sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Ações de municipalização da lei da pequena empresa serão ampliadas

Notícias

A previsão é de que em fevereiro essas iniciativas comecem a ser expandidas para todas as regiões metropolitanas do país


Dilma Tavares
 
Brasília - Está prevista para começar em fevereiro de 2010 a intesificação, em todas as regiões do País, das iniciativas que visam ampliar a regulamentação e a implementação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei complementar 123/06) nas regiões metropolitanas dos Estados.
 
O trabalho é realizado pelo Sebrae em parceria com a Frente Nacional de Prefeitos (FNP). Atualmente a lei está regulamentada em 1.024 dos 5.563 municípios brasileiros. A meta do Sebrae é ampliar esse número, chegando a 1.700 até o final de 2010, a 2,3 mil em 2011 e a 2,8 mil em 2012.
 
O reforço nas regiões metropolitanas tem por base o fato de que elas ainda são minoria nas regulamentações, embora concentrem a maioria das micro e pequenas atividades econômicas do País.

“Nessas regiões estão cerca de 400 cidades onde estima-se que residam cerca de 70% da população e dos micro e pequenos negócios”, explicou, nesta quinta-feira (26), o gerente de políticas públicas do Sebrae, Bruno Quick, para técnicos da Instituição que participam, de treinamento, em Brasília.
 
“Hoje os prefeitos têm agenda cheia de compromissos com áreas consideradas prioritárias. Nosso papel é possibilitar que eles enxerguem que o desenvolvimento com base nos pequenos negócios também é papel dos municípios e que a Lei Geral é o instrumento para isso”, reforça o coordenador da ação por parte da FNP e ex-prefeito do município de São Carlos (SP), Newton Castro.
 
O trabalho começou em agosto deste ano com seminários de sensibilização e de mobilização de gestores públicos de 11 regiões metropolitanas: Goiânia (GO); Recife (PE); Fortaleza (CE); Vitória (ES); Rio de Janeiro - incluindo a capital, a baixada e o leste fluminense; Betim e fração da região metropolitana de Belo Horizonte (MG); Campinas (SP); Curitiba (PR); Belém (PA); e São Paulo e ABCD paulista.
 
A iniciativa também conta com a realização de capacitações sobre itens específicos da lei, como compras governamentais e disseminação de agentes de desenvolvimento. A lei amplia as possibilidades de participação dos micro e pequenos negócios nas compras públicas estabelecendo, por exemplo, exclusividade nas compras de até R$ 80 mil e preferência em caso de empate.
 
A lei também cria a figura do Agente de Desenvolvimento, a ser designado pelas prefeituras, e que será encarregado da interlocução com o setor produtivo nas ações municipais de desenvolvimento a partir dos pequenos empreendimentos. Esses cursos estão sendo realizados.
 
As capacitações de Agentes de Desenvolvimento começaram na segunda-feira (23) e terminam nesta quinta-feira (26) nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (RJ), de Campinas (SP), Recife (PE), Belo Horizonte e Betim (MG) e Belém (PA). De 1º a 4 de dezembro elas serão realizadas em Fortaleza (CE).
 
Os cursos sobre compras governamentais também estão sendo realizados neste mês de novembro. Na Região Metropolitana de Recife (PE) a capacitação foi feita na quarta (25) e quinta-feira (26); em Fortaleza (CE), com uma turma nos dias 23 a 24 e outra nos dias 25 a 26; no Rio de Janeiro (RJ), também com uma turmas nos dias 23 e 24 e outra dias 25 e 26; e em Belém (PA), dias 25 e 26.
 
Entre os dias 8 e 18 de dezembro estão previstas mais 14 turmas de 25 alunos cada para cursos de agente de desenvolvimento e 33 turmas de com 15 alunos para cursos sobre compras governamentais.

Fonte: SEBRAE










Advogado administra pousada modelo na Ilha do Mel (PR)

Notícias

Em 1995, a Pousada Estrela do Mar começava a operar na Ilha, considerada um patrimônio de belezas e riquezas naturais do litoral paranaense

Da ASN/PR

Curitiba - A paixão pela Ilha do Mel e pela preservação do meio ambiente foi decisiva para que o advogado Gilberto Espinosa investisse no sonho de abrir o próprio negócio. Em 1995, a Pousada Estrela do Mar começava a operar na Ilha, considerada um patrimônio de belezas e riquezas naturais do litoral paranaense. Mas antes de abrir as portas do seu empreendimento, Gilberto buscou orientação.

"Minha empresa foi toda planejada no Sebrae/PR. Consultores me ajudaram a desenvolver o plano de viabilidade do negócio. Em um ano, superamos todas as metas estabelecidas no projeto", lembra Espinosa.

Hoje, a pousada, localizada em Encantadas, é uma referência em sustentabilidade, desenvolvendo ações que garantem a preservação do local e das pessoas da comunidade. Entre as iniciativas praticadas pela pequena empresa estão, por exemplo, aquecer a água utilizada no banho com energia solar; triturar o lixo orgânico que, depois de processado, é transferido para um canteiro de minhocas, usado na produção de adubo para os jardins; separar e pré-selecionar o lixo inorgânico (reciclável), coletado pela associação de moradores, que transforma o material em uma usina de reciclagem e depois comercializa a produção. "100% do nosso esgoto passam por tratamento", exemplifica e complementa o empresário.

De acordo com Espinosa, essas ações voltadas ao cuidado com o meio ambiente servem de estágio de observação para estudantes universitários. "Recebemos alunos de diversos cursos aqui, que vêm conhecer os modelos utilizados pela nossa empresa na preservação da Ilha do Mel e da comunidade", conta. Ainda de acordo com o empresário, esse fluxo de estudantes é constante e acontece durante todo o ano. 

O empresário também investe na preparação e qualificação dos colaboradores que trabalham na pousada, além de adotar uma política de participação dos lucros, postura que motiva ainda mais os funcionários a trabalharem em prol do desenvolvimento do negócio. "Tenho 22 pessoas trabalhando na pousada. Todas com carteira assinada", afirma o empresário. "Não tem como falar de preservação do meio ambiente, sem falar na preservação das pessoas", ressalta Espinosa.

O começo

"Eu conheço a Ilha do Mel desde garoto e morria de vontade de morar na Ilha. Mas não era um plano de aposentadoria, eu queria fazer algo em que eu pudesse sobreviver", conta Gilberto Espinosa, que morou em Londrina e durante 22 anos trabalhou na área de assessoria jurídica da Universidade Estadual de Londrina (UEL). "Antes de abrir a pousada, eu fiquei durante cinco anos em Curitiba.

Eu era casado e tinha três filhos pequenos, então não podia sair numa aventura", conta. Na capital paranaense, Espinosa trabalhou em um escritório que defendia interesses de instituições de ensino superior, localizadas no interior do Estado.

