensais a serem pagos em 2010. “E a primeira parcela de janeiro de 2010 vence em 20 de fevereiro”, reforça. Além disso, lembra, para a entrega fora do prazo há multa de R$ 50,00.

Fonte: Agência Sebrae

Governo simplificará desoneração para pequenas empresas

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Portaria conjunta da Secex e Receita Federal facilitará desoneração tributária para o percentual importado de manufaturados destinados ao mercado externo

Clara Favilla

Divulgação

Medida que simplifica desoneração para exportadores deve ser publicada ainda em janeiro

Brasília - O governo federal deve publicar até o fim de janeiro uma portaria simplificando o regime especial de importação chamado drawback, instrumento que permite a suspensão de tributos federais sobre as importações vinculadas a um compromisso de exportação. A portaria será publicada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e Secretaria da Receita Federal do Brasil (SRF).

Desde que foi criado, o drawback aplica-se indistintamente a todas as empresas, independentemente do porte. Mas as exigências burocráticas têm feito a desoneração tributária beneficiar praticamente apenas grandes ou médias com departamentos específicos para assuntos de comércio exterior. Com as mudanças que serão anunciadas, como simplificação nos processos de comprovação dos insumos utilizados, o sistema especial poderá abranger também micro e pequenas empresas.

A portaria regulamentará os artigos 12,13 e 14 da Lei nº 11.945, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em junho de 2009. A nova regulamentação reduzirá as exigências em vigor, informa a Assessoria de Imprensa do MDIC. Os termos da portaria continuam em estudo pela Receita.

Os artigos mencionados estabelecem que as aquisições no mercado interno ou externo de bens empregados ou consumidos na fabricação de produtos exportáveis poderão ser realizadas com suspensão do Imposto de Importação, IPI, PIS e Cofins. Essa suspensão significa uma redução nos custos de produção de em média 30%, o que representa um grande fator de competitividade externa para produtos brasileiros.

De acordo com o texto da lei sancionada, os benefícios do drawback serão aplicados, também, sobre a aquisição no mercado interno ou externo, de maneira combinada ou não, de bens empregados em reparos, criação, cultivo ou atividade extrativista de produtos exportáveis.

O cumprimento dos atos concessórios de drawback é comprovado com a exportação das mercadorias nos volumes e valores acordados. No entanto, considerada a variação cambial das moedas de negociação, o artigo 14 da lei diz que, em determinadas situações, a comprovação dos atos concessórios poderá ser feita com base no volume exportado (“fluxo físico”) e nos valores obtidos com a exportação, desde que a empresa informe as alterações e haja agregação de valor.

Fonte: Agência Sebrae

 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

BB usa site para inserir empresas

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Stênio Ribeiro

Líder do mercado em apoio financeiro às exportações e às importações, o Banco do Brasil dedica atenção especial às micro, pequenas e médias empresas, com o objetivo de integrá-las ao mercado internacional e de contribuir para a criação e a disseminação da cultura exportadora, afirma o diretor de Comércio Exterior da instituição, Nilo José Panazzolo. Para tanto, o BB lançou, há 2 meses, o Brasil WebTrade, espécie de loja virtual que substituiu o Balcão de Comércio Exterior, que funcionava desde 2003.

Segundo Pazannolo, a adoção do comércio eletrônico (e-commerce), tem o objetivo de potencializar a inserção das pequenas empresas no mercado, "o que já está acontecendo". Para exemplificar, ele disse que a média mensal de negócios realizados no Balcão de Comércio Exterior girava em torno de US$ 396 mil até o último mês de outubro. Com o portal BWT, a média de negócios em novembro e dezembro saltou para US$ 824 mil, aumento de 110%. "Portanto, apesar do pouco tempo, os resultados têm sido expressivos", ressaltou Pazannolo.


