quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Especial Sped: proteção governamental

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A garantia da segurança das informações transmitidas via Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) não depende exclusivamente da empresa. A Receita Federal, do outro lado, deve estar preparada para garantir a integridade dos dados.

De acordo com o supervisor de Tecnologia do Sped para a Receita Federal, Eduardo Bruno Machado, o órgão adotou a certificação digital em 2004 e a preocupação com o sigilo já virou hábito. “Dentro da Receita, a segurança é garantida por uma política com termos rígidos. Além do uso do certificado, toda a rede é criptografada e há estrutura e controle para determinar quem pode acessar o quê”.

Embora cada pilar do projeto - Nota Fiscal Eletrônica, Escrituração Fiscal Digital e Escrituração Contábil Digital - possua a própria sistemática de atuação, todos têm como característica o conteúdo fixo dos arquivos recebidos devido à imutabilidade conferida pela assinatura das empresas. Os dados disponíveis na web só podem ser consultados com a utilização da chave de 44 caracteres, dos quais os últimos quatro algarismos são gerados pela companhia. “ Nada é feito por ‘usuário e senha’”, explicou.

Os documentos acessados são devidamente notificados à empresa - inclusive mencionando quem os visualizou -, entretanto Machado assegura “que a Receita não o faz por e-mail em hipótese alguma”. Ainda segundo o supervisor, o armazenamento dos dados tem período de cinco anos, mais o ano corrente da sua geração, e é feito em equipamentos de alta Tecnologia constantemente monitorados.

A principal recomendação de Machado é que qualquer empresa, seja ela de pequeno ou médio porte, preocupe-se em ter controle sobre as informações. Como exemplo, assim como se tranca um gaveta para guardar um documento de conteúdo sigiloso em papel, isso deve ser feito no ambiente digital. “A segurança não é uma ação, é uma política”, disse.

Fonte: Financial Web 

Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas ainda tem desafios

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Principais avanços da lei, implementada há três anos, foram a desburocratização no pagamento de impostos com o Simples Nacional

Da Agência Estado

Três anos após entrar em vigor, a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, que trouxe mudanças para o segmento, ainda tem desafios a vencer. Apontado como solução para diminuir a carga tributária dos pequenos empreendimentos, o Simples Nacional (ou Super-Simples) é a face mais conhecida desse estatuto - e caminha bem, com a adesão de 3,3 milhões de empresas. Outros aspectos da lei, no entanto, ainda patinam. É o caso da regulamentação da Lei Geral nas esferas estadual e municipal, uma medida necessária para fazer valer benefícios da legislação nas cidades e Estados.

Até dezembro, segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 1.173 dos mais de 5.536 municípios do país, ou cerca de 21%, tinham regulamentado localmente a Lei. Apenas 11 dos 26 Estados fizeram o mesmo. "Essa adesão representa quase 60% da população economicamente ativa do país", comenta o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto. O objetivo da entidade é chegar ao final de 2010 com 1,7 mil municípios com a Lei Geral das Microempresas regulamentada.

A implementação do estatuto da MPE nos Estados e municípios é apenas um dos desafios do Sebrae para o próximo ano. Outras criações da Lei de 2006, como uma linha de crédito especial para optantes do Super-Simples e a obrigatoriedade da destinação de 20% dos recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para microempresas, não saíram do papel. Segundo o advogado tributarista do Centro de Orientação Fiscal (Cenofisco), Lázaro Rosa da Silva, a possibilidade de ter crédito mais fácil atraiu muitos empresários para o Simples. "Até agora, no entanto, nada foi operacionalizado", afirma. O advogado diz, porém, que o novo regime tributário simplificou procedimentos de apuração e pagamento dos tributos, facilitando a vida dos microempreendedores.


Outro benefício da legislação que avançou nos últimos anos foi o acesso das MPEs às compras governamentais. A Lei Geral criou tratamento diferenciado para essas companhias, com vantagens como maior prazo para regularização de documentos e preferência em caso de empate de ofertas. Segundo o Sebrae, a participação das MPEs nas compras do governo saltou de 8%, em 2006, para 28%, em 2008. Em agosto deste ano, chegou a 29%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Lei das pequenas avança no País

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O País já tem 1.173 municípios com a Lei Geral regulamentada, o equivalente a 21,09% dos total de cidades no Brasil

Luciele Velluto

Dos 645 municípios paulistas, 94 fizeram a implementação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas em três anos de existência da legislação. Essas cidades abrigam quase a metade das micro e pequenas empresas paulistas, de acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP). “O que é preciso analisar não é a quantidade de municípios, mas a qualidade da implementação da Lei Geral em São Paulo. Temos quase 50% das micro e pequenas empresas sendo beneficiadas, ou seja, 700 mil das 1,5 milhão de empresas são atendidas pela lei”, comenta Ricardo Tortorella, diretor-superintendente do Sebrae-SP.

Para Juliana Ono, diretora de Conteúdo da consultoria Fisco Soft, essa situação pode melhorar. “Analisando sob o prisma da realidade do País, que tem grandes diferenças regionais, esse número é bom porque existem municípios pequenos que não têm condições de legislar e levar os benefícios para empresas locais, isto é, São Paulo está no caminho certo, mas os entes públicos precisam se esforçar para aumentar a regulamentação da lei.”

A Lei Geral foi criada para que as micro e pequenas empresas tenham um regime de tributação enxuto, que una impostos federais, estaduais e municipais (Simples Nacional e o Empreendedor Individual) e facilitar o acesso a crédito e às compras governamentais, incentivos a exportação, inovação e redução de burocracia.

Para Tortorella, em todo o País falta o incentivo à inovação para as empresas pequenas. “Também falta mais acesso à Justiça e às exportações. A cada R$ 100 milhões faturados em vendas para o exterior, apenas 1,2% é das micro e pequenas”, diz.

O País já tem 1.173 municípios com a Lei Geral regulamentada, o equivalente a 21,09% dos total de cidades no Brasil. Entre os Estados, o mais adiantado é o Espírito Santo, com 93,59% dos municípios adequados à lei. O segundo lugar é do Mato Grosso do Sul, com 74,47% (veja gráfico).

Outro destaque nacional é o crescimento da participação das micro e pequenas empresas nas compras governamentais, que passou de 8% em 2006 para 28% em 2009.