Durante o tempo que morou em Curitiba, Espinosa amadureceu a ideia de ser dono da própria empresa. Na época, ele avaliou que uma pousada era um modelo interessante de negócio para ser aberto na Ilha do Mel. "Porém, o sonho começou a esbarrar na realidade. Quando você sonha, você não imagina algumas coisas necessárias para o negócio funcionar. No meu sonho eu não imaginava como seria o esgoto da pousada", observa Espinosa. 

Neste contexto, a parceria com o Sebrae/PR para desenvolver o projeto da empresa foi fundamental e ajudou o empresário a traçar o planejamento do pequeno negócio e, também, mensurar o quanto de recurso era necessário para dar o ponta pé inicial na pousada.

"Com o projeto de viabilidade e as consultorias no Sebrae/PR, eu busquei um financiamento no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que condicionou a liberação dos recursos a um parecer do IAP (Instituto Ambiental do Paraná). E, assim, nosso projeto foi desenvolvido para promover a integração socioambiental, não produzindo danos e minimizando os impactos ambientais", lembra.

Enquanto trabalhava em Curitiba, Espinosa deu início ao processo de estruturação da pousada e, por um período, as travessias eram constantes. "Durante a semana trabalhava em Curitiba e nos fins de semana eu ia para a Ilha do Mel para ver como estava o andamento da construção da pousada", lembra. Com tudo pronto, o empresário inaugurou a Pousada Estrela do Mar, em 1995, com uma estrutura de 24 quartos

Eficiência no atendimento

Neste ano, o empresário passou a oferecer mais comodidade, conforto e segurança aos clientes da empresa. "Inauguramos um serviço de recepção em Pontal do Sul para nossos hóspedes, oferecendo estacionamento em Pontal e travessia exclusiva em barcos da pousada, incluso na diária. Assim, os turistas podem fazer uma visita de observação pela Baía de Paranaguá", conta.  "Estamos oferecendo mais um serviço para o nosso cliente, um trabalho de vanguarda. O cliente Estrela do Mar tem um tratamento diferenciado de fidelização", observa.

O restaurante é outro diferencial da pousada. "Não adianta você oferecer uma ótima estadia, sem oferecer uma boa alimentação", diz o empresário. Para isso, Espinosa investiu na construção do Restaurante Estrela do Mar. No cardápio, pratos típicos da região, preparados por um chef de cozinha.  "Temos uma horta, onde plantamos as saladas e os temperos usados nos pratos", conta Espinosa.

"A pousada não fecha nunca", garante o empresário. Segundo ele, na alta temporada a ocupação dos quartos chega a 100%. Já na baixa, o movimento cai para 25%. "Ou seja, você precisa saber gerenciar essa sazonalidade", observa.

Soluções para o setor

Para potencializar o turismo no litoral paranaense e transformá-lo em um produto atraente, o Sebrae/PR, a Secretaria de Estado do Turismo (Setu), empresários locais, prefeituras municipais e outras entidades uniram esforços e deram início, em 2005, ao projeto Turismo no Litoral do Paraná - Emoções o Ano Inteiro.

O projeto desenvolve ações para que as empresas sejam competitivas e sustentáveis durante todo o ano e não apenas na temporada. A ideia é tornar o litoral um produto turístico mais atrativo, o que contribui para o aumento do fluxo, da taxa de permanência e do gasto médio dos turistas, melhorando a lucratividade dos empreendimentos e gerando renda e, também, novos postos de trabalho.

Entre as ações do projeto estão capacitação e consultoria para gestão, tecnologia e inovação, desenvolvimento das atividades turísticas, cooperação e associativismo; ações de mercado; e estruturação, avaliação e monitoramento do projeto.

Entre os resultados do projeto Turismo no Litoral do Paraná - Emoções o Ano Inteiro, está a organização das micro e pequenas empresas instaladas na região, tornando-as mais profissionais e competitivas. Além das ações de capacitação e consultoria empresarial, o destaque também são as ações de mercado, como famtours e road-shows, participação em eventos do setor e desenvolvimento de material promocional.

Este projeto no litoral do Estado faz parte do leque de soluções oferecidas pelo Programa de Turismo do Sebrae/PR, que, entre as ações estaduais, visa promover a cultura da cooperação e associativismo, por meio de uma rede de geração de negócios;  ampliar o acesso a novos mercados para as micro e pequenas empresas da cadeia produtiva do turismo, profissionalizar e aperfeiçoar a gestão do negócios e a inteligência comercial, entre outras.

Segundo estudos do Ministério do Turismo, o Paraná aparece como o 5º maior estado do País em receita bruta gerada, pessoal ocupado e salários pagos pelas atividades características do turismo. De acordo com informações da Secretaria de Estado do Turismo são cerca de 11 milhões de turistas - entre o turismo doméstico e turismo internacional - que circulam anualmente por todo o Paraná, movimentando 2 milhões de dólares ao ano.

Atualmente, existem mais de 120 roteiros oferecidos pelos operadores de turismo no Estado, para diferentes perfis de demanda e mercados. Contribuem para esse quadro os projetos de desenvolvimento do turismo, que vêm sendo realizados em oito das dez regiões turísticas do Paraná, com o apoio do Sebrae/PR e outras entidades.

Continuidade

"A renovação é muito importante" afirma o empresário ao falar sobre a sucessão da empresa. "Meu filho Guilherme já está administrando a pousada comigo. Ele participa das reuniões de trabalho no Sebrae/PR", conta Espinosa. Segundo o empresário, a participação do filho nos negócios é importante para aliar o conhecimento adquirido na faculdade, com a prática. "Percebo esse movimento, de assumir os negócios da família, nos filhos de outros empresários e isso é muito importante. Os garotos são o futuro", avalia.

O empresário ainda atua como voluntário no Centro de Formação Sócio-Ambiental (Amaré - www.amareilhadomel.or g.br), uma entidade sem fins lucrativos, fundada em 2005 na Ilha do Mel. O Centro Amaré vem trabalhando para desenvolver um novo conceito de integração socioambiental, por meio de investimentos permanentes em projetos e programas voltados a educação e capacitação profissional, com novas políticas de desenvolvimento sustentado e em total harmonia com os recursos naturais da região. 

Gilberto ainda faz parte da Agência de Desenvolvimento do Turismo Sustentável do Litoral do Paraná (Adetur Litoral), iniciativa que reúne outros empresários para atuarem de forma cooperada na busca por soluções comuns para promover o turismo no litoral.