O Brasil WebTrade funciona como um espaço de exposição dos produtos brasileiros, sem custos adicionais ao empresário, e concentra em um só ambiente de comércio soluções em logística, pagamentos e documentação necessária. O cliente mostra fotos e faz a descrição de seus produtos e é assistido em todas as fases da venda para o exterior, do anúncio ao fechamento de câmbio, explicou o diretor do BB. O portal de comércio eletrônico do BB já tem mais de 11 mil empresas cadastradas, todas habilitadas a realizar transações de exportação e importação.

O BWT permite operações de exportação até o valor de R$ 50 mil, na modalidade Declaração Simplificada de Exportação, e as importações podem ser pagas de maneira simplificada, com cartão de crédito ou por ordem de pagamento. Como tem apenas dois meses de funcionamento, o portal de comércio eletrônico do BB ainda é pouco difundido no país. Por isso, a direção do banco pretende apresentá-lo, ao longo do ano, nos encontros regionais de comércio exterior (Encomex) promovidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, bem como em simpósios e congressos do BB em parceria com o Sebrae e com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

Além do apoio às pequenas empresas, Pazannolo destaca que a estratégia permite ampliar a carteira de clientes, diversificar mercados e, principalmente, aumentar a competitividade das empresas. Segundo ele, isso significa que "fortalecer a internacionalização pode contribuir para a dinamização do crescimento e para o desenvolvimento socioeconômico do país, com reflexos diretos sobe os níveis de emprego e renda".

Para ele, não se pode ignorar o crescimento da internet como plataforma de negócios. "O momento é oportuno para empreender no e-commerce, especialmente para os micro e pequenos empresários." No entanto, ressaltou Pazannolo, parte considerável do empresariado ainda esbarra na desconfiança em relação à segurança das operações online.

Fonte: A Gazeta

Cresce uso do Cartão BNDES por micro e pequenas empresas

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De janeiro a novembro de 2009, valor desembolsado foi de R$ 2,2 bilhões

Xeyla Oliveira

Brasília - Há 15 anos, o empresário Lauro Jurgeaitis atua no setor de informática na capital do País. Ao analisar diferentes linhas de crédito para compra de material, Lauro optou por adquirir o Cartão BNDES. “Passei a utilizar o cartão em 2008, com limite inicial de R$ 15 mil. Hoje posso utilizar o valor máximo disponível na agência bancária, que é de R$ 100 mil. E melhor, pagando juros de 1% ao mês”, comemora.

Lauro integra o grupo de empresários de micro e pequenas empresas que, em 2009, colaborou para o crescimento de 299% em relação a 2008 dos recursos desembolsados pelo cartão. O empresário é proprietário da L2I Informática e Serviços Ltda, que atende especificamente o governo, e da CDI Informática e Serviços Ltda, aberta ao público em geral. Ambas localizadas no centro comercial de Brasília. “Entre as principais vantagens do cartão estão o rápido retorno e disponibilidade da parcela paga ao limite total, além da baixa taxa de juros cobrada”, afirma.

Até o último mês de novembro, os financiamentos com o cartão somaram R$ 2,2 bilhões. Nos 11 primeiros meses de 2008, esse número foi de R$ 736 milhões, segundo informação do presidente do BNDES, Luciano Coutinho. No mesmo período comparativo citado acima, o número de operações realizadas com o cartão quase triplicou, passando de 52.984 para 152.074.

Para o especialista da área de Serviços Financeiros do Sebrae, Roberto Marinho, os resultados alcançados pelo cartão são significativos. Ele explica que, devido à crise internacional, as MPE passaram a procurar e utilizar formas rápidas, seguras, baratas e, sobretudo acessíveis. “Os números do Cartão BNDES são muito expressivos. O crescimento tem ocorrido de forma sistemática e a facilidade com que opera tem sido motivo de grande alento para os empresários de micro e pequena empresa”, disse.

O Bradesco, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Banco Nossa Caixa e o Banrisul são, atualmente, os bancos emissores do Cartão BNDES. As condições financeiras em vigor são: limite de crédito de até R$ 1 milhão por cartão, por banco emissor; prazo de parcelamento de 3 a 48 meses; e taxa de juros pré-fixada (informada na página inicial do Portal do BNDES).

