sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Adiamento da NFe se dá principalmente por desinformação

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Especialista afirma que pequenas e médias empresas não conseguem dimensionar o peso da nova regra em seus negócios



As dúvidas sobre as reais vantagens com a implantação da Nota Fiscal Eletrônica têm levado ao adiamento da decisão para muitos empresários ainda não obrigados a aderir ao sistema. Na opinião do coordenador da Comissão do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) no Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Luiz Antonio Balaminut, principalmente as pequenas e médias empresas não conseguem dimensionar o peso da nova regra em seus negócios, devido à onipresença do Estado na gestão financeira.

“Acredito que um trabalho de marketing convincente, que realce as vantagens do Sped, com informações claras sobre as desvantagens para quem ficar de fora, além de fiscalizar e aplicar multa aos que ainda não aderiram, seria o adequado”, aponta o especialista que julga o adiamento das companhias apenas como um receio inicial para que elas tenham certeza de que não terão com problemas futuramente.

Balaminut afirma ainda que a desinformação é uma realidade, mas as empresas deveriam estar melhor preparadas, em especial sobre legislação e tecnologia. “Se a regra anterior à NFe dava condições de competitividade, com o acompanhamento rigoroso do Fisco, todas as mercadorias deverão ser tributadas e os gastos adicionais com impostos, incorporados ao custo do produto”, observa.

A importância da fiscalização para coibir desvios e permitir uma concorrência justa se mostra ainda mais evidente com o sistema. “Quanto maior a penalidade, maior a força para sensibilizar aquelas empresas propensas a seguir o caminho fácil da sonegação”. Para o coordenador, as empresas devem procurar a adaptação às novas regras o quanto antes para já estarem preparadas para a malha fina do governo federal.


Fonte: Financialweb

Norma para Pequenas e Médias Empresas está em audiência pública

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Comunicação CFC


O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) deram início à audiência pública conjunta da minuta do Pronunciamento Técnico sobre Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas (PMEs). O documento, que permanece disponível para sugestões e comentários até o dia 27 de novembro, será submetido posteriormente à aprovação da Câmara Técnica e do Plenário do CFC, convertendo-se em Norma Brasileira de Contabilidade (NBC), a ser publicada ainda este ano para ter validade a partir de 2010.


A elaboração da minuta contou com o trabalho de um grupo de estudos, criado pelo CFC, que realizou a revisão da tradução e analisou a adoção da Norma Internacional de Contabilidade pelas Pequenas e Médias Empresas, editada pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (IASB, na sigla em inglês). O documento também passou por avaliação dos membros do CPC e recebeu sugestões de grupo de trabalho da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi/USP) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).


O documento em audiência pública é específico para aplicação às demonstrações contábeis para fins gerais de entidades de pequeno e médio portes - ou seja, abrange o conjunto de entidades composto por sociedades fechadas e aquelas que se enquadram como PMEs e não têm a obrigatoriedade de divulgar as demonstrações contábeis publicamente.


"A adoção desta norma elevará a qualidade das demonstrações contábeis, trazendo benefícios a essas entidades e, consequentemente, à economia brasileira", afirma o coordenador do grupo de estudos e conselheiro do CFC, Nelson Zafra. Por isso, ele destaca a importância do envio de sugestões e comentários à minuta da NBC por parte dos profissionais contábeis, empresários, entidades e demais envolvidos com as PMEs.

reunião normas

O grupo de estudos é composto também pelos colaboradores do CFC Guy Almeida Andrade, Nelson Pfaltzgraff, Paulo Schnorr e Ricardo Julio Rodil.


A íntegra do documento pode ser acessada na homepage do Comitê de Pronunciamentos Contábeisou clicando-se no link Audiência Pública deste site.


As sugestões e os comentários à minuta devem ser enviados, até o dia 27 de novembro, ao Conselho Federal de Contabilidade, por meio do endereço eletrônico ap.nbc@cfc.org.br, ou, via Correios, para SAS, Quadra 5, Bloco J, Edifício CFC, Coordenadoria Técnica, Brasília, DF - CEP 70070-920, fazendo referência à respectiva minuta. As contribuições à audiência pública também podem ser encaminhadas ao Comitê de Pronunciamentos Contábeis, no endereço eletrônico cpc@cpc.org.br.


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

ES tem 94% dos municípios com a Lei Geral aprovada

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Dos cinco municípios restantes, dois já estão com o projeto tramitando na Câmara e três estão na fase final de estudos


Rachel Silva
 
O Espírito Santo vem liderando, de ponta a ponta, o ranking dos Estados com maior percentual de regulamentação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa nos municípios. Nas duas últimas semanas, mais quatro cidades aprovaram seus projetos de lei, entre elas a capital, Vitória, e a cidade de Vila Velha, a mais antiga e uma das mais importantes do Estado. Guarapari, município que abriga o famoso balneário de areias radioativas, e São Mateus, histórica cidade portuária e uma das pioneiras em extração de petróleo no País, completam a lista.
 
Até o final do ano, a previsão é de que 100% dos 78 municípios capixabas já estejam com a Lei Geral aprovada. Isso não significa que o trabalho acabou: pelo contrário, já está em andamento o processo de melhoria dos projetos já existentes, com a inclusão dos capítulos da Lei Complementar 128/2008, que aprimorou a Lei Geral e trouxe as novas figuras do Empreendedor Individual e do Agente de Desenvolvimento.
 
Na Região Metropolitana da Grande Vitória, está em fase de capacitação o Comitê Gestor Metropolitano, que vai tratar da operacionalização da Lei Geral nos sete municípios do conjunto. O Comitê surgiu de um convênio do Sebrae com a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), da qual o prefeito de Vitória, João Coser, é o atual presidente.
 
“Esperamos, com isso, levar a experiência metropolitana para os demais municípios capixabas no próximo semestre”, afirma Fernando Gadelha, gerente de Políticas Públicas do Sebrae/ES.
 