Serviço:

Pousada Estrela do Mar

Ilha do Mel – Paraná

Tel: (41) 3426-9013 / (41) 3455-3127 (receptivo em Pontal do Sul)

www.pousadaestreladomar.com.br

Sebrae/PR - (41) (41) 3330-5809

Fonte: Agência Sebrae

 

 

Cooperativismo é saída para vencer orçamento curto

Notícias

Estratégia: Unidos, pequenos produtores diminuem custos e ganham força para fazer negociações

Ediane Tiago

Divulgação
Divulgação


Maysa: "A produção desse tipo de algodão virou uma marca da Paraíba"

Cooperar para crescer. Essa estratégia tem sido utilizada por muitos empreendedores na hora de avançar no mercado. A principal motivação está na limitação orçamentária para tocar planos de expansão, que acomete principalmente as microempresas. Na luta pela sobrevivência do negócio, pode faltar dinheiro para ampliar a produção, investir em capacitação, conquistar certificações ou iniciar programas de qualidade. "O trabalho em grupo tem o poder de reduzir custos e cotizar empresas da mesma segmentação ou cadeia produtiva para os investimentos necessários em estratégias de crescimento", explica Luiz Carlos Barboza, diretor-técnico do Sebrae Nacional.

O tema foi debatido durante o evento "Desafios para o Crescimento: Cooperar para Competir", realizado no dia 12 de novembro na capital paulista. Na visão do Sebrae, a estratégia da cooperação ou do associativismo pode unir empresários, permitindo o crescimento conjunto de suas companhias. A união leva os empreendedores a investir em planejamento. Para avançar de forma cooperada, é necessário conhecer o mercado, estabelecer metas e criar mecanismos capazes de promover a evolução. "É um exercício de gestão estimulante", afirma Barboza.

Essa solução foi utilizada pela Coopnatural, grupo de empresas de confecção que surgiu em 2003 no município de Campina Grande (PB). A cooperativa teve início com oito empresas e hoje é integrada por 29. A meta é ampliar o mercado nacional e buscar oportunidades para exportação. O diferencial da cadeia de negócios - que envolve desde produtores de algodão e artesãos até oficinas de costura - está na fabricação de peças que utilizam algodão orgânico colorido naturalmente. "A produção desse tipo de algodão virou uma marca da Paraíba. Tínhamos de explorar esse potencial", diz Maysa Ayres, presidente da Coopnatural.

Para lançar produtos como camisas polo, peças de tecelagem manual, bichinhos de tecido, entre outros, no mercado global, as empresas se cotizaram. O investimento inicial foi de R$ 300,00 por participante. "Com o aumento da produção ninguém precisou colocar mais dinheiro do bolso. O negócio se paga", conta Maysa. Como resultado, a Coopnatural exporta hoje para 11 países e dispõe de 150 pontos de vendas em todo o Brasil. A produção chega a oito mil peças todos os meses, gerando 850 empregos diretos.

A cooperativa detém a marca Natural Fashion e aposta no conceito de produção sustentável. Maysa também relaciona o sucesso do empreendimento à inovação. "Inovar não é apenas criar algo com alta tecnologia. A inovação está na forma de abordar o cliente, na gestão, na produção e em outros aspectos."

Para a rede de varejo cearense Super Nossa, a inovação foi a redução de custos para poder competir com os grandes supermercados. Sozinhas, as 30 lojas de bairro que compõem a associação já teriam sucumbido à concorrência. Com atuação há seis anos na região metropolitana de Fortaleza, o grupo investiu em um sistema de compra compartilhada para ampliar o poder de barganha com fornecedores. "Juntos representamos um bom volume e conseguimos ótimas negociações", diz José Ivanildo de Queiroz, presidente da rede.


Ele conta que o desafio foi unir em um mesmo barco empresas concorrentes. "Há lojas praticamente em frente uma da outra", afirma. Mas a vontade de vencer do grupo falou mais alto que a rivalidade. Hoje os negócios se complementam e os empresários comemoram o crescimento conjunto de suas empresas. "Algumas lojas apresentaram evolução de 300% desde o início da Super Nossa."

Além de comprarem juntos, reduzindo custos operacionais e conquistando descontos, eles planejam campanhas publicitárias e promoções e definem que tipo de produto vão vender nas lojas. "Na nossa rede, confiança é tudo. Ninguém pode falhar. As decisões em grupo são respeitadas", lembra Queiroz. Entre as decisões, a Super Nossa investiu em cursos de capacitação para os empresários e os funcionários das lojas. "A estratégia é a de oferecer o melhor atendimento. Estamos nos bairros e conhecemos bem o cliente. Esse diferencial é o que atrai nossos consumidores".

O cooperativismo foi a saída para a Cooperativa Agrofrutífera dos Produtores de Urucará (Agrofrut), cidade situada a 300 quilômetros de Manaus (AM). A entidade surgiu em 2001 e reúne 52 cooperados. O desafio para os produtores rurais estava em agregar valor às frutas, melhorando o preço e gerando mais renda. O principal produto é o guaraná. Como meta atual, a Agrofrut busca a conquista da certificação de produção orgânica. "Precisávamos investir recursos para sermos certificados, sem união seria impossível ter acesso a tecnologia e meios de produção", destaca Antônio Carlos Monteiro Fonseca, diretor da Agrofrut.

Ele afirma que o trabalho coletivo conseguiu estabelecer padrão de qualidade, permitindo aos agricultores ampliar em até quatro vezes a receita com suas lavouras. "O produto orgânico vale mais no mercado. O preço maior nos permite superar as dificuldades logísticas da Amazônia, que são imensas", diz Fonseca.

Com o sucesso, a cooperativa comercializa a maior parte do guaraná produzido no município. Segundo Fonseca, 50 toneladas da fruta saem das lavouras de Urucará todos os anos e 30 delas são vendidas pela Agrofrut. "Conseguimos criar um negócio sustentável, que traz benefícios aos produtores e preserva o meio ambiente", afirma.

A união também marcou os planos da Associação de Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale), no Rio Grande do Sul. O vale contempla uma área de 82 quilômetros quadrados e envolve os municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul. A entidade faz parte do arranjo produtivo local (APL) Vitivinicultura da Serra Gaúcha. "A associação de produtores conseguiu transformar um local desconhecido em um dos destinos mais famosos do Brasil", diz Aldemir Dadalt, presidente da associação.

Segundo ele, a criação da Aprovale tinha como objetivo aprimorar a qualidade dos vinhos por meio de um processo de identificação geográfica, selo que atesta que os vinhos vendidos são fabricados com, pelo menos, 85% das uvas da própria região. "Conseguimos o selo em 2002 e partimos para conquistar a indicação de procedência. Nossa meta é obter a certificação no próximo ano." A indicação de procedência exige mais esforços, já que determina que 100% das frutas precisam pertencer à região.

Dadalt afirma que a Aprovale reúne 31 vinícolas - que juntas fabricam entre 10 e 12 milhões de garrafas por ano. Também fazem parte do grupo cerca de 40 empresas que atuam em atividades correlatas, principalmente ligadas ao turismo, como hotéis e restaurantes. "A Aprovale trouxe para o Brasil o conceito de enoturismo (turismo relacionado à produção de vinhos), que não existia", conclui.