Acesso à inovação

Outro destaque de 2009 foi a criação do Programa BNDES de Sustentação do Investimento (PSI), que reduziu os juros para o setor de bens de capital. O programa ajudou na expansão dos desembolsos para micro e pequenas empresas, que atingiram R$ 16,5 bilhões em 2009, aumento de 23,8% em relação a 2008.

O PSI foi criado em 2009 pelo banco para apoiar as empresas no desenvolvimento da capacidade para empreender atividades inovadoras, além de apoiar projetos de inovação de natureza tecnológica que envolvam risco tecnológico e oportunidades de mercado. "A inovação tem que estar constantemente prevista na agenda dos empresários. Quando percebem a relevância de investir em tecnologia e inovação, o PSI tem se demonstrado uma boa alternativa”, explica Roberto Marinho.

Serviço:

Agência Sebrae de Notícias - (61) 2107- 9362 e 3348-7138 - www.agenciasebrae.com.br

Cartão BNDES - www.bndes.gov.br

 

 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Espírito Santo já tem 100% dos municípios com Lei da pequena empresa regulamentada

Notícias

Estado é o primeiro a conseguir esta marca e, agora, dirige o foco de suas ações para a prática efeitiva da lei; em segundo lugar está Mato Grosso, com 80,85% dos seus municípios com a lei regulamentada, e em terceiro o Paraná, com 62,91%

Dilma Tavares

Divulgação

Marechal Floriano foi o último município do Estado a regulamentar a lei

Brasília - O Espírito Santo é o primeiro Estado do País a ter 100% dos seus municípios com a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06) regulamentada. Ao todo são 78 municípios, sendo que o último a adotar a legislação foi Marechal Floriano, em 24 de dezembro passado.

Conforme o gerente de políticas públicas do Sebrae/ES, Fernando Estevez Gadelha, agora o trabalho será focado especialmente na prática da lei, ação que começou em 2009 e será potencializada em 2010. “A lei só atinge seus objetivos se for praticada”, lembra.

De acordo com Gadelha, esse trabalho reúne estratégias do Sebrae/ES e ações realizadas por meio de parceria em âmbito nacional feita pelo Sebrae com a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e que visa ampliar a regulamentação da lei nas regiões metropolitanas.

A iniciativa contou com seminários de sensibilização para a regulamentação e continua com cursos para gestores públicos sobre compras governamentais, Empreendedor Individual e formação de Agentes de Desenvolvimento.

O trabalho também prevê apoio técnico para a formação e a operacionalização de comitês gestores da lei nos municípios. Segundo Gadelha, este modelo já vem sendo trabalhado em sete municípios do Espírito Santo - Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Guarapari, Viana e Fundão. Ainda em janeiro, disse, os trabalhos deverão ser expandidos para mais 12 municípios: Aracruz, Linhares, São Mateus, Nova Venécia, Colatina, Santa Maria de Jetibá, Achieta, Cahoeiro de Itapemerim, Alegre, Castelo, Venda Nova do Imigrante e Afonso Cláudio.

Para o gerente, definição de estratégias, mobilizações e acompanhamento dos processos são essenciais para o sucesso da lei. “Foi assim que o Espírito Santo alcançou 100% dos seus municípios com a Lei Geral regulamentada”. O trabalho começou com o estabelecimento da meta pelo Sebrae/ES e incluiu desde o apoio às prefeituras na elaboração de projetos regulamentando a lei até a publicação de material informativo, mobilizações e capacitação de pessoal, além do acompanhamento dos processos.

Ranking nacional

O segundo lugar no ranking nacional da regulamentação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa é ocupado por Mato Grosso, com 114 dos seus 141 municípios já enquadrados, o que representa 80,85% do total. Em terceiro lugar está o Paraná, aonde a Lei Geral já chegou a 251 dos seus 399 municípios, representando 62,91% do total. Proporcionalmente estes são os Estados com maior número de cidades com a lei regulamentada até agora.