Gadelha ressalta, ainda, que o esforço pela efetiva implantação da Lei Geral incluiu, no Estado, ações de capacitação realizadas em diversos municípios, voltadas prioritariamente para os servidores públicos que vão lidar com a lei de forma cotidiana.
 
Cariacica
 
Entre os municípios capixabas, o grande caso de sucesso da Lei Geral é Cariacica, que faz parte da Grande Vitória. O município foi o segundo do País a implantar a Lei Geral – atrás apenas de Maringá, cidade paranaense que aprovou legislação em prol das microempresas antes mesmo da promulgação da lei federal.
 
O prefeito de Cariacica, Helder Salomão, já colhe os frutos desse pioneirismo: na parte de compras governamentais, a participação de microempresas e empresas de pequeno porte como fornecedoras saltou de 12% em 2007 para 30% em 2008, devendo terminar este ano com um percentual de 50%.
 
A implantação do Ciampe (Centro Integrado de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) reduziu a burocracia no processo de abertura de empresas, que hoje leva até 48 horas no município. Como resultado, o número de novas empresas registradas em Cariacica passou de 6,5%, há três anos, para 14,5%, e a arrecadação de ISS subiu 9% só neste ano.
 
“Os números provam que a Lei Geral é um fator decisivo no fomento às microempresas e empresas de pequeno porte, e o Espírito Santo segue no esforço para levar seus benefícios a todos os municípios”, diz Fernando Gadelha, gerente de Políticas Públicas do Sebrae/ES. Dos cinco municípios que ainda vão regulamentar a lei, dois já estão com o projeto tramitando na Câmara e três estão na fase final de estudos

Fonte: Agência Sebrae










Copa do Mundo e Olimpíada já fazem parte do dia-a-dia empresarial

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Impacto econômico dos dois eventos está estimado em mais de US$ 20 bilhões no Rio de Janeiro, o que vai permitir múltiplas oportunidades de negócios

Regina Mamede


Nesse cenário de grandes investimentos, que inclui ainda os Jogos Olímpicos em 2016, os números justificam o empenho dos empresários no desenvolvimento de novos produtos e serviços. O custo inicial só para esses dois grandes eventos ultrapassa US$ 60 bilhões. Para o Rio de Janeiro, o impacto econômico está estimado em mais de US$ 20 bilhões, o que vai permitir múltiplas oportunidades de negócios.

Com 'escritório' na praia de Ipanema, o empresário Fábio Tabach comanda os negócios com um notebook e celular. Cansado da vida de executivo de terno e gravata, ele fez a opção radical de trabalhar ao ar livre. Mas a informalidade desse carioca não se aplica às suas atividades profissionais. Como produtor cultural, tem no currículo organização de grandes eventos musicais, tendo como destaques as apresentações no réveillon do Rio. Agora, sua empresa, a Tabach Criações Artísticas Ilimitada já recebeu encomendas de dez grandes empresas para marcar presença no calendário dos grandes eventos.


“Não conheço outra cidade que, em tão pouco tempo, tenha sediado os Jogos Pan-americanos e ainda se prepara para a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Já sinto uma mudança no meu dia-a-dia e sei que os negócios vão aumentar ainda mais”, comemora.

Com foco no mundo corporativo, a Zoom Out, agência de comunicação e marketing voltada para o setor de energia, petróleo e gás também quer ocupar mais espaço. Para atender executivos das grandes companhias, os sócios Hamilton Falcão e Fernanda Gomes estão preparando o que chamam de "circuito radical corporativo", com atividades como escalada, rappel e trilha em pontos privilegiados da cidade, como o Pão de Açúcar e a Floresta da Tijuca.

“As empresas do segmento querem oferecer ações de relacionamento com seus clientes de forma diferenciada para que eles conheçam e desfrutem a cidade de um ângulo inusitado. A proposta é que eles respirem a Copa do Mundo de outra forma, mas sempre com um viés no esporte”, define Falcão.

Para a Ativa - Tecnologia e Desenvolvimento, que desenvolve sistemas complexos para detecção e contenção de óleo, por exemplo, participar de um evento esportivo era uma possibilidade praticamente inexistente, mas os sócios André Souza, Daniel Camerini e Rodrigo Carvalho perceberam a chance de expandir o raio de ação da empresa. A chamada ‘barreira ativa’, utilizada para evitar que o óleo se espalhe, está sendo adaptada para recolher o lixo no mar e monitorar a qualidade da água.

“Essa é uma tecnologia muito avançada usada no segmento de petróleo e gás que será aplicada em uma área visível para a população”, avalia Souza. A Ativa já fechou contrato com outra empresa para construção dos equipamentos dessa ecobarreira ambiental. Essa parceria é um exemplo de como uma micro ou pequena empresa pode vencer suas limitações naturais ao se aliar a um parceiro para ganhar escala e oferecer preços competitivos.


Maior acesso

A possibilidade de formação de consórcio foi um dos avanços consolidados pela Lei Geral da Micro e Pequena Empresa aprovada em dezembro de 2006. O maior acesso das pequenas empresas às compras governamentais foi outra mudança fundamental vinda com a Lei. Hoje, elas respondem por 44% das compras, contra 8% registrados em 2007, segundo a Secretaria Nacional de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento. Os grandes eventos potencializam as oportunidades e para usufruir desse cenário, a estimativa é que mais de um milhão de empreendimentos, que hoje atuam na informalidade, legalizem seus negócios até o final de 2010, de acordo com projeção do Sebrae Nacional.

Com a escolha da cidade como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o Rio de Janeiro pavimentou mais uma etapa de um ciclo de crescimento definido como extraordinário pela subsecretária estadual de Comércio e Serviços, Dulce Ângela Procópio.


“Só com os grandes projetos já decididos e outros em andamento em diversas áreas como siderurgia e petróleo nos próximos quatro anos os investimentos são da ordem de R$ 123 bilhões, isso sem contar com a Copa e os Jogos Olímpicos”, assinala.