“Alguns municípios têm trabalhado de forma a dar preferência para o pequeno fornecedor. Há espaço para o pequeno e o grande”, diz Tortorella. Essa é uma das vantagens da lei, na opinião de Valmir Brito, especialista tributário do Centro de Orientação Fiscal (Cenofisco). “As micro podem participar de uma licitação sem a necessidade de apresentar tantos documentos”, diz ele.

A meta para 2010, de acordo com o Sebrae nacional, é que a lei seja regulamentada em 1,7 mil cidades. No caso do Microempreendedor Individual, há 100 mil inscritos e o objetivo é chegar a 1,7 milhão no próximo ano.

Fonte: Jornal da Tarde

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

É preciso ter atitude

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É preciso ter perfil, características que fazem toda a diferença para planejar, metas, redes de contato, buscar oportunidades e correr riscos calculados

Da Redação

O superintendente do Sebrae/RS, Marcelo Lopes, analisa aqui as virtudes que um empreendedor precisa ter, as necessidades que devem ser supridas e o que a entidade pode fazer para os micro e pequenos empresários. Confira:

Pergunta: Qual a principal virtude do empreendedor de primeira viagem, o que quer montar um negócio próprio, cuidar do seu próprio nariz?

Resposta: A principal virtude é a sua predisposição a assumir riscos e valorizar as ideias que podem ser transformadas em bons resultados.

Mas, vale lembrar, que muitas coisas são importantes para quem está começando um negócio e que o comportamento empreendedor é o fundamental.

É preciso ter perfil, características que fazem toda a diferença para planejar, metas, redes de contato, buscar oportunidades e correr riscos calculados.

As mais observadas nos empreendedores de sucesso são criatividade, iniciativa, persistência, comprometimento, especialização, exigência de qualidade e eficiência, dedicação, atitude estratégica, organização, independência e autoconfiança.

No Brasil, segundo a pesquisa Global Enterpeneurship Monitor (GEM 2008), a estimativa é de 14,644 milhões de indivíduos empreendedores, por oportunidade ou por necessidade.

Pergunta: O que o Sebrae pode fazer por ele? Cursos? Consultoria? Orientação?

Resposta: O Sebrae/RS tem como missão apoiar os negócios de pequeno porte em todas as etapas da vida dos empreendimentos.

Do nascimento à sua consolidação no mercado. Para isso, a instituição dispõe de várias soluções que podem auxiliar quem está começando uma nova atividade. São cursos, treinamentos, consultorias, palestras, seminários e publicações.

Biblioteca Online, Oficina de Plano de Negócios e Curso Empretec (ver quadro) são alguns bons exemplos dos serviços que prestamos a quem quer entrar e apostar no mundo do empreendedorismo.

O atendimento é feito de forma individual ou coletiva e de modo presencial ou à distância, para garantir uma gestão competitiva, eficiente e moderna. É importante que se indique as soluções adequadas às necessidade do empreendedor.

Pergunta: Como o Sebrae/RS pode acompanhar o empreendedor ou microempresário no desenvolvimento do negócio?

Resposta: O empreendedor pode se integrar a algum projeto de atendimento coletivo, dependendo da região e setor de atividade, ou ainda através do atendimento individual prestado em todo Estado, por meio das consultorias, assessorias e cursos especializados.

Os projetos desenvolvidos no atendimento coletivo assistem a mais de 3,5 mil micro e pequenas empresas em 41 projetos coletivos na indústria. No setor de comércio e serviços, contemplam 25 projetos e no agronegócio em 32.

Pergunta: Quais os setores com mais probabilidades de sucesso ou isso depende das iniciativas de cada empreendedor?

Resposta: Não existe a ideia de ouro, mas sim a oportunidade bem explorada. A exploração de uma oportunidade depende da vontade e do talento de cada empreendedor para compreender o que está fazendo, identificar verdadeiramente os concorrentes, os clientes, os fornecedores, recolher informações e organizá-las para saber o que o mercado deseja. É possível aprender a empreender. E isso se faz a cada diz, a todo momento, com dedicação, vontade e determinação.

Pergunta: No RS, quais tipos de empreendedores e quais tipos de negócios tiveram mais sucesso?

Resposta: Os negócios de mais sucesso são aqueles que têm uma gestão profissional, cuidadosa, com respeito ao cliente, que buscam a melhoria contínua através da inovação em seus produtos e processos - independente de serem uma padaria ou uma consultoria em Tecnologia da Informação (TI).

A pesquisa Global Entrepeneurship Monitor (GEM 2008) comprovou que somente 3,3% têm capacidade para lançar produtos novos.

A inovação pode ser praticada na forma de oferecer o serviço ou, na sua melhor interpretação, na introdução de um método diferenciado de produção ou de gestão, na implementação de um método de marketing, em novas rotinas e novos procedimentos.

Inovação é condição essencial para a competitividade.

Pergunta: Quem procura o Sebrae/RS já chega com intenções bem definidas de montar o seu próprio negócio ou busca apenas sugestões?

Resposta: Esta questão é bem variada. O Sebrae é conhecido por impulsionar os pequenos empreendedores e é assim que é visto pelos interessados. Todas as pessoas que nos procuram sabem que podemos dar todas as informações necessárias para se montar um negócio.

CONTATOS COM O SEBRAE/RS

0800 570-0800 - atendimento gratuito de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h;

www.sebrae-rs.com.br - o visitante pode fazer download de publicações no link Estudos e Pesquisas;

www.sebrae-rs.com.br/asn - Agência Sebrae de Notícias do Rio Grande do Sul;

www.sebrae.com.br - Sebrae Nacional;

Espaço Pesquisa Sebrae/RS - acervo de livros, revistas, vídeos, dicas de oportunidades de negócios enfocando Gestão Empresarial.

O material pode ser consultado em todas as regionais.

Em Porto Alegre, na USEn - Universidade Sebrae de Negócios -, localizada na avenida Siqueira Campos, 805, em Porto Alegre. De segunda a sexta-feira, das 8h às 19h.

*Curso Empretec - Estimula e Desenvolve as características individuais do empreendedor, de forma a propiciar sua competitividade e permanência no mercado, por meio de metodologia vivencial especialmente desenvolvida para este fim, cuja abordagem se dá pelas principais características empreendedoras. Carga horária: 60 horas presencial + 20 horas extraclasse.