Em todo o País, até a tarde desta quarta-feira (13), a lei encontra-se regulamentada em 1.222 municípios brasileiros, o que representa apenas 21,96% do total do País. A meta do Sebrae para 2010 é que esse número avance para 1,7 mil cidades. Com este objetivo a Instituição realiza diversas ações, incluindo parcerias com entidades municipalistas, como com a Frente Nacional de Prefeitos.

Nos demais estados, os percentuais de municípios com a lei já regulamentada são os seguintes: Rio de Janeiro, 59,78%; Ceará, 42,93%; Rondônia, 42,31%; Rio Grande do Norte, 38,92%; Amapá, 31,25%; Rio Grande do Sul, 29,03%; Santa Catarina, 23,54%; Acre, 22,73%; Amazonas, 17,74%; Alagoas, 17,64%; Pernambuco, 17,30%; Goiás, 14,63%; São Paulo, 14,57%; Mato Grosso do Sul, 14,10%; Maranhão, 11,06%; Sergipe, 9,33%; Minas Gerais, 7,27%; Tocantins, 7,19%; Roraima, 6,67%; Paraíba, 4,48%; Pará, 2,79%; Bahia, 2,40%; e Piauí, 2,24%.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7138 e 2107-9362

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Fonte: Agência Sebrae

Recuperação judicial bate recorde em 2009

Notícias

Analistas apontam o mecanismo de recuperação judicial, criado na Lei 11.101 de 2005, como um dos heróis da crise econômica, funcionando como uma espécie de para-choque e evitando o pior

Daniel Haidar

No horizonte de 2010 sobram previsões otimistas de crescimento econômico que estimam alta do Produto Interno Bruto (PIB) superior a 5%. Mas o ano de 2009 serviu de provação à economia brasileira.

Analistas apontam o mecanismo de recuperação judicial, criado na Lei 11.101 de 2005, como um dos heróis da crise econômica, funcionando como uma espécie de para-choque e evitando o pior.

"Mostra que tivemos um período muito difícil, mas empresas continuaram existindo. A recuperação foi um colchão de segurança durante a crise", diz o assessor econômico da Serasa, Carlos Henrique de Almeida.

A expansão das requisições de recuperação à Justiça mostram a importância desse colchão. O número de pedidos de recuperação judicial atingiu patamar recorde em 2009 desde que o mecanismo foi criado em junho de 2005, segundo o indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações.


Foram 670 requerimentos de recuperação judicial em todo o país no ano passado, com crescimento de 115% em relação a 2008. Em 2005 foram 110, e em 2006, 252.

Cerca de 54% das solicitações de 2009 estão relacionadas a micro e pequenas empresas, contra 29% de empresas médias e 16% de grandes. As nanicas são maioria entre os pedidos, mas esse número poderia ser ainda maior. Custos elevados com planos de recuperação limitam um uso maior do mecanismo por empresas pequenas.

Ainda assim, a nova lei de falências serviu para manter empregos e assegurar contratos. "A nova lei permitiu que várias empresas que estavam em situação de liquidez apertada tivessem a chance de se acertar", destaca o advogado Thomas Felsberg, presidente do conselho da TMA Brasil, associação que reúne profissionais especializados em recuperação de empresas.

Negociação

Mesmo com a demissão de mais de três mil trabalhadores, a crise pela qual passou o frigorífico Independência poderia ter sido pior. A empresa pediu recuperação judicial em março de 2009 com dívidas de mais de R$ 3 bilhões com trabalhadores, instituições financeiras e fornecedores.


O plano de recuperação está em andamento, com a previsão de pagamento das dívidas, mas só foi viabilizado com uma boa negociação com bancos credores, como o JP Morgan, que aceitaram receber valor menor ao que era devido.

"Isso ajudou muito", destaca o administrador judicial da empresa, Fernando Chad.

Falência

O caminho de uma recuperação econômica também pode não acabar bem. Se mal sucedida, o juiz pode decretar falência da devedora. Mas até em número de falências decretadas, o_Brasil apresenta bom panorama.