Na análise da subsecretária, o reflexo positivo desse cenário é imediato para as micro e pequenas empresas, que terão a chance de suprir toda a necessidade dessa cadeia de produção e ainda é preciso levar em conta que todas as projeções têm efeito multiplicador considerando os investimentos públicos e privados.

“A qualidade no fornecimento de produtos e serviços é um fator fundamental e os empresários têm uma enorme responsabilidade nesse processo, tanto para agregar valor ao que oferecem, quanto incorporar esse conceito na gestão dos negócios", frisa.


Só com os Jogos Olímpicos, os investimentos públicos estão calculados em R$ 25,9 bilhões e a meta para as micro e pequenas empresas é alcançar, no mínimo, R$ 7,8 bilhões ou ainda chegar a R$ 10 bilhões, considerando o setor privado, segundo cálculos do Sebrae Nacional. Para que nenhuma oportunidade seja perdida, a Instituição já criou o ‘Comitê Técnico da Copa 2014’, cujas ações poderão ser estendidas para a Olimpíada em 2016.

Fonte: Agência Sebrae

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Petróleo gera negócios para pequenas empresas

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Um convênio entre a Petrobras e o Sebrae já qualificou 2,3 mil empresas brasileiras de pequeno porte para fornecer ao segmento de petróleo e gás. Elas são preparadas para atuar também no exterior.

Aurea Santos

São Paulo – Uma parceria entre a Petrobras e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) já qualificou cerca de 2,3 mil empresas de pequeno porte, em 11 estados brasileiros, para serem fornecedoras de grandes empresas da cadeia de petróleo e gás.

O primeiro convênio entre as instituições foi assinado em 2004, e contou com o investimento de R$ 12 milhões. Já o segundo convênio, firmado em 2008, conta com R$ 32 milhões para a qualificação de novos fornecedores.

Arquivo Pessoal

Arquivo Pessoal

Eliane: parceria para capacipar e ampliar cadeia de fornecedores

A coordenadora nacional da carteira de projetos de Petróleo e Gás do Sebrae Nacional, Eliane Borges, explica que existem licitações abertas pela Petrobras que contam com menos de três empresas concorrentes. Assim, neste momento, a parceria visa buscar empresas que possam participar das concorrências para fornecer os itens menos oferecidos no mercado. "A ênfase do novo convênio é buscar empresas que possam fornecer itens de baixa competitividade no cadastro", explica.

 

No convênio, o Sebrae é responsável pela busca e qualificação das empresas. O tempo de qualificação pode variar entre um ano e um ano e meio. "Depende do item que é oferecido, pode ser exigido mais ou menos", conta Eliane.

 

Ela diz que as pequenas empresas são qualificadas não somente para a venda direta à Petrobras, mas também para grandes empresas já contratadas da estatal. "As pequenas vão vender até mais para as grandes contratadas do que para a própria Petrobras".

 

Outro foco do projeto é fazer com que estas grandes empresas disponibilizem seus cadastros com os produtos nos quais têm interesse, além de divulgar seus processos e políticas de compra, em cadastros como o da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), disponível para acesso das pequenas empresas. "Precisamos tornar visíveis as empresas que têm competências", ressalta Eliane.

 

Aladio Antônio de Sousa, gestor de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras em Sergipe, diz que a cadeia de petróleo e gás é bastante complexa e que a empresa tem grande interesse em qualificar novos fornecedores. "Queremos desenvolver novos parceiros para que toda a cadeia tenha qualidade", afirma. "Às vezes, um produto que ninguém dá importância pode atrapalhar todo o processo. Há alguns meses, o poço de Tupi teve que parar por causa de um parafuso", exemplifica.

 

Para aproximar as pequenas e as grandes empresas, o convênio já promoveu 33 rodadas de negócios. A partir de 31 destes encontros deve ser gerados US$ 1,5 bilhão em negócios, segundo estimativas feitas pelos participantes.

 

Redes Petro


Para aumentar a competitividade das atuais e das potenciais fornecedoras, foram criadas as Redes Petro, que consistem em redes de empresas que recebem apoio de instituições como Sebrae e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), por exemplo, para sua qualificação na cadeia de petróleo e gás. De acordo com Eliane, juntas estas empresas conseguem tornar sua capacitação, promoção e divulgação mais baratas.


Atualmente, existem 24 projetos de qualificação com quatro focos estratégicos: inteligência competitiva; promoção da cultura da cooperação na cadeia produtiva; desenvolvimento de fornecedores e inovação, além de acesso ao mercado. Estes projetos estão localizados nos estados do Amazonas, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. De acordo com Borges, as pequenas empresas esperam que estas oportunidades sem ampliem devido às descobertas de petróleo na camada pré-sal.


Sousa relata ainda a necessidade da certificação das empresas que fornecem para a Petrobras em quesitos como qualidade, meio ambiente, segurança e saúde ocupacional. "Hoje, a Petrobras exige que seus grandes fornecedores estejam certificados ou trabalhem dentro destas normas. Então, os pequenos que têm visão mais ampla já estão partindo para esta certificação". Somente em Sergipe, o convênio já contabiliza 16 empresas certificadas em pelo menos um dos quesitos e quatro que possuem os três certificados.

Outra meta da parceria é promover a internacionalização das empresas. "As empresas entram no projeto para atender aos mercados local, nacional e internacional", conta Sousa.


Ao fazer um balanço do convênio, Sousa destaca que os resultados foram absolutamente positivos. "Superamos nossas expectativas. Os indicadores das metas que estipulamos mostra que foi um sucesso. Nossa meta é de que as empresas ampliassem suas vendas em 30%, em três anos, e algumas já aumentaram 200%".


As empresas que tiverem interesse em participar do projeto, devem entrar em contato com um posto do Sebrae.