Oficina de Plano de Negócios - Auxilia os participantes na compreensão e estruturação de um roteiro de Plano de Negócios que os permita refletir sobre abrir, expandir ou manter um negócio. Carga horária: 8 horas.

Fonte: Sebrae/RS

O Correio do Povo

Lei das Microempresas ainda apresenta falhas

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Três anos após ser sancionada, lei só foi regulamentada em 11 Estados e 21% dos municípios

Marianna Aragão

Três anos após entrar em vigor, a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, que trouxe mudanças para o segmento, ainda tem desafios a vencer. Apontado como solução para diminuir a carga tributária dos pequenos empreendimentos, o Simples Nacional (ou Super-Simples) é a face mais conhecida desse estatuto - e caminha bem, com a adesão de 3,3 milhões de empresas. Outros aspectos da lei, no entanto, ainda patinam. É o caso da regulamentação da Lei Geral nas esferas estadual e municipal, uma medida necessária para fazer valer benefícios da legislação nas cidades e Estados.

Até dezembro, segundo dados do Sebrae, 1.173 dos mais de 5.536 municípios do País, ou cerca de 21%, tinham regulamentado localmente a Lei. Apenas 11 dos 26 Estados fizeram o mesmo. "Essa adesão representa quase 60% da população economicamente ativa do País", comenta o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto. O objetivo da entidade é chegar ao final de 2010 com 1,7 mil municípios com a Lei Geral das Microempresas regulamentada.

A implementação do estatuto da MPE nos Estados e municípios é apenas um dos desafios do Sebrae para o próximo ano. Outras criações da Lei de 2006, como uma linha de crédito especial para optantes do Super-Simples e a obrigatoriedade da destinação de 20% dos recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para microempresas, não saíram do papel. Segundo o advogado tributarista do Centro de Orientação Fiscal (Cenofisco), Lázaro Rosa da Silva, a possibilidade de ter crédito mais fácil atraiu muitos empresários para o Simples. "Até agora, no entanto, nada foi operacionalizado", afirma. O advogado diz, porém, que o novo regime tributário simplificou procedimentos de apuração e pagamento dos tributos, facilitando a vida dos microempreendedores.

Outro benefício da legislação que avançou nos últimos anos foi o acesso das MPEs às compras governamentais. A Lei Geral criou tratamento diferenciado para essas companhias, com vantagens como maior prazo para regularização de documentos e preferência em caso de empate de ofertas. Segundo o Sebrae, a participação das MPEs nas compras do governo saltou de 8%, em 2006, para 28%, em 2008. Em agosto deste ano, chegou a 29%.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Pequenos investem em ideias simples

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A simplicidade pode ser uma aliada para a inovação das micros e pequenas empresas

Carlos Henrique Coelho

Divulgação
Divulgação


Empresas como barracas de praias investem em treinamento de funcionários e melhorias internas.

Se colocarmos uma costureira de costas para a outra elas vão conversar menos e render mais no trabalho``. A definição, curta e simples, é da gestora estadual do Projeto de Agentes Locais de Inovação (Ali), formatado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae-CE), Edda Cunha. É bem por aí mesmo que o sistema de inovação acontece dentro das empresas de menor porte. ``A compreensão é difícil, mas a ação é fácil e fazemos isto todos os dias``, resume Cunha.

Segundo a gestora, cerca de mil micros e pequenas empresas do Estado serão capacitadas com o objetivo de promover a inovação. A ação é uma parceria com a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) e terá investimento inicial de R$ 3 milhões. ``Inovar é promover qualquer valor agregado``, diz.

Interiorização

O superintendente do Sebrae-CE, Carlos Cruz, considera importante a interiorização da economia cearense. Ele afirma que o novo programa tem por objetivo também resolver algumas desigualdades locais. ``A inovação precisa chegar às pessoas em âmbito local, regional e nacional``, avalia Carlos Cruz.

Existe também a preocupação de estimular e promover a importância da inovação para a competitividade. ``O Sebrae tem projetos de gestão e tecnologia. Queremos fazer com que os empresários entendam o que é inovar``, define Edda Cunha.


Para atender aos pequenos empresários do Ceará, vinte agentes foram submetidos a 198 horas de capacitação. Neste primeiro momento, o objetivo do Sebrae-CE é chegar aos empreendedores da Região Metropolitana de Fortaleza, na área de confecção, do Vale do Jaguaribe e Sertão Central com laticínios, e a indústria de calçados do Cariri.

A Região Metropolitana de Fortaleza representa 65% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Segundo Carlos Cruz, os Agentes Locais de Inovação deverão ser uma ponte para que os negócios se desenvolvam também no Interior. ``O papel dos agentes será o de estabelecer a conexão entre as empresas assistidas pelo projeto e instituições de ciência e tecnologia e assim aumentar a competitividade da empresas``, analisa.

Fonte: O Povo

Competitividade para os menores

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Entre as principais bandeiras levantadas pelo Sebrae-RS para 2010, está aumentar a abrangência da Lei Geral de Micro e Pequenas Empresas e realizar mais visitas às organizações

Da Redação

A divisão gaúcha do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RS) traçou grandes metas para o próximo ano. Crentes na retomada do crescimento econômico do país, os executivos da entidade pretendem levar a todos os municípios do Estado a Lei Geral de Micro e Pequenas Empresas (conhecida como o Simples Nacional), que precisa ser regulamentada por cada cidade.

Para dimensionar o trabalho que o Sebrae-RS terá pela frente, apenas 138 das quase 500 cidades do Estado contam com os benefícios fiscais e outras facilidades oferecidas pelo Simples Nacional. "Ter uma lei desta envergadura é uma condição que ajuda a fazer com que a região do entorno de cada município também se desenvolva", apontou Paulo Tigre, presidente do conselho regional do Sebrae-RS, durante coletiva de imprensa realizada em Porto Alegre nesta quinta-feira. Para tornar a Lei Geral mais conhecida, o Sebrae-RS pretende aportar R$ 3 milhões até 2011.


Outra iniciativa da instituição voltada para o interior do Estado é o ID-MPE, indicador que tem como principal objetivo medir o potencial que cada município tem para atrair e desenvolver pequenos negócios. Para chegar a um resultado, o método avalia três ambientes: o empresarial, o mercado e o institucional. Criador da metodologia, o Sebrae do Paraná ajudou Santa Catarina e Rio Grande do Sul a adotar o sistema. "É uma maneira de cada gestor público ver quais são os pontos fracos e fortes da cidade e trabalhar para que o desenvolvimento aconteça", explicou Tigre.