A quantidade de falências decretadas caiu no ano passado ao menor patamar (908 casos) desde que o levantamento começou a ser feito em 1991. Em 1997, foram 6.508 casos, a maior quantidade da série histórica.

Em parte, a redução se deve à possibilidade de empresas recorrerem à recuperação judicial e a exigências mais restritas para que credores possam pedir a falência de uma devedora. Afinal, pedir falência funcionava mais como um instrumento de pressão por parte de empresas que tinham dívidas a receber.


Fonte: Agência Sebrae

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Atenção a consórcio para exportação

Notícias

OPNIÃO

Da Redação

Desde 1997 vimos batendo na tecla da criação de consórcios, em diversos setores. E sustentando que esta é uma das duas maneiras práticas de se inserir as pequenas e médias empresas no comércio exterior. A outra é através de Trading Company, sendo desnecessário se comentar a respeito, já que sua atuação é bastante conhecida. É de conhecimento geral que as pequenas empresas, em vários países, principalmente dentre os mais desenvolvidos, representam parcela considerável do comércio exterior. E sabemos que no Brasil elas representam pouco. Segundo avaliações de nossos experts elas perfazem cerca de 3% em valor. A quantidade total de exportadores gira ao redor de 17 mil, num universo de mais de 5 milhões de empresas. Outro dado infeliz é que apenas umas 200 empresas representam cerca de 70% de nosso comércio exterior.

Não se pode crescer no comércio internacional mantendo esses números. O resultado é o nosso constrangedor volume de exportações, de cerca de 10% do PIB, representando irrisórios cerca de 1% do comércio mundial, que nos acompanha já há muitos anos. Principalmente que já representamos 2,37% em 1950.

Para nós que participamos do consórcio da criação da exportação de frangos congelados em meados da década de 70, é uma tristeza ver que outros produtos não conseguem ter o mesmo destino, iniciando a sua exportação ou incrementando-a. E sem poder ter o sucesso que o nosso teve, partindo de nenhuma exportação para os atuais 3,3 milhões de toneladas de penosas, com quase US$ 5 bilhões. Em 2008, 3,3 milhões de t e quase US$ 6 bilhões.

Já que não funcionaram os que foram tentados, seria útil voltar ao passado e resgatar um pouco da nossa história. De modo a reduzir a herança maldita de um país sem memória. E de forma a nos tornarmos, algum dia, um player de peso no mercado internacional.

E como ele deve funcionar? A nós parece indispensável, como participante do mais bem sucedido, a União dos Exportadores de Frango (Unef), obediência aos requisitos:

1) a primeira coisa é que não poderá ser de infinitas empresas, mas de um número máximo de 10 a 15 empresas e, obviamente, de desenvolvimento mais ou menos homogêneo.

2) deve ser democrático, ou seja, deve prevalecer a vontade de todas.

3) a participação acionária deve ser igualitária entre as empresas, independente do tamanho e participação de cada uma.

4) a participação, quanto à parcela do produto a ser exportado, deverá ser de acordo com a capacidade de produção de cada uma. Esta parcela deve ser definida em reunião antecipada, de preferência para um futuro de médio prazo como alguns meses, para orientar as vendas futuras.

5) O esforço exportador e de união do consórcio deve ser contínuo, e não deve ser dirigido ao sabor do mercado, ora externo ora interno, dependendo das condições de preço oferecidas. Conquistar um cliente é muito difícil e que reconquistá-lo é quase impossível.

6) A rivalidade deve ficar restrita ao mercado interno. A união no campo externo deve ser total e as empresas devem agir, dentro do consórcio, como hermanitos, e nunca queimarem-se na perigosa fogueira das vaidades.

7) A produção deve ser, de preferência, uniforme, e é bom que se tenha marca única. Embora os exportadores sejam os próprios produtores, sendo o consórcio um escritório central de vendas, é como se o fabricante fosse único.