 

Fonte: ANBA

 

 

É preciso mudar o jeito de administrar

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O escritório de advocacia cresceu demais e precisou se profissionalizar; a agência de comunicação teve que se reposicionar perante o mercado

Da Redação



Marcelo Bertoldi, sócio do Marins Bertoldi Advogados Associados: “Tivemos que profissionalizar nossa estrutura, caso contrário as contas não iam fechar"

Um problema típico das pequenas empresas: crescer e ver a estrutura ficar toda desorganizada. Não foi diferente com o escritório de advocacia Marins Bertoldi Advogados Associados, do Paraná. Fundado em 1995, o escritório começou com a união de quatro advogados – “sem habilidade nenhuma de gestão”, como afirma Marcelo Bertoldi, um dos sócios. A empresa começou a crescer, teve que contratar mais advogados, e os sócios viram que estava cada vez mais difícil fazer o controle dos custos, das contas a pagar, a receber e analisar a performance de cada profissional. “O dinheiro vai embora se não há um controle eficiente dos gastos”, afirma Bertoldi.

O empresário e advogado conta que contratou uma secretária para dar conta do administrativo e do financeiro da empresa, mas logo o problema reapareceu. O escritório cresceu ainda mais – chegou a dez advogados - e foi necessário trazer uma pessoa mais experiente, que realmente entendesse do administrativo e do financeiro. Em paralelo à chegada do novo profissional, Bertoldi afirma que implementou na empresa um software de gestão específico para escritórios de direito. “Tivemos que profissionalizar nossa estrutura, caso contrário as contas não iam fechar. Ou então não conseguiríamos nos dedicar ao Direito”, explica o advogado.

Hoje, o Marins Bertoldi Advogados Associados tem 40 funcionários, cinco sócios e atende cerca de 80 clientes. Bem maior do que era há 14 anos, quando foi fundado, o escritório continua enfrentando desafios relacionados à gestão. “A parte administrativa e financeira ia muito bem quando nos deparamos com outra questão, desta vez de RH: como atrair e manter talentos”, diz Bertoldi. Para motivar a equipe, a empresa desenhou um plano de carreira e se dispôs a fazer dos funcionários novos sócios. “O topo da carreira dos advogados que trabalham com a gente é chegar a sócio do escritório”, esclarece Bertoldi.

Áreas unidas para cortar custos




Douglas Salvador, sócio das agências CCZ e WOW! Comunicação: "Perdemos muitos negócios porque o mercado não nos via como um grupo"

Mudar a forma de administrar a empresa também é parte da história das agências CCZ e WOW! Comunicação, de Curitiba. Ao entrar no mercado de publicidade, as duas empresas – dos mesmos sócios – vendiam serviços diferentes. A primeira fazia campanhas de mídia e a segunda, promoções. “Perdemos muitos negócios porque o mercado não nos via como um grupo, que pudesse oferecer todo o serviço que atendesse todas as necessidades”, afirma Douglas Salvador, sócio do empreendimento. Por isso, o primeiro passo para a mudança foi reposicionar as agências perante o mercado. “Passamos a mostrar que uma empresa completava a outra e que, mesmo sendo pequenos, podíamos oferecer um serviço completo.”

Internamente, mais transformações. Os novos negócios passaram a ser geridos pela Central de Diagnósticos de Projetos, um núcleo composto por profissionais das duas empresas. Salvador explica que todos os projetos que chegam à empresa vão para esta central, que analisa as demandas e formata a operação com grupos de trabalhos das duas agências. “Todos os projetos passam primeiro por esse grupo de profissionais, que distribui o trabalho de acordo com a expertise de cada empresa”, explica Salvador.

Além da fusão das duas agências por meio da Central de Diagnósticos de Projetos, as áreas administrativa e financeira também foram unidas para cortar custos. “Criamos um rateio de custos entre esses setores e um único departamento de RH.”



A CCZ e a WOW! Comunicação estão atuando neste novo conceito de gestão há pouco mais de seis meses e Salvador já nota melhoras. Ele conta que o negócio está mais forte no mercado e que conseguiu atrair diretores de grandes agências de comunicação. Além disso, antes a empresa era procurada por, no máximo, três clientes por semana. “Hoje, fazemos entre cinco e seis propostas por semana”, comemora o empresário, que espera ver o faturamento crescer 20% neste ano.




Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A rota da sustentabilidade

Notícias


Muitos empreendedores ainda têm a percepção de que responsabilidade social é assunto apenas para grandes empresas. Não é


Claudio Tieghi

Na semana passada, durante o 1º Simpósio de Responsabilidade Social realizado pelo setor de franchising, a colocação de um executivo de uma empresa franqueadora me chamou atenção. Tal qual uma grande parcela de empreendedores do país, esta rede de franquias planejava aderir a práticas de responsabilidade social, mas não sabia por onde começar, nem em que área atuar.

O grande empecilho é que muitos empreendedores ainda têm a percepção de que responsabilidade social é assunto apenas para grandes empresas. Não é.

No passado, quando a RSE (Responsabilidade Social de Empresas) era tida como a capacidade de fazer grandes investimentos em projetos sociais, até poderia haver essa leitura. Mas ao longo da última década, o termo ampliou e ganhou novos significados. O principal deles é a sustentabilidade. E este termo permeia tudo que diz respeito à gestão da empresa.

Hoje, para ser socialmente responsável, é necessário primeiro analisar questões como: a empresa faz bom uso dos recursos naturais? Trata com respeito seus funcionários? Escolha fornecedores confiáveis e conhece sua cadeia de produção? Entrega produtos ou serviços com qualidade desejável? Cuida dos resíduos que produz? Todos esses itens, entre muitos outros, dizem respeito a qualquer tipo de empreendimento e é possível analisar cada um deles graças aos Indicadores de RSE desenvolvidos pelo Instituto Ethos. Eles contemplam categorias setoriais para que uma gama maior de empresas, mesmo as pequenas, possam utilizá-los com êxito. Existem indicadores para o setor de mineração, financeiro, construção civil, para micro e pequenas empresas e, desde o ano passado, também para o franchising. Os indicadores são perguntas reunidas em questionário cujas respostas, sigilosas, são processadas internamente pelo Instituto Ethos. O resultado é entregue à empresa e ela pode comparar a nota que recebeu com a média obtida pelas empresas, além de compará-la às empresas que conquistaram os melhores resultados e assim ter uma ideia de como se posicionar em relação a cada item avaliado. É uma boa radiografia de como anda a responsabilidade social do próprio negócio. Por exemplo, a empresa pode se sair bem em aspectos éticos como definido no item “Práticas anticorrupção e antipropina”, mas se sair mal no quesito “Critérios de contratação e valorização da diversidade”. E essa consultoria, acessível e gratuita, oferece os subsídios necessários para que a empresa descubra o “por onde” e “como” começar, tornando a responsabilidade não só acessível, mas também uma grande aliada na gestão dos negócios. O importante é dar o primeiro passo, principalmente em tempos de Aquecimento Global.