Fonte: Valor Econômico

Reunião no Sebrae, em Brasília, abre preparativos para a Copa de 2014

Sebrae, ministérios do Turismo, Cidades e Esportes, representantes das doze cidades-sede da Copa do Mundo 2014 estão reunidos na sede da Instituição em Brasilia; atuação do Sebrae e parcerias estão na pauta

Vanessa Brito

Brasília - A preparação do País para a Copa do Mundo 2014 é tema de reunião, nesta quinta (26) e na sexta-feira (27), na sede do Sebrae Nacional em Brasília. O encontro aberto nesta manhã reúne diretores, secretários, técnicos e representantes da Instituição, dos ministérios do Turismo, Cidades e Esportes, e das doze cidades-sede onde vão ocorrer os jogos.

A Copa do Mundo 2014 será um marco na história do Brasil e representará oportunidade ímpar para o desenvolvimento do País, e, em especial para as micro e pequenas empresas. Elas são a grande maioria nos setores de turismo, comércio e serviços, entre outros segmentos, que serão fortemente beneficiados com a realização do megaevento esportivo.

Há cerca de dois meses, o Sebrae Nacional constituiu os comitês técnico e diretivo para lidar com o tema. A reunião em andamento tem como objetivo aprovar o Programa Nacional do Sistema Sebrae e a Copa do Mundo 2014, elaborado pelo comitê técnico. “Esse documento vai direcionar as ações do Sebrae antes, durante e depois da Copa”, afirmou Luiz Carlos Barboza, diretor técnico do Sebrae Nacional, na abertura da reunião.

A idéia central do programa, que foi apresentado aos participantes do encontro, é apresentar quais serão as prioridades do Sistema Sebrae no processo de preparação dos pequenos negócios para a Copa, segundo o diretor.

O Sebrae Nacional já alocou R$ 36 milhões em  seu Plano Plurianual para que sejam aplicados nos projetos voltados à Copa, sendo R$ 12 milhões para 2010, 2011 e 2012, respectivamente, informou Barboza. Os recursos do Sebrae poderão ser ampliados, ao longo da realização dos projetos, assim como os prazos, adiantou o diretor. As unidades estaduais da Instituição ficarão encarregadas de articular parcerias com os governos estaduais, municipais, empresas e terceiro setor.

Segundo o chefe de gabinete do ministro de Turismo, Carlos Silva, desde abril passado o órgão está preparando o plano do Governo Federal para a Copa, a ser lançado pelo presidente Lula em dezembro. Estão previstos investimentos da ordem de R$ 155 bilhões pelo Mtur nos preparativos do megaevento esportivo, informou Silva na reunião.

As ações do plano do Mtur estão baseadas em quatro eixos: promoção da imagem do País (dentro e fora do Brasil); hotelaria; infra-estrutura dos destinos turísticos priorizados (65 municípios indutores de turismo); e  capacitação e qualificação. Nesse último eixo, o Sebrae é parceiro fundamental do Mtur, segundo Silva.

As ações de capacitação e qualificação contarão com um total de R$ 440 milhões, a serem aplicados até 2014. Alguns projetos já estão em andamento, como o programa Olá, Turista, desenvolvido em parceria com a Fundação Roberto Marinho, informou o chefe de gabinete do Mtur. “Até 2014, 306 mil trabalhadores envolvidos no atendimento direto ao turista terão sido capacitados”, afirmou Silva.

Gestão

“O papel do Sebrae é preparar e aperfeiçoar a gestão das micro e pequenas empresas. Os projetos voltados para a Copa devem contemplar essa premissa. A preparação da mão de obra será feita por nossos parceiros, que têm esse papel”, ressaltou o ministro. O Sebrae dispõe de um amplo conjunto de soluções e poderá, a partir da qualificação das empresas, contribuir bastante para a realização da Copa 2014 e, ainda, gerar resultados a serem agregados às Olimpíadas 2016, acrescentou.

Os setores eleitos como prioritários para a Instituição são: turismo, produção associada ao turismo, comércio varejista e serviços e empreendedores individuais formalizados. As ações do  programa do Sebrae visam, também, promover oportunidades para as MPE e empreendedores, em decorrência da Copa. “É fundamental promover oportunidades para nosso público-alvo”, ressaltou o diretor.

Em termos de marco legal, o momento está muito propício, destacou Barboza. Ele se referiu à implementação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, em franca expansão no País, e à nova pessoa jurídica do Empreendedodor Individual, instituída recentemente e que vai tirar da informalidade milhões de profissionais autônomos.

 

Serviço:

Encontro dos Comitês Diretivo e Técnico Copa 2014 do Sistema Sebrae Nacional

Auditório do Sebrae Nacional em Brasília

Dias 26 e 27 de novembro

Ministério do Turismo, Ministério das Cidades, Ministério do Esporte e representantes das doze cidades-sede da Copa 2014

Agência Sebrae de Notícias – (61) 3348-7138 e 2107-9362

www.agenciasebrae.com.br

Fonte: Agência Sebrae

 

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O Brasil de 2022 deve ser planejado agora

Notícias

Ignacy Sachs, consultor internacional, diz quer o futuro está no diálogo democrático entre Estado, empresas, trabalhadores e sociedade civil organizada

Beth Matias

É hora de planejar o Brasil de 2022, acredita o consultor internacional Ignacy Sachs. Para ele, o País precisa aproveitar a terceira grande transição mundial, que será a substituição do petróleo e das energias fósseis. “O Brasil tem mais condições favoráveis comparado a outros países no tema do desenvolvimento sustentável. O País conta com vários tipos de clima e pesquisas de classe internacional para fazer uma análise aprofundada sobre biomassas, biotecnologias e biodiversidade”.

Sachs fez a palestra inaugural da Expo Brasil 2009, conferência sobre desenvolvimento local que começou nesta quarta-feira (25) em São Paulo.

O futuro, segundo ele, está no diálogo democrático entre quatro grupos protagonistas – Estado, empresas, trabalhadores e sociedade civil organizada – em um projeto de longo prazo, cerca de 15 anos. “O Brasil de 2022 é um belo exercício para se avançar numa agenda baseada em construir uma biocivilização do futuro”.

De acordo com ele, dentro desta visão as cidades e o desenvolvimento local têm importância fundamental. “Estamos agora no limiar da terceira grande transição, com a saída petróleo e das energias fósseis. Essa saída vai durar todo o século 21. Nós estamos correndo sério riscos de mudanças ambientais permanentes”, alerta.


Sachs acredita que o mundo hoje está sentado em paradigmas falidos, o socialismo e o capitalismo de mercado. A alternativa, diz, deveria ser construída em três linhas de ação: a primeira é a expansão da rede social de serviços sociais: educação, habitação, saúde, saneamento básico. A segunda linha consiste na ampliação do perímetro da economia solidária – cooperativas, OSCIPs, entidades que não se pautam pelo princípio de apropriação do lucro.