Com o projeto "Negócio a Negócio", o Sebrae-RS buscará disseminar o empreendedorismo nas micro e pequenas empresas, que vão receber mais visitas a partir de 2010. Para o ano, a meta é chegar a 80 mil microempreendedores. O número, vale lembrar, é bem acima do índice registrado até dezembro deste ano, de 54,6 mil atendimentos - o maior do país, seguido pelo Paraná.

Questionado se o número de visitas feita pelo braço gaúcho do Sebrae representava um reflexo da crise nas empresas, Marcelo de Carvalho Lopes, diretor-superintendente do Sebrae-RS foi enfático ao dizer que não. "De maneira alguma. A meta foi alcançada graças ao esforço de buscarmos as empresas. Nas sondagens que fizemos durante o ano, as micro e pequenas empresas afirmaram que, ou não foram atingidas pela crise, ou sentiram pouco impacto", afirmou.

Os empresários que representam as pequenas e médias empresas da região sul aumentaram seu otimismo para 2010. Segundo pesquisa divulgada hoje pelo Insper (ex-Ibmec São Paulo) e o pelo Grupo Santander Brasil, o índice na região subiu de 66,5 pontos, divulgados em setembro, para 68,8 pontos. Agora, o "nível de otimismo" se aproximou dos 69,5 pontos medidos antes do início da crise, em setembro de 2008.

Fonte: Agência Sebrae

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Programa sobre Empreendedor Individual será veiculado por 500 emissoras de rádio

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Série trará informações sobre a nova figura jurídica criada dentro da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa

 
Marcelo Araújo

O Empreendedor Individual será o tema da próxima série de rádio do Sebrae, que deve ser transmitida para mais de 500 emissoras brasileiras no primeiro semestre de 2010. Dirigida aos públicos C, D e E, a produção trará informações sobre a nova figura jurídica, que foi criada dentro da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa para estimular a formalização de empreendedores que trabalham por conta própria.
 
Carolina Moraes, coordenadora nacional dos programas de rádio do Sebrae, explica que a série, ainda sem título, terá caráter educativo. “A exemplo da série Faça Diferente, veiculada em 2009 e que teve como tema a inovação, a produção dedicada ao Empreendedor Individual fará parte de um conjunto de mídias integradas, que vai envolver a Central de Relacionamento e o Portal do Sebrae, entre outras ferramentas”, anuncia Carolina. Nos programas com duração de três minutos, os ouvintes serão direcionados a buscar mais informações em serviços como a Central de Relacionamento (0800 570 0800). O call center do Sebrae atende gratuitamente o Brasil inteiro. O endereço do Portal do Sebrae é o www.sebrae.com.br.
 
O Faça Diferente foi ao ar entre maio e outubro de 2009. A série reuniu 120 programas focados em casos de sucesso de empresários que inovaram nos mais diversos setores, como comércio, serviços, agronegócios e indústria. “O objetivo em apresentar um caso de sucesso é que isso estimula outros empreendedores a inovar”, afirma Moraes. “O ouvinte se identifica com aquela história e percebe que a inovação está mais acessível do que parece e que não exige grandes investimentos financeiros”, complementa.

O Sebrae realizou uma pesquisa com 110 profissionais para medir a satisfação deles em relação ao Faça Diferente. Sessenta e três por cento das pessoas ouvidas atribuíram 10 ao programa, sendo que todos os entrevistados concederam notas entre 8 e 10. A maioria (76%) também avaliou o conteúdo do programa como ‘muito relevante’ e 23% disseram que é ‘relevante’.
 
A pesquisa também mostrou avaliações entre 8 e 10 para o formato do programa (94%), duração (84%), linguagem utilizada (97%), e qualidade da edição, montagem e sonoridade (100%). Outro dado importante revelado pela amostragem é de que em quase 50% das emissoras ouvidas a audiência aumentou no horário de transmissão do Faça Diferente.
 
Além da pesquisa, muitas emissoras de rádio enviaram comentários e sugestões para o Sebrae sobre o programa de inovação. A direção da rádio Vale do Canindé, de Oeiras (PI), comentou que o Faça Diferente incentiva os ouvintes a realizar algumas mudanças e a progredir em seu trabalho”.
 
Greyce Rangel, locutora da rádio Band FM, em Guarapari (ES), afirmou que toda a equipe do programa trabalhou de forma eficiente na produção e na divulgação. “Todo o material para veiculação chegou com a devida antecedência, o que é primordial”, elogiou a radialista.

Fonte: Agência Sebrae






terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Comissão aprova registro de livros contábeis por meio eletrônico

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A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio aprovou na quarta-feira (16) o Projeto de Lei 5731/09, do Senado, que determina a Produção e o arquivamento de livros contábeis por meio exclusivamente eletrônico. O projeto altera o Código Civil (10.406/02) e prevê que a regulamentação será elaborada pelo Executivo.

Os integrantes da comissão acolheram o parecer do relator, Osório Adriano (DEM-DF), que foi favorável à aprovação. O deputado afirma que o uso de novas tecnologias vai permitir rapidez no registro e na transmissão dos dados. A consequência, para ele, será a redução de custos para o empresário e maior eficiência fiscal.

"O projeto tem o mérito de adequar a nossa legislação à nova realidade vivida pelas entidades que operam em todas as áreas que abrangem as atividades econômicas, resguardando ao Estado o adequado controle e regulamentação das operações sujeitas à tributação", disse.

Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda será examinada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Fonte: Agência Câmara

Especial Sped: segurança violável

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Ana Caselatto
Financial Report

Falta de intimidade com ambiente da internet 2.0 deixa empresas suscetíveis a vazamento de informações

SÃO PAULO - Quanto valem as informações confidenciais de uma grande empresa? No caminho contrário dos cuidados que o repasse de dados comerciais demanda, o especialista e autor do livro sobre Sped “Big Brother Fiscal”, Roberto Dias Duarte, declarou ter recebido em sua caixa de mensagens — mais de uma vez — arquivos na íntegra da Escrituração Contábil Digital e Notas Fiscais Eletrônicas de empresas que o procuravam para esclarecer dúvidas sobre o novo programa. Os contatos ocorreram por meio de seu blog, de forma completamente desprotegida e extraoficial.