Claudio Tieghi é presidente da Associação Franquia Solidária (Afras), braço de responsabilidade social da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Fonte: Pequenas empresa & Grandes Negocios

MPEs vendem mais para o governo

 

 Notícias 



Valor comercializado cresce 289% desde 2006, mas fatia de pequenas vem diminuindo




RAQUEL BOCATO


A participação de micro e pequenas empresas em compras públicas do governo federal -incluindo administração direta, autarquias e fundações- bateu recordes neste ano.





O valor acumulado de compras de janeiro a agosto de 2009 -R$ 5,8 bilhões- foi 288,9% maior do que o acumulado nos mesmos meses de 2006. Em número de itens vendidos, o aumento foi de 8,3%.
O saldo positivo é, em grande parte, resultado da Lei Geral de Micro e Pequenas Empresas, dizem especialistas. Em vigor desde julho de 2007, ela determina que micro e pequenas firmas tenham preferência nos processos públicos de licitação.





A participação das micro no valor das compras segue crescendo -foi de 6%, de janeiro a agosto de 2007, para 15%, no mesmo período de 2009.




Mas as pequenas mostram um quadro de queda. A participação delas foi de 21% de janeiro a agosto de 2007 para 14% no mesmo período de 2009.




Há duas explicações para isso, analisa o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna.




"Tem havido uma distribuição interna -as micro estão tomando o espaço das pequenas."




Outro ponto são as oportunidades para as médias e as grandes. "Em 2008 e 2009, as grandes obras do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] entraram [em licitação] e impactaram a grande empresa."
Para Santanna, a concorrência deve se intensificar. As grandes, diz, tendem a oferecer preços mais competitivos.
Ainda há muito espaço para a expansão de micro e pequenas empresas em compras governamentais, avalia Robson Schmidt, consultor do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).
No Brasil, 99% das firmas são micro e pequenas; entre os fornecedores do Siasg (Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais), do governo federal, somavam 54% entre janeiro e agosto de 2009.
Ampliar essa proporção é possível, explica Santanna.qj Depende da conscientização de compradores e da capacitação das empresas.

Mapeamento



A análise de oportunidades em vendas para o governo é o norte do dono da Eletrônica Reis, Francisco Souza, 45. Nunca venceu um pregão, mas já participou de tomadas de preço e hoje fornece serviços de manutenção de equipamentos eletrônicos para duas escolas e o metrô de Brasília.





"Já ouvi muitos "nãos'", diz ele, que hoje procura os responsáveis pelas compras em órgãos governamentais para fazer o primeiro contato.

Falta de adesão à lei é entrave





Um dos entraves à participação de micro e pequenas empresas em licitações é a regulamentação da Lei Geral de Micro e Pequenas Empresas.




Em São Paulo, dos 645 municípios, 88 haviam regulamentado a lei até o dia 22 de outubro.




"É necessário cobrar a regulamentação da lei na Câmara e na prefeitura", sugere o diretor superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella.

Preparação insuficiente compromete fornecimento





Empresários precisam verificar documentação, preço e pagamento
Medo de não ser pago e pouco conhecimento sobre licitações afastam pequenas empresas das compras públicas.





Há dificuldade em entender o processo", considera Robson Schmidt, consultor do Sebrae.




Claudia Gomes, 38, dona da Dandara Distribuidora, de higiene pessoal e beleza, concorda. Apesar de ter participado de um programa de capacitação em 2008, diz que foram as participações e as suas falhas que a ensinaram os caminhos.




"Já fui desclassificada por uma certidão que pedi errada", afirma. Hoje, tem uma pasta com todos os documentos e suas cópias autenticadas.
Aprendeu também que não poderia fechar contratos de longo prazo sem antes combinar o preço com seus fornecedores. "Ainda estou arcando com o prejuízo de uma venda em que, pouco depois de ter ganhado a licitação, o fornecedor aumentou o preço."





Erros e acertos trouxeram experiência na área -hoje, 60% do faturamento vem de licitações governamentais.




Na fábrica de tubos e conexões em PVC Multi Conexões, as vendas para o governo representam 70% do faturamento.
Planejamento e mapeamento de editais são as armas do gerente Hederaldo Gonzalez, 40, para garantir a receita da firma.
A margem de lucro nas vendas ao governo é menor, e ele já teve de enfrentar atrasos no pagamento "de mais de cem dias". No entanto, diz, "a venda é mais segura do que para a iniciativa privada". "A maioria das autarquias é séria no pagamento."





Precauções


"As pequenas empresas têm de calcular se, num atraso de pagamento, há capital de giro suficiente", orienta a professora do Programa de Capacitação de Empresas em Desenvolvimento da FIA (Fundação Instituto de Administração) Dariane Fraga Castanheira.
Avaliar a margem de lucro que o empresário terá na licitação é outro ponto fundamental, destaca o professor de finanças da Fundação Dom Cabral Carlos Emílio Bartiolotti.





ON-LINE

EMPRESÁRIOS PODEM MAPEAR OPORTUNIDADES PELA INTERNET





Empresários que querem investir em licitações podem se cadastrar em portais de compras. Governo federal (www.comprasnet.gov.br), Banco do Brasil (www.licitacoes-e.com.br) e Caixa Econômica Federal (www.caixa.gov.br) têm bolsas nacionais. Para encontrar editais em municípios, o endereço é www.cidadecompras.com.br. O governo do Estado de São Paulo também conta com um portal, no endereço eletrônico http://www.bec.sp.gov.br/.