Já a terceira linha, de acordo com o consultor, é a baixa emissão de gases de efeito estufa, entre os quais o gás carbono é o mais importante. Essa é uma tarefa difícil porque, segundo ele, ainda estamos com o conceito de que desenvolvimento é sinônimo de urbanização.

 “Eu contesto essa visão. Devemos pensar num novo ciclo de desenvolvimento territorial e eliminar a falsa dicotomia cidade-campo, já que são processos contínuos. É preciso amenizar a vida no campo e puxar para as zonas rurais as indústrias”, defende Sachs.

Fonte: Agência Sebrae

Sebrae busca a adesão de empresas ao projeto de Petróleo, Gás e Energia

Notícias

Projeto visa à promoção e à inserção competitiva e sustentável de micro e pequenas empresas da Metade Sul gaúcha na cadeia produtiva

Da Redação

No dia 11 de dezembro, às 19h, será realizada apresentação do Projeto da Cadeia Produtiva do Petróleo, Gás e Energia da Região Sul. O evento acontece no auditório da Câmara de Comércio do Rio Grande e tem como intuito buscar a adesão de novas empresas ao projeto que tem como objetivo a preparação de empresas potenciais para as oportunidades da região sul, principalmente as ligadas ao Polo Naval.

O projeto visa à promoção e à inserção competitiva e sustentável de micro e pequenas empresas da Metade Sul gaúcha na cadeia produtiva, adequando a base de fornecedores e estimulando processos locais de desenvolvimento.

No evento, serão apresentados os critérios para adesão das empresas regionais ao Projeto, atendendo as necessidades e exigências do mercado à capacitação de empresas potenciais fornecedoras.

Fonte: Jornal Agora

Alagoas discute avanços e perspectivas do Programa Empreender

Notícias

Programa que incentiva o associativismo empresarial já atendeu, no Estado, 820 empresas em 12 municípios

Do Sebrae em Alagoas

Cerca de 800 empresários alagoanos de diversos segmentos e representantes do Governo do Estado de Alagoas, do município, e de outras instituições estiveram reunidos na segunda-feira (23) no II Congresso Federalagoas e no I Encontro Regional do Programa Empreender, realizados simultaneamente no Palácio do Comércio.

Os eventos tiveram como objetivos promover a capacidade de organização dos pequenos negócios, despertar o associativismo, disseminar o conhecimento quanto à gestão de negócios e ao empreendedorismo, fortalecer os diversos segmentos empresariais do Estado e discutir sobre as metas e o desenvolvimento do Programa Empreender no Nordeste. O Programa Empreender incentiva a organização de empresas em núcleos setoriais e estimula a prática do associativismo entre os empresários participantes.

Para Carlos Resende, coordenador nacional do Programa Empreender, o associativismo é a única ferramenta capaz de possibilitar ao pequeno empresário concorrer com o grande e sobreviver ao mercado que está cada vez mais competitivo.

“O associativismo não é uma das ferramentas para aumentar a competitividade das MPE. É a única. Somente unindo esforços é que as barreiras podem ser vencidas. As micro e pequenas empresas esbarram na burocracia e na falta de crédito; com o associativismo, elas tornam-se mais fortes e superam essa dificuldade e tantas outras impostas pelo mercado e pelas leis. Unidas, elas conseguem crédito e melhores preços na aquisição de mercadoria, além de ajudarem-se mutuamente”, declarou o coordenador.

No Brasil o programa já atendeu 50 mil empresas e está presente em 350 municípios. Em Alagoas, são 820 empresas assistidas em 12 municípios. Segundo dados apresentados pela coordenadora estadual do Programa Empreender, Cléa Carvalho, as empresas participantes do programa chegaram a aumentar em 35,7% o seu lucro.

“O aumento no faturamento, no lucro, a abertura de mercado e o aumento do tempo de sobrevivência no mercado só foram possíveis graças à participação dos empresários nos cursos, palestras e capacitações realizadas pelo programa”, afirma Cléa Carvalho.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística, Luiz Otávio Gomes, a criação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e outras ações do governo em parceria com o Sebrae ajudaram a incentivar a abertura de empresas além de mantê-las competitivas no mercado.

“Ações como a criação da Lei Geral, o Empreendedor Individual e o Programa de Compras Governamentais destinado às micro e pequenas empresas do Estado de Alagoas facilitam a vida dos empresários, garantindo benefícios e menos tributos. Esses incentivos só vêm beneficiar as MPE”, disse.

A programação do evento contou com palestras que abordavam assuntos como as perspectivas do Programa Empreender, o papel do micro e pequeno negócio na política de desenvolvimento do Estado e as fórmulas de inovação. Além disso, também foram realizados workshops sobre inspeção técnica veicular, o panorama do consumo para o setor de moda, corte e penteado, entre outros.

O evento é resultado da parceria do Governo Federal, do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, Energia e Logística (Sedec), da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), do Banco do Nordeste (BNB) e do Sebrae.

Programa Empreender

O Programa Empreender foi trazido para o Brasil em 1991 por meio de uma parceria entre as Associações Comercias de Santa Catarina e a Câmara de Artes e Ofícios de Munique e Alta Baviera.

Com o sucesso alcançado, o Sebrae e a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) firmaram um acordo para a expansão do programa para sete estados do País: Paraná, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Alagoas e Maranhão. Em 2002, o programa já estava em todo o Brasil.

O programa consiste na formação de núcleos setoriais, nos quais consultores preparam e orientam empresários, possibilitando a troca de experiências entre eles na busca de novas tecnologias e modernas formas de administrar. Tudo isso com o propósito de movimentar a economia local, agregar novos valores aos setores, conquistar novos mercados e gerar mais empregos.

Fonte: Agência Sebrae

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Bom momento econômico faz empreeendedor apostar na busca do conhecimento

Notícias

Ampla participação de empresários em evento no Pará mostra interesse do segmento por conhecimento e caminhos para inovação

Clara Favilla, enviada especial da ASN


Ficou também evidente que a inovação não passa necessariamente pela aquisição de novos equipamentos ou maiores custos, mesmo que em um primeiro momento. Mas na incorporação de um princípio bastante simples na atividade empreendedora que é o de se assumir riscos, por exemplo. Não é bastante apenas uma boa idéia. Muitas delas ficam arquivadas por falta de um bom parceiro, seja para o acesso a recursos financeiros, seja para acesso a mercados. Há casos de um mesmo parceiro fornecer as duas possibilidades ao empreendedor corajoso, dono da idéia.

Esse tipo de associação bastante compensadora para todas as partes, entre empresas de maior e de menor porte, ou mesmo informais, ficou bastante clara aos visitantes da 1ª Amostra de Empreendedores, um dos eventos paralelos ao 5º Encontro Estadual das Micro e Pequenas Empresas do Pará, ocorrido no Centro de Convenções da Amazônia em Belém até sábado (21). A Amostra trouxe vários designers de roupas, de acessórios como bolsas e bijuterias que viabilizam o trabalho de um grande contingente de mão-de-obra, sobretudo feminina.