O nome das companhias Duarte não abre, mas garante: possuíam relevância considerável no mercado de atuação.
 
Uma vez que essas informações cheguem às mãos de terceiros, podem arruinar os negócios e as estratégias comerciais. Para isso, é preciso investir em infraestrutura, designar funcionários que vão lidar com o sistema e apresentá-los à ferramenta e aos melhores métodos de segurança.
 
Duarte nem chegava a abrir as mensagens que não tivessem autorização expressa de alguém que pudesse ser responsabilizado pelo ato. “Se eu acessar as notas fiscais, saberei tudo o que foi vendido, por quanto, como e para quem. Isso é muito estratégico. Só os livros contábeis têm tudo: estoque, custo de pessoal e por aí afora”, explicou.
 
Meio físico
 
Antes do ambiente digital 2.0, todo o relacionamento entre as empresas, ou destas com a contabilidade, dava-se por meio de entregas via motoboy, o que restringia o tipo de arquivo enviado. Pela internet, o processo é facilitado e as companhias tendem a enviar tudo, sem qualquer transtorno e, principalmente, custo.
 
“Estamos acostumados com o papel, mas o volume de dados passa a ser muito maior no meio eletrônico. Tínhamos tudo físico, palpável e agora os nossos bens e documentos, assim como os procedimentos de segurança, são intangíveis”, esclareceu o especialista. Segundo o escritor, o projeto deve impulsionar as empresas para uma doutrina de inteligência fiscal, devido à vulnerabilidade enfrentada neste momento.
 
Ele comentou sobre o caso de uma pessoa física que teve a sua declaração do Imposto de Renda publicada na rede. Embora se declare isento de culpa pelo vazamento, o dono do escritório contábil responsável pela prestação de contas do contribuinte foi obrigado a arcar com multas relativas a danos morais e materiais – isso por não ter como provar que o documento não saiu da sua empresa. Em situações como esta, o problema pode vir de dentro: qualquer funcionário com acesso à pasta do contador que armazenava este arquivo eletrônico pode ter feito a divulgação.
 
Fonte: Financialweb







segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Tamanho não é documento

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Micros e pequenas escolas do interior e da capital ganham mercado ao equilibrar qualidade de ensino a uma gestão empresarial mais eficiente

Marina Falcão

Elas começaram pequenininhas, operando em estruturas improvisadas. Com pouquíssimos alunos, deram prejuízo no primeiro ano de funcionamento. Mas ao adotarem estratégias eficientes de gestão, micros e pequenas escolas de Pernambuco revelam histórias que são verdadeiras provas de como a educação séria no Brasil pode ser um bom negócio. Para concorrer com as grandes redes, essas pequenas empresas contam hoje com dois trunfos. Os baixíssimos índices de inadimplência e uma larga experiência no modelo pedagógico que inspirou o Enem: o construtivismo, filosofia de ensino que adota o conhecimento como fruto da interação do indivíduo com o meio físico e social.

Era o ano de 1992, quando começou a trajetória da escola Primeiro Passo. A frente do negócio estavam as irmãs Solange e Vilka Costa. No ano inaugural, elas contaram com apenas 20 alunos, que tinham aula numa casa alugada. Hoje, a escola tem sede própria e 450 alunos. “Estamos fechando a compra de um terreno no valor de R$ 1 milhão para abrigar a demanda de alunos do Ensino Médio, pois o Enem veio a casar perfeitamente com a nossa proposta”, conta Solange, que há sete anos abriu o Grande Passo, colégio de ensino fundamental comandado hoje pelos seus filhos e sócios.

Em ritmo semelhante de crescimento, a escola Saber Viver vai consolidar, no início do próximo ano, uma trajetória de sucesso que começou em 1985. Hoje funcionando na Rua do Espinheiro, com ensino infantil e fundamental, em área de 10 mil metros quadrados (m²), a escola investiu R$ 1,5 milhão na reforma prédio onde funcionava o colégio Neo Planos, adquirido por ela. A ampliação é de 4 mil m² e inclui construção de uma quadra semiolímpica e de futsal, além de um estacionamento para 60 carros. “Saímos de micro para empresa de médio porte. A reforma do prédio já está 90% concluída”, conta orgulhosa a diretora Carmen Aires.

No município de Camaragibe, Região Metropolitana do Recife, o Centro Educacional Universia (CEU) abriu as portas em janeiro deste ano, com 32 alunos da quinta a oitava série. “Tudo o que vimos de equivocado nas outras escolas em que trabalhamos serviram de inspiração para este empreendimento”, conta Bruno Coller, um dos sócios . O projeto pedagógico é inovador. Os alunos tem disciplinas curriculares como música, teatro e até robótica. “Para quem está começando, a inovação é fundamental, pois não há como competir com as grandes redes de ensino tradicional. É preciso mostrar o diferencial”, avalia. Juntos, todo o investimento da escola não superou R$ 55 mil. As mensalidades variam de R$ 390 a R$ 450. “No ramo da educação, o importante é construir uma boa fama. O crescimento é consequência disso”, reflete.


A 511 km do Recife, no município de Salgueiro, no Sertão Pernambucano, a escola Paulo Freire é comandada pela empresária Solange Nunes há 20 anos. Aos 62 anos, ela se assume como entusiasta do setor. Os cerca 500 alunos do ensino infantil ao médio vêm de municípios vizinhos – como Cedro, Mirandiba, Verdejantes, Parnamirim e até de Pena Forte, no Ceará. O sucesso ela atribui a um modelo de gestão participativa, onde todas as decisões desde as mudanças pedagógicas até o reajuste de salários e mensalidades são decididas em conjunto com os alunos, pais e funcionários. Em 2008, o modelo rendeu à Paulo Freire o título de melhor gestão de micros e pequenas empresas do Brasil, oferecido pelo Sebrae. “Educação dá dinheiro? Dá, desde que levada à sério. Mais dá muito mais do que isso. Possibilita contribuir com o desenvolvimento econômico e social da minha região. Isso não tem preço”, avalia.

Fonte: Jornal do Commercio

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Projeto enquadra todas as micro e pequenas no Simples

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Abnor Gondim

BRASÍLIA - Ano novo, novas esperanças para todas as 5,9 milhões de micro e pequenas empresas em funcionamento no Brasil. Sem exceções, esses empreendimentos passarão a pagar pelo sistema simplificado e reduzido de pagamento de impostos, o Simples Nacional, ou Supersimples. Pelo menos é o que pretende o presidente da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa, deputado Cláudio Vignatti (PT-SC).