Fonte: Folha de São Paulo


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Acesso é mais difícil para micro e pequeno

Notícias


Levantamento da Serasa Experian revelou que a procura das empresas por crédito recuou pela segunda vez consecutiva no mês de setembro deste ano. De acordo com o Indicador Demanda das Empresas por Crédito houve variação negativa de 0,9% em relação à procura por crédito verificada em agosto/09, mês em que já havia sido registrado um recuo de 4,3%. Já na comparação anual, ou seja, contra o mesmo mês do ano passado, setembro/09 apresentou queda de 4,0%, a mesma verificada em agosto/09 comparativamente a agosto/08. No acumulado dos primeiros nove meses de 2009 o recuo na Demanda das empresas por crédito foi de 5,6% frente ao mesmo período de 2008. Na classificação por porte, apenas as micro e pequenas empresas registraram recuo na procura por crédito em setembro/09. Na opinião de Fábio Rogério da Silva, analista da unidade de Consultoria e Acesso a Serviços Financeiros do Sebrae-MT, o maior problema, que atinge os pequenos e micro empresários, não apenas de Mato Grosso mas de todo o país, está no foco do sistema bancário mais preocupado em atender a grande empresa.

"Ainda há muitas exigências para o pequeno empresário e isso dificulta o seu acesso ao crédito. Por outro lado há também um pouco de falta de informação por parte do próprio empreendedor que não se prepara, não procura manter uma relação com o banco e consequentemente o seu cadastro atualizado, o que facilitaria muito o processo", diz Fábio. De acordo a classificação do Sebrae, a micro empresa é aquela com Faturamento de até R$ 240 mil ao ano. Já a pequena empresa fatura de R$ 240 mil a R$ 2,4 milhões/ano. Acima disso a empresa já é considerada de grande porte. "O Sebrae trabalha como um intermediador atuando com os bancos e governos, buscando resolver alguns problemas que emperram a concessão do crédito a este público específico. Essa relação entre o banco e o empresário já mudou bastante, mas ainda pede alguns ajustes. Acredito que esta queda revelada pelo levantamento da Serasa seja sazonal, não costuma ser uma realidade de mercado".

Ainda de acordo com o levantamento da Serasa por segmento econômico apenas o setor de Serviços elevou a sua procura por crédito em setembro/09 na comparação com agosto/09 com alta de 1,4%. Tanto a Indústria quanto o Comércio registraram quedas no mês passado em termos de Demanda por crédito: -2,2% (Indústria) e -2,7% (Comércio). No acumulado de janeiro a setembro, a Indústria tem apresentado a maior queda na sua procura por crédito (recuo de 6,2% ante o mesmo período de 2008), seguida de perto pelo setor de Serviços (-5,9%) e pelo Comércio (-5,6%).

Crise - Para Luiz Rabi, gerente do Indicador Serasa Experian, uma explicação para esta queda na procura por crédito por parte das micro e pequenas empresas está na crise financeira. "O mercado internacional tinha grandes empresas captando recursos no exterior para financiar projetos de investimento. Isso se deu até outubro de 2008. Com o agravamento da crise estas companhias tiveram que se financiar no mercado doméstico. O sistema financeiro viu a necessidade de atender este grupo e, com uma maior demanda, acabou deslocando as empresas menores para fora do mercado", explicou. "O recurso é escasso, não há dinheiro para todo mundo e a corda acabou arrebentando do lado mais fraco".

Segundo o gerente este cenário negativo não deve e não pode perdurar por muito tempo. "O governo começou a tomar algumas medidas para fazer com que houvesse um melhor acesso ao crédito para estas empresas menores. Criou, por exemplo, o Fundo Garantidor operado pelo Banco do Brasil para tentar facilitar esse acesso. Ainda não há efeitos deste fundo, mas como o mercado internacional está voltando aos patamares pré-crise, acredito em uma reversão deste cenário".

Mais do que um desejo, de acordo com Rabi esta é uma necessidade já que o crédito para a pequena empresa significa basicamente Capital de giro. "Estamos em um momento, entre setembro e final de ano, em que elas mais precisam, principalmente o Varejo já que entre outubro e novembro este segmento começa a fazer estoques para o Natal. Por isso é importante que o acesso ao crédito seja rapidamente restabelecido. Se isso não acontecer o Natal pode não ser tão bom quanto se espera".

Exceção - O comerciante Sebastião Bueno da Silva está satisfeito com a resposta que recebeu do Banco do Brasil quando foi solicitar crédito para abrir, com a mulher, uma loja de produtos para confeitaria destinada a donas de casa. O único obstáculo, segundo ele, é que o banco pede que antes de conceder o crédito a empresa seja aberta. "Eu estou procurando um ponto bom. Aí preciso alugar este ponto para abrir oficialmente a empresa e então voltar ao banco com a documentação necessária".

Segundo o projeto elaborado com a ajuda do Sebrae são necessários de R$ 50 a R$ 60 mil para abrir a confeitaria. "Na conversa com os bancos eu não ouvi negativas, mas vou fechar acordo com o que me ofereceu as menores taxas de juros. Eu tenho que ter subsídios financeiros para me manter até a empresa ser aberta e, então, poder receber a ajuda do banco. O ideal é que eu pudesse ter acesso a este recurso desde o início".

Para ter acesso ao crédito bancário como pessoa jurídica Sebastião Silva terá ainda que apresentar algumas garantias. "Mesmo com estas exigências eu me senti apoiado pela instituição financeira. É só ter planos que estejam dentro da realidade e toda a documentação certa. O que me ajudou bastante foi a minha experiência de mais de 30 anos no comércio varejista, o que me fez trabalhar dentro de um universo real e não sonhar demais. Gostaria de estar em um processo mais adiantado, mas a greve dos bancos atrapalhou. Mesmo assim eu pretendo que a empresa esteja funcionando já em janeiro do próximo ano".

