quarta-feira, 22 de julho de 2009

Fenacon e Sebrae assinam convênio de parceira

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O presidente da Fenacon, Valdir Pietrobon, e o presidente do Sebrae Nacional, Paulo Okamotto, firmaram, na manhã desta terça (21), Convênio de parceria para realização de ações conjuntas. O objetivo do acordo é levar as modificações ocorridas na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, como a criação da Redesim e do Microempreendedor Individual – MEI, aos multiplicadores formados, além de fazer levantamento da situação atual da lei nos Estados, principalmente no que se refere à disseminação do MEI.


Para Valdir Pietrobon, o Convênio representa mais uma etapa que o sistema contábil brasileiro tem feito em prol das micro e pequenas empresas. “Nos orgulhamos de poder, mais uma vez, contribuir com desenvolvimento empresarial desta país”, disse.

O projeto do Convênio prevê a realização dos seguintes serviços: Treinamentos de Atualização, com o objetivo de treinar 15 mil empresários contábeis em relação às últimas modificações ocorridas na Lei Geral e aos conceitos e benefícios da certificação digital, a serem realizados no período de 01/08/2009 a 31/12/2010, totalizando 8 horas/aula;

Encontro da Lei Geral, com vistas à realização de seminários de divulgação do MEI e da implantação da Lei Geral, nos 26 Estados e no Distrito federal, no período de 01/09/2009 a 30/12/2009;

Métodos Alternativos de Solução de Controvérsias referentes à conciliação, mediação e arbitragem;

Observatório da Lei Geral, visando obter um panorama da implementação da Lei Geral nos estados;

Portal de Suporte ao Empresário Contábil, que prevê o desenvolvimento e a manutenção, por parte da Fenacon, de portal na internet para apoiar o empresário contábil na função de assessoramento ao micro e pequeno empresário;

Consolidação da Rede de Multiplicadores, cujo objetivo é estabelecer banco de dados dos multiplicadores da Lei Geral. Em março de 2007, a Fenacon e o Sebrae firmaram o primeiro Convênio com o objetivo de divulgar e esclarecer o conteúdo da Lei Geral ao empresário brasileiro. Com a parceria foram formados 120 instrutores, que capacitaram mais de 37 mil multiplicadores.

Fonte: Sistema Fenacon

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Comitê internacional anuncia IFRS para pequenas e médias companhias

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Graziella Valenti, de São Paulo

A partir de agora, adotar o padrão internacional de contabilidade IFRS não precisa mais ser coisa só para "gente grande". O Comitê de Normas Internacionais de Contabilidade (Iasb) emitiu na quarta-feira princípios do IFRS específicos para pequenas e médias companhias. Trata-se de uma versão condensada das regras internacionais, com apenas 230 páginas - cerca de 10% do padrão integral. De acordo com nota do Iasb, muitos dos princípios do documento original para mensuração de ativos e passivos foram simplificados e tópicos não relevantes para companhias pequenas foram omitidos. O projeto de desenvolver um IFRS para essas empresas surgiu há exatamente seis anos, em julho de 2003. Nesse intervalo, mais de 50 mesas-redondas e seminários foram feitos com esse propósito e a versão preliminar foi testada em mais de cem empresas pequenas, em 20 países. Na visão do Iasb, de acordo com a nota que divulgou a emissão das normas, o padrão para pequenas e médias companhias provê uma plataforma de crescimento, pois já prepara o negócio para o mercado de capitais - ambiente em que a adoção do padrão integral é exigida. No Brasil, a adoção do IFRS integral é obrigatória para as companhias abertas e também para as fechadas de grande porte. Elas deverão apresentar seus balanços consolidados de acordo com o padrão internacional. Enquanto isso, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) desenvolvem as normas brasileiras, baseadas nas internacionais, para que as companhias possam adotar o padrão também nos demonstrativos individuais, em 2010. A Lei 11.638, de dezembro de 2007, colocou o país oficialmente na rota de harmonização. Conjuntamente, CVM e CPC já emitiram 20 normas, no ano passado e neste ano. Há outras 15 em processo de audiência pública, sendo 4 ainda abertas para sugestões e comentários e 14 minutas em elaboração. Assim, mais 29 regras serão emitidas ainda em 2009.