Em fevereiro, na abertura do ano legislativo, ele vai apresentar na Câmara dos Deputados um projeto de lei que modifica o enquadramento das MPEs no sistema tributário favorecido. Atualmente, são excluídos vários setores de prestação de serviços, de acordo com o tipo de atividade, a exemplo de escritórios de advocacia, de arquitetura.

A ideia do parlamentar é estender o benefício com base no teto de faturamento, que desde 2006 é de até R$ 2,4 mil para microempresas e de até R$ 2,4 milhões, para pequenas empresas. Vignatti quer corrigir esses tetos para acompanhar a inflação do período e até 2011, quando ele imagina colocar em vigor as mudanças previstas pelo projeto.

"Em 2010, vamos lutar para incluir todas as micro e pequenas empresas do País dentro do regime tributário do Supersimples", revelou Vignatti, ao DCI. "Será o ano da revisão da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas e será também o ano de formalização dos empreendedores individuais."

Na avaliação dele, nada justifica o atual critério adotado pela legislação em vigor e defendido pela Receita Federal. "Uma micro e pequena empresa apresenta esse porte não pela atividade que executa, mas pelo faturamento anual", reclamou.

A proposta conta com o apoio do presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Paulo Okamotto, amigo do presidente Lula e desde a década de 70 na militância sindical dos metalúrgicos do ABC Paulista.

"Mais cedo ou mais tarde nós vamos descobrir um jeito de fazer com que todas as atividades empresariais tenham uma simplificação tributária", disse ele, em entrevista ao DCI. "O que a tecnologia vai permitir é tratamento tributário justo. Não pode um médico, um advogado ou outra profissão regulamentada ter a carga tributária de hoje."

Pelas regras do Supersimples, em vigor desde julho de 2007, os 3,5 milhões de empresas beneficiadas pagam, com uma única alíquota e em uma só guia de recolhimento, oito tributos - seis tributos federais (IR, IPI, CSLL, PIS, Cofins e contribuição previdenciária), um estadual (ICMS) e um municipal (ISS). Segundo Vignatti, o Supersimples supera em 2 milhões o número de micro e pequenas empresas que antes eram beneficiadas pelo Simples Federal, cuja alíquota enquadrava apenas os tributos federais.

Outra linha de atuação da Frente Parlamentar será em defesa da criação do Simples Rural para beneficiar agricultores familiares e empresas agropecuárias de micro e pequeno porte.

O presidente da Frente destacou também uma ofensiva dos cerca de 400 integrantes do grupo em relação ao barateamento do crédito para as MPEs. "O ano que vem é o ano de aplicação de política de crédito diferenciado para pequena e microempresa no País. O Fundo Garantidor esta aí. Nós precisamos construir e aplicar ele. Nós precisamos baratear o crédito para micro e pequena empresa no Brasil."

A nova ofensiva da Frente começa hoje, quando o vice-presidente do grupo, senador Adelmir Santana (DEM-DF), apresenta um projeto de lei que visa a desburocratizar o acesso das micro e pequenas empresas ao Supersimples e facilitar a formalização dos empreendedores individuais. O texto vai propor mais de 12 modificações na Lei Geral das MPEs. Uma delas torna mais ágil a apreciação de pedidos para enquadramento das empresas ao Supersimples. Outras modificações eliminam exigências para a legalização dos empreendedores individuais, cerca de 11 milhões que atuam na informalidade em todo o País. Mais de 100 mil pessoas já se regularizam por meio dessa nova figura jurídica, em vigor desde julho deste ano.

"Queremos estimular as atividades das micro e pequenas empresas e dos empreendedores individuais para melhorar a distribuição de renda no País."

A proposta deveria ter sido incluída anteontem na votação do Projeto de Lei Complementar 200/09, o chamado Simples da Cultura, que reduz alíquota de Imposto de Renda cobrado de classe artística. Artistas e produtores de arte e cultura poderão ser beneficiados com redução de 18% para 6% na alíquota. A matéria segue à sanção presidencial, o que não ocorreria se as emendas do senador fossem aprovadas.

Fonte: DCI

Sped entra em nova fase em 2010

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A partir do próximo ano, todas empresas tributadas pelo lucro real terão de entregar ao fisco livros fiscais no formato digital para cruzamento das informações
 
Edileuza Soares, da Computerword
 
O Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), criado pelo governo brasileiro para combater a sonegação fiscal e tornar o relacionamento com o fisco mais eficiente, entra em nova fase no próximo ano. A previsão é que até o final de 2010, todas as empresas sujeitas à tributação do Imposto de Renda com base no lucro real deverão substituir os livros fiscais em papel pelo modelo eletrônico.

As estimativas de especialistas são de que aproximadamente 120 mil companhias de diversos segmentos tenham que se adaptar ao sistema digital. Elas precisarão enviar mensalmente para o fisco apurações fiscais e as informações contábeis do ano. Os cronogramas estão sendo liberados pelos Estados com enquadramento de empresas que recolhem ICMS e IPI.

Criado pelo decreto 6.022 de janeiro de 2007, o Sped faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2007-2010) para informatização da relação entre o fisco e os contribuintes. Pelo sistema, a fiscalização das obrigações acessórias passa a ser feita de forma eletrônica e em tempo real.
 
O sistema é composto por três grandes subprojetos: Escrituração Contábil Digital (Sped Contábil), Escrituração Fiscal Digital Fiscal (Sped Fiscal) que substituem os livros Diário e Razão; e Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). Com o acompanhamento desses três em tempo real, o Fisco tem como consolidar dados e cruzar informações sobre a arrecadação tributária.
 
Para que as empresas tenham tempo de se enquadrar no novo modelo, o governo estabeleceu um cronograma. A primeira fase começou este ano com um número restrito de 8 mil companhias de grande porte acompanhadas pela Receita Federal. Primeiro elas entregaram em 30 de junho o SPED Contábil com arquivos referentes ao exercício de 2008. Em 30 de setembro, apresentaram o Sped Fiscal com informações da apuração dos impostos do período de janeiro a agosto de 2009.
 