O diretor de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Carlos Alberto dos Santos, ressaltou, durante a cerimônia de abertura do Encontro, que muitas das inovações em prol do faturamento e mesmo da formalização de micro e pequenos negócios estão previstas na Lei Geral da Micro e Pequena Empresas. E, para darem os resultados almejados precisam ser regulamentadas o mais rápido possível. Um dos pontos da lei trata das compras governamentais. O governo federal já está fazendo a parte que lhe cabe, assim como a maioria dos estados. Mas até o momento, 85% dos municípios brasileiros não se movimentaram em busca da necessária regulamentação.

Carlos Alberto elogiou os esforços dos governos municipais paraenses, inclusive o de Belém, para que a regulamentação da Lei Geral ocorra o mais rápido possível. Tudo indica que os maiores municípios paraenses, responsáveis por quase 80% da população total do Estado, concluam rapidamente os trabalhos legislativos nesse sentido. “O ideal é que a sanção das leis municipais regulamentadoras se dê por atacado, que se faça uma festa, que se reúna a população para a solenidade porque isso certamente dará maior energia ao processo em todo o País”, recomendou.

O 5º Encontro Estadual das Micro e Pequenas Empresas do Pará foi promovido pela Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas do Estado do Pará (Fampep) e Sebrae, com apoio do governo do Pará, da prefeitura de Belém e de várias entidades representativas do segmento, inclusive comerciais e de instituições financeiras: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia e Banpará. O anfitrião foi o presidente do Fampep, Álvaro Cordoval de Carvalho.

Saiba mais

A 1ª Mostra de Empreendedores das Micro e Pequenas Empresas reuniu a produção de oito das 48 empresas integrantes do Pólo Joalheiro, atendidas pelo Projeto Comércio Brasil: Bazdu, Bazola, Fora d'Água, Madame Floresta, Amazônia Kamã, Rosa Leal Bolsas, Artesanato Juruá e Fluídos da Amazônia. Alguns dos empresários também representavam o Instituto de Gemas e Jóias da Amazônia (Igama).

O Projeto Comércio Brasil, em vigor desde 2008, também atende os segmentos de acessórios, embalagens, móveis, alimentos, cosméticos e artesanato de Belém e do interior do Estado. Em 2009, até outubro, as empresas do projeto, que facilita o acesso e o relacionamento de micro e pequenas empresas a novos canais de comercialização, conseguiram negócios em torno de R$ 7 milhões.

Fonte: Agência Sebrae

Divulgação

1ª Amostra de Empreendedores, um dos eventos paralelos ao 5º Encontro Estadual das Micro e Pequenas Empresas do Pará
O bom momento econômico vivido pelo Brasil incentiva a procura pela inovação como fator de aumento da competitividade dos negócios em um mundo globalizado. Essa energia que empurra a busca do novo – do conhecimento que agrega valor ao que se produz e comercializa – ficou evidente entre os participantes do 5º Encontro Estadual das Micro e Pequenas Empresas do Pará. Cerca de 3 mil participantes disputaram palestras de especialistas e demonstração de casos de sucesso, para conhecer práticas de sucesso comprovadas no dia-a-dia.

Especialista apresenta novo conceito de RH

Notícias

Da Redação

Na empresa com perspectiva de futuro, os funcionários têm visão de agregação de valor, por isso, seja em grandes corporações empresariais, médias ou pequenas empresas, todos devem ter espírito de empreendedorismo. A análise é de um dos maiores especialistas em Gestão de Recursos Humanos no Brasil, Nelson Savioli. Superintendente-executivo da Fundação Roberto Marinho (FRM), ele proferiu a palestra 'Liderança estratégica orientada ao mercado', durante o VI Congresso de Gestão de Pessoas da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), no Hotel Hilton Belém.

Segundo Savioli, os princípios da gestão de pessoas são os mesmos em todo o mundo, mas a operacionalização da administração é que deve ser adaptada às regiões onde é aplicada. No entanto, ele explicou que administrações com estilo autoritário são totalmente desaconselhadas, seja nos Estados Unidos, Pequim, Belém ou qualquer outro lugar. Neste aspecto, o papel do profissional de RH é fundamental, analisou, pois cabe a ele a função de orientar e influenciar as empresas a trabalhar com espírito de empreendedorismo.

Para isso, disse o especialista, a empresa deve incentivar os trabalhadores para que tenham iniciativa e proponham mudanças e ideias sobre projetos, entre outros aspectos. Para Savioli, os funcionários não podem ser meros cumpridores de ordens. Se começarem a atuar de forma mais empreendedora, tornam-se mais participativos, com tendências de se tornarem também mais motivados.


Ele citou alguns segmentos de empresas no Brasil que aplicam técnicas modernas de gestão, como indústrias de cosméticos, por exemplo, que já se planejam pensando na preservação do meio ambiente e no futuro do planeta, com o uso mais racional da água nas técnicas de produção, a implantação da coleta seletiva do lixo no ambiente de trabalho e a troca do uso de copos descartáveis por canecas de vidro, dentre outras. 'São gestos que, a princípio, podem parecer pequenos, mas que fazem a diferença nas administrações modernas', explicou Savioli.

Ele classificou as empresas atuais no mundo todo como inteligentes e menos inteligentes. As primeiras estão atentas às mudanças que acontecem no mundo e as outras nem pensam nas novas técnicas de modernização de gestão, apenas em garantir uma boa produção e distribuição de seus produtos.

Fonte: O Liberal

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Esqueça a próxima revolução da TI, olhe a contabilidade

Notícias

A grande mudança que pode lançar empresas para uma nova competitividade de mercado não está focada em uma nova revolução tecnológica, mas sim, baseada na padronização internacional das regras contábeis.  Embora só as grandes empresas estejam preocupadas com isso, o mundo novo que se abre para as pequenas e médias empresas é enorme. Elas podem ser lançadas em um novo patamar de crescimento, muito mais profissional e lucrativo

Pode parecer pouco para quem vive cercado de grandes avanços científicos que mudaram o mundo corporativo nas últimas décadas. Mas, a adequação ao International Financial Reporting Standard (IFRS), conjunto de normas criadas pelo International Accounting Standards Board (IASB), pode significar mais profissionalismo e mais dinheiro injetado nas pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras.

“A conta é simples, com mais transparência e com uma linguagem comum a todos, a chance de conseguir mais dinheiro para crescer é maior”, explica o professor da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras), Guillermo Braunbeck. Para o especialista, ao mostrarem balanços adaptados às novas normas, as empresas mostram que possuem menores riscos a quem deseja fazer parcerias ou colocar dinheiro visando lucro futuro.