Fonte: Valor Online

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Mortalidade dos negócios diminui com capacitação

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Domingos ZaparolliO diretor técnico do Sebrae Nacional, Luiz Carlos Barboza, avalia que a gestão das pequenas empresas tem melhorado no Brasil e isso tem impacto positivo nos índices de mortalidade dessas empresas. Para ele, um dos grandes desafios do empreendedor é construir um ambiente interno colaborativo, que estimule os funcionários a participar na busca de melhorias. Para Barboza, que é membro do Conselho Curador da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), uma gestão eficiente representa ganho de competitividade e maior retorno do investimento.Valor: Um estudo do Sebrae SP informa que a falta de planejamento e a baixa qualidade da gestão estão entre as principais causas geradoras de mortalidade de pequenas empresas. Quais são as principais dificuldades que o empreendedor enfrenta para gerir adequadamente seus negócios?Luiz Carlos Barboza: As principais dificuldades dividem-se em duas categorias: Aquelas relacionadas ao ambiente externo à empresa: burocracia, excessos de regulamentação, dificuldade de acesso ao crédito. E as do ambiente interno, como gestão deficiente, capacitação insuficiente dos trabalhadores e o baixo nível de inovação. Mas, felizmente, os dados da sobrevivência de empresas têm melhorado significativamente desde o início da década. Pesquisa do Sebrae realizada em todo o Brasil mostra que 78% delas sobrevivem nos dois primeiros anos de vida. Em 2002, eram apenas 50% . Essa melhora deve-se a três fatores combinados: melhora da economia no período; melhora do nível educacional dos novos empreendedores; e elevação da qualidade da gestão nessas novas empresas. Nossas pesquisas apontam que, no início da década, eram minoritários os pequenos empresários que praticavam ações como planejamento, marketing, controle financeiro e gestão de recursos humanos. Hoje esses conceitos estão mais difundidos.Valor: Quais são os principais benefícios que um pequeno empresário pode esperar como resultado de um bom gerenciamento?Barboza: Gerir bem uma empresa compreende planejar, executar, acompanhar e avaliar. Inclui ter uma boa leitura do ambiente em que opera, estar atento às mudanças, orientar-se para o mercado com um bom atendimento aos clientes, montar uma equipe de pessoas comprometidas e capacitadas, zelar pelos custos e finanças.Valor: Em uma pequena empresa, o líder tem que se envolver em inúmeras tarefas operacionais e executivas. Com isso, não lhe sobra tempo, muitas vezes, para se dedicar a observar problemas gerenciais e inovar em seu modelo de gestão. Como superar essa barreira?Barboza: Existem vantagens e desvantagens nos tamanhos das empresas. Na pequena, o líder se envolve com inúmeras tarefas cotidianas, mas tem a vantagem de interagir diretamente com toda a equipe e assim ganhar em agilidade. Aliás, essa é uma das principais vantagens da pequena empresa: agilidade operacional e capacidade de adaptar-se às mudanças. Se o empresário da pequena empresa criar um ambiente colaborativo com seus empregados poderá estimular a inovação com vantagens em relação à grande empresa.Valor: A maioria dos modelos de gestão empresarial é desenvolvida para aplicação em grandes empresas. É possível reproduzir os mesmos modelos em pequenas ou elas exigem modelos próprios?Barboza: Os modelos têm a mesma base conceitual. A grande diferença se dá na aplicação, devido às estruturas organizacionais distintas. Portanto, há necessidade de se fazer ajustes para aplicar-se nas pequenas empresas. Tem-se que considerar que nas pequenas empresas as equipes são reduzidas e multidisciplinares. Muitas das tarefas que caberiam a pessoas distintas numa grande empresa terão que ser executadas, de maneira integrada, numa empresa de menor tamanho. Um exemplo é o ciclo PDCA (planejamento, execução, monitoramento e avaliação). Suas bases conceituais se aplicam tanto a grandes quanto a pequenas. Nas pequenas, o ciclo PDCA é aplicado de maneira simplificada e considerando que uma mesma pessoa poderá responsabilizar-se por todas as etapas.Valor: Como o pequeno empresário deve agir para encontrar um modelo de gestão que seja adequado ao seu negócio?Barboza: O pequeno empresário deve optar pelo modelo que sinta maior segurança e entendimento quanto ao que será implantado. Como a pequena empresa nem sempre poderá contar com consultores externos por longo tempo deve-se dar preferência a modelos que possam ser mais facilmente assimilados pelo líder e pela sua equipe. Modelos complexos, dependentes de competências externas e que requerem longa implementação devem ser preteridos por modelos mais simples, que a própria equipe possa implementar com um determinado apoio de consultores externos.Valor: Quais são as ferramentas que o Sebrae disponibiliza ao pequeno empresário para melhorar o gerenciamento de sua empresa?Barboza: Temos ferramentas que podem ser utilizadas para cada estágio de desenvolvimento da empresa. Nos dois primeiros anos de vida, a empresa precisa de um plano de negócios e de solucionar problemas pontuais. Temos cursos presenciais e a distância para cada situação: controle financeiro, custos, marketing, recursos humanos, etc. Já as empresas com mais de dois anos de vida e com pretensões de crescer possuem desafios diferentes. Para essas temos soluções baseadas no ciclo PDCA e que combinam diagnóstico, capacitações presenciais e a distância, consultorias de gestão, encontros empresariais, acompanhamento sistemático e avaliações periódicas. Uma ferramenta importante é o modelo de gestão da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), que adaptamos para o universo das pequenas empresas, onde o empreendedor pode fazer um diagnóstico de sua gestão e receber um roteiro para aprimorá-la e ainda uma avaliação de seu esforço por meio do Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas (MPE Brasil), que em 2008 contou com 53 mil inscritos e esperamos alcançar 75 mil neste ano.Valor: Como o pequeno empresário pode motivar seus funcionários em relação aos objetivos traçados?Barboza: O líder deve buscar a construção de um ambiente interno participativo e estimulador da busca de melhorias contínuas. A construção desse ambiente propício à inovação é mais fácil de obter numa pequena empresa devido à interação direta e fluida entre o líder e os funcionários.