Era assim que funcionava a mãe dos consórcios, a Unef. E é por isso que ela deu certo. E o Brasil é hoje o maior exportador mundial de frangos, com 45% do mercado planetário.

A Unef não existe mais, foi extinta em 1985, após cumprida sua missão histórica. Ninguém que exporta milhões ou bilhões de dólares, como nossos dois principais exportadores, precisa de um escritório central de vendas. Mas o exemplo ficou, e se deu certo com um produto certamente daria com outros.

É preciso registrar que o consórcio não deve ser encarado como a salvação da lavoura, ou da granja. Em virtude dos pontos colocados acima, existe sempre a possibilidade do consórcio não ser bem sucedido se não for bem administrado.

Os consórcios de exportação devem voltar para ajudar o Brasil a melhorar o comércio exterior.

Fonte: DCI

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

As principais características de um empreendedor de sucesso

Notícias

Histórias de quem abriu a própria empresa e conseguiu um lugar ao sol

Marcus Vinicius Pilleggi

Os segredos do empreendedorismo podem ser descobertos por qualquer pessoa e de qualquer idade. Não é incomum sonhar em seguir as próprias ordens e cuidar do próprio nariz. Fundar um negócio e ser patrão de si mesmo, contudo, pode ser mais complicado do que se imagina. Não basta apenas ter uma boa ideia, é preciso entender o mercado e manter-se atualizado, para que o negócio encontre possibilidades de crescimento.

Para Sergio Diniz, consultor do Sebrae-SP, o empreendedorismo é um conjunto de comportamentos e hábitos. "Antigamente, imaginávamos que o empreendedor nascia empreendedor, mas hoje sabemos que as características de um empresário de sucesso podem ser adquiridas com capacitação adequada."

Quem deseja abrir o próprio negócio deve se informar, antes de mais nada. É preciso conhecer o mínimo a respeito da atividade que se pretende desenvolver e do mercado no qual quer se envolver. Familiarizar-se com aquilo que se deseja vender, seja o que for, é essencial. "O empreendedor precisa aprender sempre. Conhecer seu ramo de atividade. Dominá-lo", ressalta Diniz.


Parte desta capacitação, esclarece o consultor, vem da organização dos recursos do negócio. Todos eles: humanos, financeiros e materiais. Um exemplo. O empreendedor não pode confundir o dinheiro da empresa com o seu dinheiro pessoal. Segundo Diniz, esse é um erro comum. É preciso atentar, também, para a escolha do sócio, discutir as expectativas e o papel de cada um no empreendimento. "Às vezes é mais complicado que muito casamento", brinca o consultor.

Sérgio Diniz apontou as principais características que um empreendedor deve ter, se preza pelo sucesso de seu negócio. São elas:

1. Iniciativa: a busca constante por oportunidades de negócios. Estar sempre atento ao que acontece no mercado em que vai atuar;

2. Perseverança: as dificuldades vão acontecer, até porque o empresário de micro e pequena empresa muitas vezes é solitário. "Não se pode desistir", insiste Diniz;

3. Coragem para correr riscos: arriscar-se faz parte do ato de empreender. Diniz ressalta que correr riscos é diferente de correr perigo. O empreendedor corre perigo quando está desinformado. Se tem as informações, pode tomar decisões complexas com risco calculado;

4. Capacidade de planejamento: ter a visão de onde está, onde quer chegar e o que é preciso fazer. Criar planos de ações e priorizá-las dentro do negócio. Monitorar, corrigir e rever. "Isso pressupõe que se avalie as melhores alternativas para alcançar seus objetivos estabelecidos durante o planejamento", afirma o consultor;

5. Eficiência e qualidade: as pequenas empresas dispõem de menos recursos, então precisam garantir que eles sejam bem aproveitados. É preciso conquistar o cliente, o público alvo e direcionar os esforços;

6. Rede de contatos: é importante participar de eventos e feiras relacionados ao seu produto. Lembre-se também de que ambientes informais ajudam a formar bons contatos. "A gente começa a desenvolver nossa rede de contatos com a família, amigos, vizinhos e antigas experiências”, diz Diniz. “Deve-se trazer isto para a sua realidade de negócio."