Esse novo mundo se mostra uma Opção interessante, mas os empresários ainda têm de escolher se querem ou não entrar nele. O IFRS é facultativo para as PMEs. Somente as grandes empresas com ações listadas na bolsa são obrigadas a adotá-lo. Para essas, o IASB produziu um documento volumoso, com mais de 2.500 páginas de modificações que devem ser feitas até o final de 2010. Porém, as vantagens que as PMEs podem tirar disso se tornaram tão importantes que o órgão lançou, em julho de 2009, um resumo das regras com 230 páginas. “O IASB descobriu que as PMEs poderiam ser lançadas no mundo globalizado do capital”, comenta Braunbeck.

No Brasil, as novas regras estão sendo discutidas em um fórum conjunto do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon). Todas as associações e órgãos ligados ao tema participam das discussões. A expectativa é que a IFRS passe a fazer parte das normas contábeis brasileiras para PMEs já em 2010. Com isso, elas passarão a ser consideradas as melhores práticas vigentes e se tornarão diferencial competitivo para as empresas.

Mudanças profundas

Para entender melhor o quanto a transparência contábil está ligada ao futuro das PMEs, basta ver como se portou a revendedora de produtos de TI para o mercado corporativo Softcorp, no auge da crise econômica de 2008. No último semestre do ano passado e no primeiro de 2009, quase todos os distribuidores e revendas ficaram pressionados pela falta de confiança e Liquidez no mercado. Muitas empresas tiveram de se desdobrar na queda da demanda, falta de crédito na praça, elevação do custo operacional, complicações no fluxo de caixa e com os fabricantes enxugando prazos e aumentando as exigências para manter negociações.


Enquanto isso, a Softcorp fazia planos audaciosos de crescimento orgânico, com foco maior na Oferta de serviços. Enquanto muitos canais não viam a hora daquela avalanche de más notícias acabar, a Softcorp apenas tinha o prazer de decidir onde e como colocaria o apoio financeiro do seu sócio majoritário, a IdeiasNet.


“A participação de um investidor no negócio muda completamente o dia-a-dia de uma empresa e dá fôlego para períodos de turbulência”, conta o CEO, Daniel Carneiro da Cunha. Mas, para isso, a companhia precisa mostrar saúde financeira e possibilidade de crescimento. E isso, internacionalmente falando e numa linguagem que todo capitalista entende, é feito na contabilidade adequada a regras internacionais.

Com os números mostrando a real situação do valor da empresa, o dinheiro chega fácil. Mas, há contrapartidas também. Ao se aproximar do mercado financeiro, as empresas precisam se profissionalizar. É preciso descartar uma série de práticas que têm moldado a contabilidade das PMEs historicamente e dizer adeus à gestão informal que encobre problemas de estrutura e falta de desempenho.

A Softcorp passou por isso. Fundada em 1989, a revenda começou a mudar seus negócios drasticamente a partir das negociações com a IdeiasNet, em 2001. Já no ano seguinte, a empresa começou uma política agressiva de crescimento com a aquisição de concorrentes e a abertura de filiais. A mentalidade dos gestores de cada área passou do planejamento sem objetivos concretos para metas específicas do negócio. “Hoje, qualquer ideia que surge aqui já vem com expectativa de Ebitda e retorno do investimento”, aponta Cunha.

Em 10 anos, a empresa passou do pequeno para o médio porte. Em 2002, o Faturamento era menos de R$ 10 milhões. Em 2008, chegou a R$ 70 milhões. O crescimento em 2009 deve fechar entre 15% a 20%, mas em 2010 deve se elevar, fazendo a companhia fechar o ano com R$ 300 milhões.

Os números são resultado de uma grande transformação. Não existe nada mais profissional do que o mercado financeiro, e a aproximação com um investidor como a IdeiasNet ajudou a empresa na sua transformação para se posicionar como um canal com perfil integrador e fornecedor de soluções. As parcerias com fabricantes aumentaram e o modelo de gestão foi enxugado, reduzindo quase 25% da folha de pagamento. Algumas lideranças foram renovadas e outras extintas. A força de vendas recebeu incentivos e passou de 20 para 55 pessoas. Hoje, a Softcorp tem mantém seis filiais (SP, RJ, MG, PR, ES e PE) e possui alianças com Microsoft, HP, Cisco, 3Com, McAfee, Symantec, CA, Citrix e Adobe, entre outros. A empresa já é enxergada como integrador e agora começa a fortalecer essa imagem no mercado. Toda essa transformação tem grande participação dos Investimentos da Ideiasnet, que detém 97% de participação na SoftCorp. Nos últimos dois anos, a empresa recebeu aportes de R$ 4 milhões do seu parceiro capitalista, que deu fôlego para a profissionalização nos piores momentos da crise econômica.


A transparência da saúde contábil é visível para toda a equipe. As informações estratégicas são compartilhadas para facilitar a tomada de decisão e para balizar o modelo de Remuneração variável, que alcança 100% dos funcionários.


O desafio é grande

A não obrigatoriedade das regras do IFRS deixa as pequenas e médias empresas livres para escolherem o futuro de seus negócios. Obviamente, não é interessante para a padaria ou o mercado do bairro entrarem no mundo do Capitalismo globalizado. Mas, para chegarem a esse novo patamar, essas empresas terão de se renovar em sua contabilidade. A principal mudança é mudar o foco dos números.

“Em geral, a contabilidade das PMEs é voltada ao Fisco e apenas mostram suas obrigações com a Receita”, comenta o membro do conselho de administração do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon), Ricardo Rodil. Para se tornarem interessantes para investidores internacionais e conseguirem melhores condições de crédito no mercado financeiro, o números devem ter outro objetivo. Ele deve servir de plano de ações futuras  e de retrato do valor real da companhia.

Essa alteração pode trazer aumento de despesas num primeiro momento. A mais evidente é a elevação do custo do departamento contábil. “As empresas vão precisar treinar seus contadores para as novas normas e isso implica em um Investimento adicional”, explica Rodil. A quantidade de notas explicativas certamente aumentará e a consolidação dos números deverá ser mais criteriosa. E essa mudança pode trazer impacto no montante de horas gastas ao fechar o balanço, também interferindo na hora/homem desses profissionais. No entanto, a companhia pode descobrir que vale mais do que pensa ou conseguir novos meios de abatimento fiscal.

Um dos itens mais afetados por isso deve ser a depreciação de ativos. Atualmente, as empresas adotam um padrão estabelecido pelo Fisco para fazer essa conta sobre a vida útil de seus bens. Alguns deles depreciam antes do prazo estipulado, fazendo o valor provisionado para a substituição interferir na taxa abatida do lucro e na cobrança de imposto de renda. As novas regras têm foco muito mais voltado para o investidor do que para a Receita, fazendo esses dados terem outro tipo de tratamento muito mais específico sobre sua importância para a operação da empresa e contribuindo para descontos em impostos.