“As estimativas são de que 120 mil empresas sejam obrigadas a aderir ao SPED em 2010”, afirma o diretor-geral da empresa NFe do Brasil, Marco Antonio Zanini. A companhia é especializada em soluções para esta área. Entre este número, o especialista afirma que há pequenos e médios negócios. Pelo menos outras 500 mil de diversos setores também terão de emitir a NF-e.

Integração

Esse grande contingente vai exigir um esforço maior dos contadores e das áreas de TI, que precisarão preparar suas bases de dados para a emissão dos livros digitais que terão de ser apurados a partir de janeiro de 2010. Haverá a necessidade de integração e interligação de todos os setores dentro da empresa, de ajustes dos processos internos para implantar o novo modelo de gestão.

Os que usam sistemas de gestão empresarial (ERPs) precisarão recorrer aos fornecedores para adequá-los às novas exigências ou pedir ajuda para uma consultoria. Todos precisarão investir em certificados digitais, que é uma exigência do Fisco tanto para envio NF-e quanto do Sped.
 
Na Totvs, o vice-presidente da área de gestão de desenvolvimento de software, Wilson de Godoy, afirma que a empresa reforçou o time para dar suporte aos clientes que vão aderir ao Sped. Sua estimativa é que dos 24 mil clientes da companhia, pelo menos 8 mil terão de apresentar os livros digitais até o final de 2010.
 
Segundo o executivo, os pacotes de ERP do grupo já estão preparados com os componentes para atender ao novo modelo, desde que os usuários façam a atualização sem custos. A empresa montou uma equipe com 40 pessoas para atender tanto aos que precisarão entregar livros fiscais digitais quanto os que vão emitir pela primeira vez a NF-e.
 
Além de oferecer soluções para os dois casos integradas ao ERP da marca, Godoy informa que a Totvs tem um modelo terceirização. Entretanto, o executivo recomenda que as empresas comecem a se preparar para as mudanças com antecedência. Segundo ele, a primeira vez vai doer por causa do trabalho que as companhias terão para preparar as bases de dados.
 
Atualizações com as adequações para implantação do Sped também estão sendo liberadas pela SAP, para os usuários do ERP da empresa. O gerente de localização e novas soluções da SAP América Latina, Bruno Ogusuko, informa que os arquivos já estão pré-definidos com as exigências do governo e que estão sendo fornecidos sem custo para os clientes. A produtora de software de gestão empresarial também tem uma equipe para dar suporte nessa área aos clientes.
 
Zanini da NFe Brasil, destaca que as informações que serão enviadas ao Fisco são muito abrangentes e que precisam ser consistentes. Ele explica que é preciso ter NF-e para depois ir para o Sped. "É incoerente ter nota em papel com livros fiscais digitais".
 
Automação da entrada da NF-e
 
Como em 2010, aumenta também o número de empresas que serão obrigadas a emitir a NF-e, a SAP promete para o primeiro trimestre a solução SAP NFE 10.0. Trata-se de uma solução para automação das notas fiscais eletrônicas no processo de entrada no cliente. A empresa já tinha uma versão para administrar a saída da documentação.
 
Ogusuko explica que a vantagem do componente é que o comprador pode conferir a nota fiscal antes do despacho. Ele recebe um documento eletrônico XML por e-mail para checagem das informações de seu pedido antes do caminhão sair do fornecedor. Se tiver algo errado, é possível corrigir os dados e até fazer trocas de produtos. Assim é possível evitar a devolução de mercadoria, o que agiliza a entrega e reduz gastos com transporte.
 
Fonte: Computerworld














Sebrae recebe homenagem durante cerimônia em São Paulo

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Para o presidente do Conselho Curador da Fundação Nacional da Qualidade, Luiz Ernesto Gemignani, há um Brasil sendo transformado pelo Sebrae

Beth Matias

Patrícia Cruz

Diretor Técnico do Sebrae Nacional, Luiz Carlos Barboza, recebe homenagem durante o evento

“Há um Brasil sendo transformado silenciosamente através das ações do Sebrae”, disse nesta quarta-feira (16), à noite, o presidente do Conselho Curador da Fundação Nacional da Qualidade, Luiz Ernesto Gemignani, durante a 18ª Cerimônia de Entrega do Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ), na capital paulista.

O Sebrae foi uma das entidades homenageadas da festa, que reuniu mais de mil pessoas na Sala São Paulo, no centro da cidade. Gemignani entregou ao diretor Técnico do Sebrae Nacional, Luiz Carlos Barboza, uma placa cujas inscrições reconhecem a Instituição como “o principal parceiro estratégico da FNQ no desenvolvimento do modelo de excelência da gestão para o aumento da competitividade das micro e pequenas empresas e do Brasil.

Os outros homenageados foram a Petrobras e a Mckinsey. “Estes parceiros foram fundamentais para que a FNQ concretizasse diversos projetos envolvendo micro e pequenas empresas”, disse o presidente do Conselho Curador.

O prêmio, promovido pela FNQ, é o maior reconhecimento à excelência na gestão das organizações sediadas no Brasil. Atualmente a fundação é uma referência em questões ligadas à excelência em gestão e tem suas atividades estruturadas em torno de quatro eixos: capacitação e autoavaliação; cooperação e comprometimento; reconhecimento e premiação; informação e comunicação.

A cerimônia foi comandada pela jornalista Christiane Pelajo, da Rede Globo, e contou com uma apresentação da Orquestra Juvenil do Instituto Baccarelli, que reúne adolescentes em situação de exclusão da favela de Heliópolis. A Orquestra do Amanhã é reconhecida no Brasil e em outros países, por sua capacidade musical.

Em seu discurso de abertura, Gemignani, destacou que o futuro histórico prometido ao Brasil parece que está chegando, mas ele não irá acontecer por acaso. “É preciso combater as nossas fraquezas, que ao meu modo de ver, estão principalmente na qualidade de gestão tanto no setor público como em alguns setores da economia privada. Nisso a FNQ tem muito a contribuir”.

Nesta edição do PNQ, 455 examinadores foram mobilizados para o processo de avaliação das candidatas. Estes examinadores somaram mais de 53 mil horas de trabalho voluntário para avaliar 39 organizações. Os vencedores foram: AES Eletropaulo, como melhor distribuidora; Brasal Refrigerantes; CPFL Energia e Volvo do Brasil.

Fonte: Agência Sebrae

Petrobras cria rede para fornecedores

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A Petrobras formou uma rede de gestão para aumentar a competitividade de seus fornecedores. O objetivo é assegurar um elevado índice nacional nas aquisições da empresa.