Fonte: Gazeta Digital

Cuiabá regulamenta lei para micro e pequenas empresas

Notícias

Só Notícias/Leandro J. Nascimento

Pelo menos oitenta - dos cento e quarenta e um - municípios de Mato Grosso já regulamentaram em âmbito local a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa que visa estimular a competitividade, geração de renda dos estabelecimentos enquadrados nesta modalidade, bem como promover outros benefícios. Cuiabá é a mais recente e, a partir de hoje, passa a integrar a lista.

 
O prefeito Wilson Santos sancionará a lei em uma cerimônia na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). Com a regulamentação de uma lei própria, as MPE"s podem, por exemplo, participar de licitações públicas locais - compras totalizem R$ 80 mil. No Norte do Estado, cidade como Colíder, Matupá e Nova Mutum já instituíram a Lei Geral.


O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), de Mato Grosso tem orientado gestores que pretendem promover as mesmas transformações nas cidades. Somente em Cuiabá, foram aproximadamente dez meses de trabalho desenvolvido por técnicos da institutição.

 

Fonte: Só Notícias

 

Programa apóia MPE para fornecerem à Petrobras

Notícias

Ao longo de oito anos, mais de 200 empresas foram capacitadas dentro das exigências e necessidades da compradora

Da ASN/RS

Caxias do Sul - Tornar-se fornecedor da Petrobras pode parecer algo distante para micro e pequenas empresas, que em muitos casos não têm o preparo e nem a estrutura tecnológica para atender demandas como esta. O sonho, porém, pode virar realidade se a empresa estiver bem informada e buscando as oportunidades disponíveis no mercado.


É com a finalidade de impulsionar e desenvolver fornecedores para a cadeia de petróleo, gás e energia que foi criado o Programa Estruturante da Cadeia Produtiva do Petróleo, Gás e Energia do Estado do Rio Grande do Sul (CPPG & E). Trata-se de uma parceria feita entre o Sebrae/RS, a Petrobras e a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (através do projeto Rede Petro) e que está participando ativamente das atividades da Mercopar, em Caxias do Sul, até esta sexta-feira (23).


O programa existe há oito anos e hoje são mais de 200 empresas capacitadas dentro das exigências e carências da Petrobras, somente no Rio Grande do Sul, ou seja, prontas para fornecer produtos a grandes companhias compradoras. O programa ajuda a prepará-las em praticamente todas as áreas, incluindo gestão, responsabilidade social, tecnologia e produção.


De acordo com o gerente de cadastro de fornecedores da Petrobras, Ernani Turazzi, para participar do programa a empresa deve, inicialmente, contatar o Sebrae para dar início à sua preparação. Posteriormente, será indicada para a Petrobras e outras companhias na área de energia e gás, viabilizando assim o primeiro contato de geração de negócios. Essas, por sua vez, vão utilizar os serviços da indicada, de acordo com as suas próprias necessidades. SegundoTurazzi, o programa é muito importante porque incentiva o fortalecimento do mercado local.


Sustentabilidade

O gestor do programa pelo Sebrae/RS, Guilherme Menezes, acrescenta que as empresas participantes do projeto CPPG & E também são preparadas para ter sustentabilidade. "Não adianta ser contratada para fornecer uma vez e depois não ter mais pedidos. Assim ela vai fechar logo suas portas", frisa Menezes. A entidade tem como objetivo dar o apoio necessário para que a empresa seja capacitada em todos os aspectos para se manter ativa.


A linha de fornecedores, embora mais específica nas áreas de petróleo, gás e energia, abrange toda uma gama de serviços e produtos. Alguns exemplos citados são para-raios, uniformes, banheiros químicos, contêineres, usinagem, manutenção, parafusos e centenas de outros. "Não há limite em termos de produtos e serviços que a Petrobras utiliza", afirma Turazzi. Além do Rio Grande do Sul, o projeto se estende para outros 14 estados e a expectativa é qualificar de três a quatro mil empresas nos país. Ele acrescenta que essas parcerias, além de ajudarem as empresas, trazem facilidades para a própria Petrobras encontrar bons fornecedores.


De acordo com Menezes, outra intenção do projeto é alertar para as novas oportunidades de mercado que podem ser exploradas através da diversificação. Como exemplo cita a Serra Gaúcha. "Aqui há um grande foco no setor metalmecânico, voltado mais especificamente para a área automotiva. Porém, quanto mais as empresas se diversificarem, mais oportunidades de negócios irão surgir."


Também envolvida com o projeto, a coordenadora executiva da Rede Petro, Suzana Sperry, lembra que o objetivo principal é fomentar o mercado gaúcho, fazendo com que a indústria de bens e serviços ocupe lacunas hoje preenchidas com importações. "Queremos inserir as micro e pequenas empresas na cadeia produtiva de petróleo, gás e energia, através da capacitação e assessoria", destacou.


A Mercopar é promovida e realizada pelo Sebrae/RS e pela Hannover Fairs Sulamérica, empresa do grupo Deutsche Messe AG, com horário de funcionamento das 14 às 21h. Informações adicionais sobre o evento estão disponíveis no site www.mercopar.com.br ou pelo telefone 0800 701 4692.


Serviço:
Site - www.sebrae-rs.com.br/asn

Assessoria de Comunicação do Sebrae/RS - (51) 3216-5165/5182

Central de Relacionamento Sebrae/RS - 0800 570 0800

Sebrae Serra Gaúcha - (54) 3290.4700

Site - www.mercopar.com.br

Telefone - 0800 701 4692

 

Fonte: Agência Sebrae

 

 

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Certificar produtos ajuda a vender mais

Notícias

Medida facilita o acesso e o relacionamento das pequenas empresas com os potenciais canais de comercialização

Agência Sebrae de Notícias

Zé Dassilva

Zé Dassilva

O mercado quer comprar produtos certificados. Por saber disso, a Associação Agrícola de Junqueirópolis, município de São Paulo, está em fase de certificação da acerola produzida pelo 65 associados. A ação tem o objetivo de conquistar mais compradores. “Estamos no processo de certificação da acerola e das boas práticas agrícolas. Isso é porque precisamos colocar esse produto em novos mercados. Como o Sebrae poderia contribuir para conseguirmos a certificação e aumentar a nossa produção?”




Produto certificado aguça o faro do mercado, e o Sebrae dá uma força para chegar lá. A Wang Ching, da Unidade de Acesso ao Mercado, conta como a entidade ajuda. “O Sebrae pode fazer muita coisa para você acessar o mercado. Um dos projetos que podem ser aplicáveis neste caso é o Comércio Brasil, instrumento que facilita o acesso e o relacionamento das pequenas empresas com os seus potenciais canais de comercialização.”




Aproximação entre vendedor e comprador
O Comércio Brasil abrange todo tipo de micro e pequena e empresa formal. Por meio de uma rede de agentes especializados, o projeto identifica e seleciona oportunidades de comercialização, ou seja, busca potenciais compradores para determinados produtos de clientes do Sebrae e faz essa aproximação de negócios.





Como o Sebrae faz esse meio campo entre o vendedor e o comprador? “Facilita vistas de compradores potenciais às regiões produtoras. É natural que compradores internacionais queiramn conhecer como é a estrutura produtiva e quais são os preceitos, se atende ou não aos padrões internacionais de sustentabilidade.”, responde a gerente.




Sustentabilidade que dizer boas práticas agrícolas, requisito muito buscado no mercado internacional. Segundo Wang, “muitas vezes, o comprador busca primeiro informações com o Sebrae para poder chegar no pequeno empreendedor.”




O Sebrae ainda pode te ajudar a constituir uma pequena empresa do jeito que o mercado quer ver. “A entidade pode ajudar a conceber, por exemplo, o design e embalagens necessários para o teu produto acessar o mercado. Contribuir para o desenvolvimento do plano de marketing a fim de confeccionar folders, portfólio, catálogos com informações e especificações técnicas do seu produto. Esse material pode ser utilizado como instrumentos de aproximação comercial em participações de feiras.”, orienta Wang Ching.




Fonte: Pequenas Empresas & Grande Negócios

Novo caminho para executivos de finanças

Notícias

Empresas de menor porte investem na organização da área financeira para atrair investidores

Renata Gama

Um diretor financeiro (CFO), um gerente contábil, um gerente de planejamento, outro de auditoria e um comprador/tesoureiro. Esses cinco cargos foram abertos em apenas três meses na Crivo, empresa de TI que produz software para análise de crédito e risco. De porte médio, a companhia vem dobrando o faturamento nos últimos anos, chegando hoje a R$ 13,5 milhões. E entendeu que precisava profissionalizar a gestão para atrair investimentos.

 

O primeiro passo foi montar uma equipe financeira. "Sentimos que era hora de investir em gestão e governança para estruturar a empresa de forma a crescer com qualidade", explica Daniel Turini, um dos sócios-fundadores da empresa. Até então, quem exercia essa função era ele mesmo, "de maneira não muito adequada", admite. "Sou de formação técnica, o que eu aprendi foi de forma empírica, sou um autodidata", diz o matemático formado pela USP.

 

Como a Crivo, várias empresas de médio porte - algumas de estrutura familiar - estão criando ou ampliando suas equipes da área financeira para melhorar a gestão. "É uma tendência. Empresas pequenas e médias de sucesso recente têm, na minha opinião, dois caminhos: se profissionalizar ou serem adquiridas por alguém", diz Ricardo Uzal Garcia, que assumiu o recém-criado cargo de CFO na companhia. Nas aquisições, ressalta Garcia, nem sempre o negócio é fechado pelo valor adequado.

 

Conforme a consultoria britânica Michael Page, especializada em recrutamento de executivos, a fatia de profissionais da área de finanças procurados pelas médias e pequenas empresas cresceu este ano 40% em relação à demanda das grandes. Hoje, 70% dos processos de contratação de altos cargos e 60% dos de média gerência realizados pela consultoria são de companhias médias.

 

Esse movimento de profissionalização da gestão das empresas tem sido impulsionado por vários motivos. Um catalisador foi a turbulência no cenário econômico internacional. "A crise abriu os olhos de uma série de empresários para a necessidade de se ter uma organização maior nas suas estruturas para que estejam prontas para receber investimento, principalmente de fundos de private equity, parceiros ou para mudar o patamar das organizações", afirmou o diretor da Michael Page, Marcelo De Lucca.

 

Arrumar a casa tem sido pré-requisito para conseguir recursos para alavancar o negócio. Com o aperto do crédito provocado pela crise, bancos e fundos tornaram-se mais seletivos sobre onde injetar dinheiro. E as empresas que demonstram maior controle de gestão e melhor governança têm acesso a recursos com maior facilidade e em melhores condições. "Os fundos de investimento exigem consistência de gestão e boas práticas. Os próprios bancos pedem isso pra conceder crédito", afirma Leonardo Toscano, sócio-diretor da Excelia, consultoria recém-criada para auxiliar as empresas na gestão para atrair investimentos.

 

A mudança das normas de contabilização, que entram em vigor no ano que vem, também tem motivado as empresas a arrumar suas áreas financeiras.

 

Conforme Marcelo Braga, sócio da consultoria de recursos humanos Search, o salário oferecido por empresas médias a executivos não perde para as grandes. "É similar", diz. No entanto, a política de bônus pode ser muito diferente. "Às vezes, na empresa pequena não há bônus. Ou, se há, é pago conforme o humor do dono", ressalta.

 

Mas trabalhar numa empresa pequena ou média pode oferecer mais espaço para os executivos se destacarem. "É um mercado a ser olhado. As oportunidades de crescimento são maiores. É um acelerador de carreira", diz Braga.

 

Fonte: O Estado de S. Paulo