Fonte: Valor Econômico

Contabilistas mobilizam-se para atender os empreendedores individuais

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Da janela do seu escritório na Asa Norte de Brasília, próximo ao centro da capital, a contadora Rosângela Bastos pode ver, diariamente, o lavador de carro, o vendedor de água de coco e, no final da tarde, o pipoqueiro voltando da escola onde vende suas pipocas. A cena é corriqueira, mas, nos últimos tempos, vem chamando a atenção especial da contadora. Isso porque essas pessoas são exemplos típicos de empreendedores informais que podem ser formalizados como Empreendedor Individual.

Criado pela Lei complementar 128/08, o Empreendedor Individual é uma figura jurídica que começa a vigorar nesta quarta-feira (1º), facilitando a formalização de pessoas que exercem atividades econômicas como os exemplos acima e muitos outros, envolvendo desde manicures e costureiras até vendedores porta a porta (como os de cosméticos), açougueiros, barbeiros, artesãos e churrasqueiros ambulantes. Para isso, vão pagar uma taxa fixa mensal de até R$ 57,15 e garantirão benefícios como aposentadoria e licença-maternidade.

O que Rosângela tem com isso? Ela é um dos milhares de profissionais de contabilidade Brasil afora encarregados de ajudar essas pessoas a fazer a sua inscrição como Empreendedor Individual. A obrigação foi estabelecida pela própria lei que criou o mecanismo. Ela permitiu a inclusão desses contabilistas numa tabela menos onerosa do Simples Nacional – o sistema de arrecadação de tributos das micro e pequenas empresas.

Em contrapartida, eles terão que fazer a primeira inscrição e a primeira declaração anual dos empreendedores individuais. Conforme a Confederação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon), a medida abrange mais de 18 mil profissionais já relacionados no site da instituição: www.fenacon.org.br.

Rosângela garante que a obrigatoriedade não é problema para ela e até já andou introduzindo o assunto com empreendedores com esse perfil como alguns dos que avista da janela do seu escritório e de outros locais onde passa. “Há os que se animam e outros que ficam desconfiados, mas precisamos aprender a quebrar os medos”, diz a contadora. Ela diz encarar a obrigação como uma oportunidade. Primeiro por contribuir para a inclusão social e econômica de pessoas simples que, muitas vezes, têm dificuldade de compreensão de determinados temas.

A avaliação dela é que orientar e fazer a inscrição dessas pessoas como Empreendedor Individual contribui para o crescimento das atividades econômicas que desenvolvem, melhorando suas vidas e de seus familiares, além de contribuir com o aumento da formalidade que, entende, tem reflexos positivos na Economia na Sociedade como um todo. Rosângela também acredita que formalizados e crescendo, esses empreendedores podem se tornar clientes dos profissionais de contabilidade que os atenderam. “É preciso enxergar a oportunidade por trás da obrigação”, ensina. Mas alerta: para que tudo dê certo, é preciso que os empreendedores sejam bem informados sobre direitos e deveres.