Da redação

São Paulo – A Petrobras criou uma rede de gestão para aumentar a competitividade de seus fornecedores brasileiros. A rede visa garantir um elevado índice nacional nas aquisições da companhia. Além da Petrobras, o projeto, formalizado ontem (16) em São Paulo, reúne associações empresariais e de trabalhadores da cadeia de fornecedores, ministérios do governo federal, secretarias de planejamento e administração e entidades de fomento e financiamento.

Agência Petrobras
Agência Petrobras


Gabrielli participou de seminário que criou rede de gestão

"Sem competitividade, é preciso importar e assim não se fortalece a economia nacional. Não podemos permitir que se implante a maldição do petróleo, quando os outros setores da economia ficam estagnados, enquanto o petróleo vai ganhando espaço. Em longo prazo é um desastre", afirmou o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, no primeiro dos dois dias de debates que resultaram na formalização da rede.

Ele declarou reconhecer a "gigantesca pressão" que as demandas atuais e futuras da empresa trazem aos fornecedores, mas reafirmou a necessidade de que o fornecedor nacional seja competitivo, para que os investimentos da Petrobras, inclusive os do pré-sal, beneficiem a economia brasileira.


A Petrobras tem compras previstas de mais de sete mil equipamentos até 2013, entre turbinas, torres, tanques de armazenamento, filtros, guindastes e outros. A empresa planeja adquirir ainda 296 novas embarcações até 2020, sendo 153 até 2013. As encomendas incluem navios de grande porte, barcos de apoio, plataformas de produção, entre outras. Além disso, a companhia já contratou o fornecimento de 30 sondas e contratará mais 28 até 2018. Deste total de sondas, 28 serão construídas no Brasil, com entrega prevista entre 2013 e 2018.

O projeto atuará ainda na proposta para a melhoria da gestão regional e municipal nas áreas mais diretamente impactadas pelas atividades da Petrobras. Ela trabalhará também, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), na capacitação das micro e pequenas empresas para o desenvolvimento da cadeia regional de fornecedores.

A rede de gestão agirá em articulação com outras iniciativas existentes, como o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), o Centro de Excelência em Engenharia, Suprimento e Construção (CEPEC), a Rede Petro e redes temáticas.

Atualmente há 50 redes temáticas que envolvem 80 universidades e institutos de pesquisa em 19 estados em projetos de interesse na área de atuação da Petrobras. De 2006 a 2008, foram assinados 422 convênios com 52 instituições de ensino e pesquisa nacionais, em um total de R$ 724 milhões em contratos. A Petrobras também já viabilizou a implementação de 26 laboratórios de ponta no país, voltados para as áreas de atuação da empresa.

Os dois dias de debates para formalização da rede de gestão ocorreram em forma de oficina, em uma parceria da Petrobras com o Ministério de Planejamento (MP), Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) e o Movimento Brasil Competitivo (MBC).

Fonte: Agência Sebrae

CFC divulga IFRS completo para pequenas e médias

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O material, com 225 páginas, foi aprovado pelo Conselho no último dia 4 de dezembro
 
SÃO PAULO – O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) divulgou nesta quinta-feira (16) a normativa completa do IFRS, contabilidade a ser utilizada no Brasil pelas companhias de capital aberto em 2010, para pequenas e médias empresas – que correspondem a 98% das pessoas jurídicas do País.

O material, com 225 páginas, foi aprovado pelo Conselho no último dia 4 de dezembro, e representa menos de 10% do documento de três mil páginas voltado às maiores empresas. O período de audiência pública foi encerrado no dia 27 de novembro.
 
Fonte: Financialweb



Sebrae busca apoio para expansão de MPE-s


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O superintendente do Sebrae-CE, Carlos Cruz, e representantes da Câmara Brasil-Cabo Verde, participaram ontem, em Brasília, de reuniões em busca de apoio para reforçar a participação dos empresários cearenses em negócios com o país africano

Dalviane Pires
 
O arquipélago africano Cabo Verde é hoje um ponto estratégico para a realizações de bons negócios. E não é só a geografia que favorece Cabo Verde. Um acordo garante, por exemplo, que os produtos fabricados lá não paguem impostos ao entrar em gigantes como Estados Unidos, Canadá e países do continente Europeu.
 
Casos como o da empresa cearense que fechou parceria de transferência de tecnologia para Cabo Verde, primeiro na produção de camarão depois para a criação de tilápias, mostram que é possível estreitar ainda mais os laços comerciais de micros e pequenos empresários cearenses com o país africano.
 
O superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae-CE), Carlos Cruz, juntamente com representantes da Câmara Brasil-Cabo Verde, esteve ontem em Brasília para participar de reuniões com três ministros. Em pauta, todo um projeto que inclui desde eventos bilaterais até a questão logística entre Ceará e Cabo Verde.
 
Para o ministro Altemir Gregolin, da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, Cruz apresentou um dossiê mostrando o relacionamento entre o Ceará e o país africano. ``Esse dossiê, Gregolin vai apresentar ao presidente Lula que deve estar em Cabo Verde no próximo ano. Queremos que ele visite os projetos das empresas cearenses e lance outro projeto chamado ``Termos de Referência da Produção Aquicola de Cabo Verde``, que apresenta as normas de conduta para que não ocorra lá o que acontece com o camarão aqui, onde em todo canto se criava camarão. O ministro topou``, explica Cruz.
 
Logística

Outros setores da economia cearense também poderão expandir através de Cabo Verde. ``Pretendemos aproximar várias áreas da economia. Qualquer um setor pode entrar nesse desafio``, explica Cruz que se reuniu também com os ministros José Pimentel, da Previdência Social, e Pedro Brito, da Secretaria Especial de Portos. ``Com Pimentel, falamos do principal problema que é a ausência de rotas de navios do Ceará a Cabo Verde. Pedimos uma orientação e que ele seja o nosso interlocutor com ministérios afins``. Cruz falou ainda da necessidade de fazer um estudo mostrando que é viável o Ceará entrar na rota de navios rumo a Cabo Verde.
 
O ministro Pedro Brito se comprometeu em articular reuniões com grandes empresas de armadores para que o estudo seja apresentado. ``Precisamos mostrar viabilidade. Queremos uma rota que seja viável``, finaliza Carlos Cruz.

Fonte: Jornal O Povo Online