Por outro lado, o LEASING passa a fazer parte do Balanço de uma forma que pode aumentar a despesa. Pelas novas regras, ele não é enxergado mais como um simples aluguel. O mecanismo tem relação direta com a performance da empresa e assim deve ser demonstrado. O exemplo mais claro que mostra essa mudança é a frota que geralmente atende a diretoria da empresa. O automóvel é essencial no deslocamento dos executivos na hora de fechar negócios ou fazer o atendimento a clientes. A adoção do IFRS trará o LEASING para a sua essência de uso e não mais para uma despesa fora do negócio.

“Se as empresas entrarem nesse novo mundo, elas facilitarão a visualização de seu valor e conseguirão renovar suas estratégias”, destaca o gerente da área de Auditoria da Deloitte, Ricardo Massa. A Auditoria contábil também deve fazer parte das PMEs. “Embora não seja obrigatório, é uma forma de aumentar a confiança nos dados e interferir positivamente nos Investimentos e captação de crédito”, ensina. Já que não há bolas de cristal disponíveis e confiáveis no mercado, as empresas devem usar os balanços adaptados ao IFRS para  mostrar sua performance e perspectivas de um futuro promissor.

Fonte: Financial Web

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Tecnologia auxilia processos fiscais contábéis

Notícias

Sistema Público de Escrituração Contábil (Sped) exige preparação de contadores e empresários; Sebrae/PR e entidades parceiras ofereceram em Curitiba uma tarde de capacitação sobre o tema

DA ASN/PR

Em funcionamento há dois anos, o Sistema Público de Escrituração Contábil (Sped), que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e funciona como ferramenta de fiscalização e desburocratização na relação entre o Fisco e os contribuintes, ainda gera muitas dúvidas entre o empresariado e contabilistas de todo o País.

Atualmente, a nova regulamentação exigida pelo Sped envolve apenas as empresas sujeitas à tributação de Imposto de Renda com base no Lucro Real, com receita bruta total superior a R$ 48 milhões. Porém, esse cenário deve sofrer mudanças bruscas nos próximos anos e as micro e pequenas empresas devem ser atingidas pelo novo modelo em breve.

Como forma de minimizar os impactos da utilização do Sped pelos contadores e empresários de Curitiba, a Receita Federal, o Conselho Regional de Contabilidade do Paraná (CRC-PR), o Sistema da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), a Prefeitura de Curitiba, a Receita Estadual do Paraná, o Sebrae/PR, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná (OAB-PR) e o Sistema da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) uniram esforços na realização de um seminário para esclarecer dúvidas e explicar o funcionamento do SPED. O evento foi realizado em Curitiba na segunda-feira (16), na sede do Cietep.

O Sped atua como parte do projeto de modernização da sistemática atual, obrigando contabilistas e empresários a transmitirem suas obrigações acessórias aos órgãos fiscalizadores por meio de Escrituração Contábil Digital (ECD), Escrituração Fiscal Digital (EFD) e Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). Com isso, o sistema integra de forma digital as administrações tributárias das esferas do governo federal, estadual e municipal.

O gerente da Unidade de Desenvolvimento de Soluções do Sebrae/PR, Agnaldo Castanharo, diz que o Sped ajudará na desburocratização. “O sistema figura como um complemento da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (em vigor no País desde dezembro de 2006), atuando como uma ferramenta que diminui a burocracia nas relações entre o Fisco e os empresários. Além disso, a editoração elimina as notas fiscais impressas e possibilita significativa melhoria nos processos de gestão contábil por parte da empresa, diminuindo seus custos”, explica.

Para Castanharo, assim que o Sped for implementado para utilização, por micro e pequenas empresas, os empresários terão ganhos significativos, acelerando seus fluxos e processos, além de se certificarem de garantias jurídicas de seus processos de gestão. “O sistema melhora a transparência da relação de dados apresentados ao fisco”, analisa o gerente do Sebrae/PR.

O coordenador de Políticas Públicas do Sebrae/PR, Cesar Rissete, afirma que, quanto antes os empresários de pequenos negócios começarem a se adequar para aderir ao Sped, mais simples se tornará o processo. “Sabemos que as micro e pequenas empresas ainda não são obrigadas a utilizar o novo sistema, mas, em breve, ele será estendido a um número maior de pessoas jurídicas. O empresário que for se adiantando, certamente contará com uma ferramenta importante e moderna que auxiliará a gestão de seu negócio”, analisa.

Para o delegado da Receita Federal, Antônio Coelho Lopes, o SPED funciona como um programa de aprimoramento do sistema tributário, com objetivo de redução de custos através da redução das obrigações acessórias das empresas. “É de primordial importância que os profissionais de contabilidade e empresários estejam familiarizados com o sistema, que já está em vigor. Por isso, eventos como esse seminário são interessantes, atuando como facilitadores dos processos.”

Mais agilidade

Odair José Celestiano atua como contador da unidade de fertilizantes Terra Nova, em São Mateus do Sul, e destaca a importância do Sped com relação à agilidade nos processos de transmissão de informação e combate à sonegação fiscal. “O sistema vem ao encontro da demanda e competitividade econômica geradas pelo mercado atual. Sem sonegação, todas as empresas trabalham de forma igualitária e justa”, destaca o contador.

A técnica contábil Julia Damaceno, que atua na empresa de importação e exportação Inderieur, também está com excelentes expectativas com relação à implementação do SPED em sua rotina de trabalho. “A partir de abril, começaremos a utilizar as notas fiscais eletrônicas, como forma de diminuir os impactos ambientais e o arquivamento de material”, diz. Com relação ao seminário, Julia explica que as orientações recebidas serão muito úteis e, com certeza, facilitarão seu trabalho. “O trabalhos dos palestrantes tornou o sistema mais acessível. Agora começo a ver que não é nenhum ‘bicho de sete cabeças’”, comemora.

Oportunidades

No Paraná, muitos empresários do ramo de Tecnologia da Informação (TI) estão vendo o Sped como uma oportunidade de negócio. Micro e pequenas empresas estão oferecendo a readequação de sistemas para atender as regulamentações do sistema.


O coordenador estadual de TI do Sebrae/PR, Ricardo Pereira, afirma que o novo Sped está aumentando as receitas das empresas paranaenses desenvolvedoras de software. “As empresas atingidas pelo SPED estão sendo obrigadas a fazer readequações dos softwares que já eram oferecidos por seus fornecedores e esse processo tem um custo”, analisa.

O diretor comercial da MobiOn, José Manuel Catarino Barbosa, é um exemplo de empresário que aposta na implementação do SPED como uma oportunidade de mercado vantajosa para as empresas de TI, mas afirma que a demanda tem tempo limitado e exige maturidade tecnológica. “Nossa empresa foi uma das primeiras a ingressar no projeto. Em 2006, nossos profissionais atuaram diretamente na definição dos padrões de comunicação fazendários, fornecendo inclusive software para a Receita Federal”, conta.

Fonte: Agência Sebrae