7. Liderança: "O empreendedor deve ser o líder na sua empresa", afirma Diniz. Ele deve ser um bom ouvinte e deve saber estimular permanentemente a equipe, motivá-la e deixá-la comprometida. "Ele deve também ser um gestor de pessoas", completa o consultor.

Experiência e juventude fundem-se em escritório de advocacia

Os laços familiares uniram os advogados Rodrigo de Souza e Alexandre Moraes e Souza, pai e filho. Há 20 anos, eles juntaram a experiência de Rodrigo com a energia de Alexandre, em vias de se graduar naquela época, e deram início a um novo empreendimento. "Meu pai era empregado de uma empresa e ficava muito tempo fora de casa. Quando estava próximo de me formar ficou a dúvida do que fazer. Escolhemos ser donos dos nossos narizes", lembra Alexandre. Os dois alugaram uma sala comercial no Rio de Janeiro e começaram a trabalhar com antigos clientes do pai e, por fim, fundaram o escritório de advocacia e consultoria jurídica Moraes & Souza.

O começo não foi fácil. Para Alexandre, a principal dificuldade foi tornar a empresa conhecida no mercado. "Tem que trabalhar muito, mas se você tem um bom produto e um bom serviço, se procura se atualizar constantemente, seu negócio decola". O advogado ainda ressalta que é preciso saber separar trabalho e família, ou seja, o tratamento deve ser o mesmo entre todos dentro da empresa, e prezar sempre pelo profissionalismo. “Ali dentro, somos todos profissionais trabalhando, não família.”

Atualmente, o escritório conta com oito funcionários. O negócio que começou em apenas uma sala comercial agora ocupa quatro delas, todas próprias, e a intenção é ter um andar inteiro em breve. Mesmo com as dificuldades, Alexandre, hoje com 44 anos, diz que não trocaria sua vida com a de ninguém, e que se precisasse faria tudo de novo.

Quanto a ser o seu próprio patrão, Alexandre é categórico. "O espírito de empreendedor é a liberdade, vontade de trabalhar e também de enriquecer. Tem de estar à frente do negócio, porque como diz um ditado de fazenda, 'o olho do dono é o que engorda o gado'", afirma. Para ele, a independência de ser empreendedor vale cada sapo engolido e cada obstáculo enfrentado. Apesar de agora o escritório ter muito mais estabilidade do que quando começou, o empresário diz que não dá para ter 100% de certeza. "Tenho que estar sempre inovando, ter diferencial. Se você trabalhar bem, de forma honesta, a tendência é seu negócio prosperar", acrescenta.

Filhos aprendem a empreender com o pai

A relação familiar também se fez presente na Vilaseca Assessoria de Arte. A loja que hoje oferece serviços de conservação e valorização de obras de arte, começou vendendo molduras feitas à mão pelo artesão espanhol Jaime Vilaseca, 63 anos, que fundou a empresa há 40 anos, quando era recém-chegado ao Brasil. Os filhos Jaime, Roberta e Manuela Vilaseca começaram a trabalhar na loja por incentivo do pai e deram novo fôlego ao empreendimento.

Antes de trabalhar com o pai, Jaime Vilaseca Filho, 28, teve uma loja de produtos de artesanato. "Eu vi que tinha dom para negócios e gestão. Sempre trabalhei para mim mesmo, nunca tive chefe e sempre aprendi tudo com meu pai". Ele considera que empreendedorismo é algo nato, um talento com o qual a pessoa nasce, independente de formação.

Para Jaime Filho, quando se decide abrir um negócio próprio, é preciso conhecer bem o mercado em que se pretende atuar. "É importante conhecer o posicionamento do seu negócio no mercado, saber buscar fornecedores, definir público alvo e saber administrar. Não adianta só ter uma grande ideia". Para ele, a vantagem de ser o próprio patrão é a flexibilidade de tempo. Assim, ele tem mais tempo para a família e até mesmo para pensar em outros projetos. A grande responsabilidade e a aparente instabilidade podem ser vistas de forma negativa, mas Jaime Filho acredita que se pode coordenar tudo, desde que se trabalhe direito.