No Amapá, a presidente do sindicato ligado à Fenacon, Vilma Servati, tenta informar a categoria por meio de palestras e diz que há um computador no sindicato à disposição dos profissionais para atender a esse público. Ela também está na lista dos encarregados de fazer a inscrição do Empreendedor Individual, mas encara a obrigação como maneira de realização profissional e, principalmente, pessoal. “Se Deus me abençoou para que eu possa ser uma empresária, tenho que retribuir ajudando quem precisa”, diz explicando que esse é o entendimento que vem repassando aos profissionais do Estado.

Integrante da Pastoral da Saúde, da Igreja católica, Vilma conta que também está passando as informações sobre o Empreendedor Individual para lideranças de comunidades atendidas pela Igreja e conta que algumas já estão até organizando listas com nomes de quem quer aderir. Em uma delas, diz, já há 27 interessados entre pipoqueiros, cabeleireiros, costureiras, artesãos e quitandeiros. Para ela, cada um deve fazer a sua parte levando a informação a qualquer empreendedor com esse perfil com quem tenha contato. “Também já conversei sobre o assunto com minha costureira”, exemplifica.

Presidente do sindicato ligado à Fenacon em São Paulo, José Maria Chapina garante que, por meio de Convênio com o Governo do Estado e a Prefeitura da Capital paulista, além do Sebrae, a entidade fará o atendimento direto desses empreendedores. Segundo ele, além de mobilizações da categoria, haverá estrutura na entidade à disposição dos contabilistas que quiserem utilizá-la para atender a esse público. E diz que, mesmo não integrando o Simples Nacional, ele próprio atenderá o interessado em se formalizar como Empreendedor Individual. Em São Paulo, explicou, há 3,2 milhões de informais e a meta é, em um ano, formalizar 30% desse público.

Na avaliação de Chapina, o trabalho também tem cunho social, de solidariedade, mas os profissionais do setor contábil também ganham visibilidade para a profissão e o Investimento num futuro cliente. “Fique atento, não despreze esses empreendedores, porque quem atender e acreditar, amanhã poderá tê-los em sua Carteira de clientes, pois toda grande empresa de hoje já foi pequena”, alerta.

“Temos buscado informar à categoria que se trata de uma realidade, é preciso fazer esse atendimento”, diz o presidente do sindicato no Rio Grande do Sul, Luiz Carlos Bohn. Ele ressalta que não tem encontrado resistências de contabilistas na sua região, principalmente quando eles entendem que não terão que atender o Empreendedor Individual mensalmente, mas apenas fazer a 1ª inscrição e da declaração anual deles. Mas por via das dúvidas, também lembra a oportunidade que esse trabalho representa para a “fidelização de futuros clientes”.

Em Sergipe, a diretora de eventos do sindicato filiado à Fenacon no Estado, a técnica em contabilidade Ana Lúcia Sales, também garante: mesmo não integrando o Simples Nacional, portanto não tendo a obrigação de atender ao público do Empreendedor Individual, fará questão de atendê-lo. Além de procurar divulgar o mecanismo por meio da entidade, ela revela que por conta própria já mandou confeccionar panfletos com informações básicas sobre a nova figura jurídica e com endereço e telefone do seu escritório. O panfleto será distribuído nas áreas de concentração de empreendedores informais. “É preciso levar a informação até eles”, diz.

Ana Lúcia também acredita que o Empreendedor Individual traz benefícios para os dois lados. Para o informal, pela oportunidade de crescer, “pois sem organização não se cresce”, e para os contabilistas, “porque é um novo nicho de mercado”. Também para ela, mesmo não tendo a obrigatoriedade de atendimento, os profissionais de contabilidade não podem desprezar esse público e precisam se envolver no atendimento gratuito. “Primeiro porque ele vai sempre procurar quem não vai cobrar. E mesmo que se registre com quem cobre, vendo depois que outro colega fez de graça, fica ruim para a imagem de quem cobrou”, avalia.

Com o apoio do Sebrae, a Fenacon está distribuindo cartazes para serem afixados na porta dos escritórios de contabilidade que atenderão o Empreendedor Individual e produziu guias com orientações para a categoria. Um deles já está no seu da Fenacon e será impresso para distribuição à categoria. A entidade também prevê para esta semana a publicação, no site, de um guia em formato de perguntas e respostas.

O presidente da Fenacon, Valdir Pietrobon, acredita que não haverá dificuldades na mobilização dos contabilistas, até porque os profissionais da área estão acostumados aos processos de abertura de empresas. “Abrir empresa é o nosso forte, faz parte do nosso dia a dia”.

Fonte: Agência Sebrae