quarta-feira, 30 de setembro de 2009

MT: 60 cidades já regulamentaram lei para pequenas empresas

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Jonas da Silva

Um conjunto de ações desencadeadas desde o início do ano pelo Sebrae Mato Grosso e instituições de defesa dos municípios conseguiu obter a regulamentação de 60 leis geral da Micro e Pequena Empresa (MPE) em Mato Grosso até hoje. Ou seja, atualmente 42,5% dos 141 municípios já dispõem do instrumento de desenvolvimento municipal

 

Até o início do ano, somente cinco municípios (Jauru, Sapezal, Alta Floresta, Tangará da Serra, Colíder) usufruíam das vantagens de fixar recursos nos municípios, gerar emprego e renda e elevar a arrecadação proporcionado com a formalização dos pequenos negócios, o ponto central da legislação definida pela Legislação Federal.

 

Somente nesta terça-feira, os gestores públicos das cidades de Conquista d´Oeste, Glória d´Oeste e Confresa enviaram à direção do Sebrae a legislação regulamentada pela Câmara de Vereadores e sancionada pelos respectivos prefeitos.

 

Os esclarecimentos e incentivo para a regulamentação da Lei Geral pelos municípios em Mato Grosso é uma iniciativa do Sebrae, com apoio da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (Ucmmat), e do governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme).

 

Fonte: Só Noticias

 

Parceiros de peso

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Compras governamentais

Cresce o número de municípios que veem nos incentivos às MPEs uma estratégia de desenvolvimento

Domingos Zaparolli

Em Cariacica, cidade capixaba com 365 mil habitantes, o empreendedor comparece a um único estabelecimento público, onde se encontram representantes de sete secretarias municipais e do corpo de bombeiros, e num prazo de 24 a 48 horas apenas, abre sua empresa. Apenas em junho, foram concedidos 214 alvarás de funcionamento dessa forma. Se o novo negócio estiver entre os 38 segmentos empresariais considerados estratégicos pelo município, o empreendedor pode solicitar redução na alíquota de ISS e isenção de IPTU por 10 anos.

 

Crédito de até R$ 7,5 mil não é problema, pode ser solicitado ao programa Nossocrédito, parceria da cidade com o Estado, e quitado em até 24 meses com juros mensais de 0,7%. O empreendedor também pode tornar-se fornecedor da prefeitura. Neste ano, 44% das compras municipais foram realizadas de pequenas e médias empresas locais. Elas concorrem normalmente em licitações, mas são beneficiadas em caso de empate na proposta.

 

O prefeito em segundo mandato, Helder Salomão, (PT) relata que o incentivo ao empreendedorismo local é a principal estratégia municipal de desenvolvimento. A ideia surgiu em 2006, após a decisão de criar um fórum periódico reunindo empresários e gestores públicos da cidade. "Detectamos que tentar atrair grandes empresas para o município era um processo custoso, demorado e de resultados duvidosos. Já o apoio às pequenas empresas não é dispendioso e os benefícios concedidos geram riquezas que ficam no município", diz o prefeito.

 

Cariacica tornou-se uma das primeiras cidades no país a se adequar à Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, criada no final de 2006. A lei regulamenta incentivos fiscais, procedimentos burocráticos e processos de compras governamentais de forma a beneficiar as pequenas empresas. Desde a adequação municipal à Lei Geral, foram abertas 3,4 mil empresas que geraram 6,5 mil novos empregos na cidade. Em 2006 a cidade concentrava 6,5% do total de empresas do Espírito Santo e passou a ser sede de 14,5%. No primeiro semestre deste ano, apesar das isenções concedidas, a arrecadação de ISS cresceu 9% em relação a 2008.

 

Há um mês a cidade engajou-se na campanha de formalização de trabalhadores autônomos na nova figura jurídica do Microempreendedor Individual. Duas equipes da prefeitura percorrem áreas de grande concentração de informais levando esclarecimentos e, se for o caso, cadastrando o empreendedor na hora. Nas três primeiras semanas foram cadastrados 600 empreendedores. "Aqui, os benefícios das leis não ficam no discurso, nos empenhamos para que virem realidade", diz Salomão.

 

Como demonstra o exemplo de Cariacica, apoiar o empreendedorismo pode gerar desenvolvimento aos municípios. Mas esta é uma prática ainda pouco habitual. Em um universo de 5.564 municípios do país, só 743 já regulamentaram a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa criada em 2006.

 

Para Paulo Okamotto, presidente do Sebrae, ainda não existe uma cultura pró-empreendedorismo entre os gestores municipais. Sendo assim, não se conhecem os problemas dos pequenos empresários e, portanto, não se buscam soluções; não se estabelecem planos de desenvolvimento e não se aproveitam incentivos federais e estaduais. "Onde não há um ambiente favorável, o empreendedorismo não prospera", diz o executivo.

 

O Sebrae trabalha em duas frentes para estimular o empreendedorismo junto aos gestores municipais. Uma é o Prêmio Prefeito Empreendedor, que valoriza e divulga boas iniciativas favoráveis ao desenvolvimento nas cidades. Em 2001, quando foi criado, 268 municípios inscreveram-se no prêmio. Em 2009, são esperadas 800 inscrições. A outra iniciativa do Sebrae é a capacitação dos gestores municipais, por meio de palestras e consultoria.

 

Recentemente o Sebrae estabeleceu uma parceria com a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) para sensibilização sobre a Lei da Micro e Pequena Empresa. Numa etapa piloto, gestores de 107 cidades assistirão a palestras e terão acesso gratuito à consultoria para a implementação da lei. A meta do Sebrae até 2010, é que a lei esteja em vigência em 1.700 municípios, abrangendo 60% da população.

 

O ex-prefeito de São Carlos (SP), Newton Lima Neto, coordenador de empreendedorismo da FNP, julga que a situação está mudando. Em sua opinião, muitos prefeitos estão percebendo que o desenvolvimento econômico e social dos municípios não pode ser totalmente dependente de fatores externos às ações locais. "É cada vez mais comum encontrar prefeitos dispostos a assumir um papel de protagonista do desenvolvimento", diz Lima Neto.

 

Atrair um grande empreendimento, na opinião do coordenador da FNP, também não é garantia de desenvolvimento local, uma vez que em muitos casos essas empresas trazem profissionais qualificados de fora e só empregos marginais são gerados localmente.

 

"As pequenas empresas são diferentes, envolvem pessoas com raízes na cidade, contratam localmente e investem o lucro na região, portanto, geram um desenvolvimento mais sustentável."

 

Uma política consistente de apoio às pequenas e médias empresas pode gerar grandes resultados. Santa Rita do Sapucaí, cidade mineira de 40 mil habitantes, reúne 137 pequenas e médias empresas de eletrônica e telecomunicações e, por conta disto, é conhecida como o Vale da Eletrônica. Em 2008, essas empresas geraram 9.500 empregos e faturaram R$ 1 bilhão. Pedro Sérgio Monti, secretário municipal de Ciência, Tecnologia e Indústria, relata que o desenvolvimento da cidade é reflexo de duas ações: educação e apoio ao empreendedorismo, ambas as medidas mantidas por sucessivos gestores municipais.

 

O perfil econômico de Santa Rita começou a ser moldado com a instalação de uma escola técnica em eletrônica em 1959, do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) nos anos 60 e da Faculdade de Administração e Informática (FAI) nos anos 80. Mas foi na década de 90 que a prefeitura criou uma série de incentivos para gerar pequenas empresas locais e atrair investidores de fora e assim ocupar a mão de obra que formava. Empreendedorismo passou a ser ensinado do ensino básico à faculdade, ação que rendeu ao município o prêmio Prefeito Empreendedor em 2001.

 

O incentivo à criação de empresas foi estabelecido com isenções temporárias de ISS e IPTU, doação de terreno com infraestrutura para instalação de empresas em um distrito industrial criado para esta finalidade ou pagamento temporário de aluguéis de galpões industriais. "Mas os incentivos só são concedidos após uma rigorosa análise dos benefícios que a empresa trará para a cidade em emprego e renda", informa Monti.

O município também criou uma incubadora de empresas, onde são selecionadas iniciativas de negócios de alunos da cidade. Na incubadora, além da infraestrutura, os novos empresários recebem capacitação administrativa e mercadológica. A Inatel seguiu o exemplo e também criou uma incubadora na cidade. Um total de 61 empresas de eletrônica ou telecomunicações foram criadas com o apoio das incubadoras.

Na segunda quinzena de setembro, Santa Rita foi reconhecida pelo governo estadual como polo de eletrônica e telecomunicações de Minas Gerais. Pedro Monti acredita que o título deverá por em destaque o trabalho que vem sendo feito na cidade e atrair novos empreendimentos. Santa Rita, relata Monti, já está pronta para isso. Em 2010 será lançado um segundo distrito industrial de um milhão de m². "Nossa expectativa é de atrair 60 novas empresas para a região", diz o secretário municipal.

 

Fonte: Valor Econômico

"Até entender o processo, tomei vários prejuízos"

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O que não estava prevista era a chegada da crise financeira

Da Redação

A vida profissional da administradora de empresas Claudia Gomes era sólida. Ocupava o cargo de gerente administrativa em uma empresa de comércio exterior e dali a galgar outras funções seria apenas uma questão de tempo.

 

O que não estava prevista era a chegada da crise financeira. De trabalhadora com carteira assinada ela passou a engrossar a fila de desempregados, desde outubro. Incentivada pelo irmão mais velho, a administradora abriu uma micro empresa para concorrer em licitação para aquisição de uma casa lotérica, mas perdeu.

 

Mal sabia Claudia que estava no caminho certo. Derrotada na primeira tentativa, ela foi buscar outras soluções. "Perdi a licitação para a casa lotérica, mas passei a concorrer em outras licitações. Na primeira, entrei para fornecer copos plásticos para a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp)", diz. De lá para cá, os negócios não param de crescer e a nova empresária decidiu centralizar suas vendas para as estatais. A falta de informação sobre o mercado assustou Claudia, que foi procurar instruções para tocar o próprio negócio. "Fiquei sabendo do Fomenta que aconteceria em Brasília e quis participar", lembra.

Pela primeira vez, em setembro de 2008, foi realizado o Encontro de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas Compras Governamentais (Fomenta), promovido pelo Sebrae e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, entre outros parceiros. A partir daí, explica, "fiquei sabendo como os donos de micro e pequenas empresas podem participar de licitação das compras públicas e o potencial de compra de cada órgão". "Até entender o processo tomei vários prejuízos", diz Claudia, hoje proprietária da Dandara Distribuição, que fornece produtos de higiene e limpeza para vários órgãos governamentais.

O caso que ela não esquece foi a licitação de vassouras para um batalhão da Polícia Militar de São Paulo. "Digitei o valor errado e ao invés de R$ 12,00 a unidade coloquei R$ 1,20. Tive que arcar com o prejuízo e fazer a entrega. Aprendi com os meus próprios erros", recorda. Desde a abertura de sua empresa até recentemente, Claudia não sabia mais o que era ter descanso em um final de semana. "Passava o sábado e o domingo inteiro diante do computador procurando licitações para concorrer ao longo da semana", conta. Agora, as entregas foram terceirizadas.

 

Fonte: Valor Econômico

 

Como conquistar o melhor dos clientes

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Encontro no Rio reúne empreendedores interessados em participar das licitações do setor público

Rosangela Capozoli



Sérgio Malta: MPEs respondem por 10% das compras governamentais no Rio

O Dia da Micro e Pequena Empresa será comemorado com pompa e gala no Rio de Janeiro. O Sebrae aproveitará a data para lançar, no próximo dia 5, o Fomenta - Oportunidades para Micro e Pequenas Empresas nas Compras Governamentais. O programa visa incentivar as estatais e governos estaduais e municipais a comprar mais dos pequenos empresários, gerando emprego e renda. Hoje, essas empresas, que representam 99% das companhias formais no país e empregam 58% da mão de obra, têm participação pouco significativa nas compras públicas, respondendo por apenas 20%.




O Rio será o 15º Estado a regulamentar o dispositivo de compras públicas, presente no capítulo V da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (MPEs) - a Lei Complementar 123/06, que prevê facilidades para esse perfil de empresário nas licitações de até R$ 80 mil, de forma que possam concorrer em pé de igualdade com as companhias de grande porte. "Hoje as compras governamentais no Rio feitas de pequenos empresários representam 10% e deverão saltar para 25% em 2010, após a regulamentação da lei", comemora Sergio Malta, diretor presidente do Sebrae/RJ.




Ele calcula que as compras governamentais no país somem R$ 350 bilhões anualmente, o correspondente a cerca de 10% do Produto Interno Bruto.




Sergipe, o primeiro Estado a regulamentar a lei, em setembro de 2007, assiste ao avanço do setor. "Passamos de uma participação de 27% para 47% neste ano", afirma José Américo dos Santos, gerente de políticas públicas do Sebrae/SE. O número de micro e pequenas empresas também cresceu. "No ano passado somavam cerca de sessenta e neste ano já são quase cem que fornecem para órgãos do governo", diz.




Segundo Santos, os produtos mais demandados pelas empresas governamentais em 2008 foram alimentos (30%), seguidos de material de expediente (28%) e serviços em veículos (26%).




Para Ricardo Tortorella, diretor superintendente do Sebrae/SP, é de grande valia para as PMEs, que têm entre tantas dificuldades o acesso à vendas públicas, poderem participar desse segmento. "Um bom mercado é vender para os governos municipal, estadual e federal", diz. O Estado de São Paulo, segundo ele, está adotando uma "ferramenta" que é a "valorização das micro e pequenas empresas locais em detrimento das demais."




Satisfeito com os resultados das negociações, Tortorella diz que as micro e pequenas empresas, que antes da regulamentação do dispositivo respondiam por 10% dessas vendas, hoje já representam o equivalente a 30%. "Isso significa um valor adicional de R$ 10 bilhões no faturamento dessas empresas", comemora. A meta, acrescenta, é que no prazo de dois a três anos esse montante dobre. "Das compras efetuadas pelo governo, 85% concentram-se na área de comércio e serviços e o restante na indústria." Pelos seus cálculos, as 1,5 milhão de PMES de São Paulo somam receita mensal de R$ 21 bilhões.

Segundo Júlio Durante, consultor geral do Sebrae/SP, dos 645 municípios paulistas, apenas 83 já têm regulamentada a lei. No país, cerca de 500 implementaram a Lei Geral Municipal, de um total de 5.562 municípios.

Alexandre Dias Ferraz, gerente da Solutions & Price, loja da rua Santa Efigênia, no centro de São Paulo, não tem do que reclamar. "Prestamos serviços para a Universidade de São Paulo (USP) no fornecimento de equipamentos para a área de informática. Entramos numa licitação e nosso melhor cliente é o governo", diz. Para explicar sua satisfação ele informa que "o volume de vendas é grande e o pagamento é certo."

O Fomenta, que se estenderá por três dias, no Rio, contará com a presença de cerca de 2 mil PMEs e cerca de 15 empresas públicas e representantes de governos estaduais e municipais. "Muitos contatos já poderão ser fechados indiretamente nessa feira", diz Sérgio Malta, do Sebrae. Ele afirma que os negócios de fato só acontecem através das licitações. "Será uma grande oportunidade de aproximar os clientes dos empresários", completa.

Entre os compradores estarão presentes estatais de peso como o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Correios, Eletrobrás, Exército, Fiocruz, Petrobras, entre outros.





Fonte: Valor Econômico

Programa capacita pequenos para o comércio exterior

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Ao contatar o Sebrae, o empresário terá apoio nas áreas administrativa e contábil

Adriana Aguilar

O Banco do Brasil fechou convênios com o Sebrae e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para a capacitação conjunta dos pequenos empresários que pretendem vender produtos no exterior. O dono da indústria ou do comércio poderá ser orientado por uma sequência de módulos, passando pelo Sebrae, BB e, no final, Apex. Os convênios preveem o compartilhamento do banco de dados das pequenas empresas.

 

"As três ações são complementares. Até o fim de 2010, queremos aumentar em 10% o número de empresas no mercado internacional, passando de 18 mil para 20 mil", afirma o diretor de comércio exterior do Banco do Brasil, Nilo Panazzolo.

 

Ao contatar o Sebrae, o empresário terá apoio nas áreas administrativa e contábil. O BB orienta sobre os mecanismos de financiamento, produtos e serviços de comércio exterior e, na terceira etapa, a Apex entra com as ferramentas para ajudar os pequenos empresários a colocar os produtos fabricados no mercado.

"Há um forte trabalho na divulgação da empresa e produtos lá fora por parte da Apex, que mantém parceria com mais de 70 entidades representativas da indústria nacional. Só neste ano, está prevista a realização de mais de 700 eventos de promoções comerciais pela Apex, em diferentes países."

 

No convênio assinado entre Banco do Brasil e Apex, em setembro, também está prevista a parceria para o uso do Brasil WebTrade (ferramenta de e-commerce do BB), contribuindo para a divulgação das empresas brasileiras.

Os interessados na capacitação podem clicar em "Autodiagnótico", na página www.internacionalizacao.sebrae.com.br, e responder o questionário. O autodiagnóstico é a primeira fase de um processo de atendimento que ainda inclui uma consulta com um técnico (segunda fase) e a possibilidade de uma visita de consultores no local de produção (terceira fase).

 

No ano passado, o Sebrae realizou três projetos piloto, dentro do Programa de Internacionalização, treinando cem pequenas empresas no Espírito Santo, mais 90 no Ceará e outras 150 no Rio de Janeiro, ligadas à cadeia produtiva de petróleo, gás e energia.

 

"O Programa de Internacionalização prepara a empresa para competir no mercado local e no exterior", diz a gerente da unidade de acesso a mercados do Sebrae, Wang Hsiu Ching. "A boa fase da economia no Brasil em um cenário de crise mundial, acirrou a vinda de empresas de fora. Por isso, as pequenas têm de se fortalecer também para disputar mercado interno com as estrangeiras", afirma a gerente.

 

O pacote de serviços, treinamento, consultoria e cursos, com vigência de dois anos, tem mensalidade de R$ 200,00, preço atrativo se comparado ao praticado por empresas privadas.

 

Fonte: Valor Econômico

Profissionais renomados na Semana da Microempresa

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Liderança, marketing, mercado, vendas e gestão de pessoas estão entre os temas das palestras magnas

Suzana Prado

Carlos Augusto

Carlos Augusto

Os dirigentes do Sebrae no Piauí e o governador Wellington Dias, que vai proferir palestra no evento

Luís Nassif, Tom Coelho, Antonio Testa, Fabiano Brum, Erik Penna, Eugênio Sales Queiroz, Marcelo Miyashita e Wellington Moreira são alguns dos profissionais e consultores que estarão na Semana da Microempresa do Piauí, que acontece de 5 a 9 de outubro, em Teresina e nos escritórios do Sebrae em Parnaíba, Picos, São Raimundo Nonato e Floriano.

 

“As palestras magnas serão com profissionais de renome tendo como assuntos empreendedorismo, criatividade, vendas, gestão de pessoas, marketing e mercado. Nosso objetivo é repassar conhecimentos aos nossos empreendedores”, informa o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae no Piauí, Ulysses Moraes.

 

A Semana da Microempresa vai ofertar mais de cinqüenta eventos entre palestras magnas e oficinas. “O Sebrae é uma instituição que tem no conhecimento e na informação ferramentas fundamentais para o sucesso de um empreendimento. Essa é nossa meta, levar esse conhecimento aos empreendedores do Estado”, ressalta o diretor superintendente do Sebrae no Piauí, Delano Rocha.

 

Palestrantes piauienses também estarão na Semana da Microempresa a exemplo do governador do Estado, Wellington Dias, que fará a palestra de abertura do evento, cujo tema é O Desenvolvimento do Estado do Piauí e as Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas.

 

Os consultores do Sebrae no Piauí, Sávio Normando e Eduardo Ventura, como também o cantor Lázaro do Piauí, estão na programação do evento.

 

Quem quiser conhecer a programação da Semana da Microempresa basta acessar o site do Sebrae, www.pi.sebrae.com.br, ou então contactar a Central de Relacionamento Sebrae através do telefone 08005700800.

As inscrições são gratuitas e serão efetuadas meia hora antes de cada evento.

 

Palestras Magnas

DIA 05/10

Em Teresina - Abertura Semana da MPE

O Desenvolvimento do Estado do Piauí e as Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas –Governador Wellington Dias

Os Pequenos Negócios em Momentos de Pós-Crise – Luis Nassif

DIA 06/10

Em Teresina

17h00 – Como Fazer sua Empresa Crescer – Eugênio Sales Queiroz

19h00 – Gerenciamento e Liderança Eficaz – Wellington Moreira

Em Parnaíba

17h00 – De Mané a Lula – Uma História que ainda não terminou – Lázaro do Piauí

19h00 – A Divertida Arte de Vender – Erik Penna

DIA 07/10

Em Teresina

17h00 – Empreendedorismo em Ação – Como Fazer Acontecer – Tom Coelho

19h00 – Novo Mercado, Novas Competências – Antônio Testa

Em Floriano

17h00 – De Mané a Lula – Uma História que ainda não terminou – Lázaro do Piauí

19h00 – Gestão Prática de Vendas – Erik Penna

DIA 08/10

Em Teresina

17h00 – Decolando para o Futuro – Erik Penna

19h00 – Chefia e Liderança – Fabiano Brum


Em Picos

17h00 – Vendas – Eduardo Ventura

19h00 – Marketing para Pequenos Negócios – Marcelo Miyashita

DIA 09/10

Em Teresina

17h00 – Atitudes para Empreender, Atitudes para Vencer – Sávio Normando

19h00 – Marketing para Pequenos Negócios – Marcelo Miyashita


Em São Raimundo Nonato

De Mané a Lula – Uma História que ainda não terminou – Lázaro do Piauí
Marketing – Eduardo Ventura

Serviço:
Unidade de Atendimento Individual e Mercados do Sebrae no Piauí: (86) 3216-1353

Escritório do Sebrae em Parnaíba - (86) 3322-4688

Escritório do Sebrae em Picos: (89) 3422-3919

Escritório do Sebrae em Floriano: (89) 3522-3164

Escritório do Sebrae em São Raimundo Nonato: (89) 3582-1289

 

Fonte: Agência Sebrae

Capacitação em licitações

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Evento discutiu alguns eixos estratégicos sobre licitações e contratos administrativos

Lane Valle



Aconteceu na manhã de ontem, no auditório da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) o primeiro módulo do curso de Licitação Públicas para profissionais informais, cooperativas e associações do Estado, promovido pelo gabinete do deputado estadual Taumaturgo Lima, com parcerias do governo do Estado, através da Secretária Adjunta de Compras e Licitações Públicas do Acre, juntamente com o apoio da Central de Cooperativas e Empreendimentos da Economia Solidária do Brasil (Unisol).

O encontro, que reuniu representantes de diferentes segmentos do Estado, teve como objetivo principal aperfeiçoar o acesso das pequenas empresas que podem participar das licitações públicas. Durante amanhã, foram discutidos entre outros assuntos ligados ao tema, a lei n° 8.666 que fala obre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Na oportunidade o deputado Taumaturgo Lima, destacou que o governo do Estado, ainda na gestão de Jorge Viana e agora com Binho Marques, sempre manteve a simpatia e a parceria com o movimento cooperativista, contribuindo com a inclusão dos menos favorecidos proporcionando inclusão social principalmente por meio do cooperativismo, associativismo das associações da região.

“Esse é um momento que não podemos desperdiçar. Isso depende da nossa boa vontade, do nosso empenho e do nosso compromisso com esse movimento e com as famílias e empreendimentos que estão dentro dessa causa. Com isso fazemos com que eles cresçam e cada vez mais criem credibilidade junto aos órgãos públicos e privados”, destacou Taumaturgo. Ele afirmou que tem certeza que a capacitação vai dar novo rumo ao cooperativismo e os empreendimentos solidários do Estado.


Fonte: Página 20




terça-feira, 29 de setembro de 2009

De carona, pequenas empresas se tornam globais

Parcerias com grandes companhias estimula a certificação e aumenta a competitividade

Marianna Aragão

A internacionalização de companhias brasileiras está abrindo portas para pequenas e médias empresas no exterior. Como fornecedoras ou prestadoras de serviços, elas pegam carona no boom de investimentos internacionais de grandes grupos. Além de ajudar a conquistar clientes lá fora, algumas parcerias acabam estimulando as pequenas a buscar certificações técnicas e se tornarem mais ágeis e competitivas também no mercado doméstico.

 

A empresa especializada na instalação de canteiros de obras Canteiro, de Santa Isabel (SP), deu o primeiro passo de sua internacionalização em 2004, ao firmar um contrato com a construtora Odebrecht. Desde então, já montou seus espaços em empreendimentos na Venezuela, República Dominicana e Angola. Cinco anos depois, o faturamento com projetos internacionais representa 20% do total da companhia, conta um dos sócios, Sérgio Boff.

 

O país africano, que passa por intensa reconstrução, após o fim da guerra civil que durou mais de duas décadas, tem papel de destaque nesse resultado. Ali, a empresa já espalhou seus canteiros por uma área de 50 mil metros quadrados. A parceria com a Odebrecht ajudou a dar visibilidade para a Canteiro, que está expandindo sua atuação em Angola. Há dois anos, a Canteiro passou a fornecer para outros clientes no país. "Estando lá, ficou mais fácil fazer os contatos", acredita Boff. Entre os novos clientes, estão grupos locais e nacionais como Engepar e Atlantis.

 

Outra companhia que aproveitou a internacionalização de grandes grupos para buscar novos mercados foi a carioca PCE, que faz projetos de engenharia. Fornecedora de empresas como Odebrecht e Andrade Gutierrez, a companhia está presente em obras no Peru, Bolívia, República Dominicana e Honduras, conta o diretor Paulo Roberto Pereira. "Às vezes, a parceria funciona melhor do que a criação de uma sede no exterior", afirma.

 

Os contratos internacionais, que respondem por 15% do faturamento da PCE, também trazem segurança para a empresa. "Quando das coisas vão mal no Brasil, eles funcionam como seguro", afirma.

 

Milton Torrecilhas, diretor da empresa de componentes elétricos PJ, de São Paulo, também vê a internacionalização como uma garantia de faturamento. "Com as vendas externas, posso correr atrás de novos negócios e fortalecer outras áreas no mercado doméstico."

 

Filial

A empresa familiar, que fez sua primeira exportação há cinco anos, para atender uma obra de Odebrecht em Angola, resolveu investir para atender o mercado internacional. Há um ano e meio, abriu uma filial no Rio de Janeiro para facilitar o envio de produtos para o país africano, escoados pelo porto da capital fluminense. Pelo menos 10% do faturamento é obtido com as exportações.

 

As pequenas e médias empresas são maioria entre os fornecedores da Odebrecht no exterior. Elas representam 90% dos fornecedores de serviços e 60% dos de produtos. "Uma das principais vantagens em ter essas companhias como parceiras é a agilidade. Conseguimos tratar diretamente com o dono", comenta Mauro Rehm, gerente geral da Odebrecht Logística e Exportação (Olex).

 

Exigências

Segundo o executivo, porém, nos contratos para exportação, os níveis de exigências são maiores. "Muitos exigem requisitos que as empresas que atuam apenas no mercado interno não têm." Nesse caso, diz ele, a companhia auxilia os pequenos fornecedores a buscarem qualificação técnica, que incluem cuidados especiais com embalagens, entrega e atendimento. "Mas a empresa precisa ter, além de potencial, a vontade de se internacionalizar."

 

Paulo Roberto Pereira, da PCE, conta que o primeiro contrato internacional obrigou a empresa a buscar certificações, como o ISO 9001. As auditorias também se tornaram uma constante na rotina da companhia. "A empresa passou a buscar um melhor controle de qualidade", conta ele. "O cuidado tem de ser redobrado.Não podemos errar", comenta Milton, da elétrica PJ.

 

Fonte: Agência Sebrae

Série de capacitações marca Semana da Microempresa

Série de palestras será oferecida na capital e no interior do Estado no período de 5 a 9 de outrubro

Suzana Prado

Carlos Augusto Lima

Carlos Augusto Lima

Capacitações também comemoram o aniversário do Sebrae

Teresina - A Semana da Microempresa, comemorada de 5 a 9 de outubro, trará a Teresina profissionais renomados, consultores e especialistas que vão proferir palestras sobre a atual situação dos micro e pequenos negócios no País, como também qual o melhor caminho para mantê-los no mercado garantindo trabalho e renda para todos. As capacitações oferecidas tambem vão comemorar os 36 anos do Sistema Sebrae.

“O Sebrae é o grande incentivador do surgimento e desenvolvimento dos micro e pequenos negócios no Brasil.Temos expertise e uma imensa responsabilidade em garantir resultados satisfatórios para que essas micro e pequenas empresas permaneçam no mercado, garantindo novos postos de trabalho e gerando renda. Por isso, resolvemos presentear os empreendedores do Piauí com uma semana de intensa atividade, com realização de palestras magnas, oficinas, treinamentos, enfim, uma semana que vai levar conhecimento e informação para o empreendedor”, destaca o presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae no Piauí, Ulysses Gonçalves Nunes de Moraes.

 

“Teremos uma intensa semana de trabalho, quando vamos oferecer um presente para o Piauí, trazendo profissionais que vão nos repassar conhecimentos importantes sobre os micro e pequenos negócios no país. Com isso, queremos reforçar a missão e o trabalho desenvolvidos pelo Sebrae, que é promover o surgimento e o desenvolvimento das micro e pequenas empresas", destaca o superintendente do Sebrae/PI, Delano Rodrigues Rocha.

 

Para divulgar a oferta de capacitações foi preparada campanha publicitária que destaca que quem ganha o presente é o empreeendedor, e esse presente é o conhecimento. Os empreendedores interessados em conferir a programação da Semana da Microempresa podem acessar tanto no site do Sebrae no Piauí, www.pi.sebrae.com.br, quanto ligar para Central de Relacionamento Sebrae através do telefone 08005700800. Esse número aceita ligação de telefones fixos e de celulares.

 

Inscrições

A Semana da Microempresa é gratuita e aberta aos empreendedores, empresários, profissionais liberais, universitários e demais pessoas interessadas em iniciar um empreendimento ou expandir um já existente.

“Todas as palestras, cursos, minicursos e oficinas vão acontecer nos escritórios do Sebrae no Estado. Por isso pedimos que os interessados em participar da Semana da Microempresa cheguem, pelo menos, meia hora antes de cada evento. Nosso objetivo é fazer com que todos os empreendedores,empresários e demais públicos possam participar da semana, adquirir conhecimento e aplicá-los no dia a dia de seus empreendimentos”, afirma a analista de Atendimento do Sebrae em Teresina, Marilda Melão.

 

Abertura

O evento que tem abertura marcada para a noite do dia 5 de outubro, contará com as palestras do governador do Piauí, Wellington Dias, e do jornalista econômico Luiz Nassif. A solenidade acontece no auditório do Sebrae em Teresina.“O governador vai proferir palestra com o tema 'O Desenvolvimento do Estado do Piauí e as Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas'. A segunda palestra da noite, a ser proferida pelo jornalista Luis Nassif, tem como tema 'Os Pequenos Negócios em Momentos de Pós-Crise'” informa o gerente da Unidade de Atendimento Individual e Mercado do Sebrae/PI, Carlos Jorge Gomes da Silva.

 

A oferta de capacitações não ficará restrita somente à capital. Cada escritório terá uma programação seguindo a mesma linha do evento de Teresina, com a realização de uma palestra magna. Os escritórios ficam em Parnaíba, Floriano, Picos e São Raimundo Nonato.

 

Em Picos, 306 quilômetros ao sul da capital, a palestra magna será realizada no dia 8 de outubro tendo como palestrante o professor e consultor Marcelo Miyashita, que falará sobre 'Marketing para Pequenos Negócios'. O evento acontece no Sebrae de Picos.

 

Em Parnaíba, 318 quilômetros de Teresina, o consultor e especialista em vendas, Erik Penna, profere palestra no dia 6 de outubro com o tema 'A Divertida Arte de Vender', a partir das 19h, no auditório do Sebrae naquele município. No dia 7 de outubro, Erik Penna estará no Sebrae de Floriano, no sul do Estado, quando profere palestra sobre 'Gestão Prática de Vendas'.

 

Na cidade de São Raimundo Nonato, na região sul do Piauí, a palestra magna tem como tema 'Marketing para Praticar e Servir Bem', com o professor e consultor do Sebrae Eduardo Ventura, no dia 9 de outubro. Nessa mesma data o cantor e compositor, Lázaro do Piauí, vai proferir palestra cujo tema é 'De Mané a Lula – Uma Estória que Ainda Não Terminou'.

 

Serviço:
Unidade de Atendimento Individual e Mercados do Sebrae/PI - (86) 3216-1353

Escritório do Sebrae em Parnaíba - (86) 3322-4688

Escritório do Sebrae em Picos - (89) 3422-3919

Escritório do Sebrae em Floriano - (89) 3522-3164

Escritório do Sebrae em São Raimundo Nonato - (89) 3582-1289

 

Fonte: Agência Sebrae

 

Sebrae Minas lança livro sobre Centrais de Negócios

Notícias

Associativismo

São 11 casos de Centrais no Estado de Minas nos segmentos de farmácia, fruticultura, mineração, café, material de construção, moda íntima, supermercados e indústria têxtil

Simone Guedes

João dos Reis Gonçalves

João dos Reis Gonçalves

Rosana Marques participa da Central de Negócios de Moda Íntima de Juruaia

Belo Horizonte - O Sebrae em Minas Gerais lança na tarde desta terça-feira (29), em Belo Horizonte, o livro ‘Centrais de Negócios’, que reúne histórias de sucesso e exemplos de bons resultados obtidos por meio de parcerias em diversos setores apoiados pela Instituição. São casos de empresários que conseguiram reduzir custos e aumentar as vendas trabalhando em conjunto. A publicação será lançada durante o 2º Encontro Mineiro de Centrais de Negócios.




O livro é composto por 11 casos de Centrais de norte a sul do Estado de Minas nos segmentos de farmácia, fruticultura, mineração, café, material de construção, moda íntima, supermercados e indústria têxtil. Elas estão entre os 26 grupos apoiados pelo Sebrae/MG, que recebem capacitação em gestão, finanças e vendas.




Apesar de ser nova no Brasil, a iniciativa vem ganhando adeptos em tempos de concorrência acirrada. Em 2005 eram 257 Centrais no País, hoje já existem 841 grupos. Desses, 88 grupos são Centrais mineiras, tornando Minas o terceiro maior estado em número de Centrais do Brasil, perdendo somente para o Rio Grande do Sul e São Paulo.




Entre as vantagens do trabalho em conjunto está a ampliação de mercados e o aumento da competitividade das micro e pequenas empresas. Os empresários podem fazer compras coletivas, vender, criar planos de marketing, treinar equipes, desenvolver marcas ou projetos de design, construir depósitos de distribuição e barganhar nas negociações.




O resultado é a redução nos custos de compras de matéria-prima, maior prazo de pagamento, descontos, embalagens melhores, fretes, ampliação de mercado e oportunidade de competir com as grandes empresas.

Serviço:
2ª Encontro Mineiro de Central de Negócios e


Lançamento do livro Central de Negócios Dia 29 de setembro, a partir das 13h

Hotel Ouro Minas ( Avenida Cristiano Machado, 4001)

Belo Horizonte/MG

Sebrae/MG – (31) 3371-9060

Fonte: Agência Sebrae




segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Pequenas lutam por inclusão no Simples por faturamento

Notícias

Ênfase no porte das empresas é o que defende, por exemplo, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae)

Patrícia Acioli

Enquanto a Fazenda torce o nariz para a nova proposta de ampliação de setores que recebem o benefício fiscal pelo Simples, entidades ligadas às micro e pequenas empresas respondem que o critério para ingresso no sistema deve ter como foco principal o faturamento, e não o ramo da atividade econômica. Atualmente, estes dois fatores determinam a participação no regime.

 

A ênfase no porte das empresas é o que defende, por exemplo, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). "É a linha do presidente da entidade, Paulo Okamotto, pretende dar ao debate", diz gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Bruno Quick.

 

De acordo com a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, a pessoa jurídica só poderá aderir ao Simples Nacional - regime tributário diferenciado que reduz os impostos pagos pelas micro e pequenas empresas -, se estiver enquadrada como microempresa ou empresa de pequeno porte e se sua receita bruta anual não superar, respectivamente, R$ 240 mil e R$ 2,4 milhões.

 

"O Simples segue duas tendências. Um é a sua ampliação vertical, como foi feita via aprovação do Microempreendedor Individual (MEI), quando criou-se espaço para que pessoas da base da pirâmide da informalidade pudessem sair dessa condição", conta Quick. "Outra é a ampliação horizontal, por meio da entrada de novos setores no regime".

 

O debate sobre ingresso de novos setores no regime especial vem à tona em meio a tentativa da Fazenda de inviabilizar o projeto de lei que amplia o número de categorias profissionais beneficiadas pelas regras do Simples, aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no Senado. A autora da proposta, senadora Ideli Salvati (PT-SC) sabe que a matéria desagrada a área econômica do governo.

 

Segundo o gerente de Política Pública do Sebrae Nacional, existe uma discussão do ponto de vista da arrecadação e outra sobre a possibilidade desta ampliação dar espaço para precarização das relações de trabalho, via terceirização. Bruno Quick, no entanto, mostra que são argumentos falíveis. Primeiro porque, segundo ele, o Simples se mostrou um sucesso sob o aspecto da receita, não apenas para União, como também para os estados e municípios, que participam com o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto sobre Serviços (ISS), respectivamente.

 

Em vigor desde o segundo semestre de 2007, o regime unificou a cobrança de seis tributos federais (IR, IPI, CSLL, PIS, Cofins e contribuição previdenciária), estadual (ICMS) e municipal (ISS).

 

Quanto a uma eventual distorção do sistema, Quick diz que o governo tem mecanismos que permitem evitá-los. "Além de ser possível fazer ajustes a Lei, existem instrumentos, como o próprio Sped e Sintegra da Fazenda, ou ainda por meio do Ministério do Trabalho e Ministério da Previdência, para impedir que o emprego seja travestido dentro de empresas", ressalta.

 

Antes de entrar em vigor, a matéria deverá ser apreciada pela Câmara e sancionada pelo presidente da República, mas o governo precisa se preparar, porque a pressão dos setores é grande. "O Simples é uma solução para tirar empresas da informalidade e a Receita está vendo essa movimentação de forma equivocada", adverte Nelson Lacerda, do Lacerda & Lacerda Advogados. "A medida faz os cofres públicos ganharem e não perderem em arrecadação, porque por um lado se o regime reduz a carga fiscal e trabalhista, ele tem o potencial de ampliar a base", explica. Lacerda defende que o Simples é a solução tributária para o País e "deveria ampliar as faixas de faturamento, ainda que com uma alíquota maior", acrescenta o advogado.

 

Além do projeto da senadora Ideli (PLS 467/08), que prevê a adesão ao Simples de empresas de outras áreas como advocacia; engenharia, agronomia, jornalismo e publicidade; odontologia, despachante e tradutores, está no Congresso o debate sobre a atualização dos valores da tabela do Simples, "caso isso não seja feito, a política perde a sua eficácia", diz o gerente do Sebrae Nacional.

 

O atual regime de tributação das pequenas empresas deve ter uma mudança significativa no próximo ano. Entidades representativas deste segmento querem viabilizar um projeto para que as empresas possam aderir ao Simples Nacional apenas de acordo com o faturamento, não pelo setor ao qual pertencem.

A ênfase no porte das empresas é o que defende, por exemplo, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae): "É a linha que o presidente da entidade, Paulo Okamoto, pretende dar ao debate", diz o gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Bruno Quick.

 

De acordo com a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, a pessoa jurídica só poderá aderir ao Simples Nacional - regime tributário diferenciado que reduz os impostos pagos pelas micro e pequenas empresas - se estiver enquadrada como microempresa ou empresa de pequeno porte e se sua receita bruta anual não superar, respectivamente, R$ 240 mil e R$ 2,4 milhões.

 

O debate sobre ingresso de novos setores no regime especial vem à tona em meio a uma tentativa da Fazenda de inviabilizar o projeto de lei que amplia o número de categorias profissionais beneficiadas pelas regras do Simples, aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no Senado. A autora da proposta, senadora Ideli Salvati (PT-SC), sabe que a matéria desagrada à área econômica do governo.

O governo argumenta que ampliar o acesso ao Simples pode trazer problemas de arrecadação e trabalhistas, mas o Sebrae afirma que há instrumento de fiscalização para evitar práticas ilegais das empresas.

 

Fonte DCI

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sebrae promoverá evento nacional para incentivar negócios entre governos e micro e pequenas empresas









Notícias



Realizado no Rio para comemorar o Dia da Micro e Pequena Empresa, em 5 de outubro, Fomenta reunirá cerca de 1,5 mil empreendedores de diversos estados, que participarão de encontros de negócios com mais de 15 empresas públicas e governos estaduais e municipais

Os micro e pequenos negócios representam 99% das empresas formais do país e empregam 58% da mão de obra brasileira, mas participam de apenas 20% das compras públicas brasileiras. Para mudar este quadro e incentivar que estatais e governos estaduais e municipais passem a comprar mais dos pequenos empreendimentos, gerando emprego e renda, o Sebrae lançará no Dia da Micro e Pequena Empresa, 5 de outubro, o Fomenta – evento de caráter nacional que reunirá, no Rio, caravanas de diversos estados, totalizando cerca de 1,5 mil empresários de todo o país, e mais de 15 empresas públicas e representantes de governos estaduais e municipais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrará o evento, no dia 7 de outubro, às 17h30.

Durante três dias, haverá encontros de negócios, nas quais os empresários poderão apresentar seus produtos aos compradores, facilitando futuras convocações para licitações por meio de carta-convite. No evento, os empresários também poderão conhecer as exigências e regulamentos das empresas para aquisição de bens e serviços e participarão de oficinas de capacitação para que possam se preparar para vender para os governos.

Além disso, serão realizadas palestras para mostrar aos gestores públicos a importância de regulamentar em estados e municípios o dispositivo de Compras Públicas, presente na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que prevê facilidades para os pequenos empreendimentos nas licitações até R$ 80 mil, de forma que possam concorrer em pé de igualdade com as grandes empresas. Atualmente, apenas 763 dos 5.564 municípios brasileiros já regulamentaram esse dispositivo, facilitando a participação dos pequenos negócios nos seus processos de compra. “O mercado de compras governamentais é imenso. Movimenta por ano cerca de R$ 350 bilhões. É fundamental que os gestores públicos se conscientizem sobre a importância de comprar das micro e pequenas empresas. Isso fortalece esses negócios, que são os maiores empregadores do país, e consequentemente ajuda no desenvolvimento dos municípios e na redução da desigualdade social”, explica Sergio Malta, diretor-superintendente do Sebrae/RJ, estado que sediará pela primeira vez a edição nacional do evento.

Casos de sucesso - Exemplos bem-sucedidos de governos que regulamentaram o dispositivo de Compras Públicas e passaram a gerar negócios para pequenos empreendimentos não faltam. No caso do governo federal, o volume de compras provenientes de micro e pequenas empresas passou de 8%, em 2006, quando o dispositivo ainda não tinha sido regulamentado, para 32% em 2008.

No âmbito municipal, Cariacica, no Espírito Santo, foi a primeira cidade do país a adotar o dispositivo de Compras Públicas presente na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Atualmente, nas concorrências realizadas no município, a participação de micro e pequenas empresas representa cerca de 65% - bem superior à média estadual, que é de 13%. A crescente participação dos pequenos negócios nas compras do governo de Cariacica também refletiu na abertura de novas pequenas empresas no local e, consequentemente, na geração de mais empregos, dinamizando a economia. Entre agosto de 2006 e julho de 2009, foram criadas 3,9 mil pequenas empresas no município capixaba e foram gerados 6,8 mil empregos.

Encontros de oportunidades e cursos de capacitação - Os empresários interessados em participar tanto dos encontros com as grandes empresas compradoras quanto dos painéis e palestras devem se inscrever gratuitamente pelo site www.sebraerj.com.br/fomenta, onde também é possível encontrar toda a programação.

No encontro com as grandes compradoras, o pequeno empresário terá a oportunidade de apresentar seu empreendimento, portfólio e diferenciais. Cada encontro terá a duração de 20 minutos. Entre os grandes compradores já confirmados estão Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Correios, Eletrobras, Exército, Fiocruz e Petrobras, entre outras.

Já nos painéis de oportunidade, micro e pequenos empresários de um determinado segmento saberão quais são os critérios que alguns compradores utilizam para fazerem suas aquisições. Haverá, por exemplo, painéis específicos para os setores de vestuário e calçados, indústria moveleira, e também alimentos e bebidas, panificação, produtos agrícolas e orgânicos. Haverá, ainda, um painel sobre aquisições da Petrobras. Os pequenos empresários também contarão com capacitações para aprenderem a operar no pregão eletrônico – um dos principais mecanismos de aquisição por parte das empresas públicas.



Serviço:

Fomenta – II Encontro Nacional de Oportunidades para as Micro e Pequenas Empresas nas Compras Governamentais

Data: 5 a 7 de outubro

Local: Centro de Convenções SulAmerica – Avenida Paulo de Frontin, 1 – Cidade Nova – RJ

Horário: A partir das 9h




Fonte: Sebrae