Atualmente, a Vilaseca Assessoria de Arte tem três lojas no Rio de Janeiro e 28 funcionários. O empresário já tem em mente outro negócio, que veio com o grande contato com a arte. "Tenho um projeto pessoal de abrir uma galeria de arte", encerra.

Empresário junta sua experiência com o conhecimento administrativo da irmã para fundar empreendimento

Marcelo Moreira, natural de Niterói, no Rio de Janeiro, trabalhava em uma loja de decoração de interiores na capital fluminense quando seu antigo patrão resolveu vender a sua parte da sociedade. Com algum dinheiro guardado, Marcelo resolveu comprar a parte do patrão e, por oito anos, manteve-se à frente da loja Fase Atual. Com a experiência adquirida, decidiu abrir o próprio negócio em sua cidade natal.

Para criar o empreendimento, Marcelo chamou a irmã Patrícia para ser sua sócia e deu início à Abitari, especializada em decoração de interiores. "Eu era contadora e trabalhava em um escritório de contabilidade. Era burocrática, não tinha experiência nenhuma com público", diz Patrícia. Segundo ela, contudo, era justamente por isso e por sua experiência administrativa que Marcelo a quis na sociedade, porque ele dizia não entender nada desse assunto.


Patrícia lembra que a maior dificuldade foi realmente começar o negócio. "Muita gente do ramo já conhecia o Marcelo, mas mesmo assim o conheciam com outra proposta. Estávamos começando do zero. Era outra cidade, outro nome", relembra. Para firmar a marca, Patrícia diz que ela e Marcelo responsabilizam-se por 90% dos contatos realizados com clientes e fornecedores. Marcelo focou-se nos clientes, enquanto Patrícia, nos fornecedores.

A Abitari está no mercado há três anos e hoje possui dois funcionários, além dos donos. Patrícia considera que a sociedade entre irmãos ajudou muito, pela relação ser mais aberta e sincera. Para ela, mesmo com o rendimento variável e instável, a ideia de gerir o próprio negócio é maravilhosa, porque pode-se ousar mais. "Você lida diretamente com o público; eu sei exatamente o que estão querendo. Você impõe suas próprias regras. É seu próprio intermediador."

Colegas de faculdade criaram seu próprio negócio logo depois de se formar

No final da faculdade, as amigas Carolina Azevedo, Raquel Bianchi e Júlia Maciel já executavam trabalhos e projetos de design como freelancers no Rio de Janeiro. Nessa época, perceberam que tinham boa sintonia de trabalho e resolveram fundar a Bloom Design assim que se formaram.

"A ideia começou há seis anos, quando éramos universitárias", diz Júlia."Estagiávamos em lugares diferentes, mas começamos a trabalhar juntas em tempos vagos, e vimos que estava valendo mais a pena que estagiar". Logo que iniciou seus serviços, a Bloom Design era um grupo de três universitárias em uma sala que fazia projetos de design. Hoje, é uma empresa de publicidade multimídia, com 15 funcionários fixos, sem contar os freelancers, que variam muito de trabalho para trabalho.

Júlia diz que, no começo, a maior dificuldade foi com o preconceito por serem muito novas. "A gente tinhaque provar mil vezes que era capaz. É um meio com muita concorrência, mas agora o nosso portfólio fala por si só", diz. As três amigas, hoje com 28 anos, dividiram-se na empresa. Carolina é a diretora de arte, Raquel, a diretora financeira e Júlia é diretora de atendimento e planejamento.

Para Júlia, a aparente instabilidade de ser dona do próprio negócio é desafiadora. "É a sua energia que move o seu negócio. E nós temos certeza que o nosso negócio é muito bom", completa.


Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios